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Review | LG G6

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LG G6

 

O LG G6 chegou ao mercado com uma grande missão geral, e outras mais específicas. A principal missão? Corrigir os erros do LG G5, que era um bom smartphone, mas que pecou na execução de alguns conceitos. Principalmente na modularidade.

Também chega para corrigir as diferenças que a própria LG estabeleceu no modelo anterior entre os mercados. Oferecer um dispositivo com hardware inferior em determinados mercados foi um grande tiro no pé, que custou parte da popularidade do smartphone.

É um modelo chave para a LG na sua jornada no mercado mobile. A empresa quer voltar a figurar no Top 5 global de vendas, e não poderia cometer erros no novo modelo. Por outro lado, quer mostrar também que é capaz de avançar nas suas inovações, mostrando identidade própria na hora de apresentar suas soluções tecnológicas.

Nesse review, vamos mostrar o LG G6 em detalhes, relatar nossa experiência de uso e detectar para quem o aparelho é recomendado. Mais do que isso: vamos tentar identificar se a LG conseguiu corrigir os erros cometidos, mesmo em partes.

Vamos deixar o fator preço não contaminar a avaliação objetiva do produto, deixando que esse fator só assuma a sua importância no final do processo, e fora de qualquer tipo de análise técnica.

Combinado?

Vamos lá!

 

 

Review em Vídeo

 

 

 

 

Características Físicas

 

 

O LG G6 é um smartphone mais bonito que o LG G5, além de ser mais leve, com melhor agarre e mais estiloso. É uma vitória de design ter um smartphone com tela de 5.7 polegadas encapsulado em um corpo de 5.2 polegadas.

 

 

O resultado disso é um modelo com agarre mais agradável. Mais alto, sim, mas mais estreito, o que favorece no uso diário. Além disso, a parte traseira mais curva deixa o aparelho mais confortável nas mãos.

 

 

Um modelo mais fino e mais leve também precisa ser mais elegante. E isso podemos perceber claramente no seu acabamento. Os detalhes aqui são bem cuidados, com um tom metálico que é vistoso. O telefone é muito bem montado, e consegue entregar a sensação de ser um dispositivo de tecnologia top de linha.

 

 

O botão de liga/desliga com leitor de digitais integrado está bem posicionado, em uma posição naturalmente intuitiva. Não é a localização que mais me agrada (prefiro o leitor de digitais na parte frontal do dispositivo), mas durante os testes poucas vezes o dedo foi parar o sensor duplo de câmera, o que é sempre um bom sinal.

Em resumo: o LG G6 oferece uma bela evolução no design e características físicas em relação ao seu predecessor.

 

 

 

Acessórios

 

 

A LG oferece um interessante kit de venda no seu novo modelo top de linha.

 

 

Aqui, destacamos primeiro o seu fone de ouvido, que é de boa qualidade, entregando um áudio bem agradável, com bons graves.

 

 

Além disso, o LG G6 oferece no seu kit de venda um adaptador USB Type-C > USB Type A, para que você possa utilizar o dispositivo com carregadores tradicionais.

 

 

Tela

 

Um dos principais itens que a LG coloca ênfase ao promover o LG G6 é a sua tela. A empresa é reconhecida por ser uma das melhores nesse aspecto, inclusive fornecendo telas para os seus concorrentes diretos.

 

 

Dessa vez, vemos a confirmação disso, entregando aqui (talvez) o principal ponto de inovação do novo modelo. Estamos diante de uma tela de 5.7 polegadas, com resolução QHD, que a LG chama de FullVision. É uma tela que entrega uma proporção 18:9, que deve ser adotada pela maioria dos smartphones top de linha dos principais fabricantes.

Pode não parecer muita coisa no resultado final (as bordas laterais existem em alguns casos, já que a grande maioria dos dispositivos não são compatíveis com esse formato de tela), mas todas essas tecnologias combinadas resultam em uma qualidade de imagem elevadíssima.

As cores são muito vivas, o brilho é efetivo na maior parte do tempo, o contraste é notável e a qualidade final de imagem entregue pelo smartphone é uma das melhores que você pode encontrar entre os dispositivos premium.

Com certeza temos uma das melhores experiências de uso nesse aspecto entre os modelos disponíveis em 2017.

 

Hardware e Software

 

Bom, quase todo mundo decorou essas especificações técnicas, mas vale a pena revisar.

O LG G6 conta com um processador Qualcomm Snapdragon 821 quad-core a 2.2 GHz, que trabalha com 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de até 2 TB). O conjunto é gerenciado pelo sistema operacional Android 7.0 Nougat.

 

 

São especificações que entregam um desempenho excelente na maior parte do tempo. Não observamos engasgos, travamentos ou falhas críticas no período de testes, e isso é muito importante.

Sempre temos que lembrar que não necessariamente precisamos de números inflados para obter um excelente desempenho em um smartphone Android, ainda mais com o Nougat que consegue otimizar muito bem os recursos de hardware.

Talvez incomode para muita gente o elevado nível de personalização do Android que a LG adota. Por outro lado, sua interface entrega uma boa experiência de uso, oferecendo soluções que são úteis no nosso dia a dia. E é claro que você pode instalar uma nova launcher no dispositivo, mas imaginamos que isso não se faz necessário.

Até mesmo as soluções de apps da LG pré instalados não incomodam tanto. Aqui, o trabalho de software foi bem feito, pois consegue conversar bem com o hardware, sem ser um devorador de recursos. Tal e como a LG já vinha fazendo nas versões anteriores do seu top de linha e em modelos das linhas inferiores.

 

 

Câmera

 

 

Mais um item que recebeu um grande destaque por parte da LG durante a apresentação do LG G6.

A bem sucedida combinação de câmera traseira dupla de 13 MP (f/1.7) continua, com pequenas melhorias técnicas que entregam resultados finais de fotos excelentes. São fotos com cores vivas, elevada riqueza de detalhes, alto contraste (e não falo isso por causa do HDR10 da tela; as imagens visualizadas na tela do computador ficam ótimas), e com um resultado final vistoso.

 

 

Alguns usuários podem entender que a coloração nas fotos pode ser muito carregada, mas o modo manual vem bem a calhar para os fotógrafos mais experientes. É importante lembrar que o modo manual também está presente para os vídeos, o que pode resultar em uma captura de imagens com uma qualidade ainda maior.

 

 

O recurso de expansão do ângulo de captura continua, o que permite a inclusão de mais elementos em uma mesma cena. E, tal e como aconteceu com o LG G5, funciona muito bem, fazendo a diferença em momentos pontuais.

 

Aqui, destacamos também a estabilização de imagem, que se faz efetiva nas fotos e principalmente nos vídeos, tanto na câmera traseira dupla como na câmera frontal. Algo perfeito para os produtores de conteúdo mais habilidosos.

 

 

O sensor frontal possui apenas 5 MP, mas conta com o modo de expansão do ângulo de captura de imagem, para que mais pessoas possam entrar nas selfies. Os resultados aqui são igualmente positivos. Talvez incomode um pouco o processamento de software na imagem, que acaba retirando as linhas de expressão. Isso pode deixar a imagem final da pessoa mais artificial, o que nem sempre é algo tão legal assim.

De qualquer forma, é um dos melhores conjuntos de câmera que você pode encontrar em um smartphone hoje, principalmente no caso da câmera traseira dupla.

 

 

Bateria

 

O LG G6 comercializado no Brasil possui uma bateria de 3.230 mAh. É um pouco menor do que a versão internacional do smartphone, mas isso não deve causar uma diferença considerável na experiência de uso do dispositivo. Se bem que, em tempos de aplicativos devoradores de recursos, quanto mais bateria, melhor.

 

 

De qualquer forma, a LG adicionou alguns recursos para garantir uma boa autonomia de bateria no dispositivo. Um deles é o modo Vulkan, que administra o consumo de bateria durante os jogos. Além disso, o Android customizado pelos coreanos já conta a algum tempo com alguns recursos de economia de bateria, sem falar que é um software que é bem competente no consumo de recursos, sem abusar do hardware nesse aspecto.

Dito tudo isso, e considerando uma tela maior (5.7 polegadas, lembra?), um hardware mais potente e toda a gama de recursos embarcados, podemos dizer que o LG G6 consegue sem problemas uma autonomia de bateria de pelo menos um dia completo com o uso moderado. Pode alcançar um pouco mais, dependendo do perfil de uso.

Obviamente, quem consome uma maior quantidade de vídeos, jogos e recursos com maior demanda terá uma autonomia de bateria menor. Algo absolutamente normal para esse tipo de dispositivo.

 

 

Desempenho

 

Não duvide: o desempenho do LG G6 é algo excelente.

O conjunto hardware + software não deixa a desejar em nenhum momento, entregando sempre uma plena experiência de uso nas mais diferentes atividades. Não foram observados arrastos, travamentos, falhas ou paralisações críticas. O modelo entregou o tempo todo o melhor desempenho possível que o seu conjunto técnico pode entregar.

A essa altura do campeonato, seria dispensável dizer que números não significam nada no mundo da telefonia móvel, e que você não precisa ter um modelo top de linha para obter uma experiência satisfatória com um smartphone Android. Modelos com conjuntos técnicos mais modestos podem entregar um excelente desempenho.

Logo, não seria por conta do Snapdragon 821 que o LG G6 não entregaria um bom desempenho para a maioria dos usuários. Ele é, sem dúvida, um ótimo smartphone top de linha. Disso, não temos a menor dúvida.

Mas… sempre tem um “mas”…

 

E o preço?

 

O LG G6 custar R$ 3.999 no ato do seu lançamento assusta todo mundo. Ele realmente não vale esse preço. O Galaxy S8 entrega mais pelo mesmo valor. Entendo que a melhor forma da LG fazer com que o seu produto realmente tenha algum apelo junto ao seu público alvo é oferecer logo de partida um preço mais competitivo que o modelo top de linha da Samsung.

 

 

Por outro lado, o preço do LG G6 está caindo, tal e como já previsto, e em uma velocidade ainda maior do que o esperado. Em alguns e-commerces já é possível encontrar esse smartphone por R$ 3.500 ou menos. Já tem aqueles que encontram em eventuais promoções o modelo por menos de R$ 3.000, e em casos específicos, com planos de operadoras, o valor fica um pouco acima dos R$ 2.000.

Logo, não há muitos motivos para polêmica nesse momento. Se você não está com pressa, pode comprar o LG G6 por um ótimo preço já a partir do terceiro trimestre de 2017. É só ter um pouco mais de paciência.

 

Conclusão

 

 

O LG G6 está aprovado. É um baita smartphone top de linha, com uma tela ótima, câmeras excelentes, uma boa autonomia de bateria, um design muito ajustado e a experiência de uso já comprovada pela LG.

Talvez não será o modelo que você vai comprar agora, por conta do seu preço ainda acima dos seus principais concorrentes com cargos e vantagens diversificados. Mas com certeza é um dos modelos que você deve considerar para a Black Friday 2017.

Review | Notebook Lenovo N22 80S6

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Lenovo N22

 

A Lenovo lançou no ano passado o Lenovo N22, um Chromebook por excelência que contava com algumas vantagens, como por exemplo 4 GB de RAM e a possibilidade de expandir o armazenamento via SSD M.2 SATA.

A Microsoft vê o mercado que hoje o Chrome OS triunfa (principalmente o educacional) como uma forma que expandir a participação do Windows 10 em um segmento que agrega valor ao software, além de garantir vendas sólidas e fidelidade pelo segmento investido.

Por isso, a mesma Lenovo lançou uma segunda versão desse notebook, o Lenovo N22 80S6, com o sistema operacional Windows 10 e com as mesmas características de hardware, para ser uma alternativa de baixo custo com o sistema da Microsoft, e que competisse diretamente com os Chromebooks.

O produto é bem credenciado lá fora, mas como sempre somos curiosos, decidimos adquirir uma unidade do notebook e testá-la para confirmar ou desmentir tais impressões. Além disso, decidimos realizar um teste adicional: adquirimos uma unidade SSD M.2 SATA de 128 GB de armazenamento, com o objetivo de verificar a possibilidade de fazê-la funcionar como o disco rígido principal do produto.

 

 

Review em Vídeo

 

 

 

 

Características Físicas

 

 

O Lenovo N22 lembra os antigos netbooks nas dimensões e características físicas, mas com algumas atualizações relevantes.

É um notebook muito bem construído, com partes sólidas e sem peças que deixam a impressão que vão se romper com o tempo. É mais espesso e mais pesado que o Samsung Chromebook 3, mas isso não pesa no seu uso e transporte diário.

 

Outro diferencial importante desse modelo é a sua webcam, que tem giro de 180 graus. Ou seja, você pode fazer transmissões ao vivo de você e daquilo que está diante de você.

 

 

Oferecendo a resistência exigida de um produto com aspirações para fins escolares, temos aqui um notebook muito bem construído, atendendo as necessidades de usuários com diferentes necessidades.

 

 

Tela

 

O Lenovo N22 possui uma tela de 11,6 polegadas, com resolução de 1336 x 768 pixels.

É uma tela boa o suficiente para a visualização dos conteúdos de forma mais básica, como interface do sistema operacional, vídeos por streaming em HD, jogos básicos, fotos e aplicativos.

 

 

Porém, como em vários produtos de baixo custo, o seu ângulo de visão não é dos mais favoráveis, o que é compreensível, levando em conta que a Lenovo precisava fazer algumas restrições técnicas para assim reduzir o valor final do produto.

Em compensação, aqui temos uma tela que pode ser aberta em ângulos de até 180 graus, o que oferece uma maior comodidade na hora de visualizar conteúdos por streaming, por exemplo. Para quem quer utilizar o notebook para outras finalidades, é sempre um adicional interessante.

Um detalhe importante: mesmo com um brilho a 25%, essa tela oferece uma boa visualização dos conteúdos, o que pode ajudar e muito na produtividade, sem falar que reflete na boa autonomia de bateria do notebook.

 

 

Hardware

 

O Lenovo N22 possui um processador Intel Celeron N3050 a 1.6 GHz-2.16 GHz (dual-core), 4 GB de RAM DDR3L SDRAM e 32/64 GB de armazenamento. O modelo que testamos é o que contém 32 GB em eMMC.

É o que se espera para um hardware que prioriza o baixo custo e a elevada autonomia de bateria. Em compensação, teremos naturais restrições no desempenho. Ou seja, se vai comprar esse modelo, já vá ciente de que ele não foi feito para tarefas mais complexas, mas sim para te oferecer uma conectividade e acesso à internet básico e em qualquer lugar.

Para o Windows 10, é o suficiente, pois o sistema operacional da Microsoft possui uma ótima otimização para diferentes tipos de hardware. Porém, ainda oferece algumas restrições e travamentos por conta do conjunto eMMC + processador. Mas falaremos sobre isso mais adiante.

 

 

Teclado e Touchpad

 

O teclado do Lenovo N22 é de tamanho completo, o que facilita e muito a vida daqueles que querem ser mais produtivos em qualquer lugar.

 

 

Aqui, a digitação é prática, com algum ruído das teclas, mas que entrega uma digitação relativamente tranquila. Seguindo a regra dos produtos dessa categoria, é um teclado funcional, que atende bem as necessidades.

 

 

O touchpad desse notebook segue a mesma regra. Tem um bom deslocamento, com uma boa sensibilidade, sendo muito funcional. Não registra toques acidentais e consegue entregar a produtividade necessária para as atividades diárias.

 

Desempenho

 

O Windows 10 até funciona bem com esse tipo de hardware, desde e quando apenas execute os aplicativos que já são do Windows 10. Talvez até por isso que a Microsoft lançou o Windows 10 S, totalmente fechado ao seu ecossistema, para garantir um desempenho mínimo para quem depende de uma relativa produtividade em qualquer lugar.

Voltamos aqui na questão do processador Intel Celeron N3050, que é de baixo consumo de bateria, mas também de baixa performance. Não é o mais recomendado para quem precisa trabalhar com aplicativos de fora da Windows Store. Quero dizer, ele executa, mas não com o mesmo desempenho que temos nos aplicativos nativos do sistema operacional da Microsoft.

Mas o caso mais crítico esta na unidade de armazenamento.

Definitivamente, o Windows 10 completo, tal e como conhecemos hoje, não foi concebido para trabalhar com uma unidade de armazenamento em eMMC, como temos com o Lenovo N22. Estamos basicamente falando de um cartão de memória que atua como uma unidade de inicialização, execução e armazenamento de um sistema operacional completo. É muita coisa.

Os 32 GB de armazenamento nem é algo tão crítico assim para o desempenho (pode ser um limitador na hora de instalar novos programas no equipamento, e esse problema poderia ser sanado com uma unidade de 64 GB), mas a estrutura física da unidade eMMC deixa tudo bem preocupante para um uso com rotina diária.

Mas isso pode ser remediado de forma relativamente simples.

 

 

A salvação: uma unidade SSD M.2 SATA

 

Adquirimos o Lenovo N22 por causa da possibilidade em expandir a capacidade de armazenamento e melhorar o desempenho geral em função disso. Alguns sites internacionais levantaram essa possibilidade, e decidimos arriscar para comprovar se os resultados entregam as melhorias esperadas.

Esse notebook não conta com parafusos em formato especial. Uma simples chave Philips permite que ele seja aberto sem maiores problemas.

O slot M2. SATA está lá, livre e disponível para ser utilizado. Talvez você precise prender com alguma fita isolante ou para componentes eletrônicos a SSD na placa-mãe, se a unidade SSD tiver dimensões menores do que o ponto do parafuso da peça. Mas isso não será um problema para a utilização do complemento que você vai instalar nesse notebook.

 

 

O próximo passo é configurar a unidade para que ela possa trabalhar com o Lenovo N22.

Esse notebook não usa o sistema MBR, mas sim o padrão GPT. É preciso preparar a SSD para esse padrão. Caso contrário, a BIOS do equipamento não vai identificá-la como uma unidade de inicialização para esse equipamento.

Com a unidade preparada, você pode configurar na BIOS para que o notebook faça a inicialização por ela, que passa a assumir a SSD de verdade (e não a eMMC) como unidade principal de armazenamento, ou unidade C:.

Você até pode fazer a clonagem dos dados armazenados na eMMC do equipamento para a SSD, mas a melhor decisão nesse caso é instalar o Windows 10 Pro (em inglês, que fique bem claro – depois você pode instalar o pacote de idiomas para português) do zero, e configurar a máquina item por item. Não está difícil identificar os drivers desconhecidos, pois o próprio sistema operacional é capaz de fazer isso.

Logo, faça o download da ISO do Windows 10 Pro, prepare um pendrive ou DVD como instalador, e faça a instalação do Windows 10 Pro e da sua atualização direta para o Creators Update (altamente recomendado em tempos de WannaCry).

Instale os seus programas mais utilizados. E sinta a diferença.

Desempenho (com uma SSD M.2 SATA como unidade principal)

 

A melhora é perceptível, apesar de não ser algo notável. Você pelo menos consegue executar melhor os programas de terceiros, além de oferecer uma maior agilidade na execução do Windows 10 como um todo.

Outra dica que pode ser adotada (e que considero bem válida) é utilizar a eMMC para a memória virtual do Windows. Aquela que normalmente desligamos quando não temos muito espaço de armazenamento em disco.

Nesse caso, como temos uma SSD de 128 GB como unidade principal, ficamos com 29 GB livres no eMMC. Utilizamos 20 GB como memória virtual do Windows, e isso ajudou a melhorar ainda mais o desempenho do notebook como um todo.

Em resumo: o Lenovo N22 só vai entregar um desempenho realmente útil para as necessidades propostas apenas e tão somente quando fazemos tais modificações nas suas configurações de hardware. Temo que, do jeito que ele é comercializado, nem mesmo para quem tem um uso mais básico com o produto ele vai servir. Quem sabe com o Windows 10 S ele possa ser realmente produtivo.

Aliás, um erro grosseiro que os fabricantes cometem (no Brasil ainda mais) é vender a unidade eMMC como uma SSD. Claramente são itens com características diferentes, propostas diferentes e desempenho bem diferentes.

O consumidor precisa ficar ciente disso antes de adquirir um produto com essas características. Sem falar que, de forma definitiva, o Chrome OS esta mais otimizado para o eMMC do que o Windows 10. Mas falarei mais sobre isso em outra oportunidade.

 

 

Bateria

 

Aqui está mais um dos motivos para você adquirir o Lenovo N22.

Sua autonomia prometida e de até 8 horas de uso, mas esse número só é alcançado com a tela com um nível de brilho de 25%, e no modo de economia de energia. Nesse modo, o desempenho é razoável, permitindo trabalhar bem com as tarefas mais básicas.

Com o brilho de tela em 50%, a autonomia de uso cai para 6h30, o que é mais que suficiente para quem trabalha em deslocamento (dois turnos de três horas de trabalho).

Outro detalhe importante e que esse notebook conta com um modo de recarga rápida de bateria, que alcança os 100% de recarga em pouco mais de duas horas. Ou seja, se eventualmente você ficar sem bateria pela manhã, pode recarregá-la na hora do almoço para trabalhar até o final da tarde, sem grandes dificuldades.

 

 

Conclusão

 

 

O Lenovo N22 só é recomendado para os usuários que se atreverem a instalar uma SSD de verdade nele. Com as modificações que fizemos, ele tem um desempenho aceitável para ser o seu segundo notebook, atendendo as necessidades dos usuários que precisam ter um computador para o trabalho ou estudo que seja leve e com boa autonomia de bateria.

Jamais ele deve ser visto como o computador principal de ninguém e, definitivamente, aconselho que você pense umas dez vezes antes de adquirí-lo tal e como ele foi concebido. O processador Intel Celeron N3050 pode ser insuficiente para o Windows 10 Pro (dependendo da finalidade que o usuário quer dar para o produto), sem falar que o sistema não foi feito para extrair o máximo de desempenho de uma eMMC.

Considere todos esses fatores antes de fazer um investimento em definitivo.

LG G6: primeiras impressões, características e O PREÇO (sim… em maiúsculo…)

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LG G6

 

Ontem (25), eu estive em São Paulo (SP) para o evento de lançamento do LG G6, novo smartphone top de linha dos coreanos. O modelo tem como principal missão corrigir os erros do LG G5 (algo admitido pelos próprios representantes da LG no evento), além de se apresentar como alternativa real entre os dispositivos top de linha do mercado brasileiro, batendo de frente com o recém lançados Samsung Galaxy S8 e Galaxy S8+.

Vou relatar nesse post as minhas primeiras impressões do produto após o primeiro contato, além de fazer algumas considerações e observações sobre a relação custo-benefício do dispositivo no mercado brasileiro.

 

 

A LG deu ênfase para pontos específicos durante a apresentação. Talvez o principal diferencial do LG G6 esteja mesmo na tecnologia de sua tela.

Com 5.7 polegadas (QuadHD) encapsuladas em um dispositivo com corpo de 5.2 polegadas, a tela do LG G6 é a primeira a contar com FullVision. Isso promete uma experiência mais completa no consumo de conteúdo multimídia, além de uma melhor visualização dos elementos do sistema operacional, aplicativos e jogos.

 

 

A LG destaca que uma das coisas que os usuários mais fazem em um smartphone é assistir vídeos, e oferecer esse diferencial para os consumidores é algo considerado muito importante para a marca.

 

 

Mas não é só isso. A qualidade final da tela do LG G6 é realmente espetacular, não apenas pela altíssima definição, mas também pelo colorido agradável. Vale lembrar que a LG é tão competente na hora de desenvolver telas para os seus dispositivos, que acaba oferecendo suas telas para outros fabricantes. Inclusive para dispositivos de peso, como é o caso do iPhone.

 

 

Outro ponto de ênfase que a LG deu durante a apresentação foi para o conjunto de câmeras.

Agora, temos dois sensores traseiros de 13 MP, que herdam o mesmo sistema de funcionamento do LG G5 (um sensor colorido, outro preto e branco). Eu vejo a LG melhorando constantemente no quesito câmeras desde o LG G4, pelo menos (me lembro que o LG G2 contava com um ótimo sensor traseiro na época, e o LG G3 foi um dos primeiros a implementarem o sistema de foco por laser). Logo, podemos esperar resultados promissores no LG G6 nesse aspecto.

 

 

Estamos diante de um smartphone que acertou no seu design.

O LG G6 tem linhas sóbrias, mas é um smartphone bonito e vistoso. As dimensões reduzidas (tela de 5.7 polegadas em um corpo de 5.2 polegadas) tornam o seu agarre algo agradável, e sua usabilidade mais agradável ainda, mesmo ele sendo um dispositivo um pouco mais alto que os demais.

Com vários elementos em metal e alguns em plástico, o modelo ainda consegue ser resistente, por conta de sua proteção IP68. A LG deixou um tanque de água no local do evento com algumas unidades do dispositivo molhando, apenas para que você tenha a certeza que pode usar o WhatsApp durante o banho normalmente.

 

 

O seu conjunto de hardware (processador Qualcomm Snapdragon 821, com 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento – expansíveis via microSD de até 2 TB) é mais que suficientes para garantir um ótimo funcionamento com o sistema operacional Android 7.0 Nougat (com interface LG UX 6.0).

Apesar de contar com uma bateria relativamente menor do que a versão internacional, o LG G6 não deve deixar você na mão… ou melhor, não deve deixar você sem bateria no final do dia. Ainda mais com o Quick Charge 3.0 presente no dispositivo, o que deve garantir a usabilidade pelo tempo que você precisa, mesmo que você faça uma recarga rápida de bateria no final do dia.

Durante a degustação, é possível comprovar que temos aqui um smartphone leve no peso, compacto nas dimensões e potente no desempenho. Entendo que muitos usuários ficariam satisfeitos com o resultado final ofertado pelo dispositivo. Bom, pelo menos as suas primeiras impressões são excelentes.

Em resumo: tecnicamente, o LG G6 é um dos melhores smartphones de 2017. Sem exageros ou muitas dúvidas.

Porém…

 

O LG G6 vale mesmo R$ 3.999?

 

 

O preço do LG G6 foi um tema tão polêmico, que ele não foi revelado nem mesmo na apresentação oficial. O preço foi sendo ventilado aos poucos entre os jornalistas.

A explicação da LG para oferecer o seu novo top de linha com o mesmo preço do Samsung Galaxy S8 (e no mesmo patamar de preço do iPhone 7) foi “posicionamento de mercado”. Algo compreensível, levando em conta a proposta geral e o público-alvo que a marca quer alcançar.

Por outro lado, pouco se explica essa decisão quando olhamos justamente para o argumento “posicionamento de mercado”.

Mesmo chegando ao mercado antes do Galaxy S8 (o seu principal concorrente de preço), o LG G6 tem características técnicas que o colocam um degrau abaixo do modelo top de linha da Samsung.

Para começar, o Galaxy S8 tem valor agregado na tela, não apenas por contar com 0,1 polegada a mais (isso é irrelevante em efeitos práticos), mas principalmente pelo fator inovação, já que possui uma tela curva que, apesar de não oferecer maiores funcionalidades, cria um efeito estético mais atraente do que uma tela flat.

Pode não fazer diferença alguma para você que está lendo esse post, mas saiba você que o Galaxy S7 Edge vendeu MAIS que o Galaxy S7. E isso explica muita coisa.

Além disso, o conjunto de hardware do Galaxy S8 entrega mais pelo mesmo valor. O processador Qualcomm Snapdragon 835 é  mais completo de sua família nesse momento, trabalhando com os mesmos 4 GB de RAM, mas com o dobro de armazenamento.

Sem falar nas inovações que a Samsung implantou no Galaxy S8 (Bixby, leitor de iris, etc) que agregam ainda mais valor ao modelo.

Logo, o LG G6 a R$ 3.999, por puro posicionamento de mercado, simplesmente não se paga.

Na minha opinião, ele poderia marcar presença se viesse custando pelo menos R$ 500 a menos que o Galaxy S8. Há  quem diga que poderia ser até um pouco mais, já que alguns compradores do novo top de linha da Samsung receberam itens gratuitos que agregaram ainda mais valor ao modelo, como por exemplo a nova versão do óculos Gear VR (só aí são R$ 650 que o consumidor está ganhando).

Para que o LG G6 não sofra do mesmo mal que o LG G5 sofreu, a LG precisa repensar correndo o quesito preço.

Já corrigiram o erro do ano passado, trazendo ao Brasil a versão mais completa do processador. Porém, entregam um modelo tecnicamente inferior ao seu principal rival, cobrando o mesmo preço.

A conta não fecha!

Ou repensam essa estratégia, ou daqui a seis meses esse modelo ficará abaixo dos R$ 3.000, sem muito medo de errar.

 

Eduardo Moreira viajou para São Paulo (SP) a convite da LG do Brasil. 

Review | Samsung Chromebook 3

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Samsung Chromebook 3

 

O Chrome OS apareceu como alternativa de sistema operacional pensado naqueles que precisam de uma conectividade básica em qualquer lugar, ou que priorizam a mobilidade em boa parte do seu dia. É um sucesso nas instituições educacionais, e é o sistema que mais cresce no momento em presença de mercado.

Logo, é natural que os grandes fabricantes acabem apostando no software. A Samsung é uma das gigantes que há três anos conta com o seu Chromebook como alternativa para esses usuários itinerantes ou estuantes, e o Samsung Chromebook 3 é o modelo mais atualizado dentro dessa família.

Mesmo depois de quase um ano de seu lançamento, eu entendo que é válido deixar o review desse produto, uma vez que a procura por parte dos usuários é algo considerável. É uma opção para muitos que procuram um computador leve, com bateria com longa autonomia e preço reduzidos.

Mas… será que realmente o Chromebook 3 vale a pena?

Vale a pena apostar em um sistema operacional 100% focado no navegador Google Chrome? É um sistema com fácil curva de aprendizado? Ou os menos experientes devem manter distância. E até que ponto vale a pena ter um produto como esse em sua rotina diária?

As respostas dessas perguntas você confere a seguir.

 

 

Review em Vídeo

 

 

Características Físicas

 

O Samsung Chromebook 3 é um computador portátil, com dimensões reduzias, leve e de fácil transporte. Em linhas gerais, lembra o conceito dos antigos netbooks, que muito fizeram sucesso há dez anos.

 

Sua construção é muito bem feita, com um acabamento de alta qualidade e resistência. Algo natural, uma vez que o dispositivo é claramente pensado para a mobilidade e ambientes escolares, onde o nível de exigência precisa ser maior na durabilidade.

 

 

Os materiais empregados passam uma solidez que reforçam a ideia de que estamos diante de um produto de alta qualidade. Tudo indica que esse notebook pode durar bastante, até mesmo com os usuários mais exigentes, ou com maior demanda de uso.

 

 

 

Tela

 

O Samsung Chromebook 3 possui uma tela de 11.6 polegadas, com resolução de 1366 x 768 pixels.

É um monitor para basicamente reproduzir os elementos do sistema operacional na tela. Quero dizer, você visualiza o conteúdo, e nada mais.

 

 

Não é touchscreen, e seus ângulos de visão são relativamente limitados. Pelo menos e uma tela antirreflexos, ou seja, caso você esteja em um ambiente onde a luz artificial se faz presente, você não é atrapalhado pela luz das lâmpadas refletindo na tela.

Outro benefício que a Samsung oferece na tela desse dispositivo é a possibilidade de giro em até 180 graus. Pode não parecer, mas faz uma grande diferença em usos específicos, como por exemplo ver vídeos.

 

Mas tais restrições são todas compreensíveis. Afinal de contas, a tela é o elemento que mais gasta bateria em qualquer tipo de dispositivo, e a Samsung precisava chegar em uma solução para oferecer o máximo de bateria possível.

Por isso, temos restrições naqueles elementos que podem entregar essa autonomia maior. E a tela é uma dessas restrições.

 

 

Hardware

 

O Samsung Chromebook 3 conta com um processador Intel N3050 de 1.6 GHz – 2.1 GHz, gráficos Intel HD, 2 GB de RAM DDR 3 e 16 GB de armazenamento eMMC.

 

 

São especificações modestas para qualquer PC que pensa em rodar o Windows, mas é o suficiente para oferecer um desempenho razoável no Chrome OS. Temos sempre que colocar isso em consideração nessa análise.

Talvez a escolha do armazenamento em eMMC (muito mais lenta do que uma SSD na leitura, gravação e execução de programas) com a combinação de 2 GB de RAM (insuficientes se levarmos em consideração que estamos falando de um sistema operacional baseado no navegador web Google Chrome, que é um devorador de recursos por natureza) sejam os pontos mais críticos nessa escolha. Com pelo menos 4 GB de RAM e uma unidade de SSD, o Chrome OS teria um desempenho mais fluído.

Mas aqui, mais uma vez compreendemos as escolhas da Samsung. Priorizaram de novo uma maior autonomia de bateria, além de um preço acessível para os usuários, principalmente para as instituições educacionais.

Um destaque rápido para a parte de conectividade.

Apesar de contar com apenas duas portas USB (uma delas 3.0), o Chromebook 3 conta com um ótimo módulo de WiFi, o que ajuda e muito em um melhor desempenho na internet com redes sem fio com diferentes qualidades de sinal. Sem falar no bluetooth integrado, que pode ser desativado com facilidade.

 

Teclado e Touchpad

 

 

Apesar das teclas reduzidas, o Samsung Chromebook 3 conta com um bom teclado, que oferece um digitar agradável e uma elevada produtividade, dentro dos seus propósitos e de suas características.

 

 

Não é um teclado que podemos chamar de silencioso, mas ao menos é um teclado funcional para aqueles propósitos já citados: produção de textos rápidos e interação nas redes sociais.

 

 

O touchpad segue a mesma regra, ou seja, oferece uma boa resposta ao toque e à movimentação, sem engasgos ou arrastos. Aparece em um tamanho muito satisfatório, e não produz contatos acidentais durante o uso.

 

 

O Chrome OS e seu desempenho

 

Levando em consideração a proposta geral do sistema operacional, é preciso fazer algumas observações pertinentes.

O Chrome OS cumpre o que promete em linhas gerais. Ele é um sistema operacional que é essencialmente o Google Chrome, com a adição de alguns aplicativos que atuam como convidados especias. No futuro, ele sera bem mais que isso, com o suporte aos apps do Android. Mas nesses três meses que utilizei o produto, ele é o Chrome e nada mais.

 

 

Mesmo assim, ele serviu para os meus propósitos. Me entregou um dispositivo com longa autonomia de bateria, com inicialização rápida, baixo consumo de conectividade de internet e um desempenho mínimo para poder produzir textos rápidos. Era para essas finalidades que eu queria o Samsung Chromebook 3.

Porém, eu ainda tenho outras finalidades.

Senti falta de um programa que convertesse e trabalhasse com as imagens a serem publicadas, mesmo que de forma básica (uso o IrfanView e – pasmem – o Paint mais do que vocês imaginam), um programa básico para a edição de áudio, e outros apps específicos e necessários para o meu trabalho.

Logo, o propósito inicial do Chrome OS me serviu até um determinado momento.

Além disso, com o passar do tempo, a relativa lentidão do sistema operacional acabou me incomodando. Não é de todo ruim, mas eu precisava de um desempenho mais pleno para o dia a dia.

A boa notícia é que a Google manda todo mês pelo menos uma atualização para o Chrome OS, que invariavelmente resultam em melhorias para o desempenho geral do sistema operacional.

Em resumo: antes de comprar, tenha bem definido o que deseja fazer com o dispositivo. Para navegação básica na internet, produção de textos simples e consumo de conteúdos (sim, ele vai bem ao reproduzir vídeos do YouTube ou da Netflix), o Chrome OS serve.

Ir um pouco além disso pode representar algumas dores de cabeça.

 

 

Bateria

 

Esse é, talvez, o principal motivo para ter o Samsung Chromebook 3.

 

 

A sua autonomia de bateria é ótima para os meus propósitos de conectividade e mobilidade. O modelo consegue ficar as tais 8 horas prometidas conectado na internet via WiFi, com o brilho da tela em 50%. Isso cobre a média do meu dia de trabalho (seis horas diárias na frente do computador, entre 9h e 12h – pausa para almoço  – e 14h e 17h), permitindo assim que eu produza os meus textos em qualquer lugar, sem depender de uma tomada.

Além disso, o notebook tem um sistema de recarga rápida de bateria, onde ela pode ser completamente carregada em aproximadamente duas horas. Ou seja, mesmo que eu ficasse sem bateria no horário do almoço, poderia deixar ele carregando durante a refeição, que ele estaria pronto para uma nova jornada de trabalho.

De quebra, se você desativar o WiFi e trabalhar com ele em modo offline, o portátil pode alcançar até 11 horas de funcionamento sem maiores problemas.

É o modelo perfeito para quem quer trabalhar em qualquer lugar, deixando o adaptador de energia em casa.

 

 

Conclusão

 

 

O Samsung Chromebook 3 tem um objetivo bem específico: atender aqueles que querem ter uma conectividade básica em qualquer lugar.

É pensado naqueles que querem um notebook básico para navegar na internet, ler e-mails em qualquer lugar, ver alguns vídeos por streaming e nada mais. Talvez os jornalistas e blogueiros também se interessem por ele para poder produzir os seus conteúdos em qualquer lugar. Mas nem pense em querer produzir conteúdos mais pesados, como por exemplo edições básicas de áudio, vídeo e fotos.

Ah, sim… ele é limitado aos jogos básicos também.

No final das contas, entre prós e contras, o produto está aprovado. Não deixa de ser uma proposta interessante.

Lembrado: você ainda pode obter um preço reduzido para a compra desse produto, ao obter um cupom de desconto. Vale a pena pesquisar sobre o assunto e economizar algum dinheiro.

Review | Multilaser MS70

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Multilaser MS70

 

Em fevereiro de 2017, a Multilaser lançou no Brasil o seu novo smartphone de linha média, o Multilaser MS70. O modelo chamou a atenção de muitos usuários por se propor a ser um smartphone de linha média, com hardware equilibrado e relação custo-benefício interessante.

Em um mercado intermediário que se apresenta muito competitivo nesse primeiro terço de 2017, com vários lançamentos dos principais fabricantes do setor, a Multilaser se aventura em um mar de tubarões. Prioriza a boa experiência de uso para as atividades mais básicas. Porém, será que consegue chegar no mesmo nível de excelência de modelos de fabricantes com maior visibilidade?

Nos números, o Multilaser MS70 oferece um pouco mais do que alguns dos seus principais concorrentes de preço. Mas… números são tudo no mercado de tecnologia? Ou o que manda é o teste prático, o uso no dia a dia?

Vamos começar a responder essas e outras perguntas, no review a seguir.

 

Review em Vídeo

 

 

 

Características Físicas

 

 

O Multilaser MS70 é um dispositivo discreto nas suas linhas. Tem um acabamento em plástico que já é tradicional nos modelos da empresa, passando um ar de sobriedade que também é algo peculiar da marca.

É um modelo relativamente fino, com uma leve curvatura na parte traseira, o que ajuda no agarre do dispositivo com uma das mãos.

 

 

Além disso, a Multilaser soube aproveitar bem as dimensões do smartphone para integrar uma tela de 5.85 polegadas em um corpo que é apenas um pouco maior do que um dispositivo com 5.5 polegadas. Esse ponto é uma vantagem para um uso mais prolongado com uma das mãos.

 

 

Um detalhe peculiar das suas características físicas é a presença desse botão dedicado para acionar o obturador de câmera. Diferentes de outros dispositivos que contam com o mesmo botão, no Multilaser MS70 ele não serve para acionar a câmera com a tela do dispositivo bloqueada. Somente se a tela estiver ligada.

Um erro, já que o tal botão deveria servir também para agilizar a vida do usuário no acionamento da câmera.

De qualquer forma, é um modelo com linhas simples e sóbrias, o que não desagrada. Pode não ter nada visualmente chamativo, mas não desaponta nesse aspecto.

 

 

Acessórios

 

 

A Multilaser oferece pelo menos um bom diferencial em alguns dos seus dispositivos: acessórios para proteger o produto desde o primeiro dia de uso.

O Multilaser MS70 vem com três capinhas de silicone, que protegem o smartphone em caso de quedas, além de uma película protetora para a tela.

É uma certa atenção que a marca dedica aos seus clientes. Outros fabricantes não pensam nisso como norma. E seria ótimo se a maioria apostasse na oferta de acessórios originais nos kits de venda do produto.

 

Tela

 

 

O Multilaser MS70 possui uma tela TFT LCD de 5.85 polegadas (1920 x 1080 pixels), que é mais que suficiente para visualizar de forma confortável todos os elementos do sistema operacional, além de permitir uma boa apreciação de fotos, vídeos e games.

Sua interação com os elementos do sistema operacional melhorou muito em relação a outros modelos da marca, com toques mais precisos, entregando assim uma melhor experiência de uso.

É uma tela um pouco maior do que a maioria dos seus concorrentes de preço, mas só é um fator realmente relevante se você busca a maior tela possível em um smartphone para ver vídeos, mas não quer ter que andar com um tablet no bolso.

 

 

Hardware e Software

 

O Multilaser MS70 possui um processador MediaTek MT6753 octa-core de 1.3 GHz, acompanhado de GPU Mali-T720, 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento (expansíveis via microSD – o telefone já vem com um cartão de 32 GB).

Numericamente, está um nível acima de boa parte dos seus concorrentes. Porém, esse conjunto de hardware é um pouco inferior ao que alguns concorrentes entregam em dispositivos na mesma faixa de preço.

Mesmo aqueles smartphones que contam com apenas 2 GB de RAM conseguem oferecer uma performance mais promissora, por conta principalmente do conjunto de hardware que fica abaixo do que os modelos com processadores Qualcomm Snapdragon 625 oferecem hoje, e por preços muito similares.

No software, o smartphone conta com o sistema operacional Android 6.0 Marshmallow em seu estado quase puro. Apenas alguns aplicativos foram pré-instalados pelo fabricante. Design e funcionalidades se mantém praticamente intactos.

Se por um lado temos o lado positivo de ter uma proposta do Android tal e como a Google originalmente concebeu, o que significa um menor consumo de recursos, por outro lado temos uma versão desatualizada do sistema operacional, e sem qualquer previsão de atualização para o Android 7.0 Nougat por conta do fabricante.

 

 

Câmera

 

 

Apesar de, teoricamente, contar com sensores com números similares aos da concorrência (13 MP na câmera frontal, 8 MP na câmera traseira), o Multilaser MS70 entrega resultados de fotos apenas razoáveis.

Na câmera traseira, a qualidade das imagens é apenas mediana em diferentes condições de luz, até mesmo em luz artificial e baixa luminosidade. Já o sensor frontal consegue entregar fotos com aparência de “lavadas” (ou esbranquiçadas) até mesmo no registro em luz natural.

 

 

Nem mesmo por software é possível obter grandes ganhos na melhoria de imagem, apesar de até contar com alguns ajustes e recursos específicos.

Aliás, o software de câmera, além de ser um dos mais simples do mercado, grava os vídeos na extensão .3gp, um formato reduzido para facilitar o envio do arquivo para as redes sociais. Por outro lado, tal escolha representa perda na qualidade final da imagem, o que pode incomodar alguns usuários mais exigentes.

Ou seja, são câmeras que ficam bem abaixo dos seus principais concorrentes de preço. Se você gosta de tirar fotos, mesmo que de forma casual, repense sua escolha umas dez vezes antes de realizar o investimento.

 

 

 

Bateria

 

 

O modelo conta com uma bateria de 3.000 mAh, que entrega uma autonomia de pelo menos um dia completo de uso, que é o mínimo que pedimos de um smartphone de linha média nos dias de hoje.

Por outro lado, o modelo não possui carregador com modo de recarga rápida. Logo, comece a se preparar para alimentar essa bateria durante as madrugadas, e seja prudente. Caso contrário, seu smartphone vai desligar antes do final do dia.

De qualquer forma, deve atender bem a maioria dos usuários casuais e menos exigentes.

 

 

Desempenho

 

Por conta do seu já citado conjunto processador + GPU + armazenamento + RAM, o Multilaser MS70 tem um desempenho apenas razoável.

Para os usuários mais casuais, que querem um smartphone Android como backup, ou para quem não quer pagar a mais para ter as mesmas funcionalidades mais básicas que um modelo mais completo poderia oferecer, esse modelo atende bem as necessidades. Funciona sem maiores problemas, lags ou travamentos.

Já para aqueles que gostam de rodar vídeos armazenados no smartphone, gostam de jogar games um pouco mais pesados, ou para quem quer extrair um pouco mais do dispositivo em diferentes aspectos, entenda: ele não foi feito para você, pois ele vai ter um desempenho abaixo do que você espera.

Existem modelos na mesma faixa de preço ou um pouco mais caros que entregam um desempenho mais promissor, mesmo contando com apenas 2 GB de RAM.

Até porque o fundamental é ver o que o fabricante fará com a combinação hardware + software do dispositivo, o que reforça a tese: números não representam nada no mundo da tecnologia móvel.

 

 

Conclusão

 

 

O Multilaser MS70 até apresenta melhoras pontuais em relação a outros modelos que já testei com a marca, mas ainda está pelo menos um ou dois degraus abaixo dos seus principais concorrentes de preço.

Ele chegar ao mercado custando R$ 1.399 e só depois reduzindo seu valor de venda para R$ 1.199 (é possível encontrar o modelo por menos, dependendo do e-commerce escolhido para a compra) pode ter custado caro para o seu sucesso no mercado.

Dois meses depois do lançamento, além de ser obrigado a vender o modelo por um valor menor do que o inicialmente planejado, testemunhou alguns dos seus concorrentes oferecerem a mesma coisa (ou até um pouco mais) pelo mesmo valor.

Vide o Quantum MUV UP a R$ 1.099.

E isso porque eu não estou falando do Moto G5 e do ASUS Zenfone 3 Max, que pode ser encontrado por menos de R$ 1.000.

É preciso ser fã da Multilaser para comprar o MS70 sem pensar duas vezes. Fato.

TargetHD Videocast | Multilaser MS70: Unboxing e Primeiras Impressões

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Multilaser MS70

 

A assessoria de imprensa da Multilaser enviou para testes o seu novo smartphone de linha média, o Multilaser MS70.

A ideia desse produto é oferecer ao consumidor brasileiro uma alternativa com boa relação custo-benefício, visando atender as necessidades da maioria dos usuários.

O Multilaser MS70 possui tela de 5.85 polegadas (Full HD), câmeras com 16 MP e 8 MP, bateria de 3.000 mAh, 32 GB de armazenamento interno (expansíveis via microSD de até 32 GB – cartão incluso no dispositivo), 3 GB de RAM e processador octa-core (fabricante não especificado). O modelo possui conectividade 4G.

O modelo chega ao mercado com o sistema operacional Android 6.0 Marshmallow (sem informar se será atualizado para o Android 7.0 Nougat). Seu preço sugerido no Brasil é de R$ 1.399.

 

 

Nosso principal objetivo com o review (que deve ser publicado daqui a duas semanas no TargetHD.net) é detectar se ele realmente pode competir com marcas com maior visibilidade no mercado brasileiro.

Além disso, dentro do mercado doméstico, a Multilaser tem como principal concorrente a Positivo/Quantum, que é a que mais vende no país dentro dessa categoria.

Sem falar que, a partir de hoje (6), essa briga pelo mercado de linha média (até R$ 1.500) fica mais acirrada, com a chegada dos novos Neffos X5 e Neffos X5 Max da TP-Link, que promete uma relação custo-benefício ainda mais interessante para o consumidor.

Bom, só os testes práticos poderão dizer se o Multilaser MS70 entra de vez na briga. Por enquanto, fiquem com o vídeo de unboxing e primeiras impressões.

 

Review | ASUS Zenfone 3 Zoom

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Asus zenfone 3 zoom

 

A ASUS investe no mercado de telefonia móvel desde 2014. De lá para cá, a evolução desses dispositivos vem sendo notável, em todos os aspectos (design, especificações e software). O ASUS Zenfone 3 Zoom, que chegou ao mercado brasileiro no fina do mês de março de 2017, é a maior prova dessa evolução.

O dispositivo foi originalmente apresentado na CES 2017 em janeiro, e é uma combinação pequenos pontos técnicos implementados ao longo desses anos. Apesar de ainda ter pontos a melhorar, já nasce com um conceito muito bem definido, e com um tipo de usuário a ser conquistado muito claro.

Com um apelo direto para os aspectos fotográficos, o ASUS Zenfone 3 Zoom representa uma clara evolução da proposta do ASUS Zenfone Zoom, apresentado no ano passado. O modelo de 2017 é mais acessível nos aspectos gerais para um público maior, conta com diferenciais muito interessantes, e entrega resultados satisfatórios para essas aspirações do registro de imagens.

Nesse review, vamos identificar se o produto cumpre o que promete, se ele tem margem de melhora, e onde ele pode se diferenciar dos demais. Será que realmente estamos diante da melhor proposta fotográfica entre os smartphones? Ou o marketing da ASUS funciona melhor que os resultados finais oferecidos no uso prático.

A seguir, as respostas.

 

 

Review em vídeo

 

 

 

Características Físicas

 

O ASUS Zenfone 3 Zoom é, esteticamente, muito bonito.

Obviamente, lembra no seu desgin um certo smartphone de uma gigante de Cupertino, mas isso não tira a beleza e nem os méritos da ASUS pela proposta entregue. Afinal de contas, estamos diante de um dispositivo que é fino e leve, mesmo abrigando uma bateria de 5.000 mAh.

 

 

Seu acabamento em preto mate e detalhes metálicos na sua construção reforçam a sensação de proposta de dispositivo premium. E seu leitor biométrico foi beneficiado com a nova proposta de câmera dupla, já que não temos o risco de colocar o dedo no sensor de câmera, como acontecia no ASUS Zenfone 3.

Apesar de preferir um leitor biométrico na parte frontal, mas isso é uma preferência minha.

Em linhas gerais, é um smartphone muito bonito. Um dos mais bonitos que você pode encontrar no mercado nesse momento.

 

 

 

Tela

 

O ASUS Zenfone 3 Zoom conta com uma tela AMOLED de 5.5 polegadas, com resolução Full HD. É o mínimo que se pede hoje de um dispositivo de linha média, ainda mais em um modelo que tem como um dos principais apelos a fotografia.

A tela possui uma ótima interação com o Android, além de oferecer uma excelente visualização dos elementos reproduzidos, tanto nos gráficos de jogos como nas fotos e vídeos.

É compreensível uma tela Full HD nesse modelo. Não precisamos mais do que isso. A prioridade aqui é entregar um dispositivo mais equilibrado no conjunto geral, e não um top de linha em todas as suas características. Mas reforço que a tela se sai muito bem para essa proposta.

 

 

Hardware e Software

 

O conjunto técnico do ASUS Zenfone 3 Zoom é muito competente.

Temos aqui um processador Qualcomm Snapdragon 625, trabalhando com uma GPU Adreno 506, 4 GB de RAM, 128 GB de armazenamento (na sua versão mais completa) e sistema operacional Android 6.0.1 Marshmallow (com atualização garantida para o Android 7.0 Nougat para até o final do segundo trimestre de 2017), com a inerface ZenUI.

Todo esse conjunto entrega uma experiência de uso muito boa na maior parte do tempo, sem travamentos, lags ou paradas críticas. Aqui, a ASUS fez um ótimo trabalho de otimização de software, pois conta com um Android muito otimizado e, mesmo assim, o desempenho geral é dos mais fluídos que você pode encontrar na sua categoria.

 

Câmera

 

O grande apelo do Zenfone 3 Zoom é o seu conjunto de câmeras (traseira dupla e frontal). E os resultados são muito positivos.

Temos um conjunto de câmera traseira dupla, onde um sensor possui 12 MP (f/1.7) – o mesmo sensor do Samsung Galaxy S7 Edge -, trabalhando com um segundo sensor com zoom ótico de 2.3x. Esse conjunto trabalha muito bem na maior parte do tempo, entregando fotos com elevado nível de detalhes em condições de perfeita luminosidade.

 

 

As fotos noturnas também entregam ótimos resultados, mas um pouco mais modestos quando utilizados o sistema de zoom. Com os ajustes manuais, os resultados tendem a ser ainda melhores.

Mesmo assim, as fotos registradas por esse smartphone ficam acima da média de seus concorrentes diretos de preço, podendo competir pau a pau com modelos top de linha… como é o caso do Galaxy S7 Edge.

Na parte de vídeos, ele também oferece bons resultados, mas ainda podemos observar alguns lags nos vídeos registrados. A ASUS promete melhorar o seu desempenho nas futuras atualizações do dispositivo, principalmente com a chegada do Android 7.0 Nougat.

 

 

Bateria

 

 

Outro ponto de forte apelo do Zenfone 3 Zoom, e outro ponto muito positivo do dispositivo.

Os 5.000 mAh garantem pelo menos um dia e meio de uso intenso, com fotos e vídeos sem reservas, jogos, música, redes sociais, GPS… enfim, tudo  o que você tem direito.

Se você tem um perfil de uso moderado, com certeza pode alcançar os dois dias de uso. Quem sabe um pouco mais, se você não for um fominha.

Aqui, mais uma vez temos o bom trabalho de otimização da ASUS no seu software, que também conta com vários recursos para gestão de desempenho e otimização de bateria.

É algo tão bem feito, que a ASUS dá uma “esnobada”, permitindo que os 5.000 mAh sejam utilizados como power bank (ou bateria externa) para outros dispositivos.

 

 

Desempenho

 

O ASUS Zenfone 3 Zoom tem um desempenho excelente para a sua proposta.

Segue a receita do Zenfone 3, muito competente em vários aspectos, o que é sempre uma ótima notícia para quem busca ter um smartphone que não dê dor de cabeça na hora de registrar fotos e vídeos.

Os apelos para a fotografia são claros, e o dispositivo cumpre o que promete. Você com certeza vai registrar algumas das melhores fotos de sua vida com esse smartphone, em diferentes situações.

Sua bateria é um trunfo enorme, e pode resolver o problema de sempre ficou sem smartphone no final do dia. De quebra, pode rodar os principais jogos do mercado sem engasgos ou travamentos.

 

 

Conclusão

 

 

O ASUS Zenfone 3 Zoom é um dos melhores smartphones de linha média premium de 2017. É uma compra certa para quem quer um dispositivo equilibrado nas especificações técnicas, mas não abre mão de ter uma ótima câmera para registrar os momentos de sua vida.

Altamente recomendado para os fãs de fotografia, para aqueles que querem uma longa autonomia de bateria, ou para quem gosta de um design bonito no seu dispositivo móvel. Vai com certeza dar trabalho para os concorrentes de preço e especificações.

Especialmente a empresa dos smartphones modulares, principal alvo da ASUS no Brasil.

Review | LG K10 2017 (LG K10 Novo)

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LG K10 2017

 

A LG Electronics do Brasil apresentou em evento realizado no Rio de Janeiro no dia 7 de fevereiro os modelos da sua nova família de smartphones LG Série K 2017. Os cinco dispositivos apresentados são uma atualização direta dos modelos apresentados no ano passado, mostrando uma evolução da proposta para estes modelos de linha média.

Agora, a LG foca especificamente em um grupo de consumidores para esses novos produtos. A Série K é voltada para o público jovem, que prioriza fotos de boa qualidade, as selfies com os amigos, mas que não podem pagar mais do que R$ 1.500 em um smartpone, ao mesmo tempo que não querem abrir mão de um bom desempenho na maior parte do tempo.

O LG K10 2017 (ou LG K10 Novo) é o modelo intermediário dentro dessa nova família de smartphones de linha média, e tenta ser o símbolo dessa boa relação custo-benefício. O smartphone chega com uma série de melhorias em relação ao K10 de 2016, e com um certo grau de amadurecimento, se aproximando da identidade de produto que a LG oferece nos modelos mais completos (e mais caros).

Nesse review, vamos mostrar essas novidades, apresentar as principais vantagens do produto, e tentar identificar se ele cumpre com esse objetivo de ser um dispositivo que atende aos usuários que pretendem apostar nessa combinação de hardware e software, visando a já destacada relação custo-benefício.

 

Características Físicas

 

 

As mudanças nesse aspecto foram grandes e importantes.

A LG promoveu uma repaginação de design no LG K10 2017 que deixou o novo smartphone com um ar mais elegante, refinado e premium. O dispositivo, visto de perto, é realmente muito bonito.

 

 

Os cuidados de acabamento vão do material plástico que simula o metal escovado na parte traseira até os cantos de tela arredondados, passando pelos detalhes em dourado, que combinaram muio bem com esse modelo. As outras opções de cores também estão muito ajustadas com a proposta de design do dispositivo, reforçando que o smartphone é atraente por si, independente da cor do acabamento.

 

 

A atenção para os detalhes foi elevada, com o dourado combinando muito bem com o preto mate, tanto na parte inferior do dispositivo como no aro que rodeia o sensor da câmera traseira.

O botão de liga/desliga/bloqueio de tela fica na parte traseira do smartphone, logo abaixo do sensor de câmera. A má notícia aqui é que a versão brasileira do LG K10 2017 perde o leitor de digitais integrado ao botão. Não que este seja um item essencial para uma boa experiência de uso, mas compreendo que esta restrição foi feita para alcançar uma melhor relação custo-benefício no preço final.

 

É um dispositivo de baixa espessura, que é de agradável agarre justamente por não ser volumoso. O modelo oferece também a praticidade de poder ser utilizado apenas com uma mão de forma muito confortável e prática. Algo que, para o uso diário, melhora e muito a experiência de uso.

 

 

Tela

 

O LG K10 Novo conta com uma tela de 5.3 polegadas, com resolução HD (1280 x 720 pixels). A marca tem um histórico em entregar boas telas nos seus smartphones, com elevada qualidade final de imagem mesmo em modelos mais restritos nos aspectos técnicos, e este novo lançamento dos coreanos não é uma exceção.

 

 

A qualidade final de imagem do dispositivo é muito boa, assim como a qualidade do toque na tela. Nesse aspecto, a boa interação com a interface do usuário está garantida.

É uma tela boa o suficiente para ver vídeos e rodar jogos casuais. Oferece um controle de software inteligente, que ajusta o brilho de tela de acordo com as condições de iluminação do local onde se encontra o usuário. Isso ajuda em uma entrega de maior autonomia de bateria no final do dia, o que é sempre algo positivo para qualquer usuário de linha média.

 

 

Hardware

 

O LG K10 2017 é um típico smartphone de linha média nesse aspecto.

Temos aqui um dispositivo com processador MediaTek octa-core de 1.5 GHz, trabalhando com 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento (expansíveis via microSD). É o que considero como o mínimo recomendado para trabalhar com o Android sem maiores dores de cabeça, e com um desempenho dito “decente”, ou seja, sem maiores travamentos ou arrastos para as tarefas mais comuns (navegação na internet, redes sociais, fotografia, reprodução de vídeos por streaming, etc).

Levando em consideração a faixa de preço com a qual vai competir no mercado brasileiro, posso dizer que é um valor honesto diante da proposta que a própria LG oferece. A empresa aposta nos seus diferenciais pontuais para convencer os usuários, e não necessariamente nos números dos seus recursos técnicos para impressionar um potencial comprador.

Sem falar que parte do desempenho do dispositivo está compensado pela presença do sistema operacional Android Nougat, e nas customizações que a LG adotou na sua interface de usuário.

 

Software

 

O LG K10 2017 conta com o sistema operacional Android 7.0 Nougat, com a interface customizada da LG.

A presença do Android Nougat nativo de fábrica nesse modelo é uma vantagem que a LG oferece em relação aos seus concorrentes diretos de preço. A grande maioria dos concorrentes ou ainda estão com o Android Marshmallow, ou estão atualizando os seus dispositivos aos poucos.

 

 

A interface customizada da LG foi modificada. Agora, todos os aplicativos instalados exibem os seus ícones na mesma tela, eliminando o botão “Todos os Aplicativos”. Isso facilita o acesso aos apps para a maioria dos usuários, que deixam de ter uma tela adicional para poder acessar tudo o que possui instalado no dispositivo.

Também foi possível observar uma considerável redução de aplicativos pré-instalados da LG no pacote de pré-instalação. Isso pode indicar que o fabricante entendeu que a maioria dos usuários acaba desinstalando esses softwares rapidamente, ou simplesmente não utilizam essas funcionalidades.

 

 

De qualquer forma, estamos diante de uma interface bem otimizada, que oferece uma boa experiência de uso, sem um consumo exagerado de recursos de hardware e oferecendo algumas funcionalidades interessantes. É o que o usuário precisa para usar bem o seu smartphone, e sem maiores complicações.

 

 

Câmera

 

No evento de lançamento da série K 2017, a LG deu maior ênfase para o conjunto de câmeras dos seus dispositivos. Tanto, que enviou os jornalistas para registrar selfies em grupo em um cenário fantástico no Rio de Janeiro. Nesse item, o LG K10 2017 entrega o que promete, pensando sempre no seu público-alvo e na sua faixa de preço.

Dito isso, temos aqui um conjunto de câmeras que entrega resultados finais similares aos modelos de sua faixa de preço. Ou seja, fotos boas o suficiente para um livre compartilhamento nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas. A qualidade é boa o suficiente para atender e bem ao público mais casual, ou aos usuários mais jovens que precisam do bom e do barato.

 

 

O software de câmera oferecem os recursos mais básicos para os ajustes do usuário. Nada muito complexo ou otimizado para extrair fotos mais ajustadas. O básico para o usuário registrar as imagens sem maiores problemas.

 

 

É possível observar uma entrega de cores bem próximas ao da realidade, com boa vivacidade de imagem e equilíbrio de tons mais claros. Surpreendeu as fotos registradas em ambientes com baixa luminosidade, com o auxílio do flash. A quantidade de ruído é aceitável, com um resultado final de imagem muito interessante.

 

 

A câmera frontal de 5 MP conta com o recurso de ângulo de 120 graus para inserir mais pessoas na mesma selfie. Essa funcionalidade é efetiva tanto para fotos como para vídeos, o que pode ser bem útil em várias situações.

A qualidade das fotos apresenta um pouco de compressão nas fotos (tipo um efeito de embelezamento), o que tira um pouco da naturalidade das imagens. Mas as fotos registradas em ambientes externos (dia de sol forte) entregam imagens mais naturais. De qualquer forma, este sensor também entrega uma qualidade final de fotos dentro do esperado.

 

 

 

Bateria

 

Uma baixa espessura resulta em algumas restrições. Nesse caso, o LG K10 Novo possui uma bateria de 2.700 mAh, ficando desse modo um pouco abaixo do que o desejado para um dispositivo de linha média com suas dimensões e na sua faixa de preço.

 

Mesmo assim, o modelo não decepciona nesse aspecto. Por conta de um Android Nougat com recursos dedicados a uma melhor gestão de consumo, trabalhando em conjunto com os recursos inseridos na interface da LG, temos nesse modelo um bom gerenciamento de energia, com pelo menos um dia de atividades para os usuários que optarem por um uso moderado do dispositivo (navegação na internet, redes sociais, e-mails, algumas chamadas, alguns minutos de vídeos e jogos, etc).

Obviamente, a regra do “quanto mais exigente o aplicativo, ou maior tempo de tela ativa, mais rápido a bateria é consumida” é um fato que todo usuário precisa considerar.

 

 

Mas levando em conta todas as variáveis, o K10 2017 vai muito bem nesse aspecto. De forma até surpreendente.

 

 

Desempenho

 

O conjunto final do LG K10 2017 é equilibrado o suficiente para oferecer um bom desempenho para as principais atividades que a maioria dos usuários devem solicitar em um dispositivo desse porte.

O modelo se comportou bem durante o período de testes, sem apresentar engasgos ou travamentos. Mesmo com vários aplicativos abertos, o conjunto se comportou muito bem.

Esse bom desempenho muito em parte está associado ao Android Nougat, que possui um novo sistema de gerenciamento de recursos, principalmente de RAM, além do software otimizado da LG, que mesmo com tantas customizações tem um baixo consumo de recursos de hardware.

Em algumas situações pontuais e específicas foram percebidos alguns arrastos. Principalmente nos games. O caso que destacamos é o do Real Racing 3, que em alguns momentos entregou arrastros e pequenos travamentos durante a execução do jogo.

Algo perfeitamente compreensível, levando em conta o propósito geral do produto. Mas um pouco alarmante, já que modelos similares rodaram esse jogo sem maiores problemas.

Apesar de contar com apenas 2 GB de RAM (o ideal no meu entendimento seriam 3 GB), o desempenho estável está garantido pela combinação do software trabalhando com um processador MediaTek octa-core de 1.5 GHz que, se não é um dos chips mais potentes do mercado, ao menos é competente para entregar a relação custo-benefício que a LG buscava.

 

 

Vale a pena?

 

 

Sim, vale a pena.

O LG K10 2017 é uma boa atualização do modelo lançado no ano passado, entregando melhorias que chamam a atenção pela estética, mas também por entregar a boa relação custo-benefício que o fabricante buscava.

O modelo pode competir em pé de igualdade com os demais modelos dentro de sua faixa de preço, já que entrega um modelo de linha média estável e com números de hardware interessantes, mas com diferencial que pode chamar a atenção dos consumidores que buscam aspectos específicos no dispositivo que justificam a compra.

É recomendado para quem adora tirar selfies em grupo, para aqueles que gostam da experiência de uso e soluções da LG, para quem quer ter um modelo bonito e elegante para chamar de seu, ou para quem quer investir em um smartphone que já chega ao mercado com o Android 7.0 Nougat, sem ter que esperar por eventuais atualizações que podem jamais acontecer.

Seu preço está dentro do esperado para a sua categoria de produto, e o modelo deve chegar para brigar pelo domínio do mercado de linha média clássico, onde as vendas não devem sofrer tantas quedas em comparação com os demais segmentos.

Mas é sempre importante lembrar que é possível obter preços finais menores para esse produto, através de um cupom de desconto que você pode obter sem muitas dificuldades.

Review | Don Quixote Reach para Android

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Não é todo dia que testamos um jogo para smartphones no TaretHD. E eu sou um daqueles gamers que gostam mais dos jogos no passado (ainda jogo de vez em quando no meu Xbox 360). Por isso, testar o Don Quixote Reach para Android foi uma experiência interessante, por alguns aspectos.

Não apenas por testar uma produção nacional (o jogo foi desenvolvido pela Neo Step Studio), mas também por fazer uma avaliação diferente de um dispositivo ou hardware. A ideia aqui é detectar se a experiência de jogo é funcional o suficiente para entregar um jogo divertido e realmente viciante. E, nesse caso, minha experiência se aproxima ainda mais a de um usuário comum.

Além disso, queremos apresentar o jogo para o grande público, mostrando um pouco do que é feito na produção nacional de games.

Vamos lá. Mas antes…

 

 

Antes de começar…

 

A ideia desse review não é decidir categoricamente se o jogo é bom ou ruim. Entendo que gostar ou não de um game é algo muito subjetivo e pessoal, exceto quando um jogo é notoriamente ruim nos aspectos técnicos e visuais.

Na maioria dos casos, é o gamer quem decide. O que torna um jogo popular vai algo muito além de uma possível aprovação ou reprovação de quem testa o game. O que podemos mostrar é a sua jogabilidade, observar gráficos e características de funcionalidade, e pontos positivos e negativos do seu desenvolvimento.

Mas meu objetivo principal aqui não é passar um parecer de aprovação ou reprovação. Ainda mais nesse caso, quando minha experiência com os games móveis é muito mais casual do que para um hard user.

 

 

O que é Don Quixote Reach?

 

DulciBella foi sequestrada pelo dragão vermelho Paco. Don Quixote precisa subir ao céu e salvar DulciBella, e só por isso a missão não é das mais fáceis.

Se não bastasse ele ter que andar sobre livros, Don Quixote precisa evitar as pedras que caem do céu, evitar o fogo e lâminas pontiagudas, evitar gastar todos os seus livros nos avanços, alcançar as plataformas para seguir progredindo, alcançar os corações de energia para seguir vivo no jogo, alcançar os livros pretos e as Qoins e, por fim (mas não menos importante), derrotar o dragão vermelho Paco.

Como podem ver, não é uma missão fácil.

Muito pelo contrário…

 

 

Gráficos

 

 

Don Quixote Reach aposta em gráficos simples, simulando um desenho animado ou um cartoon. Isso entrega um ar mais amigável ao jogo, tornando o mesmo acessível para gamers de diferentes idades.

Esse é um ponto positivo do jogo. Ter um design que agrade aos olhos é importante para se obter um jogo popular. Afinal de contas, o impacto visual do jogo é a primeira informação que o jogador recebe sobre o título, e fica mais marcado que a sinopse do próprio jogo.

 

 

Jogabilidade

 

O game oferece opções de controle tanto para a tela touch do smartphone ou tablet (com dois modos de controle), como para um eventual controle com o teclado e mouse.

 

Também permite escolher opções de dificuldade, onde os gamers podem ajustar o jogo de acordo com o seu nível de experiência no mesmo. Talvez seria mais funcional se essas telas estivessem em botões maiores, ou com maior opção de ajustes de dificuldade.

 

 

Por fim, o jogo oferece uma tela de tutorial, onde o gamer pode treinar o seu jogo antes de efetivamente enfrentar o dragão vermelho.

 

 

E é aí que as coisas começam a se complicar.

 

 

O jogo na prática

 

Eu sei que eu sou velho e burro. Já escrevi lá em cima que minha praia são os jogos mais clássicos, e que prefiro jogar no meu Xbox.

Mas isso não quer dizer que não jogo os meus games no smartphone. Tenho alguns títulos instalados, que considero que são práticos e funcionais para o meu estilo de jogo, para rodar em qualquer lugar, ou para uma diversão casual sem maiores irritações.

Dito isso, Don Quixote Reach não me irritou, mas mostrou como sou descoordenado para jogar esse game.

 

 

O jogo usa os toques laterais na tela e os sensores de movimento do smartphone para uma interação completa com o personagem principal. Na sua configuração padrão, ao tocar do lado direito da tela, você lança os livros para você subir neles. E para subir nos livros, você precisa saltar, e faz isso tocando no lado esquerdo da tela.

Para deslocar o personagem principal para os lados, você precisa inclinar a tela do smartphone para a esquerda ou para a direita.

Agora… faça tudo o que eu disse acima… ao mesmo tempo.

 

Mesmo com o tutorial para você treinar a jogabilidade do game, esta não é uma das coisas mais fáceis de se fazer.

Até é possível estabelecer uma razoável jogabilidade com um pouco de treino (e nem é muito tempo; não vai demorar para você perceber que precisa usar as funções ao mesmo tempo). Mas o ponto que quero chegar é que a jogabilidade, dessa forma, fica comprometida. Não é uma das formas mais funcionais para você estabelecer a interação do usuário com a ação na tela.

Há vários exemplos de jogos populares e muito viciantes que escolhem uma única mecânica de interação do usuário com a ação da tela, onde a maioria delas utiliza apenas o toque ou slide na tela: Angry Birds, Subway Surf, Jetpack Joyride, Flappy Bird, Temple Run, entre outros.

Já outros, como Asphalt 8 e Real Racing 3 utilizam os dois métodos: a tela de toque e o acelerômetro do celular para o movimento. Porém, são casos onde o formato de jogo de corrida ajuda e muito. Faz sentido você virar para a esquerda ou para a direita, e não ter que inclinar o telefone para um lado e ficar tocando na tela de forma frenética dos dois lados para não cair e morrer.

Aqui, não há grau de dificuldade que resista à essa jogabilidade.

E, de novo: não estou dizendo que ela é ruim. Só estou afirmando que não é a mais acessível para a maioria.

E jogos viciantes precisam ser difíceis sim, mas inicialmente acessíveis na sua jogabilidade. Senão, não vingam. É preciso qualquer usuário entender que pode jogar imediatamente o jogo, mas perceber que o jogo em si é difícil, e não a sua forma de interação com o mesmo.

 

 

Uma observação

 

Vale um alerta para os desenvolvedores de Don Quixote Reach: de acordo com a informação publicada na Google Play Store, o jogo não recebe atualizações desde fevereiro de 2016.

Um ano sem atualizar um jogo é muito tempo. Falo não apenas pelo aspecto de segurança, mas também para corrigir os erros de execução (detectei alguns gráficos sobrepostos, principalmente quando o dragão vermelho ataca na primeira plataforma à direita).

Não abandonar o jogo também é um dos segredos para o mesmo ser um sucesso.

 

 

Vale a pena?

 

Acho que vale a pena conhecer a proposta de Don Quixote Reach, até mesmo para conhecer um pouco do que é feito no universo dos games para smartphones no Brasil.

Espero que os desenvolvedores não desistam de avançar no seu progresso. Precisamos de projetos assim no Brasil.

Para aqueles que adoram desafios considerados impossíveis de serem completados, o jogo é um prato cheio.

Para os mais burrinhos (como eu), é melhor evitar.

 

Download: Don Quixote Reach para Android

 

 

Review | ASUS Zenfone 3 Max

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ASUS Zenfone 3 Max

 

A autonomia de bateria ainda é o grande calcanhar de Aquiles da grande maioria dos smartphones disponíveis do mercado. As telas estão maiores e com maior resolução, processadores mais potentes e aplicativos mais exigentes. Mesmo com o Android tentando otimizar o consumo de recursos a cada nova versão, fato é que o sistema operacional da Google (e alguns dos seus aplicativos mais populares) seguem consumindo mais bateria do que o desejado.

Aqui, o ASUS Zenfone 3 Max promete ser a solução dos problemas daqueles que precisam de um smartphone que funcione por um dia inteiro. Não apenas pelo fato de contar com uma generosa bateria de 4.100 mAh, mas também pela otimização feita pela empresa com a sua interface Android otimizada.

A assessoria de imprensa da ASUS enviou para testes a versão com tela de 5.5 polegadas do Zenfone 3 Max, e durante duas semanas eu testei o produto. Nesse review, passo as minhas impressões do mesmo, relato como foi a experiência de uso em diferentes aspectos analisados, e procuro responder a principal questão dessa análise: basta uma bateria com generosa capacidade para garantir um dia inteiro de uso, combinado com um bom desempenho?

 

 

Características Físicas

 

 

O ASUS Zenfone 3 Max conserva muitas semelhanças com os novos modelos da série Zenfone 3 apresentada no Brasil em outubro de 2016.

Na parte frontal, ele é idêntico ao Zenfone 3, inclusive nas teclas de comando Android capacitivas, impressas na parte inferior da tela.

 

Em uma lateral, temos os botões de controle de volume e liga/desliga, com um acabamento que imita a estética metálica que combina com o cinza do corpo do dispositivo. Na parte superior, o conector para fones de ouvido, e na inferior o conector para o cabo microUSB (e não USB Type-C, o que é uma pena) e o alto-falante integrado. Na outra lateral, o slot para SIM cards e microSD.

 

Na pare traseira, o sensor de câmera, o flash LED e o sensor de foco por infravermelho, alem do leitor de digitais.

 

 

É um dispositivo com um agarre agradável, e um acabamento bem feito, com um acabamento em cinza metálico que oferece a elegância e sobriedade que muitos usuários procuram. Apesar de ter alguns parafusos visíveis, posso dizer que o acabamento e a construção do dispositivo é boa, passando a sensação de solidez e qualidade desejadas em um produto desse porte.

 

 

 

Acessórios

 

Um smartphone com uma bateria de elevada capacidade, e que pode atuar de forma mais versátil que as demais traz algumas peculiaridades nos seus acessórios.

 

 

Além dos itens tradicionais – cabo USB, carregador com modo de recarga rápida, fone de ouvido padrão da ASUS e manuais -, o ASUS Zenfone 3 Max conta com um adaptador microUSB – USB, para permitir a recarga de outros dispositivos com a bateria armazenada no smartphone.

É esse item que torna possível que esse smartphone atue como uma power bank para aqueles que tem um outro smartphone, tablet ou dispositivo móvel, que precisa ser recarregado em casos de necessidade.

 

 

Tela

 

O ASUS Zenfone 3 Max enviado para testes possui uma tela IPS de 5.5 polegadas (1280 x 720 pixels), com 75% de área útil frontal e 400 nits de brilho. É uma tela com proteção 2.5D, seguindo a tendência dos últimos dispositivos lançados no mercado.

 

 

A ASUS já vinha entregando telas muito competentes nos seus smartphones. O ASUS Zenfone 3 é muito bom nesse aspecto, e com o Zenfone 3 Max não é diferente.

Sua tela entrega cores vivas, um ótimo nível de brilho e contraste, reproduzindo bem as cores da interface e de outros elementos gráficos e visuais. É uma tela boa o suficiente para garantir uma agradável experiência de uso na maior parte do tempo, e bem condizente para a faixa de preço sugerida para o modelo.

 

 

A tela apresenta uma ótima sensibilidade ao toque, o que garante uma agradável experiência de uso com o sistema operacional. A precisão e a fluidez nesse sentido estão dentro do esperado.

 

 

Hardware

 

Estamos diante de um smartphone de linha média, com configurações pensadas na oferta de um bom desempenho, visando sempre a melhor relação custo-benefício possível.

Dito isso, o ASUS Zenfone 3 Max conta com um processador MediaTek quad-core de 1.3 MHz, GPU Mali T720, 32 GB de armazenamento interno (expansíveis via microSD de até 32 GB) e 3 GB de RAM.

É um conjunto técnico equilibrado o suficiente para oferecer uma boa experiência de uso, com fluidez e sem engasgos na maior parte do tempo. Aqui, apesar do ideal agora para um desempenho impecável seria contar com um processador octa-core, entendo que as otimizações aplicadas pela ASUS no seu software ajudam e muito a oferecer um bom desempenho geral, mesmo com um conjunto técnico teoricamente mais modesto.

O conjunto de hardware desse smartphone atende bem a maioria dos usuários, e está dentro do esperado para a sua faixa de preço. Colocando em perspectiva, o modelo fica em pé de igualdade com boa parte dos seus competidores.

 

 

Software

 

O ASUS Zenfone 3 Max conta com o sistema operacional Android 6.0.1 Marshmallow, com a interface customizada da ASUS, a Zen UI na sua mais recente versão.

 

 

Aqui, temos basicamente a mesma interface de usuário que conhecemos no Zenfone 3, com algumas poucas modificações por conta dos recursos a menos que o dispositivo naturalmente possui.

Independente das preferências individuais sobre o uso de uma interface Android pura ou customizada, fato é que mais uma vez a ASUS fez um bom trabalho na personalização do sistema.

 

 

Os principais recursos adicionais da ASUS estão presentes, como o ASUS Mobile Manager, o Medidor Laser, o Share Link,  e o Zen Circle, além de todas as otimizações de bateria e gerenciamento de recursos de sistema.

 

 

Câmera

 

O Zenfone 3 Max conta com uma câmera traseira de 13 MP (f/2.2), com flash LED traseiro, sensor infravermelho para foco e flash LED. O sensor frontal possui 5 MP.

Não é o mesmo conjunto de sensores fotográficos presente nos modelos mais completos da ASUS, mas também não ficam muito atrás daquilo que a concorrência de preço oferece.

 

 

O sensor traseiro entrega fotos de boa qualidade, apesar de não entregar cores tão fiéis à realidade. Tudo fica com tons um pouco mais escuros do que realmente é no modo automático. A boa notícia é que vários dos modos de câmera dos modelos mais completos estão presentes no Zenfone 3 Max, o que pode resultar em fotos com um pouco mais de qualidade, dependendo da habilidade do fotógrafo.

 

 

As fotos com luz natural entregam imagens boas o suficiente para publicação nas redes sociais e compartilhamento nos serviços de mensagens instantâneas. Já as fotos com luz artificial e/ou com auxílio do flash apresentam uma boa quantidade de ruído. Mas insisto: tudo dentro de um limite do aceitável, e de acordo com o que os concorrentes diretos de preço normalmente entregam.

 

 

A câmera frontal de 5 MP entrega selfies também aceitáveis, ou que pelo menos não te descaracterize com a aplicação dos efeitos de software.

 

 

Bateria

 

A ASUS coloca todo o foco de promoção do ASUS Zenfone 3 Max para o grande público na bateria do dispositivo.

Com 4.100 mAh, ele prova que o Motorola Moto Maxx não precisava ser tão espesso para ter uma bateria com elevada capacidade. Além disso, cumpre o que promete, ou seja, entrega uma autonomia elevada, para longas jornadas de trabalho.

 

 

E possível usar o Zenfone 3 Max de modo intenso por pelo menos um dia e meio ou até dois dias de uso, dependendo do perfil de uso e do consumo de tempo de tela. É preciso fazer muita força para drenar a bateria desse smartphone.

Para os usuários mais moderados, é possível alcançar até três dias de uso. Em standby, o aplicativo que exibe o controle de bateria chegou a indicar um tempo restante de até 36 dias de uso disponível, sem falar nas 87 horas de áudio, algo que para mim é fundamental, já que adoro ouvir música e podcasts durante as viagens longas.

Isso não só é possível por conta da bateria com elevada capacidade, mas também pelo software otimizado da ASUS.

 

 

Temos vários recursos de software para um melhor gerenciamento do consumo de bateria, onde é possível desativar aplicativos em segundo plano, remover apps da inicialização e acionamento dos modos de economia de bateria em momentos pontuais. E tudo isso, sem comprometer o desempenho do dispositivo.

O recurso que transforma o smartphone em power bank (com o cabo adaptador incluso no kit de venda) funciona, mas confesso que não gostaria de desperdiçar essa autonomia toda com outro dispositivo. Quero dizer, pode sim salvar sua vida na hora do aperto. Mas é sempre melhor manter o seu smartphone com bateria plena para suas jornadas diárias.

De novo, o trabalho da ASUS nesse aspecto é digno de aplausos.

 

 

Desempenho

 

Apesar de contar com um processador quad-core, o Zenfone 3 Max vai bem na maior parte das atividades propostas.

Durante as duas semanas de uso, não percebi arrastos ou travamentos, com uma performance dentro do esperado para as atividades de uso geral com o sistema operacional, execução de vídeos, música e jogos intermediários.

Sua quantidade de armazenamento de 32 GB é mais que suficiente para a maioria dos usuários, e atende ao que o segmento pede, sem falar na expansão de armazenamento via microSD.

Logo, entendo que o comprador desse produto não terá problemas ou aborrecimentos nesse aspecto.

 

Vale a pena?

 

 

Vale a pena sim.

O ASUS Zenfone 3 Max tem como grande destaque sua autonomia de bateria matadora, mas não perde em muito nos outros aspectos. É claro que e um dispositivo que tem seus ônus e bônus, mas o conjunto geral é bem equilibrado, e é isso o que importa.

É recomendado para quem precisa de um smartphone com bateria acima da média para suas jornadas diárias, que não liga muito para fotos de qualidade mediana, e para quem quer ter um dispositivo que não comprometa no desempenho geral.

O preço sugerido de R$ 1.199 é bem honesto, se levarmos em conta que os seus concorrentes nessa faixa de preço entregam mais ou menos a mesma coisa e, em alguns casos, com tela menor e, em todos os casos, bateria com capacidade bem inferior.

Muitos que buscam um smartphone de linha média podem levar em consideração essa opção.