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LG G6: primeiras impressões, características e O PREÇO (sim… em maiúsculo…)

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LG G6

 

Ontem (25), eu estive em São Paulo (SP) para o evento de lançamento do LG G6, novo smartphone top de linha dos coreanos. O modelo tem como principal missão corrigir os erros do LG G5 (algo admitido pelos próprios representantes da LG no evento), além de se apresentar como alternativa real entre os dispositivos top de linha do mercado brasileiro, batendo de frente com o recém lançados Samsung Galaxy S8 e Galaxy S8+.

Vou relatar nesse post as minhas primeiras impressões do produto após o primeiro contato, além de fazer algumas considerações e observações sobre a relação custo-benefício do dispositivo no mercado brasileiro.

 

 

A LG deu ênfase para pontos específicos durante a apresentação. Talvez o principal diferencial do LG G6 esteja mesmo na tecnologia de sua tela.

Com 5.7 polegadas (QuadHD) encapsuladas em um dispositivo com corpo de 5.2 polegadas, a tela do LG G6 é a primeira a contar com FullVision. Isso promete uma experiência mais completa no consumo de conteúdo multimídia, além de uma melhor visualização dos elementos do sistema operacional, aplicativos e jogos.

 

 

A LG destaca que uma das coisas que os usuários mais fazem em um smartphone é assistir vídeos, e oferecer esse diferencial para os consumidores é algo considerado muito importante para a marca.

 

 

Mas não é só isso. A qualidade final da tela do LG G6 é realmente espetacular, não apenas pela altíssima definição, mas também pelo colorido agradável. Vale lembrar que a LG é tão competente na hora de desenvolver telas para os seus dispositivos, que acaba oferecendo suas telas para outros fabricantes. Inclusive para dispositivos de peso, como é o caso do iPhone.

 

 

Outro ponto de ênfase que a LG deu durante a apresentação foi para o conjunto de câmeras.

Agora, temos dois sensores traseiros de 13 MP, que herdam o mesmo sistema de funcionamento do LG G5 (um sensor colorido, outro preto e branco). Eu vejo a LG melhorando constantemente no quesito câmeras desde o LG G4, pelo menos (me lembro que o LG G2 contava com um ótimo sensor traseiro na época, e o LG G3 foi um dos primeiros a implementarem o sistema de foco por laser). Logo, podemos esperar resultados promissores no LG G6 nesse aspecto.

 

 

Estamos diante de um smartphone que acertou no seu design.

O LG G6 tem linhas sóbrias, mas é um smartphone bonito e vistoso. As dimensões reduzidas (tela de 5.7 polegadas em um corpo de 5.2 polegadas) tornam o seu agarre algo agradável, e sua usabilidade mais agradável ainda, mesmo ele sendo um dispositivo um pouco mais alto que os demais.

Com vários elementos em metal e alguns em plástico, o modelo ainda consegue ser resistente, por conta de sua proteção IP68. A LG deixou um tanque de água no local do evento com algumas unidades do dispositivo molhando, apenas para que você tenha a certeza que pode usar o WhatsApp durante o banho normalmente.

 

 

O seu conjunto de hardware (processador Qualcomm Snapdragon 821, com 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento – expansíveis via microSD de até 2 TB) é mais que suficientes para garantir um ótimo funcionamento com o sistema operacional Android 7.0 Nougat (com interface LG UX 6.0).

Apesar de contar com uma bateria relativamente menor do que a versão internacional, o LG G6 não deve deixar você na mão… ou melhor, não deve deixar você sem bateria no final do dia. Ainda mais com o Quick Charge 3.0 presente no dispositivo, o que deve garantir a usabilidade pelo tempo que você precisa, mesmo que você faça uma recarga rápida de bateria no final do dia.

Durante a degustação, é possível comprovar que temos aqui um smartphone leve no peso, compacto nas dimensões e potente no desempenho. Entendo que muitos usuários ficariam satisfeitos com o resultado final ofertado pelo dispositivo. Bom, pelo menos as suas primeiras impressões são excelentes.

Em resumo: tecnicamente, o LG G6 é um dos melhores smartphones de 2017. Sem exageros ou muitas dúvidas.

Porém…

 

O LG G6 vale mesmo R$ 3.999?

 

 

O preço do LG G6 foi um tema tão polêmico, que ele não foi revelado nem mesmo na apresentação oficial. O preço foi sendo ventilado aos poucos entre os jornalistas.

A explicação da LG para oferecer o seu novo top de linha com o mesmo preço do Samsung Galaxy S8 (e no mesmo patamar de preço do iPhone 7) foi “posicionamento de mercado”. Algo compreensível, levando em conta a proposta geral e o público-alvo que a marca quer alcançar.

Por outro lado, pouco se explica essa decisão quando olhamos justamente para o argumento “posicionamento de mercado”.

Mesmo chegando ao mercado antes do Galaxy S8 (o seu principal concorrente de preço), o LG G6 tem características técnicas que o colocam um degrau abaixo do modelo top de linha da Samsung.

Para começar, o Galaxy S8 tem valor agregado na tela, não apenas por contar com 0,1 polegada a mais (isso é irrelevante em efeitos práticos), mas principalmente pelo fator inovação, já que possui uma tela curva que, apesar de não oferecer maiores funcionalidades, cria um efeito estético mais atraente do que uma tela flat.

Pode não fazer diferença alguma para você que está lendo esse post, mas saiba você que o Galaxy S7 Edge vendeu MAIS que o Galaxy S7. E isso explica muita coisa.

Além disso, o conjunto de hardware do Galaxy S8 entrega mais pelo mesmo valor. O processador Qualcomm Snapdragon 835 é  mais completo de sua família nesse momento, trabalhando com os mesmos 4 GB de RAM, mas com o dobro de armazenamento.

Sem falar nas inovações que a Samsung implantou no Galaxy S8 (Bixby, leitor de iris, etc) que agregam ainda mais valor ao modelo.

Logo, o LG G6 a R$ 3.999, por puro posicionamento de mercado, simplesmente não se paga.

Na minha opinião, ele poderia marcar presença se viesse custando pelo menos R$ 500 a menos que o Galaxy S8. Há  quem diga que poderia ser até um pouco mais, já que alguns compradores do novo top de linha da Samsung receberam itens gratuitos que agregaram ainda mais valor ao modelo, como por exemplo a nova versão do óculos Gear VR (só aí são R$ 650 que o consumidor está ganhando).

Para que o LG G6 não sofra do mesmo mal que o LG G5 sofreu, a LG precisa repensar correndo o quesito preço.

Já corrigiram o erro do ano passado, trazendo ao Brasil a versão mais completa do processador. Porém, entregam um modelo tecnicamente inferior ao seu principal rival, cobrando o mesmo preço.

A conta não fecha!

Ou repensam essa estratégia, ou daqui a seis meses esse modelo ficará abaixo dos R$ 3.000, sem muito medo de errar.

 

Eduardo Moreira viajou para São Paulo (SP) a convite da LG do Brasil. 

Review | Samsung Chromebook 3

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Samsung Chromebook 3

 

O Chrome OS apareceu como alternativa de sistema operacional pensado naqueles que precisam de uma conectividade básica em qualquer lugar, ou que priorizam a mobilidade em boa parte do seu dia. É um sucesso nas instituições educacionais, e é o sistema que mais cresce no momento em presença de mercado.

Logo, é natural que os grandes fabricantes acabem apostando no software. A Samsung é uma das gigantes que há três anos conta com o seu Chromebook como alternativa para esses usuários itinerantes ou estuantes, e o Samsung Chromebook 3 é o modelo mais atualizado dentro dessa família.

Mesmo depois de quase um ano de seu lançamento, eu entendo que é válido deixar o review desse produto, uma vez que a procura por parte dos usuários é algo considerável. É uma opção para muitos que procuram um computador leve, com bateria com longa autonomia e preço reduzidos.

Mas… será que realmente o Chromebook 3 vale a pena?

Vale a pena apostar em um sistema operacional 100% focado no navegador Google Chrome? É um sistema com fácil curva de aprendizado? Ou os menos experientes devem manter distância. E até que ponto vale a pena ter um produto como esse em sua rotina diária?

As respostas dessas perguntas você confere a seguir.

 

 

Review em Vídeo

 

 

Características Físicas

 

O Samsung Chromebook 3 é um computador portátil, com dimensões reduzias, leve e de fácil transporte. Em linhas gerais, lembra o conceito dos antigos netbooks, que muito fizeram sucesso há dez anos.

 

Sua construção é muito bem feita, com um acabamento de alta qualidade e resistência. Algo natural, uma vez que o dispositivo é claramente pensado para a mobilidade e ambientes escolares, onde o nível de exigência precisa ser maior na durabilidade.

 

 

Os materiais empregados passam uma solidez que reforçam a ideia de que estamos diante de um produto de alta qualidade. Tudo indica que esse notebook pode durar bastante, até mesmo com os usuários mais exigentes, ou com maior demanda de uso.

 

 

 

Tela

 

O Samsung Chromebook 3 possui uma tela de 11.6 polegadas, com resolução de 1366 x 768 pixels.

É um monitor para basicamente reproduzir os elementos do sistema operacional na tela. Quero dizer, você visualiza o conteúdo, e nada mais.

 

 

Não é touchscreen, e seus ângulos de visão são relativamente limitados. Pelo menos e uma tela antirreflexos, ou seja, caso você esteja em um ambiente onde a luz artificial se faz presente, você não é atrapalhado pela luz das lâmpadas refletindo na tela.

Outro benefício que a Samsung oferece na tela desse dispositivo é a possibilidade de giro em até 180 graus. Pode não parecer, mas faz uma grande diferença em usos específicos, como por exemplo ver vídeos.

 

Mas tais restrições são todas compreensíveis. Afinal de contas, a tela é o elemento que mais gasta bateria em qualquer tipo de dispositivo, e a Samsung precisava chegar em uma solução para oferecer o máximo de bateria possível.

Por isso, temos restrições naqueles elementos que podem entregar essa autonomia maior. E a tela é uma dessas restrições.

 

 

Hardware

 

O Samsung Chromebook 3 conta com um processador Intel N3050 de 1.6 GHz – 2.1 GHz, gráficos Intel HD, 2 GB de RAM DDR 3 e 16 GB de armazenamento eMMC.

 

 

São especificações modestas para qualquer PC que pensa em rodar o Windows, mas é o suficiente para oferecer um desempenho razoável no Chrome OS. Temos sempre que colocar isso em consideração nessa análise.

Talvez a escolha do armazenamento em eMMC (muito mais lenta do que uma SSD na leitura, gravação e execução de programas) com a combinação de 2 GB de RAM (insuficientes se levarmos em consideração que estamos falando de um sistema operacional baseado no navegador web Google Chrome, que é um devorador de recursos por natureza) sejam os pontos mais críticos nessa escolha. Com pelo menos 4 GB de RAM e uma unidade de SSD, o Chrome OS teria um desempenho mais fluído.

Mas aqui, mais uma vez compreendemos as escolhas da Samsung. Priorizaram de novo uma maior autonomia de bateria, além de um preço acessível para os usuários, principalmente para as instituições educacionais.

Um destaque rápido para a parte de conectividade.

Apesar de contar com apenas duas portas USB (uma delas 3.0), o Chromebook 3 conta com um ótimo módulo de WiFi, o que ajuda e muito em um melhor desempenho na internet com redes sem fio com diferentes qualidades de sinal. Sem falar no bluetooth integrado, que pode ser desativado com facilidade.

 

Teclado e Touchpad

 

 

Apesar das teclas reduzidas, o Samsung Chromebook 3 conta com um bom teclado, que oferece um digitar agradável e uma elevada produtividade, dentro dos seus propósitos e de suas características.

 

 

Não é um teclado que podemos chamar de silencioso, mas ao menos é um teclado funcional para aqueles propósitos já citados: produção de textos rápidos e interação nas redes sociais.

 

 

O touchpad segue a mesma regra, ou seja, oferece uma boa resposta ao toque e à movimentação, sem engasgos ou arrastos. Aparece em um tamanho muito satisfatório, e não produz contatos acidentais durante o uso.

 

 

O Chrome OS e seu desempenho

 

Levando em consideração a proposta geral do sistema operacional, é preciso fazer algumas observações pertinentes.

O Chrome OS cumpre o que promete em linhas gerais. Ele é um sistema operacional que é essencialmente o Google Chrome, com a adição de alguns aplicativos que atuam como convidados especias. No futuro, ele sera bem mais que isso, com o suporte aos apps do Android. Mas nesses três meses que utilizei o produto, ele é o Chrome e nada mais.

 

 

Mesmo assim, ele serviu para os meus propósitos. Me entregou um dispositivo com longa autonomia de bateria, com inicialização rápida, baixo consumo de conectividade de internet e um desempenho mínimo para poder produzir textos rápidos. Era para essas finalidades que eu queria o Samsung Chromebook 3.

Porém, eu ainda tenho outras finalidades.

Senti falta de um programa que convertesse e trabalhasse com as imagens a serem publicadas, mesmo que de forma básica (uso o IrfanView e – pasmem – o Paint mais do que vocês imaginam), um programa básico para a edição de áudio, e outros apps específicos e necessários para o meu trabalho.

Logo, o propósito inicial do Chrome OS me serviu até um determinado momento.

Além disso, com o passar do tempo, a relativa lentidão do sistema operacional acabou me incomodando. Não é de todo ruim, mas eu precisava de um desempenho mais pleno para o dia a dia.

A boa notícia é que a Google manda todo mês pelo menos uma atualização para o Chrome OS, que invariavelmente resultam em melhorias para o desempenho geral do sistema operacional.

Em resumo: antes de comprar, tenha bem definido o que deseja fazer com o dispositivo. Para navegação básica na internet, produção de textos simples e consumo de conteúdos (sim, ele vai bem ao reproduzir vídeos do YouTube ou da Netflix), o Chrome OS serve.

Ir um pouco além disso pode representar algumas dores de cabeça.

 

 

Bateria

 

Esse é, talvez, o principal motivo para ter o Samsung Chromebook 3.

 

 

A sua autonomia de bateria é ótima para os meus propósitos de conectividade e mobilidade. O modelo consegue ficar as tais 8 horas prometidas conectado na internet via WiFi, com o brilho da tela em 50%. Isso cobre a média do meu dia de trabalho (seis horas diárias na frente do computador, entre 9h e 12h – pausa para almoço  – e 14h e 17h), permitindo assim que eu produza os meus textos em qualquer lugar, sem depender de uma tomada.

Além disso, o notebook tem um sistema de recarga rápida de bateria, onde ela pode ser completamente carregada em aproximadamente duas horas. Ou seja, mesmo que eu ficasse sem bateria no horário do almoço, poderia deixar ele carregando durante a refeição, que ele estaria pronto para uma nova jornada de trabalho.

De quebra, se você desativar o WiFi e trabalhar com ele em modo offline, o portátil pode alcançar até 11 horas de funcionamento sem maiores problemas.

É o modelo perfeito para quem quer trabalhar em qualquer lugar, deixando o adaptador de energia em casa.

 

 

Conclusão

 

 

O Samsung Chromebook 3 tem um objetivo bem específico: atender aqueles que querem ter uma conectividade básica em qualquer lugar.

É pensado naqueles que querem um notebook básico para navegar na internet, ler e-mails em qualquer lugar, ver alguns vídeos por streaming e nada mais. Talvez os jornalistas e blogueiros também se interessem por ele para poder produzir os seus conteúdos em qualquer lugar. Mas nem pense em querer produzir conteúdos mais pesados, como por exemplo edições básicas de áudio, vídeo e fotos.

Ah, sim… ele é limitado aos jogos básicos também.

No final das contas, entre prós e contras, o produto está aprovado. Não deixa de ser uma proposta interessante.

Lembrado: você ainda pode obter um preço reduzido para a compra desse produto, ao obter um cupom de desconto. Vale a pena pesquisar sobre o assunto e economizar algum dinheiro.

Review | Multilaser MS70

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Multilaser MS70

 

Em fevereiro de 2017, a Multilaser lançou no Brasil o seu novo smartphone de linha média, o Multilaser MS70. O modelo chamou a atenção de muitos usuários por se propor a ser um smartphone de linha média, com hardware equilibrado e relação custo-benefício interessante.

Em um mercado intermediário que se apresenta muito competitivo nesse primeiro terço de 2017, com vários lançamentos dos principais fabricantes do setor, a Multilaser se aventura em um mar de tubarões. Prioriza a boa experiência de uso para as atividades mais básicas. Porém, será que consegue chegar no mesmo nível de excelência de modelos de fabricantes com maior visibilidade?

Nos números, o Multilaser MS70 oferece um pouco mais do que alguns dos seus principais concorrentes de preço. Mas… números são tudo no mercado de tecnologia? Ou o que manda é o teste prático, o uso no dia a dia?

Vamos começar a responder essas e outras perguntas, no review a seguir.

 

Review em Vídeo

 

 

 

Características Físicas

 

 

O Multilaser MS70 é um dispositivo discreto nas suas linhas. Tem um acabamento em plástico que já é tradicional nos modelos da empresa, passando um ar de sobriedade que também é algo peculiar da marca.

É um modelo relativamente fino, com uma leve curvatura na parte traseira, o que ajuda no agarre do dispositivo com uma das mãos.

 

 

Além disso, a Multilaser soube aproveitar bem as dimensões do smartphone para integrar uma tela de 5.85 polegadas em um corpo que é apenas um pouco maior do que um dispositivo com 5.5 polegadas. Esse ponto é uma vantagem para um uso mais prolongado com uma das mãos.

 

 

Um detalhe peculiar das suas características físicas é a presença desse botão dedicado para acionar o obturador de câmera. Diferentes de outros dispositivos que contam com o mesmo botão, no Multilaser MS70 ele não serve para acionar a câmera com a tela do dispositivo bloqueada. Somente se a tela estiver ligada.

Um erro, já que o tal botão deveria servir também para agilizar a vida do usuário no acionamento da câmera.

De qualquer forma, é um modelo com linhas simples e sóbrias, o que não desagrada. Pode não ter nada visualmente chamativo, mas não desaponta nesse aspecto.

 

 

Acessórios

 

 

A Multilaser oferece pelo menos um bom diferencial em alguns dos seus dispositivos: acessórios para proteger o produto desde o primeiro dia de uso.

O Multilaser MS70 vem com três capinhas de silicone, que protegem o smartphone em caso de quedas, além de uma película protetora para a tela.

É uma certa atenção que a marca dedica aos seus clientes. Outros fabricantes não pensam nisso como norma. E seria ótimo se a maioria apostasse na oferta de acessórios originais nos kits de venda do produto.

 

Tela

 

 

O Multilaser MS70 possui uma tela TFT LCD de 5.85 polegadas (1920 x 1080 pixels), que é mais que suficiente para visualizar de forma confortável todos os elementos do sistema operacional, além de permitir uma boa apreciação de fotos, vídeos e games.

Sua interação com os elementos do sistema operacional melhorou muito em relação a outros modelos da marca, com toques mais precisos, entregando assim uma melhor experiência de uso.

É uma tela um pouco maior do que a maioria dos seus concorrentes de preço, mas só é um fator realmente relevante se você busca a maior tela possível em um smartphone para ver vídeos, mas não quer ter que andar com um tablet no bolso.

 

 

Hardware e Software

 

O Multilaser MS70 possui um processador MediaTek MT6753 octa-core de 1.3 GHz, acompanhado de GPU Mali-T720, 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento (expansíveis via microSD – o telefone já vem com um cartão de 32 GB).

Numericamente, está um nível acima de boa parte dos seus concorrentes. Porém, esse conjunto de hardware é um pouco inferior ao que alguns concorrentes entregam em dispositivos na mesma faixa de preço.

Mesmo aqueles smartphones que contam com apenas 2 GB de RAM conseguem oferecer uma performance mais promissora, por conta principalmente do conjunto de hardware que fica abaixo do que os modelos com processadores Qualcomm Snapdragon 625 oferecem hoje, e por preços muito similares.

No software, o smartphone conta com o sistema operacional Android 6.0 Marshmallow em seu estado quase puro. Apenas alguns aplicativos foram pré-instalados pelo fabricante. Design e funcionalidades se mantém praticamente intactos.

Se por um lado temos o lado positivo de ter uma proposta do Android tal e como a Google originalmente concebeu, o que significa um menor consumo de recursos, por outro lado temos uma versão desatualizada do sistema operacional, e sem qualquer previsão de atualização para o Android 7.0 Nougat por conta do fabricante.

 

 

Câmera

 

 

Apesar de, teoricamente, contar com sensores com números similares aos da concorrência (13 MP na câmera frontal, 8 MP na câmera traseira), o Multilaser MS70 entrega resultados de fotos apenas razoáveis.

Na câmera traseira, a qualidade das imagens é apenas mediana em diferentes condições de luz, até mesmo em luz artificial e baixa luminosidade. Já o sensor frontal consegue entregar fotos com aparência de “lavadas” (ou esbranquiçadas) até mesmo no registro em luz natural.

 

 

Nem mesmo por software é possível obter grandes ganhos na melhoria de imagem, apesar de até contar com alguns ajustes e recursos específicos.

Aliás, o software de câmera, além de ser um dos mais simples do mercado, grava os vídeos na extensão .3gp, um formato reduzido para facilitar o envio do arquivo para as redes sociais. Por outro lado, tal escolha representa perda na qualidade final da imagem, o que pode incomodar alguns usuários mais exigentes.

Ou seja, são câmeras que ficam bem abaixo dos seus principais concorrentes de preço. Se você gosta de tirar fotos, mesmo que de forma casual, repense sua escolha umas dez vezes antes de realizar o investimento.

 

 

 

Bateria

 

 

O modelo conta com uma bateria de 3.000 mAh, que entrega uma autonomia de pelo menos um dia completo de uso, que é o mínimo que pedimos de um smartphone de linha média nos dias de hoje.

Por outro lado, o modelo não possui carregador com modo de recarga rápida. Logo, comece a se preparar para alimentar essa bateria durante as madrugadas, e seja prudente. Caso contrário, seu smartphone vai desligar antes do final do dia.

De qualquer forma, deve atender bem a maioria dos usuários casuais e menos exigentes.

 

 

Desempenho

 

Por conta do seu já citado conjunto processador + GPU + armazenamento + RAM, o Multilaser MS70 tem um desempenho apenas razoável.

Para os usuários mais casuais, que querem um smartphone Android como backup, ou para quem não quer pagar a mais para ter as mesmas funcionalidades mais básicas que um modelo mais completo poderia oferecer, esse modelo atende bem as necessidades. Funciona sem maiores problemas, lags ou travamentos.

Já para aqueles que gostam de rodar vídeos armazenados no smartphone, gostam de jogar games um pouco mais pesados, ou para quem quer extrair um pouco mais do dispositivo em diferentes aspectos, entenda: ele não foi feito para você, pois ele vai ter um desempenho abaixo do que você espera.

Existem modelos na mesma faixa de preço ou um pouco mais caros que entregam um desempenho mais promissor, mesmo contando com apenas 2 GB de RAM.

Até porque o fundamental é ver o que o fabricante fará com a combinação hardware + software do dispositivo, o que reforça a tese: números não representam nada no mundo da tecnologia móvel.

 

 

Conclusão

 

 

O Multilaser MS70 até apresenta melhoras pontuais em relação a outros modelos que já testei com a marca, mas ainda está pelo menos um ou dois degraus abaixo dos seus principais concorrentes de preço.

Ele chegar ao mercado custando R$ 1.399 e só depois reduzindo seu valor de venda para R$ 1.199 (é possível encontrar o modelo por menos, dependendo do e-commerce escolhido para a compra) pode ter custado caro para o seu sucesso no mercado.

Dois meses depois do lançamento, além de ser obrigado a vender o modelo por um valor menor do que o inicialmente planejado, testemunhou alguns dos seus concorrentes oferecerem a mesma coisa (ou até um pouco mais) pelo mesmo valor.

Vide o Quantum MUV UP a R$ 1.099.

E isso porque eu não estou falando do Moto G5 e do ASUS Zenfone 3 Max, que pode ser encontrado por menos de R$ 1.000.

É preciso ser fã da Multilaser para comprar o MS70 sem pensar duas vezes. Fato.

TargetHD Videocast | Multilaser MS70: Unboxing e Primeiras Impressões

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Multilaser MS70

 

A assessoria de imprensa da Multilaser enviou para testes o seu novo smartphone de linha média, o Multilaser MS70.

A ideia desse produto é oferecer ao consumidor brasileiro uma alternativa com boa relação custo-benefício, visando atender as necessidades da maioria dos usuários.

O Multilaser MS70 possui tela de 5.85 polegadas (Full HD), câmeras com 16 MP e 8 MP, bateria de 3.000 mAh, 32 GB de armazenamento interno (expansíveis via microSD de até 32 GB – cartão incluso no dispositivo), 3 GB de RAM e processador octa-core (fabricante não especificado). O modelo possui conectividade 4G.

O modelo chega ao mercado com o sistema operacional Android 6.0 Marshmallow (sem informar se será atualizado para o Android 7.0 Nougat). Seu preço sugerido no Brasil é de R$ 1.399.

 

 

Nosso principal objetivo com o review (que deve ser publicado daqui a duas semanas no TargetHD.net) é detectar se ele realmente pode competir com marcas com maior visibilidade no mercado brasileiro.

Além disso, dentro do mercado doméstico, a Multilaser tem como principal concorrente a Positivo/Quantum, que é a que mais vende no país dentro dessa categoria.

Sem falar que, a partir de hoje (6), essa briga pelo mercado de linha média (até R$ 1.500) fica mais acirrada, com a chegada dos novos Neffos X5 e Neffos X5 Max da TP-Link, que promete uma relação custo-benefício ainda mais interessante para o consumidor.

Bom, só os testes práticos poderão dizer se o Multilaser MS70 entra de vez na briga. Por enquanto, fiquem com o vídeo de unboxing e primeiras impressões.

 

Review | ASUS Zenfone 3 Zoom

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Asus zenfone 3 zoom

 

A ASUS investe no mercado de telefonia móvel desde 2014. De lá para cá, a evolução desses dispositivos vem sendo notável, em todos os aspectos (design, especificações e software). O ASUS Zenfone 3 Zoom, que chegou ao mercado brasileiro no fina do mês de março de 2017, é a maior prova dessa evolução.

O dispositivo foi originalmente apresentado na CES 2017 em janeiro, e é uma combinação pequenos pontos técnicos implementados ao longo desses anos. Apesar de ainda ter pontos a melhorar, já nasce com um conceito muito bem definido, e com um tipo de usuário a ser conquistado muito claro.

Com um apelo direto para os aspectos fotográficos, o ASUS Zenfone 3 Zoom representa uma clara evolução da proposta do ASUS Zenfone Zoom, apresentado no ano passado. O modelo de 2017 é mais acessível nos aspectos gerais para um público maior, conta com diferenciais muito interessantes, e entrega resultados satisfatórios para essas aspirações do registro de imagens.

Nesse review, vamos identificar se o produto cumpre o que promete, se ele tem margem de melhora, e onde ele pode se diferenciar dos demais. Será que realmente estamos diante da melhor proposta fotográfica entre os smartphones? Ou o marketing da ASUS funciona melhor que os resultados finais oferecidos no uso prático.

A seguir, as respostas.

 

 

Review em vídeo

 

 

 

Características Físicas

 

O ASUS Zenfone 3 Zoom é, esteticamente, muito bonito.

Obviamente, lembra no seu desgin um certo smartphone de uma gigante de Cupertino, mas isso não tira a beleza e nem os méritos da ASUS pela proposta entregue. Afinal de contas, estamos diante de um dispositivo que é fino e leve, mesmo abrigando uma bateria de 5.000 mAh.

 

 

Seu acabamento em preto mate e detalhes metálicos na sua construção reforçam a sensação de proposta de dispositivo premium. E seu leitor biométrico foi beneficiado com a nova proposta de câmera dupla, já que não temos o risco de colocar o dedo no sensor de câmera, como acontecia no ASUS Zenfone 3.

Apesar de preferir um leitor biométrico na parte frontal, mas isso é uma preferência minha.

Em linhas gerais, é um smartphone muito bonito. Um dos mais bonitos que você pode encontrar no mercado nesse momento.

 

 

 

Tela

 

O ASUS Zenfone 3 Zoom conta com uma tela AMOLED de 5.5 polegadas, com resolução Full HD. É o mínimo que se pede hoje de um dispositivo de linha média, ainda mais em um modelo que tem como um dos principais apelos a fotografia.

A tela possui uma ótima interação com o Android, além de oferecer uma excelente visualização dos elementos reproduzidos, tanto nos gráficos de jogos como nas fotos e vídeos.

É compreensível uma tela Full HD nesse modelo. Não precisamos mais do que isso. A prioridade aqui é entregar um dispositivo mais equilibrado no conjunto geral, e não um top de linha em todas as suas características. Mas reforço que a tela se sai muito bem para essa proposta.

 

 

Hardware e Software

 

O conjunto técnico do ASUS Zenfone 3 Zoom é muito competente.

Temos aqui um processador Qualcomm Snapdragon 625, trabalhando com uma GPU Adreno 506, 4 GB de RAM, 128 GB de armazenamento (na sua versão mais completa) e sistema operacional Android 6.0.1 Marshmallow (com atualização garantida para o Android 7.0 Nougat para até o final do segundo trimestre de 2017), com a inerface ZenUI.

Todo esse conjunto entrega uma experiência de uso muito boa na maior parte do tempo, sem travamentos, lags ou paradas críticas. Aqui, a ASUS fez um ótimo trabalho de otimização de software, pois conta com um Android muito otimizado e, mesmo assim, o desempenho geral é dos mais fluídos que você pode encontrar na sua categoria.

 

Câmera

 

O grande apelo do Zenfone 3 Zoom é o seu conjunto de câmeras (traseira dupla e frontal). E os resultados são muito positivos.

Temos um conjunto de câmera traseira dupla, onde um sensor possui 12 MP (f/1.7) – o mesmo sensor do Samsung Galaxy S7 Edge -, trabalhando com um segundo sensor com zoom ótico de 2.3x. Esse conjunto trabalha muito bem na maior parte do tempo, entregando fotos com elevado nível de detalhes em condições de perfeita luminosidade.

 

 

As fotos noturnas também entregam ótimos resultados, mas um pouco mais modestos quando utilizados o sistema de zoom. Com os ajustes manuais, os resultados tendem a ser ainda melhores.

Mesmo assim, as fotos registradas por esse smartphone ficam acima da média de seus concorrentes diretos de preço, podendo competir pau a pau com modelos top de linha… como é o caso do Galaxy S7 Edge.

Na parte de vídeos, ele também oferece bons resultados, mas ainda podemos observar alguns lags nos vídeos registrados. A ASUS promete melhorar o seu desempenho nas futuras atualizações do dispositivo, principalmente com a chegada do Android 7.0 Nougat.

 

 

Bateria

 

 

Outro ponto de forte apelo do Zenfone 3 Zoom, e outro ponto muito positivo do dispositivo.

Os 5.000 mAh garantem pelo menos um dia e meio de uso intenso, com fotos e vídeos sem reservas, jogos, música, redes sociais, GPS… enfim, tudo  o que você tem direito.

Se você tem um perfil de uso moderado, com certeza pode alcançar os dois dias de uso. Quem sabe um pouco mais, se você não for um fominha.

Aqui, mais uma vez temos o bom trabalho de otimização da ASUS no seu software, que também conta com vários recursos para gestão de desempenho e otimização de bateria.

É algo tão bem feito, que a ASUS dá uma “esnobada”, permitindo que os 5.000 mAh sejam utilizados como power bank (ou bateria externa) para outros dispositivos.

 

 

Desempenho

 

O ASUS Zenfone 3 Zoom tem um desempenho excelente para a sua proposta.

Segue a receita do Zenfone 3, muito competente em vários aspectos, o que é sempre uma ótima notícia para quem busca ter um smartphone que não dê dor de cabeça na hora de registrar fotos e vídeos.

Os apelos para a fotografia são claros, e o dispositivo cumpre o que promete. Você com certeza vai registrar algumas das melhores fotos de sua vida com esse smartphone, em diferentes situações.

Sua bateria é um trunfo enorme, e pode resolver o problema de sempre ficou sem smartphone no final do dia. De quebra, pode rodar os principais jogos do mercado sem engasgos ou travamentos.

 

 

Conclusão

 

 

O ASUS Zenfone 3 Zoom é um dos melhores smartphones de linha média premium de 2017. É uma compra certa para quem quer um dispositivo equilibrado nas especificações técnicas, mas não abre mão de ter uma ótima câmera para registrar os momentos de sua vida.

Altamente recomendado para os fãs de fotografia, para aqueles que querem uma longa autonomia de bateria, ou para quem gosta de um design bonito no seu dispositivo móvel. Vai com certeza dar trabalho para os concorrentes de preço e especificações.

Especialmente a empresa dos smartphones modulares, principal alvo da ASUS no Brasil.

Review | LG K10 2017 (LG K10 Novo)

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LG K10 2017

 

A LG Electronics do Brasil apresentou em evento realizado no Rio de Janeiro no dia 7 de fevereiro os modelos da sua nova família de smartphones LG Série K 2017. Os cinco dispositivos apresentados são uma atualização direta dos modelos apresentados no ano passado, mostrando uma evolução da proposta para estes modelos de linha média.

Agora, a LG foca especificamente em um grupo de consumidores para esses novos produtos. A Série K é voltada para o público jovem, que prioriza fotos de boa qualidade, as selfies com os amigos, mas que não podem pagar mais do que R$ 1.500 em um smartpone, ao mesmo tempo que não querem abrir mão de um bom desempenho na maior parte do tempo.

O LG K10 2017 (ou LG K10 Novo) é o modelo intermediário dentro dessa nova família de smartphones de linha média, e tenta ser o símbolo dessa boa relação custo-benefício. O smartphone chega com uma série de melhorias em relação ao K10 de 2016, e com um certo grau de amadurecimento, se aproximando da identidade de produto que a LG oferece nos modelos mais completos (e mais caros).

Nesse review, vamos mostrar essas novidades, apresentar as principais vantagens do produto, e tentar identificar se ele cumpre com esse objetivo de ser um dispositivo que atende aos usuários que pretendem apostar nessa combinação de hardware e software, visando a já destacada relação custo-benefício.

 

Características Físicas

 

 

As mudanças nesse aspecto foram grandes e importantes.

A LG promoveu uma repaginação de design no LG K10 2017 que deixou o novo smartphone com um ar mais elegante, refinado e premium. O dispositivo, visto de perto, é realmente muito bonito.

 

 

Os cuidados de acabamento vão do material plástico que simula o metal escovado na parte traseira até os cantos de tela arredondados, passando pelos detalhes em dourado, que combinaram muio bem com esse modelo. As outras opções de cores também estão muito ajustadas com a proposta de design do dispositivo, reforçando que o smartphone é atraente por si, independente da cor do acabamento.

 

 

A atenção para os detalhes foi elevada, com o dourado combinando muito bem com o preto mate, tanto na parte inferior do dispositivo como no aro que rodeia o sensor da câmera traseira.

O botão de liga/desliga/bloqueio de tela fica na parte traseira do smartphone, logo abaixo do sensor de câmera. A má notícia aqui é que a versão brasileira do LG K10 2017 perde o leitor de digitais integrado ao botão. Não que este seja um item essencial para uma boa experiência de uso, mas compreendo que esta restrição foi feita para alcançar uma melhor relação custo-benefício no preço final.

 

É um dispositivo de baixa espessura, que é de agradável agarre justamente por não ser volumoso. O modelo oferece também a praticidade de poder ser utilizado apenas com uma mão de forma muito confortável e prática. Algo que, para o uso diário, melhora e muito a experiência de uso.

 

 

Tela

 

O LG K10 Novo conta com uma tela de 5.3 polegadas, com resolução HD (1280 x 720 pixels). A marca tem um histórico em entregar boas telas nos seus smartphones, com elevada qualidade final de imagem mesmo em modelos mais restritos nos aspectos técnicos, e este novo lançamento dos coreanos não é uma exceção.

 

 

A qualidade final de imagem do dispositivo é muito boa, assim como a qualidade do toque na tela. Nesse aspecto, a boa interação com a interface do usuário está garantida.

É uma tela boa o suficiente para ver vídeos e rodar jogos casuais. Oferece um controle de software inteligente, que ajusta o brilho de tela de acordo com as condições de iluminação do local onde se encontra o usuário. Isso ajuda em uma entrega de maior autonomia de bateria no final do dia, o que é sempre algo positivo para qualquer usuário de linha média.

 

 

Hardware

 

O LG K10 2017 é um típico smartphone de linha média nesse aspecto.

Temos aqui um dispositivo com processador MediaTek octa-core de 1.5 GHz, trabalhando com 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento (expansíveis via microSD). É o que considero como o mínimo recomendado para trabalhar com o Android sem maiores dores de cabeça, e com um desempenho dito “decente”, ou seja, sem maiores travamentos ou arrastos para as tarefas mais comuns (navegação na internet, redes sociais, fotografia, reprodução de vídeos por streaming, etc).

Levando em consideração a faixa de preço com a qual vai competir no mercado brasileiro, posso dizer que é um valor honesto diante da proposta que a própria LG oferece. A empresa aposta nos seus diferenciais pontuais para convencer os usuários, e não necessariamente nos números dos seus recursos técnicos para impressionar um potencial comprador.

Sem falar que parte do desempenho do dispositivo está compensado pela presença do sistema operacional Android Nougat, e nas customizações que a LG adotou na sua interface de usuário.

 

Software

 

O LG K10 2017 conta com o sistema operacional Android 7.0 Nougat, com a interface customizada da LG.

A presença do Android Nougat nativo de fábrica nesse modelo é uma vantagem que a LG oferece em relação aos seus concorrentes diretos de preço. A grande maioria dos concorrentes ou ainda estão com o Android Marshmallow, ou estão atualizando os seus dispositivos aos poucos.

 

 

A interface customizada da LG foi modificada. Agora, todos os aplicativos instalados exibem os seus ícones na mesma tela, eliminando o botão “Todos os Aplicativos”. Isso facilita o acesso aos apps para a maioria dos usuários, que deixam de ter uma tela adicional para poder acessar tudo o que possui instalado no dispositivo.

Também foi possível observar uma considerável redução de aplicativos pré-instalados da LG no pacote de pré-instalação. Isso pode indicar que o fabricante entendeu que a maioria dos usuários acaba desinstalando esses softwares rapidamente, ou simplesmente não utilizam essas funcionalidades.

 

 

De qualquer forma, estamos diante de uma interface bem otimizada, que oferece uma boa experiência de uso, sem um consumo exagerado de recursos de hardware e oferecendo algumas funcionalidades interessantes. É o que o usuário precisa para usar bem o seu smartphone, e sem maiores complicações.

 

 

Câmera

 

No evento de lançamento da série K 2017, a LG deu maior ênfase para o conjunto de câmeras dos seus dispositivos. Tanto, que enviou os jornalistas para registrar selfies em grupo em um cenário fantástico no Rio de Janeiro. Nesse item, o LG K10 2017 entrega o que promete, pensando sempre no seu público-alvo e na sua faixa de preço.

Dito isso, temos aqui um conjunto de câmeras que entrega resultados finais similares aos modelos de sua faixa de preço. Ou seja, fotos boas o suficiente para um livre compartilhamento nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas. A qualidade é boa o suficiente para atender e bem ao público mais casual, ou aos usuários mais jovens que precisam do bom e do barato.

 

 

O software de câmera oferecem os recursos mais básicos para os ajustes do usuário. Nada muito complexo ou otimizado para extrair fotos mais ajustadas. O básico para o usuário registrar as imagens sem maiores problemas.

 

 

É possível observar uma entrega de cores bem próximas ao da realidade, com boa vivacidade de imagem e equilíbrio de tons mais claros. Surpreendeu as fotos registradas em ambientes com baixa luminosidade, com o auxílio do flash. A quantidade de ruído é aceitável, com um resultado final de imagem muito interessante.

 

 

A câmera frontal de 5 MP conta com o recurso de ângulo de 120 graus para inserir mais pessoas na mesma selfie. Essa funcionalidade é efetiva tanto para fotos como para vídeos, o que pode ser bem útil em várias situações.

A qualidade das fotos apresenta um pouco de compressão nas fotos (tipo um efeito de embelezamento), o que tira um pouco da naturalidade das imagens. Mas as fotos registradas em ambientes externos (dia de sol forte) entregam imagens mais naturais. De qualquer forma, este sensor também entrega uma qualidade final de fotos dentro do esperado.

 

 

 

Bateria

 

Uma baixa espessura resulta em algumas restrições. Nesse caso, o LG K10 Novo possui uma bateria de 2.700 mAh, ficando desse modo um pouco abaixo do que o desejado para um dispositivo de linha média com suas dimensões e na sua faixa de preço.

 

Mesmo assim, o modelo não decepciona nesse aspecto. Por conta de um Android Nougat com recursos dedicados a uma melhor gestão de consumo, trabalhando em conjunto com os recursos inseridos na interface da LG, temos nesse modelo um bom gerenciamento de energia, com pelo menos um dia de atividades para os usuários que optarem por um uso moderado do dispositivo (navegação na internet, redes sociais, e-mails, algumas chamadas, alguns minutos de vídeos e jogos, etc).

Obviamente, a regra do “quanto mais exigente o aplicativo, ou maior tempo de tela ativa, mais rápido a bateria é consumida” é um fato que todo usuário precisa considerar.

 

 

Mas levando em conta todas as variáveis, o K10 2017 vai muito bem nesse aspecto. De forma até surpreendente.

 

 

Desempenho

 

O conjunto final do LG K10 2017 é equilibrado o suficiente para oferecer um bom desempenho para as principais atividades que a maioria dos usuários devem solicitar em um dispositivo desse porte.

O modelo se comportou bem durante o período de testes, sem apresentar engasgos ou travamentos. Mesmo com vários aplicativos abertos, o conjunto se comportou muito bem.

Esse bom desempenho muito em parte está associado ao Android Nougat, que possui um novo sistema de gerenciamento de recursos, principalmente de RAM, além do software otimizado da LG, que mesmo com tantas customizações tem um baixo consumo de recursos de hardware.

Em algumas situações pontuais e específicas foram percebidos alguns arrastos. Principalmente nos games. O caso que destacamos é o do Real Racing 3, que em alguns momentos entregou arrastros e pequenos travamentos durante a execução do jogo.

Algo perfeitamente compreensível, levando em conta o propósito geral do produto. Mas um pouco alarmante, já que modelos similares rodaram esse jogo sem maiores problemas.

Apesar de contar com apenas 2 GB de RAM (o ideal no meu entendimento seriam 3 GB), o desempenho estável está garantido pela combinação do software trabalhando com um processador MediaTek octa-core de 1.5 GHz que, se não é um dos chips mais potentes do mercado, ao menos é competente para entregar a relação custo-benefício que a LG buscava.

 

 

Vale a pena?

 

 

Sim, vale a pena.

O LG K10 2017 é uma boa atualização do modelo lançado no ano passado, entregando melhorias que chamam a atenção pela estética, mas também por entregar a boa relação custo-benefício que o fabricante buscava.

O modelo pode competir em pé de igualdade com os demais modelos dentro de sua faixa de preço, já que entrega um modelo de linha média estável e com números de hardware interessantes, mas com diferencial que pode chamar a atenção dos consumidores que buscam aspectos específicos no dispositivo que justificam a compra.

É recomendado para quem adora tirar selfies em grupo, para aqueles que gostam da experiência de uso e soluções da LG, para quem quer ter um modelo bonito e elegante para chamar de seu, ou para quem quer investir em um smartphone que já chega ao mercado com o Android 7.0 Nougat, sem ter que esperar por eventuais atualizações que podem jamais acontecer.

Seu preço está dentro do esperado para a sua categoria de produto, e o modelo deve chegar para brigar pelo domínio do mercado de linha média clássico, onde as vendas não devem sofrer tantas quedas em comparação com os demais segmentos.

Mas é sempre importante lembrar que é possível obter preços finais menores para esse produto, através de um cupom de desconto que você pode obter sem muitas dificuldades.

Review | Don Quixote Reach para Android

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Não é todo dia que testamos um jogo para smartphones no TaretHD. E eu sou um daqueles gamers que gostam mais dos jogos no passado (ainda jogo de vez em quando no meu Xbox 360). Por isso, testar o Don Quixote Reach para Android foi uma experiência interessante, por alguns aspectos.

Não apenas por testar uma produção nacional (o jogo foi desenvolvido pela Neo Step Studio), mas também por fazer uma avaliação diferente de um dispositivo ou hardware. A ideia aqui é detectar se a experiência de jogo é funcional o suficiente para entregar um jogo divertido e realmente viciante. E, nesse caso, minha experiência se aproxima ainda mais a de um usuário comum.

Além disso, queremos apresentar o jogo para o grande público, mostrando um pouco do que é feito na produção nacional de games.

Vamos lá. Mas antes…

 

 

Antes de começar…

 

A ideia desse review não é decidir categoricamente se o jogo é bom ou ruim. Entendo que gostar ou não de um game é algo muito subjetivo e pessoal, exceto quando um jogo é notoriamente ruim nos aspectos técnicos e visuais.

Na maioria dos casos, é o gamer quem decide. O que torna um jogo popular vai algo muito além de uma possível aprovação ou reprovação de quem testa o game. O que podemos mostrar é a sua jogabilidade, observar gráficos e características de funcionalidade, e pontos positivos e negativos do seu desenvolvimento.

Mas meu objetivo principal aqui não é passar um parecer de aprovação ou reprovação. Ainda mais nesse caso, quando minha experiência com os games móveis é muito mais casual do que para um hard user.

 

 

O que é Don Quixote Reach?

 

DulciBella foi sequestrada pelo dragão vermelho Paco. Don Quixote precisa subir ao céu e salvar DulciBella, e só por isso a missão não é das mais fáceis.

Se não bastasse ele ter que andar sobre livros, Don Quixote precisa evitar as pedras que caem do céu, evitar o fogo e lâminas pontiagudas, evitar gastar todos os seus livros nos avanços, alcançar as plataformas para seguir progredindo, alcançar os corações de energia para seguir vivo no jogo, alcançar os livros pretos e as Qoins e, por fim (mas não menos importante), derrotar o dragão vermelho Paco.

Como podem ver, não é uma missão fácil.

Muito pelo contrário…

 

 

Gráficos

 

 

Don Quixote Reach aposta em gráficos simples, simulando um desenho animado ou um cartoon. Isso entrega um ar mais amigável ao jogo, tornando o mesmo acessível para gamers de diferentes idades.

Esse é um ponto positivo do jogo. Ter um design que agrade aos olhos é importante para se obter um jogo popular. Afinal de contas, o impacto visual do jogo é a primeira informação que o jogador recebe sobre o título, e fica mais marcado que a sinopse do próprio jogo.

 

 

Jogabilidade

 

O game oferece opções de controle tanto para a tela touch do smartphone ou tablet (com dois modos de controle), como para um eventual controle com o teclado e mouse.

 

Também permite escolher opções de dificuldade, onde os gamers podem ajustar o jogo de acordo com o seu nível de experiência no mesmo. Talvez seria mais funcional se essas telas estivessem em botões maiores, ou com maior opção de ajustes de dificuldade.

 

 

Por fim, o jogo oferece uma tela de tutorial, onde o gamer pode treinar o seu jogo antes de efetivamente enfrentar o dragão vermelho.

 

 

E é aí que as coisas começam a se complicar.

 

 

O jogo na prática

 

Eu sei que eu sou velho e burro. Já escrevi lá em cima que minha praia são os jogos mais clássicos, e que prefiro jogar no meu Xbox.

Mas isso não quer dizer que não jogo os meus games no smartphone. Tenho alguns títulos instalados, que considero que são práticos e funcionais para o meu estilo de jogo, para rodar em qualquer lugar, ou para uma diversão casual sem maiores irritações.

Dito isso, Don Quixote Reach não me irritou, mas mostrou como sou descoordenado para jogar esse game.

 

 

O jogo usa os toques laterais na tela e os sensores de movimento do smartphone para uma interação completa com o personagem principal. Na sua configuração padrão, ao tocar do lado direito da tela, você lança os livros para você subir neles. E para subir nos livros, você precisa saltar, e faz isso tocando no lado esquerdo da tela.

Para deslocar o personagem principal para os lados, você precisa inclinar a tela do smartphone para a esquerda ou para a direita.

Agora… faça tudo o que eu disse acima… ao mesmo tempo.

 

Mesmo com o tutorial para você treinar a jogabilidade do game, esta não é uma das coisas mais fáceis de se fazer.

Até é possível estabelecer uma razoável jogabilidade com um pouco de treino (e nem é muito tempo; não vai demorar para você perceber que precisa usar as funções ao mesmo tempo). Mas o ponto que quero chegar é que a jogabilidade, dessa forma, fica comprometida. Não é uma das formas mais funcionais para você estabelecer a interação do usuário com a ação na tela.

Há vários exemplos de jogos populares e muito viciantes que escolhem uma única mecânica de interação do usuário com a ação da tela, onde a maioria delas utiliza apenas o toque ou slide na tela: Angry Birds, Subway Surf, Jetpack Joyride, Flappy Bird, Temple Run, entre outros.

Já outros, como Asphalt 8 e Real Racing 3 utilizam os dois métodos: a tela de toque e o acelerômetro do celular para o movimento. Porém, são casos onde o formato de jogo de corrida ajuda e muito. Faz sentido você virar para a esquerda ou para a direita, e não ter que inclinar o telefone para um lado e ficar tocando na tela de forma frenética dos dois lados para não cair e morrer.

Aqui, não há grau de dificuldade que resista à essa jogabilidade.

E, de novo: não estou dizendo que ela é ruim. Só estou afirmando que não é a mais acessível para a maioria.

E jogos viciantes precisam ser difíceis sim, mas inicialmente acessíveis na sua jogabilidade. Senão, não vingam. É preciso qualquer usuário entender que pode jogar imediatamente o jogo, mas perceber que o jogo em si é difícil, e não a sua forma de interação com o mesmo.

 

 

Uma observação

 

Vale um alerta para os desenvolvedores de Don Quixote Reach: de acordo com a informação publicada na Google Play Store, o jogo não recebe atualizações desde fevereiro de 2016.

Um ano sem atualizar um jogo é muito tempo. Falo não apenas pelo aspecto de segurança, mas também para corrigir os erros de execução (detectei alguns gráficos sobrepostos, principalmente quando o dragão vermelho ataca na primeira plataforma à direita).

Não abandonar o jogo também é um dos segredos para o mesmo ser um sucesso.

 

 

Vale a pena?

 

Acho que vale a pena conhecer a proposta de Don Quixote Reach, até mesmo para conhecer um pouco do que é feito no universo dos games para smartphones no Brasil.

Espero que os desenvolvedores não desistam de avançar no seu progresso. Precisamos de projetos assim no Brasil.

Para aqueles que adoram desafios considerados impossíveis de serem completados, o jogo é um prato cheio.

Para os mais burrinhos (como eu), é melhor evitar.

 

Download: Don Quixote Reach para Android

 

 

Review | ASUS Zenfone 3 Max

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ASUS Zenfone 3 Max

 

A autonomia de bateria ainda é o grande calcanhar de Aquiles da grande maioria dos smartphones disponíveis do mercado. As telas estão maiores e com maior resolução, processadores mais potentes e aplicativos mais exigentes. Mesmo com o Android tentando otimizar o consumo de recursos a cada nova versão, fato é que o sistema operacional da Google (e alguns dos seus aplicativos mais populares) seguem consumindo mais bateria do que o desejado.

Aqui, o ASUS Zenfone 3 Max promete ser a solução dos problemas daqueles que precisam de um smartphone que funcione por um dia inteiro. Não apenas pelo fato de contar com uma generosa bateria de 4.100 mAh, mas também pela otimização feita pela empresa com a sua interface Android otimizada.

A assessoria de imprensa da ASUS enviou para testes a versão com tela de 5.5 polegadas do Zenfone 3 Max, e durante duas semanas eu testei o produto. Nesse review, passo as minhas impressões do mesmo, relato como foi a experiência de uso em diferentes aspectos analisados, e procuro responder a principal questão dessa análise: basta uma bateria com generosa capacidade para garantir um dia inteiro de uso, combinado com um bom desempenho?

 

 

Características Físicas

 

 

O ASUS Zenfone 3 Max conserva muitas semelhanças com os novos modelos da série Zenfone 3 apresentada no Brasil em outubro de 2016.

Na parte frontal, ele é idêntico ao Zenfone 3, inclusive nas teclas de comando Android capacitivas, impressas na parte inferior da tela.

 

Em uma lateral, temos os botões de controle de volume e liga/desliga, com um acabamento que imita a estética metálica que combina com o cinza do corpo do dispositivo. Na parte superior, o conector para fones de ouvido, e na inferior o conector para o cabo microUSB (e não USB Type-C, o que é uma pena) e o alto-falante integrado. Na outra lateral, o slot para SIM cards e microSD.

 

Na pare traseira, o sensor de câmera, o flash LED e o sensor de foco por infravermelho, alem do leitor de digitais.

 

 

É um dispositivo com um agarre agradável, e um acabamento bem feito, com um acabamento em cinza metálico que oferece a elegância e sobriedade que muitos usuários procuram. Apesar de ter alguns parafusos visíveis, posso dizer que o acabamento e a construção do dispositivo é boa, passando a sensação de solidez e qualidade desejadas em um produto desse porte.

 

 

 

Acessórios

 

Um smartphone com uma bateria de elevada capacidade, e que pode atuar de forma mais versátil que as demais traz algumas peculiaridades nos seus acessórios.

 

 

Além dos itens tradicionais – cabo USB, carregador com modo de recarga rápida, fone de ouvido padrão da ASUS e manuais -, o ASUS Zenfone 3 Max conta com um adaptador microUSB – USB, para permitir a recarga de outros dispositivos com a bateria armazenada no smartphone.

É esse item que torna possível que esse smartphone atue como uma power bank para aqueles que tem um outro smartphone, tablet ou dispositivo móvel, que precisa ser recarregado em casos de necessidade.

 

 

Tela

 

O ASUS Zenfone 3 Max enviado para testes possui uma tela IPS de 5.5 polegadas (1280 x 720 pixels), com 75% de área útil frontal e 400 nits de brilho. É uma tela com proteção 2.5D, seguindo a tendência dos últimos dispositivos lançados no mercado.

 

 

A ASUS já vinha entregando telas muito competentes nos seus smartphones. O ASUS Zenfone 3 é muito bom nesse aspecto, e com o Zenfone 3 Max não é diferente.

Sua tela entrega cores vivas, um ótimo nível de brilho e contraste, reproduzindo bem as cores da interface e de outros elementos gráficos e visuais. É uma tela boa o suficiente para garantir uma agradável experiência de uso na maior parte do tempo, e bem condizente para a faixa de preço sugerida para o modelo.

 

 

A tela apresenta uma ótima sensibilidade ao toque, o que garante uma agradável experiência de uso com o sistema operacional. A precisão e a fluidez nesse sentido estão dentro do esperado.

 

 

Hardware

 

Estamos diante de um smartphone de linha média, com configurações pensadas na oferta de um bom desempenho, visando sempre a melhor relação custo-benefício possível.

Dito isso, o ASUS Zenfone 3 Max conta com um processador MediaTek quad-core de 1.3 MHz, GPU Mali T720, 32 GB de armazenamento interno (expansíveis via microSD de até 32 GB) e 3 GB de RAM.

É um conjunto técnico equilibrado o suficiente para oferecer uma boa experiência de uso, com fluidez e sem engasgos na maior parte do tempo. Aqui, apesar do ideal agora para um desempenho impecável seria contar com um processador octa-core, entendo que as otimizações aplicadas pela ASUS no seu software ajudam e muito a oferecer um bom desempenho geral, mesmo com um conjunto técnico teoricamente mais modesto.

O conjunto de hardware desse smartphone atende bem a maioria dos usuários, e está dentro do esperado para a sua faixa de preço. Colocando em perspectiva, o modelo fica em pé de igualdade com boa parte dos seus competidores.

 

 

Software

 

O ASUS Zenfone 3 Max conta com o sistema operacional Android 6.0.1 Marshmallow, com a interface customizada da ASUS, a Zen UI na sua mais recente versão.

 

 

Aqui, temos basicamente a mesma interface de usuário que conhecemos no Zenfone 3, com algumas poucas modificações por conta dos recursos a menos que o dispositivo naturalmente possui.

Independente das preferências individuais sobre o uso de uma interface Android pura ou customizada, fato é que mais uma vez a ASUS fez um bom trabalho na personalização do sistema.

 

 

Os principais recursos adicionais da ASUS estão presentes, como o ASUS Mobile Manager, o Medidor Laser, o Share Link,  e o Zen Circle, além de todas as otimizações de bateria e gerenciamento de recursos de sistema.

 

 

Câmera

 

O Zenfone 3 Max conta com uma câmera traseira de 13 MP (f/2.2), com flash LED traseiro, sensor infravermelho para foco e flash LED. O sensor frontal possui 5 MP.

Não é o mesmo conjunto de sensores fotográficos presente nos modelos mais completos da ASUS, mas também não ficam muito atrás daquilo que a concorrência de preço oferece.

 

 

O sensor traseiro entrega fotos de boa qualidade, apesar de não entregar cores tão fiéis à realidade. Tudo fica com tons um pouco mais escuros do que realmente é no modo automático. A boa notícia é que vários dos modos de câmera dos modelos mais completos estão presentes no Zenfone 3 Max, o que pode resultar em fotos com um pouco mais de qualidade, dependendo da habilidade do fotógrafo.

 

 

As fotos com luz natural entregam imagens boas o suficiente para publicação nas redes sociais e compartilhamento nos serviços de mensagens instantâneas. Já as fotos com luz artificial e/ou com auxílio do flash apresentam uma boa quantidade de ruído. Mas insisto: tudo dentro de um limite do aceitável, e de acordo com o que os concorrentes diretos de preço normalmente entregam.

 

 

A câmera frontal de 5 MP entrega selfies também aceitáveis, ou que pelo menos não te descaracterize com a aplicação dos efeitos de software.

 

 

Bateria

 

A ASUS coloca todo o foco de promoção do ASUS Zenfone 3 Max para o grande público na bateria do dispositivo.

Com 4.100 mAh, ele prova que o Motorola Moto Maxx não precisava ser tão espesso para ter uma bateria com elevada capacidade. Além disso, cumpre o que promete, ou seja, entrega uma autonomia elevada, para longas jornadas de trabalho.

 

 

E possível usar o Zenfone 3 Max de modo intenso por pelo menos um dia e meio ou até dois dias de uso, dependendo do perfil de uso e do consumo de tempo de tela. É preciso fazer muita força para drenar a bateria desse smartphone.

Para os usuários mais moderados, é possível alcançar até três dias de uso. Em standby, o aplicativo que exibe o controle de bateria chegou a indicar um tempo restante de até 36 dias de uso disponível, sem falar nas 87 horas de áudio, algo que para mim é fundamental, já que adoro ouvir música e podcasts durante as viagens longas.

Isso não só é possível por conta da bateria com elevada capacidade, mas também pelo software otimizado da ASUS.

 

 

Temos vários recursos de software para um melhor gerenciamento do consumo de bateria, onde é possível desativar aplicativos em segundo plano, remover apps da inicialização e acionamento dos modos de economia de bateria em momentos pontuais. E tudo isso, sem comprometer o desempenho do dispositivo.

O recurso que transforma o smartphone em power bank (com o cabo adaptador incluso no kit de venda) funciona, mas confesso que não gostaria de desperdiçar essa autonomia toda com outro dispositivo. Quero dizer, pode sim salvar sua vida na hora do aperto. Mas é sempre melhor manter o seu smartphone com bateria plena para suas jornadas diárias.

De novo, o trabalho da ASUS nesse aspecto é digno de aplausos.

 

 

Desempenho

 

Apesar de contar com um processador quad-core, o Zenfone 3 Max vai bem na maior parte das atividades propostas.

Durante as duas semanas de uso, não percebi arrastos ou travamentos, com uma performance dentro do esperado para as atividades de uso geral com o sistema operacional, execução de vídeos, música e jogos intermediários.

Sua quantidade de armazenamento de 32 GB é mais que suficiente para a maioria dos usuários, e atende ao que o segmento pede, sem falar na expansão de armazenamento via microSD.

Logo, entendo que o comprador desse produto não terá problemas ou aborrecimentos nesse aspecto.

 

Vale a pena?

 

 

Vale a pena sim.

O ASUS Zenfone 3 Max tem como grande destaque sua autonomia de bateria matadora, mas não perde em muito nos outros aspectos. É claro que e um dispositivo que tem seus ônus e bônus, mas o conjunto geral é bem equilibrado, e é isso o que importa.

É recomendado para quem precisa de um smartphone com bateria acima da média para suas jornadas diárias, que não liga muito para fotos de qualidade mediana, e para quem quer ter um dispositivo que não comprometa no desempenho geral.

O preço sugerido de R$ 1.199 é bem honesto, se levarmos em conta que os seus concorrentes nessa faixa de preço entregam mais ou menos a mesma coisa e, em alguns casos, com tela menor e, em todos os casos, bateria com capacidade bem inferior.

Muitos que buscam um smartphone de linha média podem levar em consideração essa opção.

Review | Sony Xperia X

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Seja bem vinda de volta ao TargetHD, Sony!

O Sony Xperia X foi apresentado ao mundo em maio de 2016, mas é um dos modelos com maior visibilidade no mercado brasileiro, tanto para o bem como para o mal.

Marca o início de uma nova fase da Sony na área de telefonia móvel, aposentando a linha Xperia Z, propondo uma nova faixa de mercado a ser alcançada, mas mantendo o DNA dos japoneses naquilo que eles entendem ser o melhor na oferta de smartphones para o consumidor.

Nesse review, vamos mostrar as principais características do produto, além da experiência de uso depois de duas semanas. Um modelo com preço de top de linha, mas… será que ele está a altura dos demais modelos dentro de sua categoria?

Vamos descobrir.

 

 

Características Físicas

 

 

O Sony Xperia X não nega ser um clássico smartphone da Sony.

Mantém suas linhas bem marcadas e ajustadas, em um formato retangular, que combina com o ar sóbrio do acabamento nas cores branco e cinza. O formato em unibody mostra um dispositivo bem construído, sem parafusos evidentes, deixando o smartphone ainda mais bonito à primeira vista.

 

 

É um modelo com agarre agradável. Hoje, telas  de 5 polegadas não são tão grandes, e o dispositivo fica comodamente encaixado na mão durante o uso em chamadas ou na interação com o sistema operacional.

É curioso ver como a Sony distribuiu os seus botões físicos no dispositivo. O botão de liga/desliga/bloqueio de tela fica no centro de uma das laterais, e na parte inferior lateral encontramos os botões de controle de volume e o botão de obturador de câmera.

 

 

É uma disposição incomum para um smartphone. Ao mesmo tempo que reforça a proposta de identidade própria para o Xperia X, resulta em uma certa curva de aprendizado para os usuários que chegam de produtos de outras marcas.

 

 

O slot para cartões de memória fica na lateral oposta aos demais botões. O modelo mantém o conector para fones de ouvido, mas também conserva o conector para cabo microUSB, sem aderir ao USB Type-C.

 

 

A parte traseira em cinza mantém a sua sobriedade estética, entregando boas impressões em um acabamento que simula um material metálico, reforçando a ideia de proposta premium.

 

 

 

Tela

 

 

O Sony Xperia X possui uma tela IPS LCD de 5 polegadas, com resolução de 1920 x 1080 pixels e 441 pixels por polegada.

Não é a tela com maior resolução do mercado, mas entendo que a luta da Sony não é nesse aspecto. A ideia aqui é obter a melhor relação entre desempenho e consumo de bateria, e todos nós sabemos que a tela é o elemento que mais consome bateria em um smartphone.

Dito isso, a tela o Xperia X é boa o suficiente para exibir com qualidade todos os elementos do sistema operacional, assim como jogos, fotos e vídeos. A maioria dos usuários não precisa mais do que isso para obter uma boa experiência de uso em um dispositivo móvel.

 

 

A área útil disponível de tela na parte frontal é satisfatória (aproximadamente 69,6%), e os recursos exclusivos da Sony (Triluminos e X-Reality Engine) ajudam a complementar essa boa experiência oferecida pelo dispositivo nesse aspecto.

O toque nessa tela é preciso, e combinado com a boa fluidez do seu software entrega uma agradável experiência de uso, com uma interação com o sistema operacional Android mais que satisfatória.

Porém, como o seu preço sugerido no Brasil é de um top de linha premium, é preciso fazer o registro que, nesse aspecto, ele fica abaixo de alguns concorrentes diretos do mercado. E quem procura o melhor entre os melhores deve levar esse detalhe em consideração na hora da compra.

 

 

Hardware

 

Aqui está um fator que pode pesar contra o Sony Xperia X.

O seu hardware não é ruim. Carrega um processador Qualcomm Snapdragon 650 hexa-core (4×1.4 GHz Cortex-A53 e 2×1.8 GHz Cortex-A72), trabalhando com uma GPU Adreno 510, 32 GB ou 64 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de até 256 GB) e 3 GB de RAM.

É um hardware mais que suficiente para a maioria dos usuários que desejam um smartphone competente para um uso diário. Por outro lado, mais uma vez a Sony posiciona o preço do produto na faixa de um top de linha premium, e isso automaticamente nos obriga a traçar um paralelo com os seus rivais de preço, para identificar se a relação custo-benefício vale a pena nesse caso.

 

 

Dito isso, os rivais de preço do Xperia X oferecem hoje muito mais nas especificações técnicas, cobrando o mesmo preço ou menos.

É claro que inflar o seu hardware de números não significa que você vai extrair o máximo de desempenho de um dispositivo (falarei sobre o desempenho do produto mais adiante), mas no caso do Android, esse é um fator determinante. Não apenas para se obter uma folga para o sistema operacional consumir recursos para um melhor desempenho, mas também para estabelecer esta melhor relação custo-benefício.

Afinal de contas, estamos falando de um elevado investimento em um dispositivo de tecnologia.

 

Software

 

 

O Sony Xperia X já conta com o sistema operacional Android 7.0 Nougat, com a conhecida interface Xperia UI.

Deixando de lado as preferências pessoais sobre interface pura ou interface customizada, a Xperia UI é visualmente agradável, e entrega agilidade no uso. Para quem já está acostumado com a proposta da Sony nesse aspecto, poucas mudanças são feitas. O ar minimalista predomina, e os recursos mais tradicionais estão presentes.

 

 

Especialmente o modo Stamina, que gerencia a bateria do dispositivo com uma eficiência que é para poucos.

Por outro lado, a interface da Sony traz alguns aplicativos pré instalados que são simplesmente inúteis para a maioria. A boa notícia é que esses softwares podem ser desinstalados sem maiores dificuldades.

 

 

De qualquer forma, temos um ótimo trabalho da Sony nesse aspecto.

 

 

Câmera

 

 

Um dos grandes predicados que a Sony tenta vender nesse dispositivo está no seu conjunto de câmeras.

O Sony Xperia X possui um sensor traseiro de 23 MP (f/2.0), com sistema de auto-foco com detecção de fase, flash LED, HDR, modo panorama e gravação de vídeos em até 1080p/60fps.

Tecnicamente, é um conjunto elevado, se posicionando entre os melhores do mercado. E na prática, o smartphone entrega fotos muito boas para um compartilhamento casual nas redes sociais.

 

 

As imagens registradas com iluminação natural oferecem alta fidelidade nas cores, apesar da tendência de estourar nos registros do branco e cores mais claras, quando suas configurações estão em modo automático. Isso pode ser atenuado com os diferentes modos de cena oferecidos pelo software de câmera.

 

 

Outro interessante aditivo é o modo manual, permitindo que os usuários mais experientes se aproveitem de seus conhecimentos para extrair o máximo desse conjunto de lentes fotográficas.

O sensor frontal possui generosos 13 MP (f/2.0), oferecendo uma abertura que deixa as selfies mais amplas. Ou seja, aquela foto em turma que você tanto gosta está garantida, com alta qualidade (e com todos os seus amigos entrando na foto sem maiores problemas).

 

 

Nesse aspecto, a Sony consegue se equiparar com seus concorrentes diretos. Pode não ser a melhor câmera que você vai encontrar em um smartphone premium nesse momento, mas é uma das melhores.

 

 

 

Desempenho

 

Como disse antes, números inflados não quer dizer um bom desempenho. Nesse caso, está provado que o menos também pode fazer mais.

O Sony Xperia X tem um ótimo desempenho para a maioria das atividades mais cotidianas. A combinação do hardware e do software entrega um desempenho final fluído na maior parte do tempo, e nos mais diferentes cenários de uso.

 

 

Com um hardware eficiente e um software otimizado, sua bateria de 2.620 mAh consegue facilmente alcançar um dia completo de uso moderado (esse conceito pode variar, de acordo com o perfil de usuário), e durante o período de testes o dispositivo sequer engasgou. Nada de travamentos ou paradas críticas.

Nos diversos jogos que normalmente testamos, o smartphone apresentou uma performance fluída, se mostrando uma interessante alternativa para os gamers casuais.

O modelo não oferece dores de cabeça nesse sentido, e é o mínimo que podemos esperar de um produto de sua categoria.

 

Vale a pena?

 

 

O grande problema do Sony Xperia X é que ele é um smartphone de linha média premium, mas com preço de smartphone premium no Brasil.

A própria Sony o posiciona como um modelo que fica um degrau abaixo do Xperia XZ, mas com todas as variáveis envolvidas no mercado brasileiro, o produto recebe um preço final em um nível que é simplesmente inviável dizer que ele é a melhor opção que você pode encontrar pelo preço sugerido hoje (R$ 3.299).

Nessa faixa de preço, você encontra modelos numericamente mais completos e custando até menos. E isso, porque eu não estou falando do iPhone 7, que na sua versão mais básica está nessa mesma faixa de valores.

 

 

A compra aqui é recomendada apenas para quem já é fã incondicional da proposta de design e software da Sony. Para quem quer adquirir essa experiência de uso. Também é recomendado para aqueles que querem se valer dos sensores de câmeras do dispositivo, apesar dos mesmos não serem os melhores que você pode encontrar no mercado.

O Sony Xperia X é um ótimo smartphone. Pena que custa caro demais.

Análise do Samsung Galaxy S7, após dois meses de uso

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Samsung Galaxy S7

 

Em setembro de 2016, eu adquiri um Samsung Galaxy S7 em Santos (SP). Dei o meu Motorola Moto X de Segunda Geração (excelente smartphone, por sinal), usei pontos do Vivo Valoriza, fiz um novo plano de voz e dados e dei mais R$ 1.300 para adquirir um dos modelos mais completos de 2016.

Não o fiz por conta de uma vaidade pessoal, mas sim de uma necessidade profissional.

Em maio de 2016, o Motorola Moto Maxx deu o que tinha que dar (estava com a tela trincada e parado no Android 5.0.2). Passei o modelo para frente, e fui passando de modelo em modelo até cair no top de linha dos coreanos.

Fui de um Motorola Moto G3 (com 1 GB de RAM e Android 6.0 – não recomendo essa combinação) para um Samsung Galaxy S2 (ainda bem funcional nos dias de hoje). Passei desse para um Moto G1 (excelente smartphone… agora entendo por que seus proprietários o amam), desse pulei para um LG G3 (um bom smartphone, mas com autonomia de bateria que deixa a desejar), passando para o Moto X de Segunda Geração (desempenho surpreendente, câmera ótima… um modelo que recomendo até hoje), e por fim, o Galaxy S7.

Faz um bom tempo que não analiso um smartphone da Samsung porque a assessoria de imprensa do fabricante simplesmente ignora o TargetHD no que se refere a eventos e produtos para testes.

Mesmo assim, vi esta como uma oportunidade de adquirir o smartphone mais completo da marca até então. Logo, esta tem tudo para ser uma das análises de produto mais isentas que você poderá encontrar na internet, mesmo depois de tanto tempo de lançamento do produto.

Logo, não chamarei esse aqui de review. O post não terá o formato tradicional de review do TargetHD.

Mas sim um bate-papo sobre esse smartphone. Uma grande revisão sobre as minhas impressões do produto, depois de dois meses de uso.

 

Análise em Vídeo

 

 

 

Design

 

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O Samsung Galaxy S7 é um belo smartphone. Os coreanos acertaram no design do dispositivo, seguindo as regras estabelecidas por eles no Galaxy S6.

O modelo oferece linhas modernas combinadas com uma construção de alta qualidade, apesar de entregar alguns detalhes de acabamento que deixam um pouco a desejar, depois de um certo tempo de uso.

 

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Por exemplo, repare como a parte onde fica o alto-falantes (em metal, mas revestido com um acabamento que parece ser pintado) já esta descascando com apenas dois meses de uso.

Lembrando que, nessa parte, a película não protege, e em teoria, qualquer case evita o contato com uma superfície.

 

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O mesmo acontece no acabamento em prata nas laterais do dispositivo. Nesse caso, na região do conector para fones de ouvido.

Como é uma área onde a tendência é você conectar e desconectar constantemente os fones em um uso diário, os arranhões são inevitáveis. E isso é bem chato.

 

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De qualquer forma, é um smartphone muito bonito. Mesmo com esses problemas pontuais.

É um modelo que oferece um ótimo agarre, e seu uso diário é confortável. Tanto para chamadas como para uso de navegação de internet e redes sociais, o Galaxy S7 e suas 5.1 polegadas de tela são perfeitos para as minhas necessidades.

 

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Talvez eu também me adaptasse bem com o modelo Galaxy S7 Edge de 5.5 polegadas, mas por uma conveniência minha, optei pelo modelo menor. E, para mim, fiz a melhor escolha.

É claro… os resultados podem variar de usuário para usuário.

 

Acessórios

 

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O kit de venda do Samsung Galaxy S7 vem com vários manuais, cartão do Samsung Concierge e os acessórios mais tradicionais.

 

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Dois destaques importantes.

O primeiro vai para o carregador, que tem função de recarga rápida, algo muito bem vindo nos dias de hoje…

 

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…e o segundo é o conector USB, que permite a utilização de pendrives e HDs externos no smartphone. Algo que pode ser bem útil em casos pontuais.

 

 

Tela

 

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A tela de 5.1 polegadas do Galaxy S7 é excelente. Oferece brilho e nitidez na medida certa, bordas finas e com um software eficiente consegue se ajustar muito bem em diferentes condições de luz.

 

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O recurso Always On é bem legal. Ele exibe as informações mais básicas de forma autônoma, mantendo a tela ligada o tempo todo.

Ter o recurso ativo significa perder em média 3% de autonomia de bateria por hora. Para muitos usuários, isso pode fazer a diferença.

Eu mesmo mantenho o recurso desligado, por mais interessante que ele seja.

 

 

Software

 

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O Samsung Galaxy S7 ainda recebe o Android 6.0.1 Marshmallow, com a interface TouchWiz. O Android 7.0 Nougat está confirmado para o modelo.

Eu sou um dos críticos mais vorazes da TouchWiz (e da maioria das interfaces customizadas do Android). E para a produção desse post, não nego que utilizo a Google Now Launcher.

Porque o smartphone é meu, e é assim que eu quero. Simples assim.

Se o produto viesse da assessoria de imprensa da Samsung, com certeza utilizaria o smartphone tal e como recebi (e por isso não chamo esse post de review).

Mas digo que utilizei a TouchWiz em boa parte do tempo em que o smartphone está comigo. E posso afirmar que a Samsung melhorou e muito o seu software.

É claro que devemos levar em consideração o seu hardware mais potente. Porém, o software não é um devorador de recursos como no passado.

Além de entregar um desempenho mais limpo, a interface também oferece recursos que otimizam o desempenho do dispositivo, com uma melhor gestão de RAM, armazenamento e núcleos de processamento.

Desse modo, posso dizer que aqueles que já utilizam a proposta do Android da Samsung ficarão muito satisfeitos com o resultado entregue pelo Galaxy S7 nesse aspecto.

 

 

Áudio

 

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O alto-falante na parte inferior é potente. Todos os toques são audíveis, e a reprodução de vídeos e músicas é de alta qualidade.

Isso é, desde que você não segure o smartphone de modo que o seu dedo tampe a saída do alto-falante, obviamente.

Graças a Deus… o conector para fones de ouvido de 3.5 mm está presente.

Não sei se estará presente no Galaxy S8, mas pelo menos nesse modelo você pode utilizar os fones de ouvido tradicionais, ou aquele caro fone que você tanto gosta de usar.

Ainda não foi dessa vez que vimos o USB Type-C em um modelo top de linha da Samsung. Ficamos no microUSB e suas peculiares características.

 

 

Câmera

 

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A muito elogiada câmera do Galaxy S6 volta ainda melhor no Galaxy S7.

Apesar de contar com 12 MP (uma quantidade menor que no modelo anterior), o seu sensor é simplesmente excelente em todas as condições de iluminação.

A qualidade das imagens enche os olhos, com excelente reprodução de cores e nitidez. Virou uma preciosa ferramenta de trabalho para o material audiovisual do TargetHD.net.

 

A seguir, algumas fotos que ilustram o que eu quero dizer.

 

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A câmera frontal também merece alguns elogios.

O sensor de 8 MP é igualmente competente nas selfies, e pode gravar vídeos a 1080p com alta qualidade de áudio e imagem.

 

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Desde setembro, as fotos e vídeos do TargetHD.net são registrados pelas lentes do Galaxy S7. E posso dizer que estas são as melhores câmeras que você pode encontrar em um smartphone Android nesse momento.

O melhor smartphone que eu tive nesse aspecto… até agora.

 

 

Qualidade de Sinal

 

Uma das coisas que me incomoda um pouco no Galaxy S7 é a sua qualidade de sinal para rede móvel.

Na parte de conexão de dados e internet, nada a reclamar. A velocidade é soberba, tanto no WiFi como no 4G.

Mas para chamadas, o modelo deixa um pouco a desejar. Quedas constantes de ligações, interferências e uma potência de sinal abaixo do desejado.

Espero que com as atualizações a Samsung consiga corrigir esse problema.

 

Atualizações e Correções

 

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E por falar em atualizações….

A Samsung está mandando bem nesse aspecto.

O Android 6.0.1 Marshmallow do modelo já recebeu alguns parches de correção, para melhorias de características e desempenho. E isso deu ótimos resultados ao Samsung Galaxy S7.

Principalmente na sua autonomia de bateria. No primeiro mês de uso, eu estava um pouco incomodado com a autonomia do dispositivo, que ficava um pouco abaixo do desejado.

Mas após esses updates da Samsung, o desempenho da bateria no segundo mês melhorou de forma considerável, e posso dizer que a maioria dos usuários consegue alcançar o tão desejado um dia de uso com este modelo.

Até me arrisco a dizer que, mesmo em um dia de uso mais intenso, é possível chegar em casa com um pouco de bateria disponível.

 

 

Armazenamento

 

Com 32 GB de armazenamento nativos e um slot que suporta cartões microSD de até 2 TB, duvido que alguém vai ter problemas de armazenamento com o Samsung Galaxy S7.

Não só o armazenamento está garantido, como o desempenho com os dados armazenados também, já que a unidade interna é de alta performance.

É recomendado evitar migrar os aplicativos para o cartão de memória, para evitar uma eventual perda de desempenho.

Principalmente com os gamers mais convictos. É melhor instalar seus jogos na memória interna do dispositivo.

 

 

Desempenho

 

O poderoso hardware do Samsung Galaxy S7 resulta em um desempenho impecável, ainda mais após as atualizações enviadas pela Samsung.

Não há problemas de travamentos ou congelamentos. Todos os aplicativos de diferentes categorias são executados de forma plena, incluindo os jogos de alta performance.

Estamos diante de um competente smartphone top de linha, pensado nos usuários mais exigentes.

 

 

Samsung Galaxy S7: o veredito

 

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Este é, sem medo de errar, um dos melhores smartphones de 2016. E o melhor smartphone que tive a chance de testar em oito anos de atividades no TargetHD.net.

O modelo melhora a receita do sucesso do Galaxy S6, melhorando nos pontos onde precisava melhorar, e entregando um conjunto geral poderoso e equilibrado.

Faz juz ao termo “top de linha”. É uma poderosa ferramenta de produtividade e entretenimento, conta com câmeras excelentes, uma autonomia de bateria com uma gestão de recursos na medida certa, e um desempenho impecável.

É uma notável evolução. E mais que justifica o fato de ser um dos modelos mais vendidos do ano.

Com todos os detalhes na mesa, é um grande acerto da Samsung.

Review | ASUS ZenWatch 3

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asus zenwatch 3

 

Durante o evento Z3nvolution, o ASUS Zenfone 3 foi oficialmente lançado no Brasil, assim como toda a linha de smartphones Zenfone 3. Na oportunidade, outros produtos foram apresentados. Entre eles o ASUS ZenWatch 3.

O modelo foi lançado lá fora a algum tempo, e até então havia dúvidas se o dispositivo chegaria algum dia ao mercado brasileiro.

No passado, a própria ASUS afirmou que não valia a pena lançar smartwatches no Brasil. Parece que eles mudaram de ideia. Aliás, mudaram: agora, a marca quer “marcar presença” (sem trocadilhos), com produtos em diferentes categorias.

Recebemos uma unidade do produto, e nesse review, passamos as nossas impressões gerais sobre o dispositivo.

Será que este modelo é uma quebra de paradigma dentro da sua categoria? Ou é um “mais do mesmo”, que não fará com que o mercado de smartwatches se torne algo mais interessante para o grande público?

 

 

Review em Vídeo

 

 

 

Características Físicas

 

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O ASUS ZenWatch 3 é, definitivamente, um relógio inteligente bonito.

A ASUS se preocupou com a riqueza de detalhes desse produto, que em nada lembra um produto de tecnologia (e imagino que é exatamente isso o que a maioria dos usuários deseja).

Com uma caixa completamente fabricada em metal, temos um relógio muito resistente, com alta qualidade de construção e, mesmo assim, um produto leve para um uso diário.

 

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Se assemelha muito de um relógio de luxo na sua proposta de design, propondo inclusive um uso apenas em ocasiões especiais. Porém, é um dispositivo versátil, podendo ser utilizado como relógio de jornadas diárias e até mesmo como um relógio esportivo.

Isso é possível porque o ASUS ZenWatch 3 é compatível com qualquer tipo de pulseira disponível no mercado (desde que seja da mesma largura, obviamente).

 

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O sistema de remoção de pulseiras do dispositivo é relativamente simples de ser acionado (uma vez que você aprende como funciona), e dispensa o uso de ferramentas adicionais ou específicas para a substituição. Ponto para a ASUS nesse aspecto.

A pulseira que acompanhou o kit da unidade oferecida pela empresa é em tom creme, mais pensado para o público feminino, ainda mais quando combinado com o design do relógio. Porém, é um produto unissex. Basta colocar uma pulseira em tons mais escuros, que temos um belo relógio para eventos sociais e festas.

 

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Como a própria ASUS informa, o ZenWatch 3 foi meticulosamente desenvolvido para ser um produto elegante. E podemos dizer que esse resultado foi alcançado.

 

 

Acessórios

 

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Na caixa do ASUS ZenWatch 3, encontramos os manuais, uma base carregadora com cabo USB integrado e o adaptador para a rede elétrica.

Pelo menos no modelo que recebemos, há apenas uma única opção de pulseira disponível. Ou seja, para deixar o produto com o seu estilo, você terá que correr atrás de uma pulseira à parte.

Infelizmente, esse adaptador é no padrão internacional (a ASUS já havia alertado que este seria um produto importado), o que praticamente obriga o usuário a comprar um adaptador para o padrão brasileiro de tomadas.

 

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A boa notícia é a sua base de recarga é compatível com outros carregadores USB de smartphones e tablets, o que reduz um bocado de dores de cabeça.

Do mais, a base de recarga é magnética, o que facilita a conexão do dispositivo na mesma na hora da recarga.

 

 

Tela

 

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O ASUS ZenWatch 3 conta com uma tela de 1,39 polegadas 2.5D com Corning Gorilla Glass e 287 pixels por polegada. São números muito bons para um smartwatch.

Levando em conta que você pode passar a maior parte do tempo com a tela do relógio desligada, os seus números são mais que suficientes.

Porém, a título de informação, é uma tela que permite uma visualização de boa qualidade dos elementos reproduzidos na tela, além de uma satisfatória interação com esses elementos.

A tela também responde bem aos comandos de toque, resultando uma boa experiência de uso na maior parte do tempo.

 

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

 

O ASUS ZenWatch 3 conta com o sistema operacional Android Wear praticamente puro. Na ocasião da apresentação do produto no Brasil, a ASUS (com tom de pesar) afirmou que a Google impõe vários limites na customização do seu sistema operacional para wearables.

Nesse caso, a customização poderia ser bem vinda.

Ainda fico com aquela impressão que o Android Wear é um software simples demais, quase com impressão de experimental ou mau finalizado. A prova que o sistema operacional da Google ainda tem que crescer é a falta de otimização do software para uma melhor gestão de recursos de bateria.

 

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Tudo bem, temos que levar em consideração fatores como qualidade de tela, potência de processador e capacidade de bateria. Mesmo assim… duração de no máximo um dia de uso é algo que incomoda e muito aqueles que não são adeptos à essa proposta de produto.

De qualquer forma, e um Android Wear funcional, que entrega uma experiência de uso simples e intuitiva. Ainda apresenta algumas falhas e engasgos que não são muito bem vindos, mas confio que com futuras atualizações isso seja contornado a ponto de funcionar bem na maior parte do tempo.

Vale a pena lembrar que os recursos do relógio são gerenciados por um aplicativo próprio da ASUS instalado no seu smartphone, e que a sincronização dos aplicativos compatíveis com o universo Google é feito automaticamente, uma vez que suas contas do GMail estão sincronizadas nos dois dispositivos.

Além disso, a ASUS também conta com alguns aplicativos próprios, que permitem a instalação de novas faces (watchfaces) e aplicativos próprios da empresa para monitorização das atividades físicas, gerenciamento de contatos e recursos, entre outras funcionalidades.

 

 

Áudio

 

O smartwatch emite alguns alertas e notificações, o que faz com que seu sistema de áudio seja avaliado.

E, de forma surpreendente, o ASUS ZenWatch 3 tem uma reprodução de áudio relativamente potente (levando em consideração um produto do seu porte), o que é algo bem vindo para quem quer ficar atento com as notificações recebidas do smartphone, ou quer ser acordado todas as manhãs com o seu despertador.

 

 

Conectividade

 

Apesar de não contar com conectividade 3G ou 4G (o que o deixaria efetivamente independente para qualquer tipo de atividade), o ZenWatch 3 possui uma conectividade WiFi, o que já ajuda. Combinando com a conexão sem fio do seu smartphone, você tem um acesso à internet relativamente prático no relógio.

A conectividade Bluetooth se encarrega de parear o relógio com o smartphone, já que é através do telefone que você vai gerenciar as funcionalidades do relógio.

 

 

Bateria

 

Um aspecto que pode ser considerado o grande calcanhar de Aquiles nessa categoria de produto.

Muita gente não gosta de imaginar a possibilidade de carregar o seu dispositivo todos os dias, pois o seu relógio comum tem uma bateria que dura anos.

É claro que falamos de tipos de relógios diferentes. Mesmo assim, ter que colocar um gadget para recarregar todos os dias é um saco. Já basta o nosso smartphone fazendo isso.

Nesse aspecto, o ASUS ZenWatch 3 segue a média dos produtos de sua categoria. Dependendo do tipo de uso que você emprega ao dispositivo, a autonomia dos 340 mAh de sua capacidade pode durar mais ou menos.

Se você deixa todos os seus recursos ligados, a sua bateria dura no máximo um dia, e você fatalmente terá que proceder a recarga todos os dias. A boa notícia é que a bateria desse relógio pode se recarregar em 60% com apenas 15 minutos de carga.

Para quem optar por utilizar o relógio desconectado da rede e sem vínculo com o smartphone para receber notificações, a sua autonomia de bateria aumenta consideravelmente, podendo alcançar pelo menos três dias de uso.

 

 

Armazenamento e RAM

 

O ZenWatch 3 conta com 4 GB de armazenamento, que basicamente servem para a instalação de aplicativos do Android Wear. Como são dados que ocupam pouco volume, é um espaço mais que suficiente para todos os usuários.

Com 512 MB de RAM, o relógio tem o suficiente para executar o Android Wear de forma satisfatória, apesar de comprometer no aspecto de desempenho em momentos pontuais.

 

 

Desempenho

 

Durante os testes, na maior parte do tempo, o ASUS ZenWatch 3 teve um desempenho satisfatório, executando todas as tarefas sem maiores dificuldades.

Porém, em alguns momentos, percebi paradas críticas e travamentos. Precisei reiniciar o relógio por pelo menos duas vezes.

Entendo que esses problemas são mais por conta do próprio Android Wear do que por incompetência do hardware e software da ASUS. Como destaquei antes, não há muito espaço para customização do software por impedimento da própria Google.

Pode ser por conta do novo processador Qualcomm Snapdragon Wear, mas por histórico, eu colocaria isso mais na conta do Android Wear mesmo.

Logo, a “imaturidade” do Android Wear que destaquei um pouco antes no review se reforça aqui.

 

 

Conclusão

 

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O ASUS ZenWatch 3 é um belo smartwatch Android de luxo, que pode agradar a quem busca e deseja ter um relógio elegante e com funções inteligentes.

Deve agradar em cheio os usuários mais exigentes, ou aqueles que não enxergam no Apple Watch uma alternativa viável para essas funcionalidades.

Dentro de sua categoria e proposta de preço, é uma alternativa válida para quem está disposto a pagar por isso.

Mas ainda fica limitado ao mesmo problema dos demais produtos de sua categoria: qual é o principal apelo para o usuário médio adquirir um relógio desse?

A beleza do produto pode não ser o suficiente. Até porque nas suas funcionalidades, ele não apresenta diferenciais relevantes.

De qualquer forma, é mais uma opção disponível no mercado brasileiro.

 

Review | ASUS Zenfone 3

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Asus Zenfone 3

 

Desde 2014, a ASUS aposta a sério no mercado de smartphones, e nós do TargetHD.net acompanhamos essa caminhada desde o começo, com o Zenfone 5.

A cada ano, recebemos os lançamentos da empresa no segmento. Testamos o Zenfone 5, um modelo promissor, que mostrava em linhas gerais o que a empresa tinha em mente.

Recebemos o ASUS Zenfone 2, que já apresentava uma evolução no hardware e nas características, mas ainda contava com uma margem de melhora no entendimento de muitos.

Agora, temos o ASUS Zenfone 3, que entra com os dois pés no mercado de linha média premium, nova categoria de smartphones que o mercado como um todo abraça como alternativa de diversificação dos segmentos pré determinados.

Uma coisa fica evidente: temos aqui uma proposta madura. Um smartphone que está disposto a bater de frente com pesos pesados do mercado, tanto no design como nos números do seu hardware.

Porém, ainda existe um certo ceticismo à marca, também em parte por alguns problemas ocorridos nas gerações anteriores dos seus smartphones. Mas existe uma mudança pontual: esta é a primeira série de smartphones onde a Qualcomm assume o papel da Intel como principal parceira de hardware da ASUS nesse segmento.

A ASUS afirma ter aprendido várias lições com as experiências do passado. Será que o ASUS Zenfone 3 demonstra isso?

Vamos tentar responder esta e outras perguntas no review a seguir.

 

 

Características Físicas

 

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Elegância, teu nome é ASUS Zenfone 3.

Sei que gosto é algo subjetivo, e pode variar de pessoa para pessoa. Mas acho que 9 entre 10 pessoas vão afirmar que estamos diante de um dos smartphones mais bonitos do mercado.

 

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A opção black saphire é muito elegante, e os detalhes em prata reforçam essa sensação de produto premium.

 

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O Zenfone 3 e um smartphone fino e leve, o que o torna agradável para um uso mais prolongado (mesmo com uma tela de 5.5 polegadas), tanto para chamadas como para interação com redes sociais, navegação na internet e jogos.

 

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As teclas capacitivas ainda estão presentes nos smartphones premium da ASUS. Confesso que é algo que ainda me incomoda, mas como esta parece ser uma tendência de reforço de identidade (além de permitir um melhor aproveitamento da tela), não posso ficar remando muito contra a maré.

 

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Em compensação, a ASUS mostrou que é possível conceber um smartphone fino e, ainda assim, manter o conector para fones de ouvido de 3.5 mm.

 

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Botões de liga/desliga/bloqueio de tela e botões de controle de volume do mesmo lado, como deve ser.

 

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Na parte inferior, um alto-falante e a porta USB Type-C, uma das boas novidades dessa nova versão. Observem as faixas de antenas estrategicamente colocadas, deixando o design ainda mais elegante.

 

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O slot para chips SIM e microSD…

 

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…em uma bandeja híbrida. Ou você usa dois SIM cards e não usa uma microSD, ou usa um SIM card e o microSD. Se bem que, com 64 GB de armazenamento, a maioria não precisa expandir o seu armazenamento.

 

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Visão geral da parte traseira do Zenfone 3. E, antes que você pergunte: ele não atrai tantas marcas de dedo como você imagina.

 

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O sensor de câmera tem esse calombo que assusta, mas segundo a ASUS, a lente da câmera é protegida por um cristal de safira.

Logo, mesmo que o smartphone fique nessa posição, a tendência é que esse vidro não risque, já que a safira é um dos materiais mais resistentes do mundo.

Mas não vamos arriscar, certo?

O sensor de digitais vem para a parte traseira, algo que faz sentido para um uso mais intuitivo.

Em linhas gerais, o ASUS Zenfone 3 é um smartphone muito bonito e elegante. O resultado final ressalta aos olhos, e o dispositivo certamente vai atrair muitos usuários pela sua estética.

 

 

Acessórios

 

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O kit de venda do ASUS Zenfone 3 inclui o básico para um produto de sua categoria (e o mesmo que muitos dos seus concorrentes diretos oferece): manual de instruções, chave de ejeção para a bandeja de SIM card, fones de ouvido, cabo USB Type-C e carregador com função de recarga rápida.

Destaque para esse carregador, que oferece pelo menos duas horas de conversação com apenas 5 minutos de recarga, e para os fones de ouvido, que são basicamente os mesmos que vieram no kit de venda o Zenfone 2, e que novamente são elogiados pela boa qualidade de áudio que ele entrega.

 

Tela

 

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O ASUS Zenfone 3 possui uma tela de 5.5 polegadas, padrão Super IPS+ com resolução Full HD (1920 x 1080 pixels), com brilho máximo de 600 nits e ocupando 77,3% da área total frontal, por conta das suas bordas de 2.1 mm de espessura.

É uma tela que oferece uma qualidade final de imagem excelente, com um ótima qualidade de brilho e contraste.

O toque da tela é muito suave, oferecendo uma experiência bem muito agradável, principalmente na interação com o sistema operacional e jogos.

O design Zen resultou em uma tela do tipo 2.5D, com os cantos curvados, acompanhando o design do produto.

No quesito tela, o Zenfone 3 é excelente. Aqui está garantida parte da boa experiência de uso do dispositivo.

 

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

 

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O ASUS Zenfone 3 conta com o sistema operacional Android 6.0.1 Marshmallow, com a nova versão da interface Zen UI (3.0).

A ASUS defende sua experiência Android como algo mais completo do que o Android da Google, que é descrito como “capado”. E, de fato, a Zen UI oferece vários recursos adicionais que facilitam a vida do usuário no uso diário.

 

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O Gerenciar Início é uma dessas funcionalidades. Ele realiza vários ajustes da tela principal da interface, onde é possível customizar ainda mais a experiência do Android no dispositivo.

 

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O painel de acesso rápido a algumas funcionalidades também conta com itens que são consequência direta das modificações que a ASUS fez no sistema operacional. Por exemplo, você pode otimizar o desempenho do sistema, ou até mesmo configurá-lo para a utilização com uma das mãos, algo que é bem plausível por conta do seu tamanho de tela.

O que mais chama a atenção é que, mesmo com tantas modificações no Android, o Zenfone 3 ainda está muito fluído e funcional. É claro que temos que considerar um hardware competente e poderoso nisso, mas nem todos os grandes fabricantes do mercado conseguem isso.

 

 

Qualidade de Áudio e Chamadas

 

O alto-falante superior, para chamadas telefônicas, oferece uma qualidade de áudio dentro do esperado. É possível ouvir claramente a outra pessoa na chamada, mesmo em ambientes com maior quantidade de ruído.

O alto-falante inferior, para reprodução multimídia, conta com a tecnologia SonicMaster, e cumpre o que promete: também reproduz o áudio de forma bem clara, com um som de alta qualidade, dentro das condições propostas pela ASUS para esse dispositivo.

Em ambos os casos, é possível obter um ganho na potência de áudio com ajustes de software, em comandos simples e de acesso rápido.

O ASUS Zenfone 3 é um smartphone com suporte ao dual SIM. E durante os testes, a qualidade de recepção do sinal foi excelente, mesmo com operadoras diferentes.

O mesmo podemos dizer da qualidade das chamadas recebidas e originadas dos diferentes chips.

O gerenciamento dos chips SIM pode ser feito de forma simples e prática, onde existe uma flexibilidade para customizar o que cada chip vai fazer em diferentes situações.

 

 

Internet

 

Com conectividade WiFi 802.11 ac, a conectividade que esse dispositivo oferece é a melhor possível. Downloads e uploads rápidos e eficientes, o que favorece e muito na hora do consumo e transmissão de conteúdos via streaming.

O mesmo acontece com a conectividade 4G presente no dispositivo. Apesar de apenas um dos chips SIM escolhidos pelo usuário permitir o acesso ao pacote de dados, o Zenfone 3 o faz da forma mais eficiente possível, com uma qualidade de sinal muito boa.

Melhor até do que modelos top de linha de outros fabricantes, por sinal.

 

 

Câmera

 

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A ASUS adicionou tantos recursos, funcionalidades e tecnologias nas câmeras do Zenfone 3, que é difícil fazer um resumo de tudo. Mas podemos afirmar uma coisa: os resultados aqui são surpreendentemente positivos.

Explicando: no Zenfone 5, recebemos câmeras boas, mas dentro da média do mercado. No Zenfone 2, temos sensores que evoluíram, mas que ainda tinham uma margem de melhora.

 

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No caso do ASUS Zenfone 3, temos câmeras que entregam resultados excelentes, que deixarão plenamente satisfeitos a maioria dos usuários que simplesmente desejam registrar alguns dos seus melhores momentos.

O sensor traseiro do dispositivo conta com 16 MP de resolução, um sensor Sony IMX298 (f/2.0), com lente protegida por cristal de safira, estabilizador ótico, foco a laser (em 0,03 segundo), detecção por fase, auto-foco contínuo, vários recursos de estabilização por eixos, entre outras tecnologias.

 

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É um conjunto de hardware muito interessante para um dispositivo de linha média premium, que trabalha em conjunto com um software que entrega uma grande gama de recursos: o Pixel Master 3.0.

O modo automático (com HDR e foco a laser) já é mais que suficiente para o registro de boas fotos casuais.

 

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Porém, a ASUS adicionou pelo menos outros 20 modos de captura, que entregam uma versatilidade maior para os mais casuais.

Destaco aqui opções bem interessantes, como o modo ZenFlash (dedicado ao flash auxiliar oferecido pela empresa), HDR Pro, Super Resolução, Crianças, Pouca Luz, Cena Noturna, Profundidade de Campo, Câmera Lenta, entre outros.

 

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Mas os fotógrafos mais exigentes poderão desfrutar dos benefícios do modo manual, algo que está se popularizando no universo das câmeras de smartphones.

 

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O resultado final dessa combinação são fotos de uma qualidade excelente, com um nível de detalhes surpreendente. A evolução que a ASUS implantou nesse aspecto é enorme, e com certeza os usuários ficarão satisfeitos com os resultados obtidos em diferentes situações.

 

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A câmera frontal também recebeu melhorias notáveis. O sensor de 8 MP (f/2.0) tem campo de abertura de 84 graus, e entrega resultados muito bons em diferentes tipos de iluminação.

 

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O software mantém algumas de suas funcionalidades das gerações anteriores, incluindo o modo de embelezamento. Mas dessa vez, a ASUS parece ter ajustado esse recurso para que o mesmo trabalhasse com o hardware de maior qualidade, o que resulta em fotos mais naturais do que o que observamos no Zenfone 2.

 

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Games

 

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Com um conjunto de hardware tão promissor, era de se esperar que o Zenfone 3 se saísse bem nos games.

Os jogos que normalmente utilizamos em nossos testes rodaram sem maiores problemas ou travamentos. Talvez um pouco de arrastos em Dead Trigger 2, mas nada que comprometa a jogabilidade do título.

Com uma tela tão sensível e um hardware poderoso, a jogabilidade está garantida. Os gamers ficarão satisfeitos com os resultados.

 

 

Multimídia

 

A combinação do hardware, uma tela Full HD de 5.5 polegadas e a tecnologia de áudio SonicMaster resultam em um ótimo dispositivo para a visualização de vídeos e filmes.

Tanto na reprodução de vídeos armazenados no dispositivo como na reprodução por streaming, o conjunto técnico do ASUS Zenfone 3 garantem uma ótima experiência de uso.

O smartphone também vai muito bem na reprodução de músicas por streaming, assim como dos arquivos de áudio armazenados.

 

 

Bateria

 

Aqui está a melhor surpresa do ASUS Zenfone 3.

A ASUS afirma que o período onde foi parceira da Intel deixou várias lições. Uma delas é no desenvolvimento de soluções para otimização da bateria.

Muitos alegavam que o Zenfone 5 e o Zenfone 2 não iam muito bem nesse aspecto, e um dos motivos eram os chips da Intel. Com a Qualcomm, isso mudou. E com o expertise adquirido pela ASUS nesse aspecto, alcançou resultados surpreendentes.

 

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O conjunto hardware + software entregam com muita facilidade um dia de uso para a maioria dos usuários. Mesmo em um uso mais intenso, é possível alcançar esse objetivo. Em uso muito moderado, eu posso dizer que é possível alcançar até dois dias de uso longe do carregador.

E, mesmo que você se esforce muito para drenar essa bateria rapidamente (com jogos, vídeos, tempo de tela ligada, gravação de vídeos, etc), você ainda pode contar com o carregador com modo de recarga rápida, e pronto. Nada de ficar sem bateria quando você mais precisa.

 

 

Armazenamento

 

A unidade do ASUS Zenfone 3 que recebemos para os testes conta com 64 GB nativos de armazenamento, o que é mais que suficiente para a maioria dos usuários.

Mas se você entende que precisa de mais espaço que isso, saiba que pode utilizar um cartão microSD de até 2 TB de armazenamento.

Sem falar que você recebe da ASUS 100 GB adicionais de armazenamento no Google Drive por dois anos.

Precisa de mais alguma coisa?

 

 

Desempenho

 

Destacamos esse aspecto em vários momentos desse review, e agora não seria diferente. O ASUS Zenfone 3 oferece um resultado final muito bem ajustado, entregando uma das mais agradáveis experiências de uso do Android em 2016.

Durante os testes, o modelo não apresentou travamentos, engasgos ou paradas críticas. Pelo contrário: a performance foi plena o tempo todo, nas mais diferentes atividades.

Vale aqui observar que a ASUS está trabalhando na otimização do software do Zenfone 3 desde julho de 2016. E estamos falando de um dispositivo que está chegando ao mercado só agora.

Esse trabalho, combinado com o bom hardware do produto, resultou no melhor Zenfone lançado pela ASUS até agora.

 

 

Conclusão

 

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O ASUS Zenfone 3 representa uma nova fase da empresa dentro de sua aposta no mercado de telefonia móvel.

Representa uma clara evolução em relação à geração anterior, e se coloca em pé de igualdade com modelos concorrentes de preço. Ao mesmo tempo, mantém sinais fortes de identidade, algo importante para um produto dentro de um mercado tão competitivo.

Com um design elegante, bem construído, funcionalidades agregadas, ótimas câmeras, uma boa tela, capacidade de armazenamento farta e um desempenho excelente, fica difícil justificar a compra de um modelo top de linha.

A maioria dos usuários com certeza poderão ter no Zenfone 3 o dispositivo ideal para as suas necessidades.

E, com isso, o mercado de smartphones de linha média premium acaba de ficar muito mais interessante.

 

 

Review em vídeo

 

Review | Blu Studio 8X HD

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É altamente recomendável que você deixe guardado em algum lugar um smartphone de backup. Você nunca sabe quando você pode precisar, ou quando o seu dispositivo principal será roubado, danificado, perdido ou alguma outra tragédia que pode acontecer.

Não queremos que esses problemas aconteçam com você, certo? Mas se acontecer…

Eu preferi prevenir do que remediar. Precisava de um smartphone Android simples e compatível com os aplicativos que mais utilizo no dia a dia. Por isso, escolhi o Blu Studio 8X HD, um smartphone simples, com hardware de entrada, com especificações modestas, mas que faz o básico.

Mas… o quanto vale essa simplicidade? Será que ela traz mais dores de cabeça do que benefícios?

Vamos descobrir no review a seguir.

 

 

Características Físicas

 

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O Blu Studio 8X HD lembra muito um Moto G. Tem linhas simples e sóbrias, oferecendo um bom agarre para um uso diário. A construção do aparelho é de boa qualidade, mesmo sendo um dispositivo de entrada.

 

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Os botões de controle de volume e de liga/desliga/bloqueio de tela ficam todos do lado direito, seguindo o padrão de dispositivos de outras marcas.

 

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Porém, o conector do cabo USB fica na parte superior, do mesmo lado que está o conector de fones de ouvido. Confesso que isso não me agrada muito.

 

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Na parte traseira, destaque para o acabamento em relevo, algo que é bem vindo para um dispositivo com suas características.

 

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Por dentro, temos a bateria removível, os slots para os cartões SIM e o slot para o cartão microSD.

 

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De um modo geral, apesar de sua simplicidade de conceito, o Blu Studio 8X HD está dentro das expectativas. Não desabona, nem surpreende nesse quesito.

 

 

Tela

 

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O Blu Studio 8X HD tem uma tela de 5 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels, com densidade de 294 pixels por polegada.

É tela suficiente para a maioria dos usuários que querem um celular simples para as necessidades mais básicas. Oferece uma quantidade de brilho bem ajustada, e cores vivas em diferentes situações.

 

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O seu toque na tela é um pouco menos sensível que outros dispositivos mais completos, mas tudo é uma questão de adaptação. Os usuários menos exigentes precisam abrir mão de algumas coisas para ter um smartphone mais barato.

Nesse caso, uma dessas coisas é a tela. Mesmo assim, o dispositivo é utilizável.

 

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

 

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O modelo que estou utilizando recebe o sistema operacional Android 4.4 KitKat, mas há sites que confirmam que o dispositivo é compatível com o Android 5.1 Lollopop. Confesso que não tentei o update, mas é possível dar a informação como segura, já que outras pessoas também fizeram esse teste.

De qualquer forma, o Android desse modelo é praticamente puro, pelo menos na interface. As poucas modificações no software eliminaram os itens que não são considerados essenciais, além de adicionar o acesso root, algo bem vindo para customizar recursos.

 

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O sistema roda de forma fluída a maior parte do tempo, mesmo com um hardware com restrições. A interface não oferece novidades em relação ao que já conhecemos no Android KitKat puro da Google.

Pesando na simplicidade do conceito, a Blu fez o que tinha que fazer nesse aspecto.

 

 

Qualidade de Áudio

 

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Esta é uma bola dentro da Blu.

O alto-falante superior para chamadas é audível o suficiente para uma boa conversação em um local com ruído moderado.

O alto-falante inferior, para reprodução multimídia é alto o suficiente. Além do esperado em algumas situações.

 

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Em ambos os casos, o software customizado da Blu pode oferecer um ganho na potência dos alto-falantes, deixando esse aspecto do dispositivo como algo muito positivo.

Entre tantas restrições, essa não impediu uma avaliação positiva.

 

 

Internet

 

O Blu Studio 8X HD possui conectividade 3G, o que limita um pouco o usuário na hora de navegar na web o no streaming de vídeo, mas viabiliza o uso de comunicadores instantâneos e redes sociais, além de uma navegação mais básica.

Na conectividade, o WiFi do aparelho é um pouco mais lento do que os seus concorrentes diretos de preço, mas também tende a funcionar bem para essas finalidades mais básicas.

Apresentou um pouco de dificuldades na hora de instalar aplicativos de grande volume, mas tudo dentro do esperado para um produto de suas características mais restritas.

 

 

Câmera

 

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O Blu Studio 8X HD possui câmeras frontal e traseira de 5 MP, de qualidade apenas mediana. São suficientes para você registrar fotos para as redes sociais sem problemas (ou pelo menos todos vão identificar o que é na foto), mas não alcançam a mesma qualidade das câmeras de modelos mais avançados.

 

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Algo esperado. Estamos falando de um Android básico, de entrada, que se propõe a ser econômico e funcional nas necessidades mais comuns e imediatas.

 

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Aqui, a regra é mais o menos a mesma encontrada nos modelos mais simples: qualidade razoável com boa luminosidade, uma boa quantidade de ruído com baixa luminosidade ou luz artificial.

O flash é um placebo que pode funcionar em momentos pontuais. Mas reforçamos que os mais exigentes não podem pedir muito do dispositivo nesse aspecto.

 

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A câmera frontal conserva os mesmos 5 MP, e mantém o mesmo padrão de qualidade do sensor traseiro: apenas fotos razoáveis ou boas o suficiente para compartilhar casualmente nas redes sociais.

Mais uma vez lembramos que, por ser um dispositivo de entrada, algumas restrições seriam naturais, visando uma melhor relação custo-benefício. E nesse caso, as câmeras foram claramente sacrificadas.

 

 

 

Games

 

Apesar de contar com um processador octa-core, o Blu Studio 8X HD tem apenas 512 MB de RAM e 4 GB de armazenamento. E isso mata qualquer possibilidade de execução de jogos mais complexos.

Mesmo sendo possível eventualmente transferir aplicativos e jogos para o cartão de memória, esta não é a melhor combinação para quem visa um melhor desempenho na execução dos jogos.

Logo, os gamers mais convictos devem pensar em um produto com especificações mais elevadas. O modelo até roda jogos mais casuais, mas nada além disso.

 

 

 

Bateria e Armazenamento

 

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O modelo conta com uma bateria de 2.000 mAh (removível), que são suficientes para um dia de uso moderado. Nesse aspecto, a Blu fez um ótimo trabalho ao customizar o Android pensando nessa necessidade.

Como a sua ROM tem vários recursos nativamente suprimidos e a adição de um gestor de bateria por software garantem uma vida útil da bateria bem satisfatória.

 

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Na parte de armazenamento, o smartphone da Blu conta com apenas 4 GB nativos, com pouco mais de 2 GB disponíveis para aplicativos e dados do usuário.

Logo, muita atenção na hora de instalar e armazenar arquivos. A limitação para apps é grande, mas o fato de alguns aplicativos também armazenarem dados na unidade pode comprometer o desempenho geral do dispositivo.

 

 

Desempenho

 

Apesar de contar com suas restrições de hardware, o Blu Studio 8X HD até entrega um desempenho aceitável, para o que se propõe a fazer.

Durante o tempo que utilizo o smartphone, os engasgos e travamentos esperados foram em momentos pontuais (várias mensagens recebidas ao mesmo tempo no WhatsApp, por exemplo).

Desse modo, fica confirmado que, se o usuário fizer um uso básico do dispositivo (e-mails, redes sociais, navegação na internet, reprodução de música e vídeos via streming e comunicação instantânea), o dispositivo atende muito bem essas necessidades.

No caso dos jogos, os mais básicos podem rodar sem problemas. Eu vi em alguns vídeos jogos mais exigentes rodando no dispositivo com algumas restrições gráficas. Mas não imagino ser uma regra para todos os usuários.

 

 

Conclusão

 

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O Blu Studio 8X HD está aprovado.

Para o que se propõe a fazer, ele consegue fazer de forma minimamente competente. A sua relação custo-benefício é muito boa, e para quem precisa de um smartphone de backup, é uma excelente alternativa.

É importante ter sempre em mente que estamos diante de um modelo de entrada, mesmo com um processador octa-core.

A baixa quantidade de RAM e armazenamento limitam as possibilidades do dispositivo.

Mas não o impedem de ser funcional para os menos exigentes. E por isso recomendamos a compra do produto para quem compreender suas características.

 

 

Review em Vídeo