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Review | LG G6

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LG G6

 

O LG G6 chegou ao mercado com uma grande missão geral, e outras mais específicas. A principal missão? Corrigir os erros do LG G5, que era um bom smartphone, mas que pecou na execução de alguns conceitos. Principalmente na modularidade.

Também chega para corrigir as diferenças que a própria LG estabeleceu no modelo anterior entre os mercados. Oferecer um dispositivo com hardware inferior em determinados mercados foi um grande tiro no pé, que custou parte da popularidade do smartphone.

É um modelo chave para a LG na sua jornada no mercado mobile. A empresa quer voltar a figurar no Top 5 global de vendas, e não poderia cometer erros no novo modelo. Por outro lado, quer mostrar também que é capaz de avançar nas suas inovações, mostrando identidade própria na hora de apresentar suas soluções tecnológicas.

Nesse review, vamos mostrar o LG G6 em detalhes, relatar nossa experiência de uso e detectar para quem o aparelho é recomendado. Mais do que isso: vamos tentar identificar se a LG conseguiu corrigir os erros cometidos, mesmo em partes.

Vamos deixar o fator preço não contaminar a avaliação objetiva do produto, deixando que esse fator só assuma a sua importância no final do processo, e fora de qualquer tipo de análise técnica.

Combinado?

Vamos lá!

 

 

Review em Vídeo

 

 

 

 

Características Físicas

 

 

O LG G6 é um smartphone mais bonito que o LG G5, além de ser mais leve, com melhor agarre e mais estiloso. É uma vitória de design ter um smartphone com tela de 5.7 polegadas encapsulado em um corpo de 5.2 polegadas.

 

 

O resultado disso é um modelo com agarre mais agradável. Mais alto, sim, mas mais estreito, o que favorece no uso diário. Além disso, a parte traseira mais curva deixa o aparelho mais confortável nas mãos.

 

 

Um modelo mais fino e mais leve também precisa ser mais elegante. E isso podemos perceber claramente no seu acabamento. Os detalhes aqui são bem cuidados, com um tom metálico que é vistoso. O telefone é muito bem montado, e consegue entregar a sensação de ser um dispositivo de tecnologia top de linha.

 

 

O botão de liga/desliga com leitor de digitais integrado está bem posicionado, em uma posição naturalmente intuitiva. Não é a localização que mais me agrada (prefiro o leitor de digitais na parte frontal do dispositivo), mas durante os testes poucas vezes o dedo foi parar o sensor duplo de câmera, o que é sempre um bom sinal.

Em resumo: o LG G6 oferece uma bela evolução no design e características físicas em relação ao seu predecessor.

 

 

 

Acessórios

 

 

A LG oferece um interessante kit de venda no seu novo modelo top de linha.

 

 

Aqui, destacamos primeiro o seu fone de ouvido, que é de boa qualidade, entregando um áudio bem agradável, com bons graves.

 

 

Além disso, o LG G6 oferece no seu kit de venda um adaptador USB Type-C > USB Type A, para que você possa utilizar o dispositivo com carregadores tradicionais.

 

 

Tela

 

Um dos principais itens que a LG coloca ênfase ao promover o LG G6 é a sua tela. A empresa é reconhecida por ser uma das melhores nesse aspecto, inclusive fornecendo telas para os seus concorrentes diretos.

 

 

Dessa vez, vemos a confirmação disso, entregando aqui (talvez) o principal ponto de inovação do novo modelo. Estamos diante de uma tela de 5.7 polegadas, com resolução QHD, que a LG chama de FullVision. É uma tela que entrega uma proporção 18:9, que deve ser adotada pela maioria dos smartphones top de linha dos principais fabricantes.

Pode não parecer muita coisa no resultado final (as bordas laterais existem em alguns casos, já que a grande maioria dos dispositivos não são compatíveis com esse formato de tela), mas todas essas tecnologias combinadas resultam em uma qualidade de imagem elevadíssima.

As cores são muito vivas, o brilho é efetivo na maior parte do tempo, o contraste é notável e a qualidade final de imagem entregue pelo smartphone é uma das melhores que você pode encontrar entre os dispositivos premium.

Com certeza temos uma das melhores experiências de uso nesse aspecto entre os modelos disponíveis em 2017.

 

Hardware e Software

 

Bom, quase todo mundo decorou essas especificações técnicas, mas vale a pena revisar.

O LG G6 conta com um processador Qualcomm Snapdragon 821 quad-core a 2.2 GHz, que trabalha com 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de até 2 TB). O conjunto é gerenciado pelo sistema operacional Android 7.0 Nougat.

 

 

São especificações que entregam um desempenho excelente na maior parte do tempo. Não observamos engasgos, travamentos ou falhas críticas no período de testes, e isso é muito importante.

Sempre temos que lembrar que não necessariamente precisamos de números inflados para obter um excelente desempenho em um smartphone Android, ainda mais com o Nougat que consegue otimizar muito bem os recursos de hardware.

Talvez incomode para muita gente o elevado nível de personalização do Android que a LG adota. Por outro lado, sua interface entrega uma boa experiência de uso, oferecendo soluções que são úteis no nosso dia a dia. E é claro que você pode instalar uma nova launcher no dispositivo, mas imaginamos que isso não se faz necessário.

Até mesmo as soluções de apps da LG pré instalados não incomodam tanto. Aqui, o trabalho de software foi bem feito, pois consegue conversar bem com o hardware, sem ser um devorador de recursos. Tal e como a LG já vinha fazendo nas versões anteriores do seu top de linha e em modelos das linhas inferiores.

 

 

Câmera

 

 

Mais um item que recebeu um grande destaque por parte da LG durante a apresentação do LG G6.

A bem sucedida combinação de câmera traseira dupla de 13 MP (f/1.7) continua, com pequenas melhorias técnicas que entregam resultados finais de fotos excelentes. São fotos com cores vivas, elevada riqueza de detalhes, alto contraste (e não falo isso por causa do HDR10 da tela; as imagens visualizadas na tela do computador ficam ótimas), e com um resultado final vistoso.

 

 

Alguns usuários podem entender que a coloração nas fotos pode ser muito carregada, mas o modo manual vem bem a calhar para os fotógrafos mais experientes. É importante lembrar que o modo manual também está presente para os vídeos, o que pode resultar em uma captura de imagens com uma qualidade ainda maior.

 

 

O recurso de expansão do ângulo de captura continua, o que permite a inclusão de mais elementos em uma mesma cena. E, tal e como aconteceu com o LG G5, funciona muito bem, fazendo a diferença em momentos pontuais.

 

Aqui, destacamos também a estabilização de imagem, que se faz efetiva nas fotos e principalmente nos vídeos, tanto na câmera traseira dupla como na câmera frontal. Algo perfeito para os produtores de conteúdo mais habilidosos.

 

 

O sensor frontal possui apenas 5 MP, mas conta com o modo de expansão do ângulo de captura de imagem, para que mais pessoas possam entrar nas selfies. Os resultados aqui são igualmente positivos. Talvez incomode um pouco o processamento de software na imagem, que acaba retirando as linhas de expressão. Isso pode deixar a imagem final da pessoa mais artificial, o que nem sempre é algo tão legal assim.

De qualquer forma, é um dos melhores conjuntos de câmera que você pode encontrar em um smartphone hoje, principalmente no caso da câmera traseira dupla.

 

 

Bateria

 

O LG G6 comercializado no Brasil possui uma bateria de 3.230 mAh. É um pouco menor do que a versão internacional do smartphone, mas isso não deve causar uma diferença considerável na experiência de uso do dispositivo. Se bem que, em tempos de aplicativos devoradores de recursos, quanto mais bateria, melhor.

 

 

De qualquer forma, a LG adicionou alguns recursos para garantir uma boa autonomia de bateria no dispositivo. Um deles é o modo Vulkan, que administra o consumo de bateria durante os jogos. Além disso, o Android customizado pelos coreanos já conta a algum tempo com alguns recursos de economia de bateria, sem falar que é um software que é bem competente no consumo de recursos, sem abusar do hardware nesse aspecto.

Dito tudo isso, e considerando uma tela maior (5.7 polegadas, lembra?), um hardware mais potente e toda a gama de recursos embarcados, podemos dizer que o LG G6 consegue sem problemas uma autonomia de bateria de pelo menos um dia completo com o uso moderado. Pode alcançar um pouco mais, dependendo do perfil de uso.

Obviamente, quem consome uma maior quantidade de vídeos, jogos e recursos com maior demanda terá uma autonomia de bateria menor. Algo absolutamente normal para esse tipo de dispositivo.

 

 

Desempenho

 

Não duvide: o desempenho do LG G6 é algo excelente.

O conjunto hardware + software não deixa a desejar em nenhum momento, entregando sempre uma plena experiência de uso nas mais diferentes atividades. Não foram observados arrastos, travamentos, falhas ou paralisações críticas. O modelo entregou o tempo todo o melhor desempenho possível que o seu conjunto técnico pode entregar.

A essa altura do campeonato, seria dispensável dizer que números não significam nada no mundo da telefonia móvel, e que você não precisa ter um modelo top de linha para obter uma experiência satisfatória com um smartphone Android. Modelos com conjuntos técnicos mais modestos podem entregar um excelente desempenho.

Logo, não seria por conta do Snapdragon 821 que o LG G6 não entregaria um bom desempenho para a maioria dos usuários. Ele é, sem dúvida, um ótimo smartphone top de linha. Disso, não temos a menor dúvida.

Mas… sempre tem um “mas”…

 

E o preço?

 

O LG G6 custar R$ 3.999 no ato do seu lançamento assusta todo mundo. Ele realmente não vale esse preço. O Galaxy S8 entrega mais pelo mesmo valor. Entendo que a melhor forma da LG fazer com que o seu produto realmente tenha algum apelo junto ao seu público alvo é oferecer logo de partida um preço mais competitivo que o modelo top de linha da Samsung.

 

 

Por outro lado, o preço do LG G6 está caindo, tal e como já previsto, e em uma velocidade ainda maior do que o esperado. Em alguns e-commerces já é possível encontrar esse smartphone por R$ 3.500 ou menos. Já tem aqueles que encontram em eventuais promoções o modelo por menos de R$ 3.000, e em casos específicos, com planos de operadoras, o valor fica um pouco acima dos R$ 2.000.

Logo, não há muitos motivos para polêmica nesse momento. Se você não está com pressa, pode comprar o LG G6 por um ótimo preço já a partir do terceiro trimestre de 2017. É só ter um pouco mais de paciência.

 

Conclusão

 

 

O LG G6 está aprovado. É um baita smartphone top de linha, com uma tela ótima, câmeras excelentes, uma boa autonomia de bateria, um design muito ajustado e a experiência de uso já comprovada pela LG.

Talvez não será o modelo que você vai comprar agora, por conta do seu preço ainda acima dos seus principais concorrentes com cargos e vantagens diversificados. Mas com certeza é um dos modelos que você deve considerar para a Black Friday 2017.

Review | Notebook Lenovo N22 80S6

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Lenovo N22

 

A Lenovo lançou no ano passado o Lenovo N22, um Chromebook por excelência que contava com algumas vantagens, como por exemplo 4 GB de RAM e a possibilidade de expandir o armazenamento via SSD M.2 SATA.

A Microsoft vê o mercado que hoje o Chrome OS triunfa (principalmente o educacional) como uma forma que expandir a participação do Windows 10 em um segmento que agrega valor ao software, além de garantir vendas sólidas e fidelidade pelo segmento investido.

Por isso, a mesma Lenovo lançou uma segunda versão desse notebook, o Lenovo N22 80S6, com o sistema operacional Windows 10 e com as mesmas características de hardware, para ser uma alternativa de baixo custo com o sistema da Microsoft, e que competisse diretamente com os Chromebooks.

O produto é bem credenciado lá fora, mas como sempre somos curiosos, decidimos adquirir uma unidade do notebook e testá-la para confirmar ou desmentir tais impressões. Além disso, decidimos realizar um teste adicional: adquirimos uma unidade SSD M.2 SATA de 128 GB de armazenamento, com o objetivo de verificar a possibilidade de fazê-la funcionar como o disco rígido principal do produto.

 

 

Review em Vídeo

 

 

 

 

Características Físicas

 

 

O Lenovo N22 lembra os antigos netbooks nas dimensões e características físicas, mas com algumas atualizações relevantes.

É um notebook muito bem construído, com partes sólidas e sem peças que deixam a impressão que vão se romper com o tempo. É mais espesso e mais pesado que o Samsung Chromebook 3, mas isso não pesa no seu uso e transporte diário.

 

Outro diferencial importante desse modelo é a sua webcam, que tem giro de 180 graus. Ou seja, você pode fazer transmissões ao vivo de você e daquilo que está diante de você.

 

 

Oferecendo a resistência exigida de um produto com aspirações para fins escolares, temos aqui um notebook muito bem construído, atendendo as necessidades de usuários com diferentes necessidades.

 

 

Tela

 

O Lenovo N22 possui uma tela de 11,6 polegadas, com resolução de 1336 x 768 pixels.

É uma tela boa o suficiente para a visualização dos conteúdos de forma mais básica, como interface do sistema operacional, vídeos por streaming em HD, jogos básicos, fotos e aplicativos.

 

 

Porém, como em vários produtos de baixo custo, o seu ângulo de visão não é dos mais favoráveis, o que é compreensível, levando em conta que a Lenovo precisava fazer algumas restrições técnicas para assim reduzir o valor final do produto.

Em compensação, aqui temos uma tela que pode ser aberta em ângulos de até 180 graus, o que oferece uma maior comodidade na hora de visualizar conteúdos por streaming, por exemplo. Para quem quer utilizar o notebook para outras finalidades, é sempre um adicional interessante.

Um detalhe importante: mesmo com um brilho a 25%, essa tela oferece uma boa visualização dos conteúdos, o que pode ajudar e muito na produtividade, sem falar que reflete na boa autonomia de bateria do notebook.

 

 

Hardware

 

O Lenovo N22 possui um processador Intel Celeron N3050 a 1.6 GHz-2.16 GHz (dual-core), 4 GB de RAM DDR3L SDRAM e 32/64 GB de armazenamento. O modelo que testamos é o que contém 32 GB em eMMC.

É o que se espera para um hardware que prioriza o baixo custo e a elevada autonomia de bateria. Em compensação, teremos naturais restrições no desempenho. Ou seja, se vai comprar esse modelo, já vá ciente de que ele não foi feito para tarefas mais complexas, mas sim para te oferecer uma conectividade e acesso à internet básico e em qualquer lugar.

Para o Windows 10, é o suficiente, pois o sistema operacional da Microsoft possui uma ótima otimização para diferentes tipos de hardware. Porém, ainda oferece algumas restrições e travamentos por conta do conjunto eMMC + processador. Mas falaremos sobre isso mais adiante.

 

 

Teclado e Touchpad

 

O teclado do Lenovo N22 é de tamanho completo, o que facilita e muito a vida daqueles que querem ser mais produtivos em qualquer lugar.

 

 

Aqui, a digitação é prática, com algum ruído das teclas, mas que entrega uma digitação relativamente tranquila. Seguindo a regra dos produtos dessa categoria, é um teclado funcional, que atende bem as necessidades.

 

 

O touchpad desse notebook segue a mesma regra. Tem um bom deslocamento, com uma boa sensibilidade, sendo muito funcional. Não registra toques acidentais e consegue entregar a produtividade necessária para as atividades diárias.

 

Desempenho

 

O Windows 10 até funciona bem com esse tipo de hardware, desde e quando apenas execute os aplicativos que já são do Windows 10. Talvez até por isso que a Microsoft lançou o Windows 10 S, totalmente fechado ao seu ecossistema, para garantir um desempenho mínimo para quem depende de uma relativa produtividade em qualquer lugar.

Voltamos aqui na questão do processador Intel Celeron N3050, que é de baixo consumo de bateria, mas também de baixa performance. Não é o mais recomendado para quem precisa trabalhar com aplicativos de fora da Windows Store. Quero dizer, ele executa, mas não com o mesmo desempenho que temos nos aplicativos nativos do sistema operacional da Microsoft.

Mas o caso mais crítico esta na unidade de armazenamento.

Definitivamente, o Windows 10 completo, tal e como conhecemos hoje, não foi concebido para trabalhar com uma unidade de armazenamento em eMMC, como temos com o Lenovo N22. Estamos basicamente falando de um cartão de memória que atua como uma unidade de inicialização, execução e armazenamento de um sistema operacional completo. É muita coisa.

Os 32 GB de armazenamento nem é algo tão crítico assim para o desempenho (pode ser um limitador na hora de instalar novos programas no equipamento, e esse problema poderia ser sanado com uma unidade de 64 GB), mas a estrutura física da unidade eMMC deixa tudo bem preocupante para um uso com rotina diária.

Mas isso pode ser remediado de forma relativamente simples.

 

 

A salvação: uma unidade SSD M.2 SATA

 

Adquirimos o Lenovo N22 por causa da possibilidade em expandir a capacidade de armazenamento e melhorar o desempenho geral em função disso. Alguns sites internacionais levantaram essa possibilidade, e decidimos arriscar para comprovar se os resultados entregam as melhorias esperadas.

Esse notebook não conta com parafusos em formato especial. Uma simples chave Philips permite que ele seja aberto sem maiores problemas.

O slot M2. SATA está lá, livre e disponível para ser utilizado. Talvez você precise prender com alguma fita isolante ou para componentes eletrônicos a SSD na placa-mãe, se a unidade SSD tiver dimensões menores do que o ponto do parafuso da peça. Mas isso não será um problema para a utilização do complemento que você vai instalar nesse notebook.

 

 

O próximo passo é configurar a unidade para que ela possa trabalhar com o Lenovo N22.

Esse notebook não usa o sistema MBR, mas sim o padrão GPT. É preciso preparar a SSD para esse padrão. Caso contrário, a BIOS do equipamento não vai identificá-la como uma unidade de inicialização para esse equipamento.

Com a unidade preparada, você pode configurar na BIOS para que o notebook faça a inicialização por ela, que passa a assumir a SSD de verdade (e não a eMMC) como unidade principal de armazenamento, ou unidade C:.

Você até pode fazer a clonagem dos dados armazenados na eMMC do equipamento para a SSD, mas a melhor decisão nesse caso é instalar o Windows 10 Pro (em inglês, que fique bem claro – depois você pode instalar o pacote de idiomas para português) do zero, e configurar a máquina item por item. Não está difícil identificar os drivers desconhecidos, pois o próprio sistema operacional é capaz de fazer isso.

Logo, faça o download da ISO do Windows 10 Pro, prepare um pendrive ou DVD como instalador, e faça a instalação do Windows 10 Pro e da sua atualização direta para o Creators Update (altamente recomendado em tempos de WannaCry).

Instale os seus programas mais utilizados. E sinta a diferença.

Desempenho (com uma SSD M.2 SATA como unidade principal)

 

A melhora é perceptível, apesar de não ser algo notável. Você pelo menos consegue executar melhor os programas de terceiros, além de oferecer uma maior agilidade na execução do Windows 10 como um todo.

Outra dica que pode ser adotada (e que considero bem válida) é utilizar a eMMC para a memória virtual do Windows. Aquela que normalmente desligamos quando não temos muito espaço de armazenamento em disco.

Nesse caso, como temos uma SSD de 128 GB como unidade principal, ficamos com 29 GB livres no eMMC. Utilizamos 20 GB como memória virtual do Windows, e isso ajudou a melhorar ainda mais o desempenho do notebook como um todo.

Em resumo: o Lenovo N22 só vai entregar um desempenho realmente útil para as necessidades propostas apenas e tão somente quando fazemos tais modificações nas suas configurações de hardware. Temo que, do jeito que ele é comercializado, nem mesmo para quem tem um uso mais básico com o produto ele vai servir. Quem sabe com o Windows 10 S ele possa ser realmente produtivo.

Aliás, um erro grosseiro que os fabricantes cometem (no Brasil ainda mais) é vender a unidade eMMC como uma SSD. Claramente são itens com características diferentes, propostas diferentes e desempenho bem diferentes.

O consumidor precisa ficar ciente disso antes de adquirir um produto com essas características. Sem falar que, de forma definitiva, o Chrome OS esta mais otimizado para o eMMC do que o Windows 10. Mas falarei mais sobre isso em outra oportunidade.

 

 

Bateria

 

Aqui está mais um dos motivos para você adquirir o Lenovo N22.

Sua autonomia prometida e de até 8 horas de uso, mas esse número só é alcançado com a tela com um nível de brilho de 25%, e no modo de economia de energia. Nesse modo, o desempenho é razoável, permitindo trabalhar bem com as tarefas mais básicas.

Com o brilho de tela em 50%, a autonomia de uso cai para 6h30, o que é mais que suficiente para quem trabalha em deslocamento (dois turnos de três horas de trabalho).

Outro detalhe importante e que esse notebook conta com um modo de recarga rápida de bateria, que alcança os 100% de recarga em pouco mais de duas horas. Ou seja, se eventualmente você ficar sem bateria pela manhã, pode recarregá-la na hora do almoço para trabalhar até o final da tarde, sem grandes dificuldades.

 

 

Conclusão

 

 

O Lenovo N22 só é recomendado para os usuários que se atreverem a instalar uma SSD de verdade nele. Com as modificações que fizemos, ele tem um desempenho aceitável para ser o seu segundo notebook, atendendo as necessidades dos usuários que precisam ter um computador para o trabalho ou estudo que seja leve e com boa autonomia de bateria.

Jamais ele deve ser visto como o computador principal de ninguém e, definitivamente, aconselho que você pense umas dez vezes antes de adquirí-lo tal e como ele foi concebido. O processador Intel Celeron N3050 pode ser insuficiente para o Windows 10 Pro (dependendo da finalidade que o usuário quer dar para o produto), sem falar que o sistema não foi feito para extrair o máximo de desempenho de uma eMMC.

Considere todos esses fatores antes de fazer um investimento em definitivo.