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Moto G53 no Brasil: vale a pena?

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O Motorola Moto G53 chegou ao mercado brasileiro, como parte da estratégia global da Lenovo em disseminar a família Moto G em diferentes mercados. E até que a empresa agiu rápido por aqui, principalmente diante da concorrência local, que só aumenta.

Um dos diferenciais do Moto G53 é a presença do eSIM, algo raro para um produto dentro de segmento intermediário, e uma tendência de futuro para o setor de telefonia móvel. Mas será que isso é o suficiente para convencer o consumidor brasileiro?

Nem tudo deve ser o preço sugerido para o produto, e eu não peguei no pé da Motorola e da Lenovo nas últimas semanas por nada. O Moto G53 confirma todas as broncas que eu dei nas últimas semanas.

 

Apenas uma atualização do Android

O Moto G53 tem como grande problema a confirmação de receber apenas uma atualização do Android ao longo do seu ciclo de vida. Ou seja, ele chega ao mercado com o Android 13 e só será atualizado para o Android 14.

As correções de segurança serão entregues por até três anos, mas os clientes terão que se conformar em ter um telefone que vai ficar sem receber as novidades que o Google vai apresentar para o Android ao longo desse tempo.

Bom, não dá para dizer que eu não avisei. Em vários outros conteúdos que publiquei ao longo das últimas semanas, eu destaquei que a Motorola tinha essa péssima mania em abandonar os usuários dos seus dispositivos nas atualizações do Android.

E a Motorola vai fazer de novo, de forma vergonhosa.

Era de se esperar que isso iria acontecer com o Moto G53, que tem um hardware um tanto quanto básico para um telefone que se diz de linha média: processador Snapdragon 480+, 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

E nem dá para dizer que essas especificações são as responsáveis por esse telefone receber apenas uma atualização do Android. Telefones com hardware similares e modelos mais antigos de fabricantes concorrentes estão recebendo as novas versões do sistema operacional, ou estão com atualizações confirmadas para os próximos três ou quatro anos.

É importante também destacar que a Motorola não atualizou nenhum dos seus smartphones para o Android 13 até o momento, incluindo o Motorola Edge 30 Ultra, que tem três atualizações prometidas pelo fabricante, mas está empacado no Android 12, sem qualquer previsão para receber a nova versão do sistema operacional.

O que a Motorola faz com os seus telefones é simplesmente uma vergonha, e fica cada vez mais difícil recomendar os seus dispositivos para o grande público, por mais competitivo que seja os valores adotados para os produtos.

E o que é pior: nem o preço do Moto G53 é tão bom assim.

 

Moto G53 no Brasil: vale a pena?

Não, definitivamente.

Além de contar com um hardware mais limitado em comparação com vários dos seus concorrentes diretos de preço e apenas uma única atualização do Android garantida, o Moto G53 consegue ser ainda pior que a encomenda ao receber o preço sugerido de R$ 1.899.

Eu nem preciso pensar muito para lembrar que o Infinix NOTE 12 Pro custa hoje a partir de R$ 1.799 a vista. Sem falar em modelos de outras marcas que recebem um hardware melhor custando mais ou menos a mesma coisa.

Sendo bem sincero: pense umas 10 vezes antes de pensar em investir o seu dinheiro no Moto G53. É preciso ser muito fã da Motorola para comprar esse smartphone. Ou ignorar a existência desse conteúdo para afirmar que não foi avisado no futuro.


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