Arquivo para a tag: whatsapp

Por que Google Allo e WhatsApp não estão na mesma categoria

by

google-allo

A Google lançou oficialmente o Google Allo, um dos aplicativos anunciados na última Google I/O centrados na comunicação, mas com um apelo distinto: os bots de assistência às mensagens instantâneas.

Depois disso, olhamos para a concorrência, e as comparações são inevitáveis. Porém, a Google parte de um conceito diferente do WhatsApp e do demais. Logo, perguntamos: os dois apps são mesmo concorrentes?

 

Onde o WhatsApp ganha

Os aplicativos de mensagens instantâneas de Mark Zuckerberg seguem em plena expansão, tanto com o Facebook Messenger como com o WhatsApp. Somado com o Facebook, Zuck concentra não apenas os serviços de mensagens mais utilizados, mas os serviços sociais mais populares.

O WhatsApp chegou na hora certa (há seis anos) e da maneira adequada, quando havia um latifúndio muito fértil de usuários a se explorar. E isso com o Facebook como a maior rede social do mundo, que por sua vez impulsionou o seu Messenger de forma eficiente.

Outros aplicativos mais recentes estão a um abismo de distância. Telegram (100 milhões de usuários ativos por mês) ou Line (250 milhões de MAU) reforçam que um software precisa oferecer o básico já conhecido para se posicionar bem no mercado.

Se você entra no mercado sem nada nas mãos e captando a atenção por nada, a tendência é que o usuário perca o interesse rapidamente. Mas manter a alma de uso pode significar um belo impulso nas adoções.

A Google tem uma comunidade gigante de usuários se nos baseamos nas consultas ao buscador (3 bilhões de consultas em um ano). Mas… ele busca destronar o WhatsApp?

 

Onde o Google Allo ganha

 

google-allo-02

 

Só Sundar Pichai e companhia sabem quais são os objetivos a cumprir com o Google Allo. O produto parte de um fundamento completamente diferente do WhatsAp. É sim um aplicativo de mensagem, é claro, mas talvez o principal apelo não é ser “o WhatsApp do Google” ou o “Facebook Messenger do Google”.

O Allo quer que você se esqueça de serviços externos para as ações mais comuns de uso a partir do seu smartphone, e de modo secundário, que converse com os seus contatos.

Conta com stickers e decoração de fotos, que são os últimos apelos dos serviços sociais. Mas não vemos ênfase nas características de mensagens, não pelo menos em cima do protagonismo que leva o bot @google, ou o Google Asssitant, mostrando que a empresa pensa em sério no aspecto da comunicação inteligente.

Talvez aqui há a jogada seja ir além de buscar um espaço no mercado de comunicação instantânea, mas ainda levando em conta o fator de costume de uso já citado.

A Google parece orientar as mudanças para perfilar uma plataforma que consolide ainda mais a sua onipresença, sendo um elemento constante em nossas atividades, ao ponto de ser um interlocutor a mais em nossas conversas.

Ou seja, não é um rival do WhatsApp. É algo bem mais ambicioso.

A ideia e válida, mas não determinante. A Google, mesmo com todo o seu poder, também se deu mal em algumas coisas. Um claro exemplo disso é o Hangouts, mesmo sendo bem mais representativo que o ridículo Google+.

O objetivo agora é evoluir para um serviço de mensagens inteligente, e um encontro permanentemente assistido por inteligências artificiais que estejam presentes no Google Allo, e ter bilhões de dados de usuários ativos conta muito a favor nesse sentido.

Resta saber como os usuários vão receber o novo serviço.

Ficarei sem WhatsApp se eu não aceitar os novos termos e condições de uso?

by

WhatsApp-codificado

Em 25 de agosto, o WhatsApp notificou os usuários sobre uma mudança nos termos e condições do aplicativo utilizado por mais de 1 bilhão de usuários. A principal mudança é a vinculação do número do celular com o WhatsApp, permitindo que empresas se comuniquem com o usuário usando o aplicativo.

A grande incógnita dessa mudança é: o que acontece com aqueles que não aceitaram os novos termos quando apresentados?

Ao receber o aviso, era possível não aceitar logo de cara, mas o prazo para aceitar chegou ao fim, e muitos não sabem ao certo se vai poder seguir utilizando o WhatsApp por recusar os novos termos.

Quase ninguém lê esses termos. Todo mundo prefere configurar o aplicativo rapidamente para usar logo, e isso faz com que aceitemos coisas que não são tão legais para nós usuários.

E, exceto que você tenha se revoltado com condições especialmente exigentes ou por conta da popularidade do aplicativo, não vamos perder tempo lendo esses textos. Mesmo.

 

Aqui, a lógica se impõe: ou você aceita, ou cai fora

 

whatsapp-termos-02

 

Na tela de alerta dos novos termos de uso, há um botão ACEITAR bem grande, mas no canto superior direito, há um discreto “agora não”. Escolhendo essa opção, podemos seguir usando o aplicativo sem problemas.

O problema é que o aviso do dia 25 de agosto indicava que, ainda que você escolhesse por não aceitar as condições no momento, o WhatsApp dava um mês para aceitar, algo que encerrou ontem (25) para os primeiros que receberam esse aviso.

O que vai acontecer com eles?

Aqui, a lógica se confirma: se queremos usar um serviço, temos que aceitar suas condições, ou teremos a interrupção do mesmo.

O WhatsApp já se pronunciou oficialmente sobre o assunto, informando que vai impedir aqueles que não aceitaram as condições de usar o aplicativo, até que aceitem.

Imaginava-se uma prorrogação do prazo de aceitação dos termos, mas isso não vai acontecer. Também podemos imaginar a revolta de uma boa parcela de usuários, e até uma eventual migração desses usuários para outras plataformas.

Vale lembrar que, ainda que você aceite as novas condições, os ajustes do aplicativo permite que o número do telefone não seja utilizado para publicidade no Facebook, mesmo que a rede social receba este número.

O envio de GIFs no WhatsApp não é essa Coca-Cola toda…

by

whatsapp-logo-teaser-iphone

O WhatsApp liberou oficialmente o recurso de envio de GIFs para nossos contatos. Mas… espere: tem um porém…

 

É GIF sim, mas com uma restrição

Este é um dos recursos mais esperados pelos usuários da plataforma, e chega com um adendo: os GIFs só poderão ser produzidos a partir das capturas feitas com a câmera do smartphone, gravando um vídeo que depois se transforma em GIF.

O procedimento é o único possível para envio de arquivos nesse formato. Clique no ícone de adicionar, escolha a câmera com gravação de vídeos, capture a cena e edite (no máximo seis segundos), que será transformado em GIF para depois ser enviado para o contato.

Para enviar um GIF de um vídeo há gravado, selecione o vídeo e converta para o formato antes do envio.

Ou seja, o procedimento está bem longe de ser o que muitos esperavam. Mas ao menos é um começo.

Pode ser questão de tempo para o WhatsApp liberar o repertório para o envio de GIFs já armazenados no smartphone.

Por enquanto, isso é tudo o que temos para hoje.

Como evitar que o WhatsApp compartilhe o seu número de celular com o Facebook

by

whatsapp e facebook logos teaser

A partir do mês que vem, o WhatsApp vai compartilhar o número de celular vinculado à conta com o Facebook, com o argumento de melhorar a efetividade dos anúncios exibidos na rede social.

O movimento gera muita discussão entre muitos usuários, que preferem ter os serviços separados. Felizmente, ninguém é obrigado a aceitar isso, e tem uma margem de 30 dias para pensar no assunto antes de tomar uma decisão definitiva.

A nova característica chegará através de uma futura atualização do WhatsApp. Uma vez instalada, a primeira inicialização pergunta se o usuário quer compartilhar o seu número de smartphone com o Facebook.

Quem não quer isso obviamente vai responder NÃO. Mas quem respondeu SIM e se arrependeu tem apenas 30 dias para retificar.

 

O passo a passo dos arrependidos no WhatsApp

 

desativar compartilhar telefone facebook

 

– Abra o aplicativo do WhatsApp
– Abra o menu principal, na parte superior direita da tela, e vá em Ajustes
– Depois, clique no item Conta
– Em Conta, acesse o item Compartilhar Informações da Minha Conta, e desmarque esse item.

Vale lembrar que o WhatsApp foi adquirido pelo Facebook em 201 por US$ 19 bilhões. E isso ajuda a explicar esse cruzamento de dados.

De novo: você só tem 30 dias depois da atualização para realizar essa mudança.

WhatsApp começa a compartilhar seu número de telefone e conexões com o Facebook

by

whatsapp-teaser

Os responsáveis pelo WhatsApp anunciam uma mudança em sua política de privacidade, e os novos termos resultam em uma consequência fundamental: o compartilhamento do seu número de telefone com o Facebook, com a ideia de conectar os serviços.

A decisão faz sentido na estratégia, uma vez que o Facebook comprou o WhatsApp há dois anos. Por outro lado, gera suspeitas sobre a forma que a rede social de Mark Zuckerberg vai utilizar esses dados.

O Facebook passa a ter mais dados sobre os usuários, o que desagrada e muito aqueles mais preocupados com a sua privacidade.

 

O Facebook vai saber o número do seu telefone

whatsapp-termos

 

Apesar de muitos usuários do Facebook já compartilharem seu telefone e endereço em seu perfil na rede social, outros preferem não fazer, isso, mantendo sua vida pessoal separada de suas atividades online.

O Facebook alega que vai usar essa informação “para melhorar sua experiência com publicidade e os produtos no Facebook”. O comunicado mostra como eles vão acompanhar mais de perto a atividade do usuário no WhatsApp.

A política de privacidade dos novos termos informa que os dados serão utilizados para melhorar as estatísticas do serviço e combater as mensagens de spam. Além disso, querem melhorar as sugestões de amizade e anúncios que sejam relevantes.

A conexão entre os dois serviços fará com que essa informação sobre o nosso número de telefone, com quem conversamos e quem são os nossos contatos (entre outras coisas) apareçam para nossos amigos no Facebook. A codificação está mantida, mas os dados serão coletados pelo WhatsApp.

 

Se você não concorda com isso, terá 30 dias para se manifestar

whatsapp-termos-02

 

É importante ressaltar que nada do que é compartilhado no WhatsApp (mensagens, fotos e informações de perfil) será compartilhado no Facebook ou em alguns dos seus aplicativos associados. A codificação ponta a ponta é mantida, e com isso nem WhatsApp, nem Facebook poderão acessar essas informações…. na teoria.

Ainda há duas opções de você desativar esse compartilhamento.

O primeiro método: antes de aceitar os novos termos de uso, clique na palavra “Leia” em azul, onde vai aparecer uma janela que desativa o compartilhamento.

O segundo método: aceite os novos Termos de Serviço e Política de Privacidade atualizados, em Ajustes > Conta > Compartilhar a informação da minha conta. Ali você pode desativar essa opção. Nesse caso, alguns dados ainda serão compartilhados com o Facebook.

Vale lembrar que, nos dois casos, a desativação dessa opção de compartilhamento de dados de forma voluntária só poderá ser feito nos 30 primeiros dias após aceitar os novos termos de uso e política de privacidade.

 

Está aberto um novo debate sobre a privacidade

whatsapp-termos-03

 

A decisão do WhatsApp reabre a discussão sobre o delicado equilíbrio que manteremos na nossa atividade online. As redes sociais e serviços de mensagens coletam nossos dados, mas não são os únicos.

Não faz muito tempo que a Microsoft foi duramente criticada por conta do Windows 10 nesse aspecto, sem falar na Google, que coleta nossos dados o tempo todo, e hoje é investigada por isso pela União Europeia.

O problema é o mesmo de sempre: o usuário final não tem o controle disso. A ideia é o “se você não paga pelo produto, você é o produto”. Usar desses serviços implica cada vez mais ceder parte da privacidade, com a desculpa de “melhorar a experiência do usuário”.

Pode até ser que isso aconteça, mas a voracidade que as empresas buscam coletar mais e mais informações sobre os usuários é algo muito preocupante.

A nova política de privacidade do WhatsApp não tranquiliza, e isso fará com que outros considerem outras alternativas a um aplicativo de mensagens que se beneficia do seu absoluto domínio no mercado.

Se o Facebook colaborou com a Justiça, por que teve R$ 38 milhões bloqueados?

by

facebook-thumb-like

Brasil sendo Brasil. Pelo visto, o Facebook (que, como vocês bem sabem, é dono do WhatsApp) colaborou com a Justiça brasileira em casos de investigação criminal. E, mesmo assim, teve R$ 38 milhões bloqueados pelo Ministério Público do Amazonas, com uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal de Brasília.

A pergunta aqui é: por que isso aconteceu?

 

Descumprimento da lei

O MPF afirma que o Facebook não cumpriu uma decisão judicial que obrigava a empresa a fornecer dados de cadastros de usuário do WhatsApp, além do descumprimento da quebra de sigilo das mensagens trocadas para fins de investigação. Porém, a rede social alega que liberou para a Justiça os dados cadastrais dos seus usuários, mas não os metadados de conversas, mantendo o argumento que não guarda esse tipo de informação.

A Justiça também queria conversas trocadas dentro do Facebook, porém, os dados trafegados no Messenger não são armazenados no Brasil, e aí tudo depende de um acordo de cooperação entre Brasil e Estados Unidos. Já o compartilhamento de logs de acesso foi feito pela rede social, de acordo com o que determina o Marco Civil da Internet, e foi feita antes da empresa ter seus fundos bloqueados.

De novo: o que aconteceu?

 

Burocracia

A burocracia ferra tudo. O processo envolvendo os dados privados do WhatsApp envolve a Justiça de dois países, e como o Ministério Público não quis esperar, preferiu bloquear financeiramente o Facebook para obter os dados de forma mais rápida, como uma forma de pressão. Além disso, o MPF ameaçou suspender o WhatsApp no Brasil, por entender que a empresa de Mark Zuckerberg age contra à dignidade da Justiça brasileira por não cumprir com as ordens judiciais.

O negócio é o seguinte. O Ministério Público querer banir o WhatsApp do Brasil é apenas uma das consequências do mal estruturado texto do Marco Civil da Internet (e estou sendo gentil nessa observação). Na época, brechas no texto da lei já apontavam para essa possibilidade de absurdos como esse. Sem falar na questão da clara ameaça à privacidade do coletivo.

Por outro lado, se o Facebook colaborou com a Justiça brasileira, essa colaboração foi parcial. O WhatsApp ainda não cumpre com o que determina o Marco Civil da Intenet, e já destacamos aqui no blog que o serviço de comunicador instantâneo armazena no dispositivo do usuário os dados de conversa, mesmo que parciais.

A boa notícia é que existem projetos de lei que consideram o bloqueio do WhatsApp uma medida desproporcional. Ou seja, é muito provável que, dessa vez, os legisladores conseguem dar uma bola dentro.

Via Tecnoblog

Fim do WhatsApp no Brasil: é o que o Ministério Público defende

by

whatsapp-logo

Prisões de executivos, bloqueios judiciais e multas financeiras podem não ser suficientes. O Ministério Público Federal defende a teoria (absurda) de banir o WhatsApp no Brasil.

Recentemente, o Facebook teve R$ 38 milhões bloqueados por descumprimento de ordens judiciais. A medida mais adequada para punir uma empresa que oferece um serviço nacional, mas que não quer colaborar com as leis vigentes no país. Porém, em uma opinião consensual entre os ministérios públicos de todos os estados brasileiros e do Ministério Público Federal, a ideia é que o WhatsApp volte a ser bloqueado no Brasil, ou que o serviço seja banido do nosso país.

 

Marco Civil dá brecha para o banimento do WhatsApp, segundo o MP

O motivo para essa decisão tão radical está diretamente ligado ao fato do WhatsApp se recusar (ou não poder apresentar) os dados solicitados pela Justiça, o que colaboraria com as investigações vigentes. Para o Ministério Público, o comportamento da empresa que se recusa a colaborar com a Justiça fere o Marco Civil da Internet, que obriga os aplicativos de internet a manter um registro de atividades dos usuários por pelo menos seis meses. Quando solicitados pela Justiça, esses dados devem ser entregues.

O WhatsApp possui um sistema de criptografia ponta a ponta, impossibilitando em teoria a entrega das mensagens trocadas, alegando não possuir as mesmas. O MP afirma que este argumento só existe pra impedir a entrega desses dados. Agora sabemos que os chats do WhatsApp ficam armazenados no dispositivo do usuário, inclusive as conversas apagadas, colocando mais combustível nessa discussão.

A nota técnica do MP sugere sanções mais pesadas se a empresa seguir se recusando a colaborar, como advertências, multas e bloqueio de contas bancárias. Se as recusas à colaboração continuarem, o WhatsApp pode ser considerado como “inadequado” para funcionar no Brasil (no parecer do MP), podendo ser extinto no país.

Além de ser uma medida considerada desproporcional e imbecil, o bloqueio de aplicativos de mensagens instantâneas é proibido no Brasil, de acordo com um projeto de lei aprovado na CPI dos Crimes Digitais. Ou seja, temos mais uma discussão que vai dar pano para a manga.

Para ler a nota do Ministério Público na íntegra, clique aqui.

Via Tecnoblog

WhatsApp guarda um registro de todas as conversas, até aquelas que foram apagadas

by

whatsapp logo teaser

Mais lenha na fogueira sobre a questão da privacidade de dados do usuário, e principalmente se o WhatsApp pode ou não fornecer esses dados em caso de investigação judicial.

O especialista em iOS Jonathan Zdziarski encontrou provas de que o WhatsApp armazena um registro de todos os chats no dispositivo, onde nelas aparecem também as conversas apagadas. Logo, os dados seguem sendo acessíveis, mesmo que em formato físico, a partir do dispositivo.

 

Você apaga, mas os dados continuam lá

registro mensagens salvas whatsapps

Zdziarski foi surpreendido ao analisar várias imagens de disco da última versão do WhatsApp para iOS. Ele descobriu que o aplicativo armazena um registro de todas as conversas, inclusive as apagadas, que mostram uma marca com a tag “deleted”.

Com a encriptação de ponta a ponta, as mensagens são protegidas enquanto elas estão trafegando entre os usuários, de modo que nenhuma operadora ou agência governamental possa ler essas mensagens. Mas isso não se aplica aos dados armazenados no dispositivo. Desse modo, as conversas podem ser lidas por qualquer pessoa com o conhecimento necessário, sempre e quando ele tiver o acesso físico ao dispositivo.

Temos aqui uma grave ameaça à privacidade do usuário, uma vez que o WhatsApp não sobrescreve os dados de forma padrão. Ou seja, tudo fica em logs armazenados no dispositivo e nas cópias de segurança. As cópias via iTunes ainda podem ser encriptadas, mas os dados armazenados no iCloud não.

Logo, os mais preocupados devem desativar essa opção para ficarem mais protegidos.

A pergunta que fica é: o WhatsApp realmente não pode fornecer dados que eles não conhecem? Estranho… pelo o que entendi, qualquer um pode obter esses dados com essa “pequena falha”.

Via Jonathan Zdziarski

WhatsApp deve ser bloqueado no Brasil (de novo) ainda hoje (19 de julho)

by

WhatsApp-Logo-Quebrado

Vai começar tudo de novo.

O WhatsApp pode ser bloqueado no Brasil pela terceira vez. Segundo a GloboNews, a juíza de fiscalização da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, Daniela Barbosa Assunção de Souza, emitiu uma nova ordem de suspensão do funcionamento do serviço de comunicação no território brasileiro a partir de hoje (19).

O bloqueio seria mais uma represália contra o WhatsApp/Facebook, que se negam a fornecer informações de seus usuários em casos que envolvem uma investigação policial. As intimações sobre a ordem de bloqueio foram entregues ontem (18) para as autoridades, e o horário do bloqueio vai depender das operadoras. Porém, o documento solicita um bloqueio imediato do serviço no Brasil. Não há informações sobre o período que o aplicativo ficará bloqueado.

 

Terceiro bloqueio

É o terceiro bloqueio que o WhatsApp sofre no Brasil. O serviço alega que não pode fornecer os dados solicitados pela justiça porque a criptografia do aplicativo impede a identificação desses dados. Nas outras duas oportunidades, as ordens de bloqueio do aplicativo foram emitidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e peloo juiz Marcel Montalvão, da cidade de Lagarto (SE), que também solicitou a prisão de Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina.

Nos dois casos anteriores, a ordem de suspensão de 72 horas não foi cumprida até o fim. Liminares suspenderam as decisões judiciais, e o WhatsApp voltou a funcionar.

Esse post será atualizado com novas informações.

Via Olhar Digital

100 milhões de chamadas via WhatsApp por dia. É muito ou pouco?

by

Chamadas de voz via WhatsApp

O WhatsApp conta com 1 bilhão de usuários ativos, e hoje anunciou que alcançou a marca dos 100 milhões de chamadas de voz por dia, ou mais de 1.1 bilhão de chamadas por segundo. Mas conhecendo os números de usuários, o quanto essa marca é relevante?

O WhatsApp introduziu as chamadas de voz em março de 2015, primeiro com convites e depois para todos os usuários. Seu funcionamento foi problemático no começo, mas hoje oferece um serviço bem estável, apesar do consumo de dados. Apesar da novidade ser muito bem recebida no começo, o serviço ainda se caracteriza prioritariamente pela troca de mensagens.

Levando em conta que o WhatsApp tem mais de um bilhão de usuários ativos por mês, 100 milhões de chamadas por mês representa apenas 10% de toda a massa de usuários do aplicativo. Isso sem falar das chamadas feitas por engano, algo bem frequente nas plataformas (quem nunca fez isso)?

 

O que está por vir para o WhatsApp: videochamadas, GIFs e mais

O WhatsApp segue adicionando novidades ao serviço, e no começo do mês ficamos sabendo dos seus planos de trazer o suporte para imagens GIF. A versão beta 2.16.7.1 já traz essa função, e tudo indica que chegará primeiro ao iOS e depois ao Android.

A outra versão beta, a 2.16.80, revelou os planos de estrear o recurso de videochamadas, e recentemente soubemos da opção para citar mensagens específicas, o que deve tornar muito mais prática a conversa em grupos com muitos participantes.

Via VentureBeat, WhatsApp

Como usar o WhatsApp Web?

by

whatsapp-logo

Que o WhatsApp Messenger conquistou milhares de pessoas ao redor do mundo, isso fica cada vez mais evidente. Hoje em dia, se você tem um smartphone e não instalou o aplicativo de bate papo, muitas pessoas insistem em saber por que, afinal, o aplicativo foi feito para diminuir as distâncias e tornar a comunicação o mais viável possível. No entanto, o que poucos sabem é que é possível usá-lo no seu computador sem dificuldade.

Já se perguntou como as pessoas fazem para usar o WhatsApp pelo computador sem instalar nenhum programa?

A resposta é muito simples!

Os desenvolvedores do aplicativo criaram uma extensão para o seu navegador que lhe permite acessar sua conta pelo computador, conhecido como Whatsapp Web, tudo isso sem a necessidade de instalar nada! Veja agora como funciona.

 

O que é WhatsApp web?

whatsapp-web

O WhatsApp Web é igual ao aplicativo que você tem no seu aparelho celular. Feito para melhorar suas possibilidades de uso, você pode enviar arquivos, fotos e tudo o mais.

Ele é compatível com Android, iPhone 8.1 ou superior, Windows Phone 8.0 e 8.1, Nokia S60, Nokia S40 EVO, BlackBerry e BlackBerry 10.

Você não precisa criar uma nova conta para usar o WhatsApp em seu PC, porque ele não é outra conta. Ele é uma versão web da conta que você já tem configurada em seu smartphone e só é possível usá-la tendo a conta ativa, ou seja, em uso. É importante lembrar que para que o Whatsapp web funcione, o seu aparelho celular tem que estar ligado e conectado a internet.

Além de tudo isso, você também não precisa se preocupar com as informações salvas em um, mas não ficarem salvas no outro aparelho. A conta sincroniza, simultaneamente, em ambos os dispositivos permitindo que você responda e veja tanto pelo celular quanto pelo o seu computador com diferença de meros segundos.

Como usar WhatsApp Web?

Agora vamos ao que realmente importa. Como usar o seu app Whatsapp no computador sem precisar instalar programa?

Requisitos para usar WhastsApp Web

Primeiro, vamos aos requisitos para saber se você pode desfrutar da extensão:

  • Você precisa ter uma conta ativa e aberta do WhatsApp no seu celular;
  • Seu celular precisa estar conectado à internet com uma conexão estável, assim como seu computador.
  • Os navegadores precisam estar em suas versões mais recentes, ou seja, atualizados, do Chrome, Firefox, Opera, Safari e Edge.

Com requisitos em mãos, vamos acessar o WhatsApp Web pelo PC.

  1. A primeira coisa que você vai fazer é acessar o site oficial do WhatsApp: whatsapp.com
  2. Com ele aberto, vamos procurar, em seu celular, a opção de ativação da extensão.
  • No Android: vá em Conversas > Menu > WhatsApp Web.
  • No Nokia S60 e Windows Phone: vá em Menu > WhatsApp Web.
  • No iPhone: vá em Ajustes > WhatsApp Web.
  • No BlackBerry: vá em Chats > Menu > WhatsApp Web.
  • No BlackBerry 10: Deslize de cima para baixo da tela > WhatsApp Web.
  • No Nokia S40: Deslize de baixo para cima da tela > WhatsApp Web.
  1. Aponte a câmera para o código QR (um quadrinho preto) que aparece na tela do web.whatsaap.com.
  2. Por último, vá em seu celular, no menu do WhatsApp Web, e veja os computadores ativos. Altorize o acesso para o seu computador e pronto! Ou, encerre a seção em algum computador que você conectou antes.

IMPORTANTE:

Não desconecte seu celular da internet enquanto estiver usando no computador ou ele irá encerrar a sessão. Você terá que abrir outro acesso.

Gostou? A melhor parte de poder usar o Whats pelo PC é a liberdade de digitar mais rápido. Para mais tutoriais sobre o aplicativo de bate papo Whatsapp visite whatsappedia.com.br .

Conte aí, qual dos dois você gosta mais de usar?

WhatsApp define data para sair do BlackBerry e de outros sistemas

by

Fim do WhatsApp no BlackBerry

O WhatsApp definiu uma data para encerrar o suporte ao BlackBerry, Symbian e versões antigas do Android e do Windows Phone. Será no próximo dia 31 de dezembro de 2016.

A medida afetará os seguintes sistemas operacionais:

– BlackBerry OS (versão 10 inclusive)
– Nokia S40
– Nokia Symbian S60
– Android 2.1
– Android 2.2
– Windows Phone 7.1

Se a decisão de encerrar o suporte para as versões mais antigas do Android parece algo lógico, surpreende o caso da BlackBerry, pois inclui a última versão OS 10. E, mesmo assim, é uma surpresa até um certo ponto. O WhatsApp deve considerar que se a própria BlackBerry abandonou o seu sistema em favor do Android, não seriam eles que teriam motivos para manter o suporte ao software.

Por outro lado, a medida também é uma consequência direta da perda de mercado dos canadenses. De acordo com os dados da IDC, o duopólio Android/iOS se acentuará nos próximos anos. A plataforma que não obter cota de mercado suficiente pode ficar de fora dos grandes aplicativos e serviços. O adeus do WhatsApp ao BlackBerry é uma boa mostra disso.

A BlackBerry chegou a informar que buscava alternativas ao WhatsApp, mas por enquanto a única solução real seria migrar ao BlackBerry Messenger. E… como são as coisas… O BBM era um serviço invejado em todo o planeta quando o WhatsApp ainda era um nanico. E hoje, temos isso aqui.

WhatsApp Gold, mais um feito para enganar você

by

WhatsApp-Logo-Quebrado

Tem fraude nova na internet, envolvendo de novo o WhatsApp. O WhatsApp Gold é uma suposta alternativa premium, que se apresenta como uma nova versão disponível para download, que promete o acesso a novas funções avançadas.

Com a promessa, temos um link e um design que tenta tornar crível todo o conjunto. Mas basta prestar um pouco de atenção para constatar que temos aqui mais um golpe. Porém, como o WhatsApp Gold começou a se disseminar com força, ele pode ser uma ameaça aos usuários menos experientes. Por isso, compartilhamos com nossos leitores o que acontece, para que tome ciência do assunto e compartilhe o aviso com familiares e amigos.

O que torna o WhatsApp Gold atraente é o conjunto de funções adicionais prometidos, como videochamadas, apagar mensagens enviadas por engano e o envido de até 100 imagens de uma vez. Além disso, usam como bônus a informação de que “este é o WhatsApp utilizado pelos famosos”, um segredo que agora os meros mortais podem usufruir.

O WhatsApp Gold instala um malware no dispositivo da vítima, roubando informações pessoais. Ainda não está claro quais são os dados exatos que o app obtém. Se você foi enganado pelo software ou sabe de alguém que passou por isso, é mais do que recomendado eliminar completamente o aplicativo do dispositivo e qualquer possível rastro de sua presença, com uma verificação de antivírus.

Se o passo acima não funcionar, só resta a medida extrema: restaurar o smartphone para os ajustes de fábrica.

Via DailyStar

WhatsApp lança aplicativo nativo para Windows e Mac

by

whatsapp-logo

Está disponível o aplicativo nativo do WhatsApp para Windows e Mac, que complementa o suporte em plataformas móveis e da versão web, lançada em 2015.

O recurso é interessante para quem quer gerenciar o serviço de mensagens instantâneas a partir de computadores tradicionais, ou desktops informáticos, tal como já faz alternativas como o Telegram, que está disponível para Windows, Mac e Linux a algum tempo. Tal e como acontece com o WhatsApp Web, o aplicativo para desktops é apenas uma extensão do seu smartphone, refletindo as conversas e/ou mensagens que estão no seu smartphone e, em consequência, é preciso ter o aplicativo instalado em um dispositivo móvel.

whatsapp-web

O cliente para desktops do WhatsApp é compatível com o Windows 8 ou superior e Mac OS X 10.9 ou superior. A novidade é bem vinda para muitos usuários, apesar de contar com algumas carências técnicas, como por exemplo não ser um aplicativo independente do smarphone, e não contar com suporte para as versões com Windows 7 ou Linux.

A funcionalidade é bem vinda principalmente para quem gerencia contas corporativas do WhatsApp, ou empresas que oferecem produtos e serviços através do serviço. O gerenciamento de contatos, mensagens e conteúdos de mídia se torna algo mais prático e funcional através do computador, e o gerente da conta em questão pode trabalhar com outros programas para preparar esse conteúdo e compartilhá-lo com uma maior qualidade.

Para realizar o download de todas as versões do WhatsApp, clique aqui.

Preparem-se para um novo bloqueio do WhatsApp em breve

by

whatsapp-teaser

Tudo o que vai, volta. Ainda mais no Brasil. A queda de braço entre a justiça brasileiro e o WhatsApp ainda não terminou, e juristas afirmam que o serviço de mensagens instantâneas ainda pode ser bloqueado no Brasil e muito em breve, caso os pedidos se desdobrem em outras instâncias.

Se os autores da ação contra o WhatsApp forem adiante, o caso deve ir para o Superior Tribunal de Justiça que, se acatar o novo pedido na íntegra, a decisão do juiz Marcel Montalvão pode voltar a entrar em vigor. É importante lembrar que a Justiça de Lagarto (SE), que é representada pelo juiz em questão, adotou todas as sanções previstas pela legislação brasileira (multa, prisão e bloqueio do serviço).

Outro caminho a ser tomado é o aumento das multas ao Facebook, algo que ainda não resolve o problema, uma vez que não alcança o objetivo das investigações, que é obter os dados de investigados.

Também é importante ter em mente que a decisão do desembargador que liberou o WhatsApp 25 horas depois do bloqueio imposto pelo juiz Montalvão deve passar pela análise do colegiado do Tribunal de Justiça de Sergipe em um prazo de um mês.

O principal ponto de discussão nesse momento está no princípio de informática, que estudam a viabilidade do WhatsApp reverter o seu sistema de criptografia e entregar à Justiça brasileira os dados solicitados. Algo semelhante ao que o FBI solicitou para a Apple no caso do iPhone de San Bernardino. Uma perícia técnica pode ser solicitada pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal, ou até o próprio WhatsApp apresentar de forma voluntária o laudo que comprove por que eles não podem oferecer esses dados.

Muito provavelmente o WhatsApp não o faz por questões processuais, inclusive dos seus usuários, que podem entender que seus dados estão em risco. A contribuição do serviço vai depender do tipo de dados que o processo originalmente solicitou.

O WhatsApp alega que só guarda os números de telefone dos seus usuários, apesar do Marco Civil da Internet determinar que as empresas sejam obrigadas a armazenar os registros de acesso dos usuários, fornecendo esses dados para a Justiça quando solicitado. Há quem diga que, tecnicamente, o WhatsApp é capaz de guardar pelo menos o número de telefone, o número do IMEI (que identifica o celular cujo número enviou ou recebeu as mensagens), o status de cada usuário, o IP da conexão, data, hora e fuso horário das mensagens.

Por outro lado, juristas afirmam que o bloqueio do WhatsApp não violam a liberdade de expressão, uma vez que foi utilizado para forçar que uma empresa forneça informações para a Justiça. Os dados foram solicitados a algum tempo, e no meio do caminho, todas as medidas legais foram tomadas, e em nenhum momento o serviço mostrou qualquer iniciativa em ceder alguns dos dados, além de ofertar um laudo técnico fundamentado que explica o que eles podem ou não ceder dentro desses dados.

Em resumo: um laudo técnico solicitando a quebra de criptografia do WhatsApp pode ser solicitado. Muito provavelmente o serviço vai se recusar a realizar esse procedimento, e o serviço será novamente bloqueado no Brasil, tal e como prevê as leis vigentes.

Podem se preparar.

Via UOL Tecnologia

WhatsApp de volta no Brasil nas próximas horas

by

whatsapp-teaser

Pouco mais de 24 horas depois do efetivo bloqueio através de decisão judicial, o WhatsApp voltará a funcionar no Brasil. No início da tarde de hoje (3), a Justiça de Sergipe decidiu reconsiderar o recurso que o serviço de mensagens instantâneas impetrou para ter o aplicativo funcionando novamente.

A decisão tem efeito imediato, e o WhatsApp será desbloqueado em todas as operadoras nas próximas horas. Alguns usuários e veículos de imprensa já informam sobre o retorno do serviço, que deve ser gradual entre as prestadoras de serviços de internet.

O WhatsApp entrou com um recurso para revogar a proibição dos seus serviços na noite de ontem (2), mas o desembargador plantonista Cezário Siqueira Neto, do Tribunal de Justiça de Sergipe, revogou o recurso na madrugada de hoje (3). O desembargador argumentou a favor da manutenção da proibição afirmando que “a empresa nunca se sensibilizou em enviar especialistas para discutir com o magistrado e com as autoridades policiais interessadas sobre a viabilidade ou não da execução da medida”.

Isso reforça uma das teorias levantadas por alguns veículos de imprensa, que acusam o serviço de nunca terem explicado de forma técnica como era impossível para eles ter acesso ao conteúdo das mensagens trocadas dentro da plataforma. O WhatsApp sempre se defendeu afirmando que isso não seria possível, mas nunca provou sua inviabilidade com evidências críveis.

Agora, o desembargador Osório de Araújo Ramos Filho reconsiderou a decisão do colega plantonista. Os advogados do WhatsApp argumentam que o bloqueio do aplicativo é uma medida desproporcional, que afeta milhões de pessoas, quando o que realmente interessa é pegar alguns criminosos investigados.

O motivo para um novo bloqueio do WhatsApp foi uma nova investigação envolvendo o crime organizado e o tráfico de drogas. Por não contar com os dados solicitados pela Justiça, a empresa alega que não poderia fornecer os mesmos.

Logo, para aqueles que estão sofrendo de crise de abstinência, um pouco mais de paciência, pois o WhatsApp está voltando.

Via O Globo

Por que o WhatsApp não colabora com as autoridades brasileiras?

by

WhatsApp-codificado

Não queremos ser aqui advogados do diabo, nem estamos apoiando a decisão de um juiz que não sabe interpretar direito o Marco Civil da Internet. Porém… regras são regras. Podemos discutir as regras, mas que elas existem, existem. O WhatsApp está bloqueado no Brasil até a próxima quinta-feira (05), às 14h (em teoria) por ordem judicial, como punição por não colaborar com investigações contra o narcotráfico.

Não é o primeiro bloqueio que o WhatsApp sofre no Brasil. Em fevereiro e dezembro de 2015, o serviço passou pelo mesmo problema, e pelo mesmo motivo: se negar a colaborar em investigações realizadas pelas autoridades legais brasileiras. As cinco principais operadoras móveis do país, além das operadoras de telefonia fixa receberam a ordem emitida pelo juiz Marcel Montalvão, e cumpriram com a decisão, já que a multa pelo descumprimento é de R$ 500 mil por dia.

Agora, a justiça negou o recurso do WhatsApp. O desembargador Cezário Siqueira Neto, do tribunal de Sergipe, manteve a decisão de Montalvão, e o aplicativo segue bloqueado. Mais de 100 milhões de brasileiros utilizam o serviço para se comunicar, administrar seus negócios e outros interesses pessoais e comerciais. De acordo com comunicado dos representantes do serviço, “para obrigarmos a entregar informações que afirmamos repetidamente que não temos”.

 

O preço da privacidade

whatsapp-teaser

Obviamente, tanto para o WhatsApp como para o Facebook e, principalmente, para os usuários, a medida é desproporcional. Mesmo assim, eles seguem declarando que não possuem as informações que as autoridades solicitam, e afirmam textualmente que colaboraram “em toda a extensão de sua capacidade com os tribunais brasileiros”.

O que a justiça precisava, afinal de contas?

Ao que parece, o acesso aos dados de alguns usuários que, segundo a polícia, se comunicavam pelo aplicativo, com o objetivo de obter nomes, endereços e acessos à redes sociais dos envolvidos nas investigações. Algo que implicaria violar a privacidade deles, e este é um tema que tanto o WhatsApp como muitas das grandes empresas de tecnologia levam muito a sério, e sofrem as consequências das decisões que a justiça brasileira pode tomar.

Por exemplo, a prisão de Diego Dzodan, representante máximo do Facebook no Brasil, que passou 24 horas detido como medida paralela ao mencionado bloqueio, com o objetivo que o mesmo colaborasse, compartilhando os dados que supostamente o serviço possui referente à operação de narcotráfico.

 

Os limites e o outro lado da moeda

 

As autoridades brasileiras podem agir dessa forma?

Infelizmente, tem, mas este é outro aspecto do debate sobre onde estão os limites de exigência da justiça e o início do direito da privacidade em caso de investigações. Principalmente levando em conta que, desta vez, a punição vai muito além da empresa, afetando usuários que não tem nada a ver com o assunto, e ficam sem o serviço, levando prejuízos diversos, desde gastos adicionais com comunicação até problemas de gestão de suas atividades profissionais pelo aplicativo.

Sem falar no prejuízo secundário para o WhatsApp: além do serviço suspenso por alguns dias, vê os usuários buscando outros serviços, principalmente o Telegram, que registrou um pico de 1 milhão de novos usuários nas primeiras horas de bloqueio do principal concorrente. O próprio Telegram teve que pedir desculpas por não conseguir absorver todas as petições de códigos de verificação para ativar o aplicativo.

Não será surpresa se novos bloqueios acontecerem por conta de determinações da justiça. Afinal de contas, o Artigo 12 do Marco Civil da Internet tem uma enorme brecha para isso (e esse é apenas um dos exemplos que reforçam a teoria que o texto foi mal formulado). O que fica claro é que há muito a ser feito no âmbito legal e penal em relação aos direitos da privacidade à informação, e casos como esse não serão os primeiros, muito menos os últimos.

Infelizmente.

Via BBC

Sites oficiais do Sergipe caem após bloqueio do WhatsApp

by

16123186

O grupo Anonymous Brasil reclama a autoria de um ataque aos sites do Tribunal de Justiça e da Justiça Federal do estado do Sergipe, poucas horas após o bloqueio do WhatsApp em território nacional. O site do governo do estado também foi derrubado pelo grupo, e desses apenas o site do Tribunal de Justiça voltou a funcionar até o momento.

O ciberataque aconteceu depois do juiz Marcel Motalvão, da comarca de Lagarto (SE), emitir ordem de bloqueio das conexões via WhatsApp pelas operadoras de internet fixa e móvel que operam em território nacional por 72 horas. A decisão do juiz foi tomada por conta de uma investigação relacionada a crimes de tráfico de drogas.

Em nota, o WhatsApp se diz desapontado com a decisão, e afirma que colaborou de todas as formas com a Justiça nesse caso, mas não pode oferecer os dados solicitados para essa investigação. Vale lembrar que, em abril de 2016, o WhatsApp ativou o recurso de criptografia ‘ponta a ponta’, ou seja, onde os dados do usuário são criptografados entre os usuários, com o conteúdo das mensagens ficando disponíveis apenas para os dois interlocutores da comunicação.

16123190

Quem está ganhando com esse bloqueio é o Telegram, que ganhou mais de 1 milhão de usuários no Brasil nas últimas horas. Quem perde com o bloqueio do WhatsApp é o usuário, que não só deixa de ter temporariamente uma via de comunicação, mas também tem o seu direito de utilização do principal aplicativo de trocas de mensagens instantâneas do mercado vetado.

Também é importante destacar que, até o presente momento, nenhuma operadora/prestadora de serviços de internet tomou qualquer medida para tentar fazer com que a decisão judicial perca o seu efeito. De forma até conveniente, já que isso obriga os usuários a utilizarem os serviços oferecidos pelas mesmas prestadoras (telefonia fixa e móvel, SMSs, etc).

Via Folha de S. Paulo

De novo: Justiça manda operadoras bloquearem o WhatsApp no Brasil por 72 horas

by

whatsapp-logo

O juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), determinou que as empresas de internet fixa e móvel bloqueiem o WhatsApp no Brasil por 72 horas, contando a partir das 14h dessa segunda-feira (2).

O bloqueio do WhatsApp no Brasil por determinação judicial já aconteceu em dezembro de 2015, por conta de uma investigação policial. Em março de 2016, o mesmo juiz determinou a prisão preventiva do vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Dzodan, depois da rede social descumprir ordens judiciais em investigações relacionadas ao crime organizado e o tráfico de drogas. Vale lembrar que o Facebook é dono do WhatsApp desde 2014.

A determinação da Justiça de dezembro de 2015 foi cumprido pelas operadoras, e tinha um prazo de 48 horas. Porém, não durou o tempo previsto: o desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar, do Tribunal de Justiça do Piauí, derrubou a decisão por falta de razoabilidade, uma vez que não era adequado que uma investigação local afetasse milhões de usuários pelo Brasil.

É esperado que o mesmo aconteça nesse caso, apesar de ser uma decisão recente, e as primeiras informações ainda serem divulgadas pelos veículos especializados. De qualquer forma, as operadoras Claro, Nextel, Oi, TIM e Vivo afirmam que já receberam a ordem judicial, e que vão cumprir a mesma, uma vez que a multa para o descumprimento da determinação da Justiça é de R$ 500 mil por dia.

Também não há um posicionamento das operadoras sobre tentarem um recurso para impedir o bloqueio do aplicativo, uma vez que é algo conveniente, já que o WhatsApp é um concorrente direto nos serviços de chamadas e trocas de mensagens. É importante ressaltar que, desde abril, o aplicativo passou a adotar a criptografia ‘ponta a ponta’, ou seja, os dados são criptografados de usuário para usuário, sem intermediários, o que dificulta a revelação de informações em investigações que visam descobrir o conteúdo das mensagens enquanto elas trafegam entre os usuários.

Vamos aguardar pelos próximos acontecimentos.

Via Folha de S. Paulo, IDG Now, Tecnoblog

Juiz obriga condenado a divulgar sentença em seu status do WhatsApp

by

smartphone-em-uso

G.M.P. decidiu colocar no seu status do WhatsApp a mensagem “Não confie em F.S.O.”, um médico de profissão que decidiu processar G., pedindo uma condenação por intromissão em defesa da honra, e uma indenização pelos danos causados. A sentença é uma aviso para quem usa os aplicativos de mensagens instantâneas para atacar outras pessoas, já que o juiz condenou o acusado a uma indenização de 2 mil euros, além de obrigar a deixar a sua sentença no seu status do WhatsApp por 60 dias.

Ou seja, muito cuidado com o que você coloca não apenas no seu perfil de redes sociais, mas também nos aplicativos de mensagens. O status do WhatsApp pode ser visto por qualquer pessoa, e foi essa via que o acusado usou para difamar F.S.O., que decidiu tomar providências. Sua petição inicial era de uma indenização de 10 mil euros e a obrigação do acusado em difundir em seu status a mensagem “F.S.O. é uma pessoa de confiança”.

 

Não foi uma boa ideia

Diante da acusação, o condenado alegou que a frase não teve intenção difamatória mas sim crítica, já que não causou danos ao médico. Porém, o juiz não entendeu assim. Na sua sentença, ele garante que um simples “não confie” não é uma crítica, mas sim uma desqualificação que não está protegida pela liberdade de expressão, afetando a reputação do difamado.

A frase que o condenado teve que publicar no seu status do WhatsApp foi: “Mediante sentença na dada 30-12-2015, G.M.P. foi condenado por intromissão ilegítima à honra de F.S.O.”.

O que fica claro aqui (e que está apoiado em outras sentenças relacionadas com difamação nas redes sociais) é que ainda que alguns pensem que as mesmas redes ou aplicativos de mensagens são uma brincadeira de criança, os danos que podem causar ao usar com outras pessoas são muito sérios.