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Qual é a do Steam Deck? Ele vai vingar?

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O Steam Deck é o console portátil lançado pela Valve que muita gente ficou dias comentando na internet. E como eu estava fazendo outras coisas da minha vida, só agora farei os meus comentários pertinentes sobre ele.

Por tudo o que foi dito sobre ele, não dá a impressão que a Valve quer competir de forma direta com Sony, Microsoft e nem mesmo com a Nintendo. O seu elevado preço indica que ele é pensado para um nicho mais específico de jogadores, que buscam características mais robustas em um console portátil.

Isso será o suficiente para convencer um nicho específico de gamers?

Vejamos.

 

 

 

Um videogame robusto para rodar games mais elaborados

 

 

O Steam Deck estará disponível em três versões, com os seguintes preços e configurações:

  • Steam Deck com 64 GB de armazenamento eMMC, por US$ 419
  • Steam Deck com 256 GB de armazenamento NVMe SSD, por US$ 549
  • Steam Deck com 512 GB de armazenamento NVMe SSD e tela antirreflexo, estojo de transporte, perfil exclusivo da comunidade Steam e teclado virtual com tema exclusivo, por US$ 679

 

Em comum, as três versões contam com uma APU AMD personalizada com CPU Zen 2 4c/8t com velocidade entre 2.4 e 3.5 GHz e GPU RDNA 2, acompanhado de 16 GB de RAM LPDDR5, além da tela touch LCD de 7 polegadas (1280 x 800 pixels), WiFi ac, Bluetooth 5 e Bateria com autonomia que varia entre duas e oito horas de uso.

Além de tudo isso, o produto contará com um dock de conexão para uma tela externa, no estilo do Nintendo Switch.

 

 

Com esse hardware top de linha, é esperado que os jogos que o Steam Deck vai rodar sejam os mais avançados. Pois bem, ele é compatível com a biblioteca do Stream, e não há informações sobre qual sistema operacional ele vai rodar.

Por isso, ainda existem algumas dúvidas se esse console poderá rodar os jogos de última geração de forma fluída e plena, mesmo com todo esse hardware. Muitos se perguntam o que vai acontecer se tentarem rodar o problemático Cyberpunk 2077 nele.

 

 

 

Muito barulho por nada?

 

 

Em termos práticos, o Steam Deck é um produto caro logo de largada, e isso pode fazer com que alguns usuários mais entusiasmados desanimem rapidamente. Além disso, existem mais dúvidas do que certezas sobre o seu desempenho no cenário real, mesmo com um hardware poderoso. Afinal de contas, ninguém testou o produto, e está tudo no campo teórico.

A incredulidade diante do novo é algo aceitável. As perguntas que estão sem respostas certamente vão deixar compradores em potencial inseguros. De modo que aqueles que estão realmente interessados no produto segurem um pouco a empolgação e façam a compra só depois de ver alguns reviews de produtores de conteúdo que testaram o produto em um campo real e prático.

E para nós brasileiros, outro ponto que desanima é que, pelo menos em um primeiro momento, o Steam Deck não será lançado na América Latina e, obviamente, no Brasil também não. Por enquanto, o console só pode ser reservado por clientes dos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e Reino Unido.

No final das contas, o Steam Deck fez muito barulho, mas ainda não dá para dizer que foi “por nada”. Só se ele for um fiasco nas vendas. Mas pelo menos por enquanto, não dá para chamá-lo de “fracasso”. Isso ainda é injusto.

Mesmo que os seus elevados preços sugeridos apontem para o trem vindo na direção contrária.


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