Nintendo Switch no Brasil a R$ 2.999: você encara?

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O que são três anos no mundo da tecnologia?

Muita coisa. E isso, independente de qualquer segmento.

Agora, imagine esperar por três anos para o lançamento do Nintendo Switch no Brasil.

Pois bem… foi esse o tempo que a Nintendo fez você esperar pelo lançamento do seu muito bem sucedido console híbrido, o Nintendo Switch. Nesse meio tempo, descobriram brechas no dispositivo que permitiam o desbloqueio do mesmo, corrigiram essa falha, lançaram o Nintendo Switch Lite e, muito provavelmente, quem queria esse console com certeza já comprou por outros meios.

Mas como provavelmente você caiu aqui porque ainda não comprou a sua unidade desse videogame, vamos então conversar um pouco, para que possamos nos conhecer melhor.

 

 

 

Como você conseguiu esperar por tanto tempo?

 

 

Eu disse que queria conhecer você melhor…

Quero acreditar que aquelas pessoas que queriam MUITO o Nintendo Switch já deram os seus pulos, fizeram a correria do dia a dia, economizaram o dinheiro sagrado do Miojo e já compraram o console de alguma forma. E correndo todos os riscos implícitos de adquirir um produto sem garantia.

E, antes de continuar, quero deixar claro que até entendo os motivos pelos quais você não comprou o Nintendo Switch antes. Não sobrou grana, ficou com medo de se ferrar ao comprar um produto sem garantia de fábrica, não se interessou pelo videogame antes ou só agora se deu conta que esse videogame é mais legal do que o que você imaginava.

Mesmo assim…

Esperar por três anos para lançar um produto no Brasil foi uma espécie de castigo que a Nintendo aplicou para os gamers brasileiros (talvez por causa de tantos desbloqueios no Super Nintendo, ou porque insistimos em jogar os games do NES em emuladores não oficiais). E a Big N sabe muito bem que tem muitos fãs por aqui.

E nem faz muito sentido esse tempo de espera. Apesar de todos os obstáculos implícitos, do famigerado Fator Brasil, da cotação do dólar nas alturas e todos os problemas que só o nosso país precisa enfrentar, é no nosso país que está um dos maiores mercados globais de videogames.

Sony e Microsoft sabem disso, a ponto de estimular lançamentos de jogos.

Só a Nintendo não sabia disso?

Talvez sim. A Nintendo é aquela que não conversa muito com as outras duas coleguinhas que estão brincando nesse parquinho.

De qualquer forma, o Nintendo Switch desembarca oficialmente no Brasil em 18 de setembro de 2020, com um preço sugerido de R$ 2.999. Além do console, serão lançados por aqui os controles Joy-Con (por R$ 499) adicionais e o Controle Pro (por R$ 469).

A essa altura do campeonato, você, gamer que esperou por três anos por esse momento, deve estar se perguntando…

 

 

 

Nintendo Switch no Brasil por R$ 2.999: vale a pena?

 

 

A melhor resposta que posso encontrar nesse momento é: depende do que você quer na vida.

Os preços do Nintendo Switch no Brasil são um tanto quanto voláteis no tal mercado alternativo. Já encontrei o console por R$ 1.979, mas não dava para saber se era os primeiros modelos com as brechas de segurança que a Nintendo só descobriu depois que o produto chegou ao mercado. Para quem vai comprar o modelo nacional, a boa notícia é que os problemas certamente foram corrigidos, e a garantia de fábrica respalda a sua compra.

Por outro lado, também encontrei o mesmo Nintendo Switch em alguns e-commerces nacionais com preços acima de R$ 4.000, algo que considero completamente fora da realidade do produto. Logo, escolher o mesmo videogame por R$ 1.000 a menos e com garantia pode ser um bom negócio.

Lembrando também que o Nintendo Switch Lite já é comercializado de forma não oficial no Brasil, com preço sugerido a partir de R$ 2.200, e pode ser a escolha para quem prioriza a mobilidade de ter um videogame portátil, abrindo mão da proposta híbrida da Nintendo.

Dito isso, para quem esperou três anos para comprar o Nintendo Switch, vale a pena ficar de olho nesse preço oficial. Ele pode ser menor, dependendo dos descontos oferecidos na internet e do formato de pagamento escolhido. Quem sabe você não encontra um ponto de equilíbrio nesse valor, e esse pode ser o argumento que falta para acabar com essa espera de três anos.


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