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5G NSA, o vilão da bateria do smartphone

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A quinta geração das redes móveis, doravante conhecida como 5G, está entre nós, com uma disponibilidade mais ampla dessa tecnologia revolucionária. Porém, esse ainda não é o “5G real”, com o máximo do seu potencial.

Uma dúvida persistente que temos em relação a essa nova geração de internet móvel é o consumo de bateria nos smartphones que ela demanda. Quem usa o 5G no Brasil nesse momento sabe muito bem em como a autonomia dos telefones sofre um pouco com essa tecnologia.

A empresa Ookla, reconhecida por seus serviços de diagnóstico de internet, conduziu um estudo para solucionar essa questão. E descobriu algo que todo mundo já desconfiava: o 5G NSA está drenando a bateria dos nossos smartphones.

 

O consumo de bateria do 5G

 

A Ookla elaborou um relatório detalhado avaliando o consumo de bateria gerado pela conectividade 5G NSA. Um dos dados mais interessantes destacados no relatório está relacionado ao processador do dispositivo utilizado no experimento.

Como é de conhecimento geral, o rádio que proporciona a cobertura para nossos smartphones está alinhado ao SoC (System-on-a-Chip), e quando se trata de consumo de energia (melhor dizendo, de eficiência energética), não há concorrente para o Qualcomm Snapdragon 8 Gen 2. Portanto, se você está em busca de um dispositivo com 5G, a solução oferecida pelo fabricante americano apresenta um consumo de energia mais equilibrado.

O duro é ter que gastar uma grande violenta para comprar um smartphone com esse processador. Mas… é o preço que se paga. Literalmente.

 

O problema do 5G NSA

O relatório também aborda o comportamento no consumo de energia no uso da tecnologia 5G mais comum neste momento, conhecido como 5G NSA, que ainda utiliza as redes 4G para funcionar.

Esse tipo de conexão demanda um consumo de energia mais elevado, uma vez que o dispositivo precisa se conectar a duas portadoras: uma para acessar a rede 4G LTE, que estabelece o canal de controle, e outra para obter maior velocidade de transmissão de dados.

Essa configuração combinada tem um impacto significativo na autonomia da bateria dos dispositivos. Os smartphones com 5G NSA estão constantemente buscando antenas próximas de ambas as conexões, o que gera um consumo mais alto de energia.

Ou seja, para os usuários que não são ricos e não podem comprar um Galaxy S23 Ultra para se beneficiar do processador mais potente da Qualcomm, o jeito é fazer uma escolha de Sofia: seguir usando o 4G, ou ativar o 5G apenas quando entende que ele é fundamental.

 

Melhorias com o 5G+

O consumo de bateria no 5G tende a melhorar com a expansão do 5G+, também conhecido como 5G SA (Stand Alone). Essa tecnologia exige que os dispositivos móveis se conectem a apenas uma única porta de dados, resultando em um consumo de energia mais eficiente.

Mas não se anime, amigo leitor: o 5G SA vai demorar para chegar ao Brasil. Até porque o 5G NSA ainda está em fase de implementação em nosso país. Neste momento, temos pouco mais de 10 milhões de usuários nas redes de quinta geração em território nacional, o que deixa claro que a caminhada é longa.

De qualquer forma, para determinar essa melhoria na autonomia dos smartphones, a Ookla realizou testes de consumo de bateria em diferentes dispsositivos e processadores, incluindo os conhecidos Snapdragon 8 Gen 1, Dimensity 9200 da MediaTek, Tensor G e G2 do Google e os Exynos 2200 da Samsung.

Como era de se esperar, as gerações mais recentes de processadores, como o Snapdragon 8 Gen 2 e o Tensor G2 do Google, apresentaram uma melhor gestão da bateria. De fato, o topo do ranking é completado pelo Mediatek Dimensity 9200, ficando logo atrás do mais recente flagship da Qualcomm.

 

Conclusão

Com a expansão do 5G+, podemos esperar uma melhoria significativa no consumo de bateria associado a essa nova tecnologia. A transição para o 5G SA vai resolver o problema da drenagem de bateria nos smartphones.

As novas gerações de processadores também entram nessa equação para uma maior eficiência na autonomia dos telefones. E conforme o 5G vai se expandindo e se tornando mais acessível, os fabricantes e as operadoras precisam trabalhar para otimizar esse consumo de energia nos dispositivos.

O relatório da Ookla revelou algo que quem já usa o 5G no Brasil já sabia. Só confirmou os aspectos técnicos dessa problemática. E o brasileiro que tenha a paciência necessária para esperar que essa evolução das redes de quinta geração aconteça em nosso país.

Ou pague o preço por um smartphone com o Snapdragon 8 Gen 2. E, ainda assim, não vai ter o melhor dos mundos de forma efetiva.


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