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O YouTube Rewind 2018 fez história, e não foi pelos motivos certos. A compilação dos “melhores do ano” na plataforma de vídeos se tornou o vídeo mais odiado de todo o YouTube, superando o lendário “Baby” de Justin Bieber.

O YouTube não curtiu isso (sem trocadilhos), e vai tomar providências sobre o assunto, pois planejam evitar o que a plataforma considera como campanhas em massa de dislikes, onde um grande grupo de usuários se organiza para mostrar a sua rejeição a um determinado conteúdo.

Vários vídeos estão sujeitos a virarem alvo dos haters, e já existe um grupo de internautas que estão procurando determinados vídeos apenas para dar dislikes, sem sequer assistir o vídeo direito. Ou seja, deixam o feedback negativo de propósito.

Este é um problema crescente no YouTube, o que leva a plataforma a estudar uma forma de melhorar o sistema de classificação para evitar a tal caça às bruxas.

 

 

As ideias não são tão boas assim…

 

 

Uma das ideias consideradas é controversa: esconder por padrão os botões de like e dislike, onde o criador de conteúdo pode decidir se quer receber esse feedback das pessoas.

Também é considerado um formulário detalhando por que o usuário deu aquela nota negativa. É um sistema que tem mais falhas, pois pode ser enganoso com motivos absurdos e insultos dos mais diversos. Sem contar que muito provavelmente o usuário final nem vai querer compartilhar sua real opinião sobre o vídeo.

Seja como for, não dá para não pensar que tais medidas foram tomadas por causa do YouTube Rewind 2018. E esse é sim um vídeo que tem motivos de sobra para ser odiado, independente do fato de existir uma cultura de ódio disseminada na internet.

 

 

Uma prática que assola a internet

 

 

Por outro lado, o YouTube não deixa de ter a sua dose de razão. As avaliações negativas se transformaram em ferramenta de desprestígio e não em um medidor confiável da qualidade de um conteúdo.

Exemplo: Metro Exodus, que migrou do Steam para a Epic Games. Essa decisão resultou em uma queda agressiva na avaliação do jogo no Steam, com comentários negativos sobre o jogo. Algo que, obviamente, não reflete a qualidade final do mesmo, mas apenas a opinião de gente revoltada.

Ou seja, o dia em que tais mudanças forem implementadas pelo YouTube, ao que tudo indica, os dislikes vão se tornar uma arma ainda mais perigosa e prejudicial do que já são.


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