A cotação do Bitcoin segue em queda livre. Está nesse momento em US$ 3.600, muito distante do que chegou a ser no começo do ano passado, e a tendência de queda continua. E não ajuda quando os analistas afirmam que a criptomoeda está abaixo do seu valor de produção.

E não é qualquer empresa financeira que faz essa análise. É a JPMorgan.

Resultado: os custos de produção para minerar Bitcoins já é maior que o valor da própria moeda, e muitos produtores já encaram o prejuízo com o processo. Vários centros de mineração de Bitcon estão fechando as portas, e centenas de máquinas são desconectadas para reduzir custos.

As criptomoedas sempre foram um investimento de risco, e com os custos de produção do Bitcoin mais altos, ficou difícil permanecer no negócio. Lembrando que pelo menos 71% dos grandes mineradores são da China, pois eles pagam um custo estimado menor por obter energia própria ou acordos com as empresas que geram energia no país.

 

 

A tendência de queda no valor do Bitcoin é clara. No terceiro trimestre de 2018, o preço estava acima de US$ 6.000. No começo de 2019, já estava abaixo de US$ 4.000. E muitos produtores não seguraram esse forninho.

Com as margens de lucro negativas em muitos casos, alguns produtores tiveram prejuízo e desconectaram o seu maquinário, e foram forçados a abandonar o negócio.

Enquanto os produtores menos eficientes estão abandonando o negócio, quem ainda se mantém acaba se beneficiando com a concorrência menor e mais Bitcoins pelo mesmo preço. Isso fez com que o custo marginal do Bitcoin caísse para US$ 1.260, abaixo do valor atual médio da moeda.

 

 

Até em cenários extremos como uma recessão ou crise financeira, existem recursos mais líquidos e menos complicados para transações financeiras, investimentos e coberturas que o Bitcoin. Apenas como comparativo prático: em 2018, a cotação da moeda virtual caiu 74%, enquanto que o S&P 500 perdeu apenas 6.2%.

 

Via Bloomberg