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Xiaomi Mi 11 a R$ 8 mil: vale a pena?

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A Xiaomi (em parceria com a DL Eletrônicos) lançou no Brasil o Xiaomi Mi 11, um dos modelos top de linha da empresa para 2021. Contando com uma ótima tela AMOLED com taxa de atualização de 120 Hz e o muito desejado processador Snapdragon 888, o modelo chega ao mercado brasileiro pela bagatela de R$ 8 mil.

Isso mesmo. R$ 8 mil. Pouco mais de 7 salários mínimos.

Pesado.

Não vou ficar revisando as especificações técnicas do produto. O meu objetivo é iniciar uma breve reflexão se realmente vale a pena pagar esse valor por um dos smartphones top de linha mais cobiçados do primeiro semestre de 2021.

 

 

 

Com quem ele disputa?

 

 

No Brasil, o Xiaomi Mi 11 é concorrente direto de preço de modelos premium de marcas consagradas, como o Samsung Galaxy S21 Ultra e o Apple iPhone 12 Pro. O modelo consegue ser mais caro que o telefone dos coreanos, e mais barato que o dispositivo premium-intermediário (se é que isso existe) dos norte-americanos.

Entendo que os usuários que pensam em comprar o Galaxy S21 Ultra ficarão tentados em pegar o Xiaomi Mi 11 Ultra, mesmo com o modelo dos chineses custando mais caro. Eu mesmo estou: afinal de contas, a diferença de preço não é tão grande assim, e a presença do processador Snapdragon 888 pode fazer a diferença para muitos usuários mais exigentes.

No caso da competição com o iPhone 12 Pro, entendo que é difícil falar de universos de software muito diferentes. Por outro lado, o dinheiro sempre pode mandar, e o modelo mais barato pode prevalecer na mente de muitos brasileiros.

Mesmo assim, entendo que os usuários do iPhone não devem mudar de ideia, pois a maioria vai pensar: “já que cheguei até aqui com o preço, vou pagar a mais para manter a minha experiência de uso”.

 

 

 

Vale a pena o Xiaomi Mi 11 a R$ 8 mil no Brasil?

 

Depende?

Você tem o dinheiro para comprar o produto, dinheiro não é problema para você e faz questão de ter uma garantia de fábrica em caso de problemas, entendo que o Xiaomi Mi 11 no Brasil até vale o investimento, desde que você considere esses critérios mencionados. Sem falar que a experiência de uso da MIUI precisa ser outro fator a ser mencionado para abrir mão da Samsung e da Apple nesta faixa de preço.

Agora, se você tem o dinheiro mas quer economizar porque não acha justo um telefone custar R$ 8 mil aqui e pelo menos R$ 2.5 mil a menos lá fora, a sua alternativa é comprar o telefone via importação. O “custo Brasil” tende a ser cruel para os clientes brasileiros, e você não precisa passar por isso.

Importando o dispositivo de forma legal e pagando todos os impostos de importação já resulta em um preço mais competitivo do que aquele cobrado pela DL Eletrônicos. E sobre a garantia do produto, a grande maioria dos usuários de smartphones da Xiaomi já está acostumada a viver perigosamente, convivendo com o risco de ter um peso de papel de luxo e sem ter a quem recorrer em caso de problemas.

Por outro lado, eu posso dizer com conhecimento de causa: tive dois smartphones da Poco (Pocophone F1 e Poco F2 Pro) e nenhum deles me apresentou qualquer tipo de problema de hardware, com uma qualidade de construção excelente e ótima durabilidade.

Logo, entendo que já é possível confiar na qualidade da Xiaomi depois de tanto tempo convivendo com os produtos da marca.

Para todos os outros casos, repense dez vezes antes de comprar o Xiaomi Mi 11. Principalmente se você pensa em comprar o Samsung Galaxy S21 Ultra. Existem alguns pontos relevantes nas especificações técnicas (principalmente na bateria e nas câmeras) onde o modelo dos coreanos bate o telefone dos chineses.

E se você está pensando na compra do iPhone 12 Pro, eu estou surpreso que conseguiu chegar ao fim deste post.


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