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Xbox One e PS4 são velhos e obsoletos?

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Não sou eu que estou falando isso. Quem disse foi o Marcus Lehto, co-criador de Halo, e a opinião dele tem peso. Em recente entrevista, ele afirmou que desenvolver jogos para Xbox One e PS4 é como programar para máquinas antigas e obsoletas, reforçando a ideia que os dois consoles tiveram um ciclo de vida longo demais.

Faz sentido o que ele está falando.

Os dois consoles contam com especificações de hardware típicas de um PC de linha média de 2012, com exceção do processador AMD Jaguar de baixo consumo, que não se encaixaria em nenhuma configuração gaming da época.

Fora isso, estamos em 2020, e os dois consoles estão ultrapassados.

 

 

 

Máquinas da Idade da pedra

 

 

As técnicas de otimização, de resolução dinâmica ou duplicação de arquivos de instalação sempre maquiou as limitações dos dois consoles. Mas tudo tem um limite. E o limite, pelo visto, foi alcançado a algum tempo, e nem Sony, nem Microsoft se preocupou com isso.

A nova geração de consoles (Xbox Series X e PlayStation 5) deve resolver parte desse problema, não apenas pelo hardware melhor, mas por uma construção interna muito mais equilibrada, com um SSD que terá papel fundamental nos tempos de carga, permitindo a oferta de jogos com mundos muito mais amplos e sem precisar esconder os tediosos processos de carga de jogos depois de cinemáticas que desaceleravam a ação.

Xbox One e PS4 completam 7 anos de vida em 2020, e isso é tempo demais para qualquer produto de tecnologia. Mas este não é nem o único, nem o mais grave problema dos dois consoles. A base escolhida por Microsoft e Sony para os dois consoles é bem desequilibrada, gerando um lastro da geração atual, limitando a evolução de todos os desenvolvedores de jogos nos últimos anos.

A combinação do processador AMD Jaguar com uma GPU Radeon Serie 7000 personalizada (no caso do PS4) foi um despropósito, criando um enorme gargalo na CPU, o que obrigou os desenvolvedores a simplificarem aspectos muito importantes nos seus jogos, como por exemplo as animações e a inteligência artificial.

No mundo em que vivemos hoje, isso chega a ser um crime, pois falamos na evolução da inteligência artificial em outros campos tecnológicos quase todos os dias. Pense em como os jogos da atual geração de consoles poderiam ser mais interessantes e atraentes sem essa limitação técnica.

 

 

Também não podemos nos esquecer que a pouca potência desses processadores AMD Jaguar utilizados tanto no Xbox One quanto no PS4 (e que voltaram, de forma inacreditável, no Xbox One X e no PS4 Pro) transformaram todos os consoles mencionados nesse parágrafo na geração dos 30 FPS.

De novo, lembro ao amigo leitor que estamos em 2020, e o seu smartphone (se quiser) pode rodar jogos a, pelo menos, 60 FPS. Assim como qualquer bom computador gaming. Sem falar nos telefones com frequência de atualização a 90 Hz e 120 Hz.

Esses problemas serão resolvidos (todos assim esperam) com o Xbox Series X e com o PS5, com a ajuda do processador AMD Zen 2, que está anos luz na frente do AMD Jaguar, já que trabalha muito melhor com a GPU RDNA 2 de linha média-alta que estará presente nos dois consoles.

Ou seja, não é exagero afirmar que Xbox One e PS4 são consoles da Idade da Pedra quando olhamos para a evolução tecnológica que nos cerca de 2012 para cá. Até fica a impressão que Microsoft e Sony fizeram isso “de propósito”, para dar uma vida longa a essa geração. Mas fica a impressão que isso custou caro para todos nós.

 

 

Via Videogames Chronicle


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