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Windows 95 nos lembra o que deixamos de lado no Windows 10 em termos de design

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Hoje, quando olhamos o design do Windows 95, podemos até considerá-lo como feio e defasado. Porém, quando analisamos mais a fundo essa interface gráfica, ela só diz uma coisa de forma muito clara: é pura funcionalidade. O designer Tuomas Salo fez isso, e mostra o quão genial essa versão do sistema operacional da Microsoft era nesse aspecto para a sua época.

 

 

 

Nunca desdenhe do Windows 95

 

De forma simples e direta: o que era um botão parecia um botão, e tudo tinha um sentido que, com o tempo, se perdeu.

 

Para começar, o Windows 95 oferecia letras de botões que indicavam que uma função poderia ser invocada através de um atalho do teclado. Algo muito útil para ser mais produtivo no uso do computador. Alguns botões vinham acompanhados dos clássicos três pontos, indicando que outra janela de diálogo vai se abrir para oferecer mais informações para a execução de uma tarefa.

Além disso, os botões tinham uma estética claramente diferenciada das partes que não eram botões, com grandes linhas que ressaltavam o contraste entre as duas partes da interface. Assim era com os botões de função, na barra de scroll, etc.

Os botões das janelas contavam com recurso para ampliar ou reduzir a janela, o que foi se perdendo com o passar do tempo. Dentro da janela, a borda divisora também dava a clara sensação de redimensionamento do espaço para cada parte da janela. A barra de scroll era sempre visível, mostrando claramente onde estávamos e em qual posição do conteúdo ela se refere.

 

 

 

O que aconteceu? Veio o minimalismo ao quadrado

 

 

O design plano ou flat design é o culpado pelo fim de muitos desses detalhes, e esse é um fenômeno que está afetando os principais sistemas operacionais. As grandes tendências de design foram impulsionadas pelo iOS 7 e Android 5.0 Lollipop e o seu Material Design, mas no caso do Windows e da Microsoft, o design plano nasceu com o Metro ou Modern UI.

Com essa interface, começamos a receber grandes doses de minimalismo, que passou a impressão de renovação de algo que parecia ir morrendo. O problema é que tais novidades deram adeus aos detalhes que não incomodavam e que sempre tinham sentido. O design passou por cima da funcionalidade, quando o design era compreendido de forma simples, atendendo ao desejo de qualquer usuário: simplesmente poder realizar aquela tarefa.

Nas plataformas móveis, muitos se discutiu em como os botões se transformaram em palavras soltas em uma interface, sem diferenciar tais elementos de marcadores informativos.

 

 

Logo, voltar a ver o Windows 95 nos faz pensar que é melhor não voltar atrás no design, mas talvez seja bom recuperar tudo de bom que aquele software tinha em funcionalidade visual nas próximas versões do Windows 10, principalmente para promover funções que podemos estar perdendo.

 

 

Particularmente, apesar do design minimalista ser esteticamente mais bonito, me incomoda o fato de tudo em termos de design se basear hoje no minimalismo. Nenhum relevo, nenhum contraste. Nada que possa diferenciar um elemento de outro. Sinal dos tempos que nós vivemos nesse momento, onde para tudo se força uma unidade e simplicidade, esquecendo que o mundo é mais complexo e cheio de contrastes.


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