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Você tem o “celular do PIX” em casa?

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O brasileiro é, definitivamente, o povo mais criativo do mundo. E precisa ser, pois o nosso país não é para amadores.

Além de pagar caro nos smartphones, o brasileiro ainda precisa se submeter ao risco de ter o seu dispositivo roubado a qualquer momento, principalmente se a pessoa mora em uma grande cidade. Por isso, algumas alternativas são adotadas para tentar minimizar o estrago se um dia o pior acontecer.

Nos últimos dias, algumas publicações em blogs e sites especializados estão abordando como tema o “celular do PIX”, que nada mais é do que um segundo dispositivo apenas para realizar as transações bancárias, caso o telefone principal entre nas estatísticas de assaltos, furtos, roubos ou desaparecimentos repentinos.

Mas… será que essa é uma boa ideia?

 

 

 

Ter um segundo telefone pode te salvar de um prejuízo ainda maior?

Entendo que a resposta para a pergunta acima depende muito mais do comportamento do usuário com o seu smartphone do que necessariamente o fato de ter um telefone reserva para ao menos ter a possibilidade de realizar transações bancárias em caso de perda ou roubo do dispositivo principal.

E eu entendo a teoria neste caso. Afinal de contas, a imensa maioria das plataformas de internet banking atuais só permitem a realização de transações financeiras a partir do aplicativo para smartphones, e recorrer ao computador pode ser algo inútil, dependendo do banco onde você tem conta.

Sem falar no temor de muitos usuários, já que o meliante que ficar com o seu telefone pode ter acesso às contas bancárias e aos cartões de crédito cadastrados no dispositivo.

Por outro lado, você pode evitar a compra de um segundo smartphone para ter o “celular do PIX” se você tomar alguns cuidados com a segurança do seu dispositivo principal. Por exemplo, a grande maioria dos aplicativos bancários basicamente obriga a inclusão de um recurso de identificação biométrica ou uso de senha para acesso ao aplicativo, e mesmo que a única carteira digital seja a do Google Pay, o usuário ainda pode recuperar ou remover os seus dados cadastrados de forma remota.

Além disso, o senso comum é importante. Você nem precisa ter o celular roubado para ter os seus dados interceptados por terceiros. Logo, evite o compartilhamento de informações pessoais e dados financeiros em sites cuja procedência é desconhecida.

 

 

 

O “celular do PIX” é precaução, e não salvação

Entendo que ter um segundo smartphone na gaveta pronto para entrar em ação quando você tiver algum tipo de problema sério com o primeiro dispositivo é algo que vale a pena para qualquer usuário. Mas isso não será a tábua de salvação nos problemas mais sérios.

Lembre-se sempre que manter os apps bancários em um segundo dispositivo não impede que todos os seus dados bancários estejam a salvo nos casos de furto ou roubo. Alguns dos dados serão compartilhados entre os dispositivos de forma inevitável, e isso vale tanto para telefones Android como iOS (iPhone).

Do mais, a ideia do “celular do PIX” é algo no mínimo interessante, e é mais uma produção patrocinada pela cabeça do brasileiro. Por outro lado, também é fruto dos tempos que vivemos, onde as pessoas não podem mais sair de casa com a certeza que não terá o seu smartphone furtado a qualquer momento.


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