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Vale a pena pagar R$ 112 para ver Mulan no Disney+?

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Eu amo a Disney, mas começo a ficar com medo do apetite capitalista do Mickey. Na verdade, eu já devia sentir esse medo antes quando a empresa me convenceu a ficar mais de três horas em uma sala de cinema sem fazer xixi depois de um baldão de pipoca e 1 litro de refrigerante, mas isso é outra história.

Chamou a atenção de muita gente o anúncio que a Disney vai oferecer a versão live-action do filme Mulan para os assinantes do Disney+ por US$ 30 nos Estados Unidos. Ou seja, além de pagar uma mensalidade de US$ 7, é preciso pagar o preço equivalente a quatro ingressos de cinema para assistir a um dos lançamentos da empresa que não foi para os cinemas em 2020 por causa do problema que todo mundo já sabe qual é.

Como isso afeta a nossa vida? Simples: o mesmo pode acontecer no Brasil. E, se acontecer, a brincadeira pode sair bem cara.

Mas antes de sair nas ruas amaldiçoando o Tio Patinhas, é preciso prestar atenção em alguns detalhes.

 

 

 

O que sabemos (e o que vazou)?

 

 

Sabemos que o Disney+ tem como preço definido de mensalidade o valor de R$ 28,99, ou R$ 289,99 pelo plano anual (ou seja, com dois meses de graça). Ainda não está confirmado de forma oficial o valor que será cobrado pela reprodução avulsa de Mulan por aqui, dentro da plataforma de streaming da Disney (lembrando que, nesse formato, ele será exclusivo do Disney+ e, ainda assim, deve existir a opção de estreia nos cinemas).

Também sabemos que o Disney+ vai estrear por aqui em novembro, ou seja, nos lugares onde for possível no Brasil, o filme vai chegar nos cinemas antes de sua estreia no streaming. O que, nesse caso, pode até ser uma vantagem, pois a Disney pode simplesmente abortar o plano de cobrança extra pela visualização do longa.

Outra informação importante é que você OBRIGADO A SER ASSINANTE para assistir Mulan por streaming. Esse filme não será comercializado fora dessa plataforma para qualquer pessoa.

Em conversão direta (no dia em que esse post foi produzido, US$ 1 = R$ 5.49), os US$ 7 da mensalidade do Disney+ nos EUA são equivalentes a R$ 38,43. Ou seja, podemos dizer que a empresa do Mickey até que está quebrando o nosso galho, pois está considerando a sua cotação do dólar como US$ 1 = R$ 4.

É claro que não devemos fazer essa conversão de forma direta para estimar o quanto custa qualquer coisa lá e aqui (se você ganha em dólar, gasta em dólar; se você ganha em reais, gasta em reais – a não ser que você seja um turista ou um produtor de conteúdo de tecnologia, pois aí você ganha em dólar e gasta em reais, e o seu dinheiro automaticamente vale mais), mas essa é uma forma simples de explicar que a situação poderia ser bem pior.

O que vazou na internet foi um print de uma tela do filme Mulan disponível no Disney+ com o valor de cobrança estimado em R$ 112,90, ou um pouco mais de US$ 20, na cotação de hoje.

Nem é preciso dizer que esse valor é BEM CARO para um filme que, por melhor que seja (e é uma das grandes apostas da Disney em 2020, até porque o estúdio gastou nada menos que US$ 200 milhões na produção), não é um filme da Marvel, não é um Star Wars e não pode ser considerado um blockbuster de toda a regra (não é o filme que todo mundo vai sair correndo para assistir).

Além disso, se você quer assistir a um lançamento do cinema nas lojas da Apple e do Google, o preço máximo que você vai pagar é de R$ 49,90 e, mesmo assim, muita gente chora (e reclama) para pagar esse preço.

Lembrando que Mulan vai estrear no Premier Access do Disney+ nos Estados Unidos em 4 de setembro, e é considerado pela própria Disney como “um teste”.

 

 

 

O que pode ter acontecido aqui?

 

 

Nem tudo está perdido, amigo leitor.

Mulan terá uma estreia nos cinemas tradicionais nos países onde o Disney+ ainda não estiver disponível, chegando aos cinemas caso as salas já estejam abertas. Ou seja, se o brasileiro médio parar de se comportar como um idiota completo e passar a confiar na ciência, quem sabe o problema sanitário está resolvido de forma mínima para que, em setembro, algumas cidades brasileiras (incluindo as principais capitais do país) possam receber o filme, mesmo que com restrições de público.

O ingresso do cinema será salgado no novo normal? Infelizmente, tendo a acreditar que sim, pois as redes de cinema estarão alucinadas para recuperar o prejuízo dos trimestres anteriores. Se bem que eu quero acreditar que o medo que as pessoas ainda estão sentindo devem estimular as promoções. Afinal de contas, as salas de cinema não podem mais cobrar os ingressos nas alturas e preços de pipoca e refrigerante absurdos.

Caso contrário, vão fechar as portas.

Por outro lado, Mulan é um caso singular. O filme não estreou nos cinemas, a Disney quer se recuperar dos prejuízos de mais de US$ 5 bilhões pelos meses de inatividade, e algumas pessoas vão entender que esse é um filme para toda a família. E pagar US$ 30 ou R$ 112 para ver o filme no conforto e segurança de sua casa, com o seu companheiro e dois filhos, sem precisar pegar trânsito ou se envolver com aglomerações, além de comer e beber mais barato… pode ser uma grande vantagem.

Tudo é uma questão de perspectiva: você consegue ir ao cinema com a sua família e pagar menos de R$ 112 nesse programa? Se consegue, parabéns, pois é algo bem difícil nos dias de hoje.

Por fim, esse valor de R$ 112 por Mulan no Disney+ pode nem ser o definitivo no final das contas. É importante lembrar que a plataforma de streaming da Disney só vai estrear no Brasil em novembro, e que nesse momento o serviço pode estar em período de testes finais. Logo, para poder testar suas funcionalidades, esse preço foi colocado no site com uma simples conversão direta.

Talvez seja mais interessante esperar que a Disney se pronuncie oficialmente sobre o assunto.

Mas… não custa nada perguntar ao amigo leitor: vale a pena pagar R$ 112 para ver o remake live-action de Mulan? Ou vale a pena esperar esse filme chegar ao catálogo geral do Disney+ para assistir com o valor da mensalidade que você já paga?

Você decide.

 


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