Dinheiro não dá em árvore, ou os pais não são fontes inesgotáveis de dinheiro (diferente do que alguns millennials pensam). O mercado de linha média de smartphones ainda é o mais atraente para a maior parte do público consumidor, ou pelo menos é aquele que entrega a melhor relação custo/benefício entre todos os segmentos.

Porém, nos últimos anos, percebemos como o preço dos dispositivos de linha média estão subindo de forma exponencial. E nem mesmo a chegada de novas tecnologias e funcionalidades como mais de um sensor fotográfico na parte traseira e recarga rápida de bateria justificam esse aumento de preço.

Mesmo porque a tendência é que uma nova tecnologia fique mais barata com o aumento na produção de componentes, que é o que permite que esses recursos alcancem dispositivos com preços mais competitivos. E é isso o que faz com que os dispositivos de linha média alcancem uma relação custo/benefício atraente para o grande público.

Logo, de pouco vale ter um smartphone de linha média que custa mais do que ele realmente poderia (ou deveria custar).

Por isso, a pergunta…

 

 

Vale a pena pagar mais de R$ 2.000 em um smartphone em 2019?

Nesse valor, eu estou considerando um smartphone com boa relação custo/benefício dentro do segmento de linha média, onde considero que o dispositivo não é um produto intermediário premium, sem um acabamento especial, NFC, recursos avançados de gestão de energia, sem uma tela AMOLED ou OLED e outros itens que ficam de fora para reduzir o valor final do produto.

Dito isso, um smartphone de linha média normal custa lá fora no máximo 200 euros. No Brasil, esse valor é cotado na faixa dos R$ 868, mas bem sabemos que o produto não chega por aqui com esse preço. Taxas de importação, transporte e outros fatores resultam em um preço mais caro por aqui. Ou pelo menos o dobro do valor, ou seja, R$ 1.736. Coloque aqui o lucro de quem vai vender o produto, e chegamos no valor de R$ 2.000.

Particularmente, eu ainda acho esse preço caro. O ideal mesmo era um smartphone de linha média de boa qualidade custar na faixa dos R$ 1.500. Porém, os últimos lançamentos com esse valor apresentam uma relação custo/benefício bem empobrecida, especialmente pelo fato de entregar produtos com processadores envelhecidos.

E até mesmo produtos com valores próximos aos R$ 2.000 temos casos lamentáveis, como o Samsung Galaxy J8 com Snapdragon 450 por R$ 1.899 na época do seu lançamento (hoje, a Samsung caiu na real e oferece o produto a R$ 1.169).

De qualquer forma, para a grande maioria dos usuários, um smartphone até R$ 2.000 é mais que suficiente. Para muita gente, que tem objetivos e aspirações menores com o seu telefone, um modelo que custa R$ 1.500 ou menos já funciona muito bem, principalmente quando o que se quer fazer é um uso básico do smartphone. Qualquer coisa acima dos R$ 2.000 é preciso fazer um estudo mais consciente sobre o que você quer no dispositivo.

Hoje, os dispositivos de linha média são bem completos e capazes de realizar bem a maioria das tarefas mais solicitadas pelos usuários. E se você não é um usuário avançado ou com exigências específicas, vale a pena investir na melhor relação custo/benefício possível, e economizar uma grana na compra de um novo smartphone.