O boicote ao filme Capitã Marvel mostra o quão tóxico está o nerd hoje contra os filmes cujo foco principal é a diversidade de um modo geral e, em particular, contra os filmes da Marvel Studios. Antes mesmo da estreia, o Rotten Tomatoes recebeu várias críticas que denegriam o filme e a sua protagonista, Brie Larson, o que resultou em uma mudança de normas para que os votos só começassem a contar depois da estreia oficial.

O problema é que agora o boicote está em toda a internet, e alcançou o YouTube, plataforma preferida dos haters para espalhar o seu discurso de ódio e ocultar opiniões positivas sobre qualquer fenômeno cultural.

 

 

Brie Larson agora é notícia

Ao buscar Brie Larson no YouTube, os primeiros resultados só contavam com vídeos abordando como a atriz arruinava a Marvel. Mas dessa vez, o YouTube decidiu intervir e mudar as coisas. No lugar de realizar mudanças no algoritmo da plataforma (algo que, como já vimos, nem sempre funciona), decidiu mudar a categoria da atriz, que passa a ser de ‘notícias’. Logo, quando buscamos por ela, os primeiros resultados relacionados são de ‘notícias em destaque’.

 

 

Assim, os vídeos apresentados são de fontes verificadas e mais imparciais, como CNN, ABC, CBS, etc. Para muitos, a decisão foi vista como uma medida que alimenta a censura e restringe a liberdade de expressão. Já outros tantos entendem que é a decisão correta, para combater opiniões machistas e misóginas.

 

 

O YouTube vem recebendo muitas críticas por permitir que uma rede de pedófilos se valha da área de comentários para disseminar conteúdo ilegal, e youtubers que usam o YouTube Kids para compartilhar tutoriais de suicídio. Porém, a empresa está tentando responder com eficiência a tudo isso.

É fundamental que o YouTube se posicione contra a opinião tóxica. Eliminar a publicidade e a monetização de vídeos que disseminam a desinformação e o discurso de ódio, além de eliminar os comentários em vídeos onde aparecem menores de idade podem parecer medidas excessivas, mas são atitudes necessárias.

O YouTube e outras plataformas precisam lidar com a toxidade na plataforma, combatendo posicionamentos polarizados. No futuro, vamos viver em um cenário dominado pela inteligência artificial, e seria positivo que as redes sociais encontrem soluções para resolver esse problema, sem precisar recorrer a truques como esse envolvendo Brie Larson.

 

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