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Uma Inteligência Artificial não pode ganhar um Grammy (pelo menos por enquanto)

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A indústria da música está de olho com o avanço da Inteligência Artificial (IA). Canções compostas por IA estão acumulando milhares de reproduções e se tornando virais, mas essas obras não são elegíveis para receber um Grammy, de acordo com as novas regras estabelecidas pela Academia Nacional de Artes e Ciências da Gravação.

O objetivo das mudanças nas regras do Grammy é garantir que apenas os criadores humanos sejam considerados para os cobiçados prêmios da indústria musical.

Com isso, a Academia toma medidas preventivas para evitar problemas técnicos e éticos com a IA, pois tudo o que ninguém quer é um Milli Vanilli digital em pleno século XXI.

 

Exclusão de obras totalmente desenvolvidas por IA

A academia deu um passo decisivo ao declarar que apenas os criadores humanos estão qualificados para participar dos prestigiosos Grammy Awards. Isso significa que todas as obras desenvolvidas inteiramente por IA estão excluídas de todas as categorias disponíveis. Embora as canções geradas por IA tenham alcançado sucesso e popularidade, a academia busca preservar a autenticidade e o papel dos artistas humanos na criação musical.

A restrição não é definitiva, pois a Inteligência Artificial pode sim ser utilizada na criação musical. Porém, a academia impõe requisitos estritos para obras que incorporam elementos gerados por essa tecnologia e desejam concorrer ao Grammy.

Os trabalhos que visam à categoria “Álbum do Ano”, por exemplo, devem ser compostos por pelo menos 20% de trabalho humano. Dessa forma, a academia busca equilibrar a inovação trazida pela IA com a importância da contribuição artística humana.

 

Redução no número de indicados

Além das restrições impostas às obras que recebem a influência da Inteligência Artificial, as novas regras também resultaram na redução do número de indicados nas quatro principais categorias do Grammy.

Anteriormente, até dez artistas, compositores, produtores ou engenheiros poderiam receber uma indicação para as categorias “Álbum do Ano”, “Música do Ano”, “Melhor Artista Novo” e “Disco do Ano”. No entanto, com a introdução das obras de IA, agora apenas oito serão indicados, tornando a competição ainda mais acirrada.

Essas mudanças ocorrem em um momento em que a Inteligência Artificial está transformando várias indústrias e setores da sociedade. A indústria da música não está imune a esse impacto, e muito se debate sobre a autenticidade, criatividade e direitos autorais na era digital.

Enquanto algumas músicas geradas por IA se destacam, houve casos em que elas foram removidas das plataformas digitais devido a protestos da indústria. Grandes gravadoras como a Universal Music Group têm pressionado para bloquear serviços que utilizam músicas para treinar modelos dessa tecnologia, alegando violação de direitos autorais.

 

A IA e o futuro da música

Mesmo com as restrições no Grammy Awards, a Inteligência Artificial tem muito a contribuir e influenciar na indústria musical. Até mesmo artistas renomados como Paul McCartney anunciaram o uso da IA para recriar vozes de artistas falecidos, abrindo novas possibilidades criativas.

Por mais que o terreno seja complexo, não dá para evitá-lo, e o futuro da música passa também pela Inteligência Artificial. Então, inovação e preservação da essência humana precisam encontrar um equilíbrio pela manutenção da criação artística.

O que não pode é banir o uso da tecnologia como um todo. Esse tipo de retrocesso não é mais aceito.


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