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Axl Rose pede para Google remover fotos de sua época “acima do peso”

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Existem pessoas que se preocupam em tentar apagar o seu passado vergonhoso da internet, e outros, como Axl Rose, que desejam que desapareça do Google qualquer rastro das fotos que mostram a sua fase “acima do peso”.

Ao que parece, o vocalista do Guns N’ Roses solicitou à Google para que apague de sua base de dados algumas famosas fotos onde ele aparece gordo, enquanto canta em um dos seus concertos. As imagens foram registradas pelo fotógrafo Boris Minkevich (e depois publicadas no Winnipeg Free Press), e se transformaram rapidamente em memes muito engraçados. O roqueiro deve ter se cansado do bullying, e solicitou a remoção das fotos, utilizando uma tramitação de baixa disponível por conta das leis de copyright DMCA (Digital Millennium Copyright Act, ou “Lei dos Direitos do Autor Milênio Digital”).

A Google ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas a questão é: por que Axl Rose pede algo quando o autor da foto é Minkevich?

Ao que parece, a banda Guns N’ Roses fechou um contrato com os fotógrafos, que cedem os direitos das imagens registradas da banda, de modo que o lógico é que este profissional também fez o mesmo. Boris Minkevich, por outro lado, declarou não poder afirmar de forma contundente ter assinado algum documento desse tipo, já que a foto foi registrada em 2010.

A polêmica está servida, salpicando na imprensa e fazendo que os memes de Axl Rose gordo se multipliquem por 10 nas últimas horas. E era exatamente isso que Axl Rose queria. #SoQueNao #ironic

Via Torrentfreak

30 anos depois da Justiça dos EUA “inocentar” o Betamax, o cinema segue firme e forte. Já o Betamax…

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sony betamax victoria

Não é de hoje que se fala em “o que é legal ou ilegal” no entretenimento doméstico. Bem antes do Napster, do MP3, do Torrent e outras tecnologias controversas aparecerem, o Betamax, que muitos associam como uma tecnologia derrotada pelo VHS (com razão), obteve uma importante vitória em 1984 na Justiça dos Estados Unidos. Decisão essa que permite que você grave a programação da sua TV aberta ou paga em seu DVR sem maiores problemas.

Na verdade, quem venceu foi a Sony, que travou uma batalha legal contra as gigantes do entretenimento, mais com o objetivo de salvar o Betamax do que dar o direito de todo mundo gravar o que fizer. Na opinião dos produtores de cinema, o recurso de gravação de filmes exibidos na TV em um aparelho doméstico basicamente acabaria com a necessidade das pessoas irem ao cinema.

Como eles foram tolos nessa teoria…

Mas para colocar você por dentro de tudo o que aconteceu, vamos recapitular.

Sony Corp. of America v. Universal City Studios, Inc

Em 1984, a Suprema Corte dos Estados Unidos deu ganho de causa para a Sony, em uma batalha jurídica que durava vários anos contra a Universal Studios. Cinco anos antes, Universal e Disney apresentaram uma denúncia contra a Sony, por conta dos equipamentos Betamax, que haviam chegado ao mercado poucos anos antes.

No entendimento da Suprema Corte norte-americana, não era possível proibir uma tecnologia se existem usos legítimos para a mesma, e nem ela (a tecnologia) pode ser elemento de punição à uma empresa pelo uso ilegal que os usuários poderiam dar à essa tecnologia. Para vocês verem: nos tempos atuais, nem é possível imaginar uma sentença semelhante.

Para a Universal, a Sony era culpada sim, justamente pelo fato dos seus equipamentos servirem de mecanismos para violação dos copyrights das produções televisivas e do cinema, e que tal dispositivo poderia significar o final da indústria de entretenimento como era conhecida na época. Depois de várias apelações, a sentença final foi emitida em 17 de janeiro de 1984.

Mas para os juízes que analisaram o caso, os fabricantes (como a Sony) não eram responsáveis pelos usos que os clientes faziam desses aparelhos sempre e quando os mesmos tiveram um uso dentro da legalidade (como por exemplo, o recurso de agendamento de gravação), que era o que acontecia com o Betamax. Além disso, as gravações de conteúdos transmitidos para uma visualização em um tempo futuro de forma privada foram consideradas “uso adequado”, permitindo assim a proteção dos direitos do autor da obra, sem a necessidade de ampliar as limitações daquilo que a lei já estabelecia na época sobre esse assunto.

A vitória que se transformou em derrota rapidamente

O mundo da tecnologia consegue ser bem irônico quando quer. Curiosamente, a mesma sentença a favor da Sony não se converteu no sucesso do Betamax no mercado, que acabou sucumbindo por outros motivos alheios aos tribunais. Com a sentença favorável ao sistema da Sony, outras empresas decidiram desenvolver tecnologias semelhantes e, principalmente, mais baratas que a Betamax na época.

Em 1985, metade dos lucros dos fabricantes de eletroeletrônicos já estava nas mãos dos reprodutores e gravadores de vídeos. Em 1987, diferente daquilo que a Universal previa, o interesse do público pelo cinema aumentou, com um aumento de público exponencial. Ou seja, o mercado de vídeo doméstico não representou o fim do cinema, mas sim, mais um fator para o aumento de seus lucros.

Ao longo das décadas, a história não parou de repetir a lição tão bem exemplificada no caso da Betamax, a cada vez que um desenvolvimento tecnológico melhorava a forma que as pessoas consomem os conteúdos de entretenimento. Ou melhor, para as grandes produtoras, a tecnologia sempre foi uma ameaça para o formato clássico (e arcaico) do negócio deles.

O Napster, que é talvez o caso mais clássico da “era da internet” mostra bem isso. Mesmo apresentando avanços tecnológicos, vitórias parciais e derrotas completas, o único vencedor comum é a tecnologia. Em 2000, muitos executivos de gravadoras afirmavam que “a música desapareceria em 10 anos”. Estamos em 2014, e a música não desapareceu. O que morreu foram as gravadoras. Felizmente. Hoje, ouvimos música de forma mais democrática, com maior liberdade de opções, e com artistas surgindo de forma muito mais orgânica e menos fabricada.

Quem sabe o próximo passo está nas séries de TV. Afinal de contas, o discurso anti-compartilhamento de séries começou a mudar. Muitos já consideram o Torrent uma “propaganda boca a boca” das produções, e querem mais é que isso aconteça de forma cada vez mais frequente. Sem falar nas séries exclusivas pela internet, com qualidade superior e temporadas mais bem formatadas.

Eu estou na torcida desde já para que essas mudanças continuem.

Com informações do LA Times

MySpace é acusado de utilizar músicas sem permissão

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O MySpace mal foi relançado, e já está envolvido em polêmicas. A nova/velha rede social focada na música, que possui o cantor Justin Timberlake como um de seus proprietários, é acusada de utilizar algumas músicas sem a respectiva autorização de seus donos/autores.

Quem acusa o MySpace é o grupo de negociação e gerenciamento de direitos de gravadoras independentes Merlim. O executivo chefe da empresa, Charles Caldas, disse em uma entrevista recente que seu acordo musical com o MySpace expirou a aproximadamente um ano. Entretanto, Caldas afirma que as as músicas de mais de 100 artistas que eles representam ainda estão disponíveis na rede social.

Caldas informa que o MySpace está utilizando as músicas sem a devida permissão de três das principais gravadoras independentes do mercado fonográfico mundial, incluindo a Beggars Group, Domino e Merge. O MySpace afirma que se as músicas das bandas representadas pela Merlin ainda estão na sua rede social “é porque elas são muito populares entre os usuários do MySpace, que constantemente fazem o upload dessas músicas”, entre outros detalhes. Resumindo: o MySpace se exime de culpa sobre o assunto.

O MySpace segue se defendendo. Afirma que as músicas são enviadas pelos os seus usuários, mas que podem ser removidas a qualquer momento através de pedidos das gravadoras. Vale lembrar que a popularidade da rede social musical caiu de forma significativa nos últimos anos, uma vez que foi praticamente abandonada pelos usuários, que buscaram outras alternativas mais atraentes para buscar músicas, compartilhar conteúdo e visualizar videoclipes musicais.

Via NYTimes

Bruce Willis vai processar a Apple. Motivo: não poder passar sua biblioteca do iTunes para suas filhas

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Bruce Willis não vai ser um cara mau apenas nos filmes Duro de Matar e Os Mercenários. Ele vai ser um cara mau com a Apple! O ator está disposto a entrar na Justiça contra a gigante de Cupertino, logo depois de fazer aquilo que eu, você, e a imensa maioria dos fanboys deveriam fazer ao menos uma vez na vida: ler todos os termos que a Apple impõe para os seus produtos.

Willis sabe que um dia ele não estará entre nós, então planeja deixar alguns de seus bens mais valiosos para suas filhas. Incluindo a sua biblioteca de músicas no iTunes. Pois bem, qual não foi a surpresa do ator quando ele descobriu que não vai poder deixar para suas três filhas as faixas que ele adquiriu na loja virtual da Apple (de forma legal, pagando por supostamente todos os direitos de reprodução e distribuição doméstica dessas faixas) depois de sua morte. Por que? Pelo simples fato que, no entendimento da Apple, “essas músicas não são suas, mesmo que você pague”.

Um dos responsáveis pelo caso, Chris Walton, alerta que “muitas pessoas ficarão surpresas de saber que todas as faixas musicais e livros adquiridos ao longo dos anos na loja da Apple não pertencem aos usuários de verdade”. Segundo os Termos de Serviço da Apple, o usuário adquire “o direito de utilizar essas faixas exclusivamente em dispositivos da Apple, com o seu dispositivo registrado, sem direito de transferência para terceiros”. Até aí, tudo bem. A regra é feita para impedir o compartilhamento desenfreado de músicas (afinal de contas, músicas sem DRM tem um preço).

Agora, toda pessoa tem o direito de deixar para um parente todo e qualquer bem adquirido em vida, seja ele um bem material ou, nesse caso, digital. Afinal de contas, na prática, eu já paguei pelos direitos de uso e distribuição da obra. E a faixa comprada é minha, logo, se quiser doar para minha filha, é meu direito. Assim como compro uma TV, um computador, uma casa, um jatinho ou um estádio de futebol. Além disso, os advogados analisam se a Apple tem tal poder de controlar a esse ponto a obra de terceiros, tanto na distribuição da música (e, se confirmado, a Apple pagaria uma miséria para prender uma música a uma única pessoa para sempre) quanto para quem comprou a música.

Bom, fato é que a briga promete. A mesma Apple que, na época do fim do DRM foi amplamente elogiada por “democratizar a música digital”, agora é alvo de críticas, pois sequer considera a possibilidade do direito legal de um pai em querer deixar uma boa dose de cultura para seus filhos. Afinal de contas, não é um compartilhamento ilegal, e sim, uma doação por herança, que é um direito de todo mundo. Caso saia vencedor, Bruce Williis não só corrige essa injustiça, mas também cria uma variante para tornar as regras de compartilhamento musical algo ainda mais justo e eficiente.

Via Daily Mail

Faça sua inscrição para o primeiro curso de pirataria do mundo. Exclusivo, na Espanha

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É isso mesmo que você está lendo! Se você, garoto que se acha esperto por visitar o The Pirate Bay e assistir do conforto de casa o último lançamento do cinema, saiba que muito provavelmente você está fazendo (duplamente) errado! Entre os dias 20 e 21 de julho, o primeiro “Curso de Pirataria” acontece em Madrid (Espanha), e vai discutir com os interessados de todas as idades o que é essa nobre arte de pegar de graça algo que você poderia pagar.

Mas o curso não vai ensinar novas técnicas para você fazer mais rápido o download daquele filme, jogo ou episódio de série. Na verdade, a proposta do evento é discutir as questões filosóficas, éticas, legais, econômicas e tecnológicas da pirataria, e seus reflexos na sociedade. Entre os temas que serão discutidos no evento, merecem destaque os assuntos a seguir:

– O que é Pirataria?
– Quais são os direitos do autor, as patentes e a chamada “propriedade intelectual”?
– A Pirataria é ética?
– A Pirataria é legal? Quais são os problemas legais da Pirataria?
– O que são as licenças Creative Commons?
– Como funciona as sociedades de gestão de direitos?
– Modelos alternativos de distribuição de conteúdos culturais.
– O que é o Software Livre?
– Como evitar a censura na Internet?
– Os perigos à liberdade e neutralidade da Internet.
– Como compartilhar arquivos na Internet?
– Os futuros possíveis da cultura.
– A Pirataria como movimento político e social.
– Pirataria na “Primavera Árabe”, e os recentes movimentos de massas.
– Perguntas, dúvidas e impressões.

O curso é presencial, mas dependendo da qualidade do sinal de internet no local, é possível até que eles façam uma retransmissão do evento por streaming, ou uma gravação de áudio e/ou áudio/vídeo. Para mais informações, visite o blog oficial da Escola de Pirataria.

Google diz que ECAD não tem direito de cobrar de blogueiros os direitos de integração de vídeos musicais em blogs

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O Google resolveu dizer quem é que manda ao ECAD, colocando as cartas na mesa. Depois de todo o falatório gerado na internet, com muitos protestos nas redes sociais sobre a recente decisão do órgão regulamentador em cobrar de blogueiros a integração de vídeos musicais em seus blogs, a gigante da internet informa categoricamente que o ECAD não tem direitos sob tais cobranças, e se apoia em um acordo feito entre o Google e o ECAD, que garante que a cobrança só pode ser feita ao Google, que garante que os internautas possam utilizar esses vídeos de forma livre.

No comunicado divulgado hoje (09/03) em seu blog oficial, o Google diz que o ECAD não pode coletar pagamentos dos usuários do YouTube. Tal informação está prevista em acordo fechado entre as duas entidades. Além disso, o Google argumenta que os blogs e sites que estão integrando seus vídeos não hospedam ou transmitem conteúdos associados ao YouTube, apenas integram os códigos que executam os vídeos. E isso, para o YouTube/Google, não pode ser tratado como uma “retransmissão”. Além disso, os sites não executam músicas quando acessados, e a decisão de tal reprodução é do visitante do blog/site. Com isso, o ECAD nãao pode coletar pagamento sobre tais blogs. E isso, está previsto em lei.

Além disso, o comunicado informa que o ECAD distorce o conceito de “execução pública na internet”, se apoiando em uma lei antiga, feita em uma época que o YouTube seque existia. Para o Google, o ECAD fere de forma agressiva a Lei Brasileira de Direitos Autorais, uma vez que o órgão trata qualquer disponibilidade ou referência a conteúdos online como execução pública. Por fim, o Google recomenda que o ECAD “pare com a conduta de cobrar os blogs, e retire suas reclamações contra os usuários que inserem vídeos do YouTube em seus sites ou blogs”. Tal postura do ECAD inibe a liberdade de expressão na internet, além de ser uma prática considerada ilegal, segundo o acordo feito entre as entidades.

A briga agora vai ficar feia. O ECAD mexeu com quem não podia. O Google é simplesmente um gigante da internet, e antes dela ver os direitos dos internautas, ela está vendo o seu próprio negócio (no caso, o YouTube), e os futuros prejuízos que tal atitude do ECAD pode gerar. Vamos esperar os próximos acontecimentos.

Para ler o comunicado na íntegra, clique aqui.

Gibson processa a WowWee por causa do design das guitarras de brinquedo Paper Jamz

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Não dá pra dizer que concordamos com a atitude da Gibson de processar a WooWee por causa de um simples brinquedo, mas também não dá pra negar as semelhanças entre as guitarras Paper Jamz e os modelos Les Paul e Fyling Vs. Mas não seria mais fácil incentivar as crianças a se interessarem com música com estas guitarras de papel para que, quando crescerem, se interessem por uma guitarra elétrica de verdade? Enfim, vale o registro que a WooWee não é a única prejudicada nesta história, pois as lojas norte-americanas Toys ‘R Us e até mesmo o eBay estão sendo atacadas de modo legal, por não terem impedido a venda do produto, depois de receber cartas solicitando a retirada dos produtos das suas lojas. De qualquer modo, a Gibson tem o direito de proteger sua marca, porém, atitudes como essas pecam pelo excesso.

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MTV Brasil notifica o Google por direitos autorais de vídeos do YouTube. Já vimos esse filme antes.

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Parece que não aprendem, mas enfim… a MTV Brasil entrou na justiça para receber os direitos autorais dos vídeos de seu canal que são exibidos no YouTube, que é de propriedade do Google. No documento, a emissora pede a exclusão de seu conteúdo no YouTube, enquanto não houver pagamento pela imagens que entende ter direito exclusivo. Lembrando que não existe lei para regular a exibição de conteúdos na internet. A discussão conflita com a cultura de consumo gratuito da web.

Mais: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4321556-EI4802,00-MTV+notifica+Google+por+direitos+autorais.html

[notícias] Apple pensa em usar o FairPlay DRM nos livros do iPad

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Tivemos que esperar muito tempo para que a Apple eliminasse o DRM das músicas do iTunes, e agora sabemos que o iBookstore vai dar alguns passos atrás neste sentido.

Segundo informa o Los Angeles Times, a Apple usará a administração de direitos FairPlay nos seus livros digitais vendidos para o iPad. Na verdade, isso não deve ser considerado uma surpresa, pois o mesmo tipo de DRM se usa para filmes e séries de TV, e a qualquer momento pode se incluir este tipo de licença nas músicas, por mais que a gente duvide que isso um dia vai mesmo acontecer. Também não nos gera nenhuma surpresa ou espanto ver que a Apple não fala nada sobre o assunto. Pelo visto, só vamos confirmar tudo isso em março, quando o iPad chegar às lojas.

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