O Twitter publicou em seu blog oficial as suas novas políticas contra as condutas de ódio, onde pretendem minimizar os danos que pode causar o uso inapropriado da linguagem na rede social, depois de meses recebendo sugestões e opiniões dos usuários.

Apesar de não eliminar tweets de políticos que violam as normas da plataforma, o Twitter vai se concentrar primeiro nos grupos religiosos, depois de receber o feedback dos usuários sobre o comportamento de algumas dessas contas.

 

 

Mensagens serão eliminadas, mas não as contas

 

O Twitter convidou em sua conta de segurança aos usuários que queriam denunciar um comportamento verbalmente agressivo na plataforma. Foram mais de 8 mil respostas para essa mensagem publicada em 25 de setembro de 2018.

Os comentários mais recorrentes faziam referência para a necessidade de uma linguagem mais clara na hora de apresentar as políticas do usuário, assim como uma melhor descrição sobre o que o Twitter leva em consideração ou não na hora de ‘perseguir tweets’. Do mesmo modo, os usuários pedem que se cumpra as políticas de privacidade da plataforma com coerência, questionando a capacidade da rede social em cumprir suas regras.

Depois desse feedback, o Twitter afirma que, desde ontem (9) não vai permitir comentários com linguagem ofensiva. As mensagens serão eliminadas de imediato tão logo a denúncia foi recebida, mas sem eliminar as contas que publicam tais mensagens.

Olhando para as regras de segurança do Twitter, se faz clara a referência à proibição de publicações de caráter violento (assim como a sua glorificação), as ameaças ou enaltecimento do terrosismo, exploração sexual infantil, abuso ou assédio, comportamentos de incitação ao ódio (por motivos de raça, etnia, nacionalidade, gênero, idade, identidade religiosa, etc), entre outros itens.

Resta saber se as novas regras no Twitter realmente terão efeito ou serão aplicadas, e aquelas mensagens com conteúdo inadequado serão removidas de imediato. A rede social pode chegar a ser um grande foco de ódio sem o controle adequado, e tudo o que queremos é que as normas sejam cumpridas tal e como prometem.

 

Via Twitter