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Três tecnologias que precisam virar o padrão nos smartphones de linha média em 2024

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Os primeiros smartphones de linha média de 2024 já deram as caras, e foi a POCO quem decidiu abrir os trabalhos. POCO X6 e POCO X6 Pro estabeleceram algumas bases sobre o que os rivais dentro do segmento devem adotar para competir com a Xiaomi nessa faixa de preço.

Estou colocando a Xiaomi porque ela basicamente criou o segmento de linha média para smartphones Android, e todo mundo tem que competir com ela nessa faixa de preço, por mais que muitos não reconheçam isso.

Neste artigo, vou apresentar os três elementos que não podem faltar em um smartphone de linha média que quer competir de verdade pela hegemonia dessa faixa de preço em 2024. Ou vão morrer na tentativa, fracassando miseravelmente.

 

OIS

 

Muitos dão ênfase exagerada para a quantidade de megapixels em um sensor de câmera de qualquer smartphone. E eu estou fisicamente cansado de tanto escrever a frase “a quantidade de megapixels não é o mais relevante para registrar boas fotos”.

Um dos elementos mais importantes para registrar boas fotos no smartphone é um completo esquecido no churrasco: a estabilização de imagem.

Uma câmera sem OIS (Optical Image Stabilizer) é uma câmera propensa a fotografias desfocadas. E apenas a galera da Geração Z está curtindo registrar fotos de baixa qualidade para compartilhar no Instagram.

O OIS tem sido um protagonista importante nos smartphones mais caros, mas não se torna mainstream nos telefones de linha média. E se um telefone intermediário não conta com esse elemento em pleno 2024, ele pode estar condenado a morrer nos armazéns de distribuição.

 

Tela AMOLED a 120 Hz com bom nível de brilho

Em 2023, muitos fabricantes adotaram as telas de 90 Hz como alternativa aos 60 Hz, que cada vez estão relegados aos telefones mais baratos. Mas essa melhoria não é suficiente, pois os 120 Hz são considerados ideais para as diferentes necessidades de momento dos usuários.

Em 2024, a regra precisa ser uma tela com taxa de atualização de 120 Hz. Em nome do bom senso e até mesmo para alcançar um mundo civilizado e sem conflitos.

A esse fator, precisa ser adicionado um detalhe que pode ser ainda mais importante, considerando o fato de que o mundo está em algo parecido com o antigo normal, e que as pessoas voltaram a sair de casa: o nível de brilho das telas.

Esse é um dos pontos mais problemáticos nos smartphones intermediários atuais, pois esses dispositivos não lidam muito bem com os dias de sol forte. A boa notícia é que a tecnologia avança e os preços caem, e já é possível encontrar telefones com telas que gerenciam um brilho acima dos 1.500 nits, mesmo que de forma ocasional.

 

Recarga rápida ainda mais rápida

Porque todo mundo está com pressa para voltar a alimentar o vício em ver vários vídeos curtos em poucos segundos no TikTok.

Se tudo acontecer dentro de uma relativa normalidade ou sem maiores alterações nas condições de temperatura e pressão, 2024 será o ano para os usuários de smartphones de linha média finalmente dizerem adeus aos carregadores de 25W ou 33W.

Os smartphones top de linha devem se estabilizar na casa dos 100W (com exceção de alguns modelos chineses com mania de grandeza para combater o complexo de inferioridade), e os carregadores de 67W devem se estabelecer como o novo normal para os telefones intermediários.

 

Um recado final

Guardem as minhas palavras neste artigo, pois não são apenas previsões de futuro de uma mente que exagerou no Cheetos com Fanta Laranja Zero.

São três pontos que podem se tornar realidade, olhando para a tendência de mercado e até mesmo para os avanços já alcançados nos telefones top de linha.

Eu posso não ganhar dinheiro algum se eu acertar todos (ou alguns) desses pontos, mas todos nós venceremos porque teremos telefones intermediários muito melhores.

Só fico na torcida para que os preços não subam de forma exponencial, em função das melhorias apresentadas.


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