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Lenovo anuncia mudanças, demissões e confiança total na Motorola

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O CEO da Lenovo, Yang Yuanqing, anunciou importantes mudanças na empresa, com o objetivo que ela se torne mais rentável.

Para isso, 3.200 funcionários serão dispensados, e os negócios de computadores e smartphones receberão modificações importantes. A Lenovo quer revitalizar as vendas de PCs, mercado que segue em declive explícito, além de reestruturar a divisão móvel para um maior crescimento. Até porque a Motorola não trabalhava de forma totalmente independente da Lenovo.

As contas do segundo trimestre registraram uma queda nos lucros de 51%, o que é grave para uma empresa que hoje é líder entre os fabricantes de computadores. Já as vendas aumentaram em 3% em relação ao mesmo período de 2014.

Nos computadores, a queda foi de 7% (13.5 milhões de unidades venidas), mas com um crescimento de cota de mercado de 1.3% (20.6% no setor). O objetivo da Lenovo é alcançar em médio prazo os 30% do mercado, consolidando assim o negócio mais importante da empresa, responsável por US$ 7.3 bilhões dos US$ 10.7 bilhões nas vendas do último trimestre.

Vale a pena dar destaque para os tablets. A Lenovo vendeu 2.5 milhões de unidades, um aumento de 3.8%, o que posiciona a empresa como a terceira maior vendedora global da categoria, com 5.8% do mercado.

No caso dos smartphones, a primeira coisa que a Lenovo pretende fazer é reduzir o catálogo de produtos disponíveis, além de decidir em conjunto com a Motorola sobre o que fazer com os novos produtos. No último trimestre, as duas empresas colocaram 16.2 milhões de smartphones no mercado, um aumento de 2.3% em relação ao ano passado.

Desses, 5.9 milhões são da Motorola, registrando uma forte queda de 31%, e com perspectivas de lucros para apenas daqui a dois trimestres. Mas para a Lenovo, os números não são tão importantes. Eles consideram que o design, o desenvolvimento e fabricação de smartphones precisa passar exclusivamente pela Motorola, visando o mercado global, e disputando diretamente com Apple e Samsung.

Via Lenovo

PlayStation ajuda a Sony nas finanças. Os smartphones, não

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A Sony registrou números muito bons nos seus lucros trimestrais, especialmente por conta do seu console PlayStation 4. A divisão de videogames da empresa aumentou suas vendas em 12.1% em relação ao ano passado, com a ajuda nas vendas do PS4, seus periféricos e software associado.

Em números, a Sony movimentou aproximadamente US$ 2.3 bilhões na sua divisão de videogames, com US$ 160 milhões de lucros (e isso, mesmo com a queda na distribuição do PS3). Recentemente, a Sony afirmou que o PS4 vendeu quase duas vezes mais que o Xbox One em boa parte da Europa, além de ter colocado pelo menos 22.3 milhões de consoles em todo o planeta.

A divisão de imagem da Sony também entregou bons números. Eles desenvolvem sensores para smartphones top de linha para grandes vendedores (Apple e Samsung) e não apenas para os seus dispositivos. O resultado disso foi um aumento de 35.1% nas vendas da divisão Sony Devices, e a divisão Sony Imaging (dedicada às câmeras) cresceu 5%, com a ajuda de modelos (não necessariamente baratos), como a RX100IV.

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Já a divisão de smartphones da Sony não dá alegrias aos japoneses. As vendas caíram em 16.3% em relação ao ano passado, e a empresa garante que em parte isso se deve a uma ‘decisão estratégica’ em que eles decidiram apostar mais pelos smartphones top de linha (algo que claramente não funciona por enquanto).

A Sony Pictures também registrou queda de 11.9%.

Com tudo isso, a Sony obteve lucros líquidos de US$ 665 milhões, quase o tripolo obtido no ano passado. Será que os próximos lançamentos da empresa (na IFA 2015, quem sabe) ajudam a recuperar a divisão móvel?

Veremos.

 

As curiosas patentes da Samsung para dispositivos móveis

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Dessa vez não temos produtos reais ou vazamentos, nem mesmo rumores. Vamos falar de algumas patentes registradas pela Samsung, que podem ser uma prévia dos seus futuros produtos, ou caírem no esquecimento. Mesmo assim, interessantes para serem comentados.

O primeiro deles tem a ver com o design de um sistema de ‘auto expulsão’ de canetas, que poderia ser adotado por qualquer dispositivo Galaxy Note da empresa, indo de tablets até smartphones. Nesse caso, temos a imagem de um telefone, e poderia antecipar uma das novidades do Galaxy Note 5 (ou não).

Até agora, as canetas para dispositivos móveis contam com um sistema de introdução e expulsão manual, e com um pouco de força entram e saem do espaço desenvolvido para a caneta. Um mecanismo automático seria muito bem vindo, e saber que temos um sistema patenteado é uma ótima notícia.

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Tudo indica que o design do produto vai aproveitar as linhas do modelo Edge, com dupla curvatura na tela nas laterais. O design deixa espaço para a S Pen, e contar com um sistema automático seria mais eficiente que efetivo, mas independente dos gostos pessoais, marca um diferencial no dispositivo.

O sistema utilizaria algum tipo de tecnologia relacionada com o magnetismo, que ao julgar com as propriedades, poderia reter ou expulsar o ponteiro com facilidade. À margem do que vai chegar no novo Note ou em um futuro modelo, a Samsung nos convida a pensar que esse acionamento poderia ser via voz ou gestos.

Telas que se dobram

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As telas curvas são um fato, e as flexíveis devem chegar com o passar do tempo. Mas no final, a ideia é poder deformar as telas, onde elas podem ser enroladas e até dobradas. Vimos alguns protótipos da Samsung e LG, mas agora temos novos indícios em forma de patente.

A Samsung de novo quer se diferenciar dos demais nesse aspecto. A imagem da patente mostra um dispositivo que tem duas partes móveis bem distintas, e uma tela que passa de uma para a outra.

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Via Sam MobilePatently Mobile

A Sony pode abandonar a linha Xperia e, mesmo assim, ganharia muito dinheiro

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A Sony ainda sofre das especulações sobre a venda da sua divisão de smartphones Xperia. Eles já se retiraram do mercado de notebooks e de livros eletrônicos, deixando claro a mudança nos rumos dos seus objetivos empresariais.

Hoje, o Wall Street Journal informa que a Sony ainda fabrica componentes para outras marcas, como Apple e Samsung, líderes do mercado mobile global. As duas utilizam os sensores fotográficos da Sony para as suas câmeras, e isso gera um lucro para os japoneses de US$ 20 para cada smartphone vendido.

Apple e Samsung usam esses sensores porque apenas a Sony tem o nível e a infraestrutura necessária para satisfazer a alta demanda desses fabricantes. E bem sabemos que o mercado de smartphones não é mais uma prioridade da Sony, mas isso não quer dizer que eles vão abandonar esse segmento de produto tão rapidamente.

Não só eles seguem fabricando componentes para os seus parceiros, mas eles também vão manter a aposta na linha Xperia por mais algum tempo. O Xperia Z4, por enquanto limitado ao mercado japonês, é uma prova disso. Outra evidência está nos indícios da existência dos modelos Z4 Compact e Z4 Ultra.

Ainda de acordo com o WSJ, a Sony se reorganizou no começo de 2015 em três grandes grupos de trabalho, de acordo com as suas prioridades e expectativas econômicas: entretenimento (videogames, filmes, música) e sensores de imagem, câmeras fotográficas/de vídeo e dispositivos de áudio, e smartphones e tablets.

2015 é um ano de mudanças importantes para a Sony, empresa com quase 70 anos de história, que se vê obrigada a competir em um mercado de tecnologia mais feroz do que nunca. E isso obrigou a empresa a replanejar a sua estratégia. Se eles acertaram ou não em suas decisões, veremos nos próximos resultados financeiros.

Via WSJ

Google confirma lançamento de operadora virtual nos EUA para os próximos meses

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Sundar Pichai, responsável máximo da Google confirmou hoje na Mobile World Congress 2015 que a empresa tem planos de lançar nos próximos meses a sua operadora virtual nos Estados Unidos.

Sem entrar em maiores detalhes, Pichai confirmou a chegada da Google no mundo das operadoras móveis. Garantiu apenas que a opção da empresa estará disponível nos próximos meses, mas que eles não pretendem competir com gigantes do setor, como AT&T ou Verizon.

A Google buscaria com a criação de sua própria operadora complementar o serviço de fibra ótica até o lar que já é oferecido em algumas cidades norte-americanas. A ideia pode passar pela oferta da rede móvel como substituta da rede fixa em caso de quedas. De qualquer forma, não sabemos como a concorrência pode receber tal manobra, que pode ser encara inclusive como uma intromissão dos seus negócios.

Motorola acredita que pode acontecer com a Samsung o mesmo que ocorreu com a Nokia e a BlackBerry

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Está provada que a compra da Motorola pela Lenovo foi um excelente negócio, já que as vendas da primeira ajudou a segunda a se posicionar na terceira posição no ranking global de vendas, com as suas 10 milhões de unidades vendidas. É um aumento de 118% em relação ao mesmo período do ano passado.

Seja pelo reconhecimento do bom trabalho da Google, ou porque soube fazer bem o trabalho de marketing, a Lenovo deu para a Motorola um futuro promissor, com a previsão de fazer dessa empresa algo rentável no final de 2015. Para isso, eles precisam crescer em todo o planeta, voltar aos mercados onde eles antes estavam, e se tornar cada vez mais forte onde estão crescendo. O primeiro e importante passo foi dado, fazendo a Motorola voltar para a China, com os modelos Moto G, Moto X e Moto X Pro.

Em uma entrevista para a Forbes, Rick Osterloh, COO da Motorola, fala alguns detalhes dessa expansão e crescimento, vislumbrando uma posição relevante no mercado. De fato, ele entende que a Samsung pode ser menos relevante no futuro, como aconteceu com a Nokia e a BlackBerry.

Outro detalhe muito interessante está relacionado ao tipo de produto que eles oferecem, e que continuarão a oferecer. Rick explica que o sucesso está em poder oferece produtos em linhas superiores com preços inferiores.

Palavras de Rick Osterloh:

A cada sete anos, aquele que era considerado o líder do mercado se foi. Vivemos tempos de mudanças, onde os clientes se deram conta que não há mais necessidade em pagar US$ 600 para ter um modelo top de linha.

Enquanto a Motorola esteve sobre o comando da Google, sua atuação foi reduzida para dez mercados. Agora o número está em 50, e a ideia é que ao longo de 2015 eles desembarquem em outros 15 mercados. Também lembram que nesse ano chegarão os substitutos para o Moto G e Moto E, além de um modelo top de linha com chip Snapdragon 810.

Via Forbes

HTC registra o seu terceiro trimestre consecutivo de lucros

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A HTC apresenta os seus resultados financeiros do último trimestre, e dá mostras que segue crescendo (ou se recuperando, como queiram). Mesmo sem revelar quantos dispositivos vendeu no último trimestre de 2014, podemos afirmar que os tempos são positivos para a empresa.

Este é o terceiro trimestre consecutivo que a HTC registra lucros, o que pode oferecer solidez para uma estratégia mais ousada em 2015, especialmente nos segmentos de entrada e intermediário.

O aumento dos ingressos no período foi de 12% em relação ao quarto trimestre de 2013. Ou US$ 1.524 bilhão, que é superior aos US$ 1.370 bilhão arrecadados no terceiro trimestre de 2013.

Dispositivos como o HTC One nas suas duas últimas versões são responsáveis pela boa imagem da empresa e suas boas vendas no segmento top de linha, mas é necessário renovar as linhas inferiores, com produtos mais competitivos. Modelos como HTC Desire EYE, 320, 620, 820 e 826 também foram muito bem vistos no mercado. Porém, novidades como o HTC Desire 626, um HTC One M9 e até um HTC Desire top de linha podem tornar esse crescimento da empresa algo ainda mais sustentável e evidente.

Via HTC

O que a Samsung esconde por trás dessa patente?

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Essa patente acima foi registrada pela Samsung, e inclui duas novidades interessantes, que podem influenciar a perspectiva dos futuros designs para os smartphones da empresa.

Por um lado, temos uma tela dupla curvada nas laterais do dispositivo, extensão que a LG já está trabalhando, e que parece ser uma evolução lógica que veremos nos próximos modelos dos coreanos. De fato, um dos rumores sobre uma segunda versão do Samsung Galaxy S6 inclui essa proposta de tela.

A nova patente também apresenta uma melhoria lógica para essa funcionalidade, uma vez que essa tela curva se faz visível, mesmo que o dispositivo esteja repousado sobre uma mesa.

Mais intrigante é o que se apresenta na segunda parte da patente. É possível ver uma área em amarelo, que pode ser removida do interior do corpo principal do smartphone. O mais lógico seria pensar em uma forma diferente de remover a bateria, ou quem sabe a inclusão de uma bateria externa para aumentar a autonomia do dispositivo.

Não custa sonhar, não é mesmo? O que mais a Samsung poderia planejar para os seus futuros dispositivos?

Via Patently Mobile

Sony deve promover nova leva de demissão de funcionários

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Segundo informa o Nikkei (através da Reuters), a Sony segue trabalhando para tentar tornar rentável a sua divisão móvel, e para isso, planeja eliminar 1.000 postos de trabalho, especialmente na China e Europa.

Não é segredo para ninguém que a Sony não está com o seu negócio de smartphones do jeito que eles queriam, e mesmo com bons produtos em diferentes linhas. Recentemente, a empresa comunicou que teria que buscar soluções para aumentar os lucros, e entre elas estava o foco nos produtos top de linha, ou uma linha média muito acima da média.

Os smartphones de entrada se tornaram um mercado mais complicado de se conquistar, com as empresas chinesas dominando, e mesmo com boas vendas, a margem de lucros parece ser pequena para a Sony.

Em outubro do ano passado, a Sony mudou o seu chefe nessa divisão, buscando mudanças e reduzindo previsões de lucros. Também se especula nas últimas semanas o interesse dos japoneses em vender a divisão, tal como eles fizeram com o negócio de computadores portáteis.

Os mil postos de trabalho são a mesma quantidade de demissões informada em outubro de 2014, e a execução dessas demissões acontecerá antes de março de 2016, que é quando encerra o atual ano fiscal da empresa.

Combinando os dois cortes, são 30% de demissões de funcionários da divisão móvel, que ficaria com aproximadamente 5 mil funcionários em 2016. É esperado que a medida seja anunciada oficialmente em 4 de fevereiro, data onde a Sony vai anunciar o seu relatório financeiro do quarto trimestre de 2014.

Via Reuters

Nem Apple, Nem Google: é a Starbucks que está mandando nos pagamentos móveis

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A Starbucks mostra o caminho que Google e Apple devem seguir no segmento de pagamentos móveis. Eles contam com um aplicativo próprio que permite que seus clientes paguem pelos seus produtos com um simples passar de smartphone nas TPVs especialmente adaptadas para as lojas da rede.

A estratégia da Starbucks parece dar resultado: no primeiro trimestre fiscal de 2015 (encerrado no dia 28 de dezembro de 2014) , a empresa afirmou ter mais de 13 milhões de usuários do seu aplicativo nos Estados Unidos, que foram responsáveis por 16% das transações ou pagamentos realizados por seus smartphones.

Os cartões de crédito virtuais associados aos aplicativos móveis são uma das principais referências para o CEO da Starbucks, Howard Schultz, que fez com que essa tecnologia se tornasse uma prioridade absoluta. E ele não esboça ceder para sistemas como o Apple Pay, que pareceu ter um início interessante, mas não é tão popular como o aplicativo da Starbucks para esse mesmo propósito dentro dos seus estabelecimentos.

Além disso, o aplicativo funciona por conta das recompensas que os usuários podem obter ao realizar pagamentos com o smartphone: bebidas grátis e merchandising atraem os clientes, e esses pequenos presentes convenceram quase um milhão de novos usuários do aplicativo em apenas um trimestre.

As vantagens para a Starbucks são óbvias: menos tempo para pagamento dos serviços, o que simplifica a vida de todos. Se o Apple Pay ou o Google Wallet querem alcançar o mesmo sucesso, terão que parar para tomar um café. No mínimo isso.

Via Forbes

CES 2015 | LG deixa o evento em boa forma (prometendo muito)

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É interessante ver a evolução da LG no mercado. Algo que vai além das vendas, mas pela apreciação que a marca ganha a cada ano. Eles chegaram depois no mercado Android, mas todos os seus esforços estão se convertendo em resultados positivos.

Os produtos agradam, vendem bem, a empresa obtém lucro, e mesmo sem ter as mesmas cotas de mercado dos grandes vendedores chineses, podemos ver como a CES 2015 fez um bem danado para a LG.

A Reuters informa que as participações na LG Electronics subiram de preço 4.7%, muito mais que o mercado em geral, que melhorou em média 1.1%.

A poderosa linha de TVs ou de eletrodomésticos também são responsáveis por esse sucesso, mas é fato que os smartphones são o carro chefe. Curiosamente, os wearables da empresa não deram as caras no evento de Las Vegas, mas provavelmente isso deve acontecer na Mobile World Congress de Barcelona, ou o querem fazer quando o webOS se tornar um negócio mais sólido.

Voltando para a CES 2015, o LG G Flex 2 não parece mais ser um produto tão experimental, se mostrando mais maduro e com o que há de mais avançado na tecnologia da Qualcomm. Deve funcionar melhor no mercado do que o modelo lançado no ano passado.

Esse lançamento é apenas uma das apostas da LG em avançar no importante mercado norte-americano, que tem muito a ver com esse desempenho positivo da empresa, já que nos últimos meses o crescimento de sua cota de mercado no país foi significativa.

Em novembro de 2014, a LG passou a ter 16.3% do mercado norte-americano (em 2013, esse valor era de 7.4%), enquanto que a Samsung tem 25%. Não é uma distância muito grande.

Grande parte desse sucesso vem do LG G3, que foi um sucesso de público e crítica, adicionando muitas novidades com sucesso, como telas com maior resolução, botões na parte traseira e tecnologias para a câmera.

Analistas entendem que a LG tem muito a ganhar diante da queda de competitividade da Samsung no seguimento mobile (já que eles vão reorganizar o seu catálogo, com uma nova estratégia, baseada em menos modelos e, supostamente, com maior qualidade).

Diante do investimento da LG na divisão móvel, e que o próprio mercado pede por uma alternativa Android ao domínio do iPhone nos modelos top de linha, não seria estranho que o próximo modelo da LG roube o protagonismo da próxima renovação do Galaxy S.

Sabendo que essa é uma comunidade muito exigente com a LG – especialmente no começo da sua aventura com o Android, e sua questionável política de atualizações -, estamos curiosos para saber se esses mesmos usuários mudaram de opinião sobre a marca nos últimos anos.

Eu mesmo mudei. Completamente.

Divisão mobile da LG tem novo CEO

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O site CNET informa que o atual diretor da divisão de dispositivos móveis da LG, Jong-Seok Park, padece de alguns problemas de saúde, que o obrigaram a abandonar o seu posto, cedendo o lugar para Juno Cho (esquerda).

Park permanecerá na empresa como conselheiro (criaram um novo cargo para ele), enquanto que Cho passa a liderar a divisão LG Mobile Communications a partir do dia 1 de janeiro de 2015. É um segmento importante dos coreanos, que no terceiro trimestre de 2014 registrou recordes de vendas de smartphones, duplicando os seus lucros. Veremos se Cho consegue manter essa tendência em 2015.

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Lenovo recupera o terceiro posto do mercado mobile, com a ajuda da Motorola

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A terceira posição da Xiaomi no mercado global de telefonia móvel durou apenas 24 horas. A Lenovo atualizou os seus dados de vendas, e considerando as unidades vendidas pela Motorola – que agora é oficialmente uma empresa da Lenovo -, a terceira posição do mercado mobile muda de mãos mais uma vez.

De acordo com o estudo da IDC sobre o cenário de vendas do terceiro trimestre de 2014, a Xiaomi superou a Lenovo por uma diferença mínima (17.3 milhões, contra 16.9 milhões de unidades vendidas). Essas marcas não estão relacionadas à queda de vendas da Lenovo (que cresceu 38% em relação ao ano passado), mas sim ao espetacular crescimento da Xiaomi em 12 meses (211%).

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Porém, esse terceiro posto durou pouco para a Xiaomi. Apesar de não revelar os dados oficiais de vendas da Motorola durante o período, é quase 100% seguro dizer que eles venderam mais de 400 mil unidades, valor que separam a Xiaomi da Lenovo pelos dados da IDC. Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre de 2014, a Motorola vendeu mais de seis milhões de unidades.

Via Phone Arena

Samsung planeja redução de seu portfólio de smartphones

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A divisão de telefonia móvel da Samsung não atravessa o seu melhor momento, com quedas muito bruscas nos lucros durante o terceiro trimestre de 2014, com uma notável queda nas vendas dos smartphones. De forma mais clara: a queda em 12 meses foi de 60.1%. Esse cenário fez com que vários diretores da empresa colocassem a barba de molho, anunciando uma iminente mudança de estratégia para o mercado mobile.

Robert Yi, um dos diretores da Samsung Electronics, reconhece que a empresa não soube se adaptar com a suficiente rapidez ao novo cenário do mercado. Kim Hyun-Joon, outro executivo dos coreanos, foi ainda mais taxativo, anunciando que eles estão dispostos a revisar completamente o seu portfólio de smartphones.

Isso tudo quer dizer que a Samsung vai tentar ser mais eficiente, reduzindo o número de smartphones do seu catálogo, o que deve permitir uma melhor utilização de recursos e consequente redução de custos. Ou seja, podemos imaginar que em 2015 teremos um catálogo de smartphones menor por parte dos coreanos.

O mais interessante é que esse posicionamento da Samsung contrasta com o crescimento de algumas marcas chinesas, como Huawei e Xiaomi, e podemos estar presenciando os primeiros passos de uma reorganização das vendas, o que pode mudar o peso dos principais protagonistas do mercado de telefonia móvel.

Via The Guardian

Lucros da Samsung em queda brusca, e a culpa é dos smartphones

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A Samsung Electronics apresentou hoje (30) os seus resultados financeiros relativos ao terceiro trimestre de 2014, e revelou os seus lucros mais baixos dos últimos anos (segundo trimestre de 2011).

O segmetno de smartphones é o grande problema dos coreanos, e de difícil solução. Os lucros da Samsung nesse segmento nos últimos três meses ficaram em US$ 3.9 bilhões. São bons números para qualquer empresa, mas no caso dos coreanos, são quedas muito importantes em relação aos US$ 9.6 bilhões registrados no ano passado, resultando em uma queda de 60.1%.

Sobre os ingressos, a queda de 20%, ficando em US$ 45 bilhões. Apesar da Samsung não informar a quantidade de unidades vendidas, mas podemos interpretar que o problema não é tão sério nas linhas de entrada e linha média. O grande problema está na baixa margem de lucro desses produtos, já que o preço médio caiu bastante por conta da concorrência chinesa.

Não foram revelados os dados relativos aos tablets, mas sim que as vendas aumentaram no terceiro trimestre, liderados pelo bom desempenho dos modelos Galaxy Tab S e Tab 4. No segmento de telas, a demanda de LCD está compensando os gastos realizados com OLED, e as baixas vendas registradas no início da comercialização da tecnologia. Também é preciso destacar que as vendas de componentes para outros fabricantes registrou uma forte queda, com baixa demanda.

Agora, a Samsung tem concorrentes na telefonia em todos os níveis. No topo de linha, tem a Apple com os seus novos produtos, além da LG, Sony e Motorola com propostas interessantes. O Galaxy Note 4 é um ótimo dispositivo, mas parece não ser tão atraente quanto os anteriores. Porém, a concorrência maior está nos dispositivos mais acessíveis, onde marcas como Lenovo, Xiaomi e Huawei não param de roubar mercado.

Nesse momento, a Samsung encontra dificuldades para diferenciar a sua oferta dos demais concorrentes, e precisam apresentar um diferencial no quesito preço, se quer atrair alguma atenção em um mercado já saturado. O futuro da Samsung no quesito vendas parece ser incerto, mas os coreanos esperam um aumento nos lucros no quarto trimestre, por conta da demanda de novas TVs (UHD, curvados) no período do Natal. Também esperam um melhor desempenho na divisão de processadores e chips de memória.

Via Samsung

Nokia deve voltar ao setor de smartphones em 2016

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A Nokia tem novos planos para o futuro. Inclusive o plano de voltar ao setor de telefonia móvel. O CEO da empresa, Timo Ihamuotila, não descartou essa possibilidade.

Quando a Microsoft comprou a divisão móvel da Nokia, ficou definido que o nome Nokia seria licenciado para uso nos smartphones e feature phones durante um período bem definido: nenhum outro fabricante poderá usar a marca durante 30 meses a partir do acordo, e a Nokia não poderia voltar a usar o seu próprio nome até o dia 31 de dezembro de 2015. E tudo indica que os finlandeses vão esperar esse prazo.

A Microsoft já definiu que vai usar a sua própria nomenclatura para os seus novos dispositivos móveis (Microsoft Lumia), e parece que a Nokia vai aproveitar essa oportunidade para voltar ao competitivo mercado mobile. O interesse dos finlandeses pelos dispositivos móveis segue vivo, através do HERE Maps, que passa a ser disponível para o Android, depois de três anos como um serviço exclusivo do Windows Phone.

Os fãs da Nokia ainda terão que esperar muito, mas alguns analistas apontam para a possibilidade da equipe da Jolla – cujo telefone não recebeu muito destaque – ajude os finlandeses nessa hipotética volta ao mercado de smartphones.

Vamos aguardar.

Via Forbes

Onde a Sony errou no mercado de smartphones?

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Ontem (17), a Sony anunciou as suas novas previsões financeiras para 2014. A má notícia foi a modificação do índice de perdas estimadas, que são agora de 1.6 bilhão de euros. A própria empresa afirma que a culpada pelo prejuízo é a divisão de mobilidade, onde eles subestimaram as previsões anteriores, encontrando um mercado de smartphones e tablets que cresceu muito mais (e mais rápido) do que eles esperavam. Com tudo isso, eles vão ter que repensar a estratégia de mercado.

A pergunta que fica é: onde foi que a Sony errou?

Talvez a resposta mais objetiva para essa pergunta está na palavra ‘diversificação’. A Sony centrou os seus esforços principalmente nos modelos top de linha, mas de repente, quis buscar os mercados de entrada e linha média. E está claro que isso não deu certo. Vale lembrar que, em 2013, o segmento de mobilidade foi o que mais contribuiu para as vendas da empresa, o que indicava que essa aposta ainda era coerente.

Mas… e hoje? Como funciona?

 

Os fabricantes chineses tomaram o lugar da Sony

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A Sony estabeleceu referências no mercado mobile com os seus modelos top de linha Xperia. Porém, são apenas referências de conceito, não de mercado: as vendas não corresponderam ao esperado pelos diretores da empresa. O mesmo aconteceu com os segmentos de linha média e de entrada, que até receberam propostas interessantes.

Lançamentos como o Xperia T2 Ultra e o Xperia E1 receberam elogios de muitos sites especializados, e esboçavam o caminho que a Sony queria traçar, no objetivo de conquistar usuários que queriam pagar menos para ter bons smartphones. Porém, era uma aposta de risco, levando em conta a baixa margem de lucro.

A estratégia falhou. A Sony detectou que houve ‘uma mudança significativa no mercado, e no que cerca o segmento mobile’. Traduzindo em uma linguagem que todos podem entender de forma mais clara: A Motorola tomou os mercados de entrada e linha média, com os modelos Moto e e Moto G. Além disso, os modelos de entrada dos fabricantes chineses, que ofereciam dispositivos com hardware semelhante – ou até melhor, em alguns casos -, mas com preços mais competitivos.

A Sony não foi a única a sofrer desse problema. A Samsung já passou os primeiros dois trimestres de 2014 sem aumentar a sua fatia de mercado, com quedas consecutivas nas vendas. Fabricantes como Xiaomi, Oppo e Huawei estão canibalizando o negócio que antes era dominado pelos coreanos.

Agora, imagine como é a situação da Sony, que não figura nem entre as cinco maiores vendedoras de smartphones do planeta.

 

Adeus aos mercados emergentes?

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A Sony agora usa a estratégia de “reduzir os riscos para obter lucros estáveis”. Isso significa que as chances da Sony reduzir os investimentos nos modelos de entrada, se centrando nos modelos de top de linha são enormes. A consequência imediata disso é a saída da empresa dos mercados emergentes. Lembrando: nada ainda é oficial, mas estamos conjecturando em cima das declarações da própria Sony no seu último relatório financeiro.

Essa decisão pode ser uma boa ideia, se a Sony quer mesmo sobreviver no mercado mobile. O lançamento do Android One na Índia confirma as intensões da Google em conquistar os mercados emergentes, e como a empresa já conta com alguns parceiros relevantes, vai ser uma questão de tempo para a iniciativa dominar esse segmento.

Até porque o erro da Sony custou um descalabro econômico absurdo: as previsões de prejuízos saltaram de US$ 466.3 milhões para US$ 2.150 bilhões apresentados ontem. E esse prejuízo já resultou em consequências evidentes e devastadoras: a demissão de 1.000 dos 7.100 funcionários da Sony que trabalham nas fábricas destinadas ao setor de mobilidade antes do fim do ano fiscal da empresa (março de 2015).

O último recado para a Sony é: tomem cuidado. Exemplos sobre como isso pode terminar estão espalhados ao longo da história. A Nokia, hoje, não existe. A Motorola só foi salva porque a Google salvou. A própria Sony abriu mão do segmento de PCs, por se achar “mais realista que o rei”, oferecendo produtos muito bons, mas por preços absurdos (e apenas a Apple podia fazer isso, por ter uma clientela consolidada).

Nem é preciso ir muito longe pra concluir que: se a Sony não acordar e mudar RADICALMENTE, poderemos não estar mais comentando sobre os smartphones da empresa a médio prazo.

Lenovo indo contra a corrente, crescendo nas vendas de PCs, tablets e smartphones

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Sem ter o impacto midiático de outras empresas, a Lenovo repetiu mais um trimestre de lucros e crescimento em quase todos os segmentos onde a empresa se faz presente. Seus resultados financeiros do primeiro trimestre do seu ano fiscal (entre abril e junho de 2014) mostram ingressos de mais de US$ 10 bilhões, representando um crescimento de 18% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Os lucros no período cresceram 23%.

O ano de 2013 não foi bom para o mercado de PCs. Com uma quedas histórica de mais de 10% nas vendas globais, só uma empresa se salvou nesse segmento: a Lenovo. Já nesse primeiro trimestre fiscal, a empresa mantém essa tendência positiva, com aumento das vendas pelo quinto trimestre consecutivo.

Além disso, o trimestre serviu para aumentar a sua vantagem na liderança, com um crescimento anual de 2.7% na sua cota de mercado, que hoje é de 19.4%. O aumento de unidades vendidas foi de 15%, com 14.5 milhões de PCs vendidos em todo o planeta.

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O crescimento dos desktops foi de 12%, tornando a Lenovo líder nesse segmento, enquanto que as vendas de portáteis registraram quedas para todos, inclusive para a própria Lenovo. Em relação ao ano passado, a queda dos asiáticos foi de 3.7%, o que foi algo muito melhor do que a queda do ano anterior, que foi de 13%. Vale lembrar que o segmento de notebooks, ultrabooks e derivados representam hoje 49% de suas vendas.

Por fim, no mercado de tablets, a Lenovo conseguiu colocar 2.3 milhões de unidades no mercado, crescendo 67% nesse segmento em relação ao ano passado.

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No segmento de smartphones, a Lenovo registrou um aumento de expressivos 39% nas suas vendas, onde o maior volume foi comercializado no mercado chinês (13 milhões de unidades vendidas, superando a Samsung no país).

A “má notícia” (por assim dizer) para a Lenovo é que a China segue sendo essencial para eles, pois o total de smartphones vendidos em outros mercados é inferior a 3 milhões de unidades. Dessa quantidade, um milhão corresponde ao continente europeu, onde a empresa melhorou muito os seus resultados (crescimento de 27% nos lucros).

A compra da Motorola deve ajudar a empresa a melhorar ainda mais os seus números, onde os modelos de entrada e linha média devem ser os grandes protagonistas entre os consumidores.

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Via Lenovo

O smartphone é o motor econômico de crescimento do Facebook

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O Facebook apresentou excelentes resultados financeiros relacionados ao segundo trimestre de 2014 (acima do esperado, na verdade). Também é possível observar informações muito interessantes sobre o uso da rede social, reforçando a ideia que o mundo mobile é o que realmente importa para eles.

Hoje, 399 milhões de usuários mensais acessam o Facebook exclusivamente a partir e dispositivos móveis. Eles são os MAUs (mobile-only monthy active users), que em 2013, eram 219 milhões no mesmo período do ano. Os MAUs já representam 30% da base de usuários do Facebook (total de 1.320 bilhão).

Logo, temos um tipo de usuário que acessa apenas dos dispositivos móveis. Mas também temos os convictos pelo acesso aos desktops (1.070 bilhão), que também cresceram (30% a mais que em 2013).

 

Facebook e seus anúncios na tela do smartphone

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O crescimento de usuários do Facebook acontece fora dos EUA, Canadá ou Europa. Na Ásia e em mercados emergentes, onde é mais fácil ter um smartphone na mão do que um notebook no colo, esse crescimento é mais acentuado. Então, o Facebook decidiu apostar no mundo mobile, se transformando em uma empresa dedicada ao segmento, e os frutos começam a chegar.

Aplicativos específicos para diferentes plataformas, investimentos na melhora do acesso… essas iniciativas são pensadas no objetivo maior: os anúncios na pequena tela. O Facebook tem 62% dos seus ganhos financeiros através de anúncios para dispositivos móveis (US$ 2.9 bilhões). É um valor 61% maior do que a obtida no mesmo trimestre de 2013.

Quando falamos dos lucros, eles dobram em relação ao mesmo período (US$ 791 milhões). São resultados realmente espetaculares.

 

40 minutos por dia

Mark Zucerberg avisa que o tempo dos usuários no Facebook é cada vez maior, com uma média de 40 minutos por dia entre os norte-americanos. No ano passado, esse tempo era de apenas 17 minutos. Vale lembrar que um usuário pode passar até 9 horas por dia se entretendo com mídias digitais (computadores, smartphones, televisores, etc). Ou seja, 40 minutos não parecem tanto tempo assim.

 

Próximo passo: ganhar dinheiro com o Messenger

O Facebook quer ganhar dinheiro com o aplicativo do Messenger, que teve mais de 200 milhões de downloads no primeiro trimestre de 2014. São 12 bilhões de mensagens enviadas por mês pela plataforma.

Não fica claro como eles podem ganhar dinheiro com o Messenger. Talvez com algum mecanismo pago de intercâmbio entre os usuários, ou a adição de publicidade, ou a venda de conteúdos relacionados ao aplicativo. Seja como for, tudo indica que esse objetivo será implementado a longo prazo.

Via Facebook