Parece que o Super Bowl LIII acabou, mas não terminou. É um assunto que rende alguns dias após a decisão, especialmente quando o jogo é empolgante. No caso da final da NFL do último domingo (3), o jogo nem foi tudo isso, mas as notícias sobre o tema continuam. E não é por causa dos comerciais caríssimos veiculados nos intervalos.

O Super Bowl de 2019 também foi notícia diante da análise da relevância da tecnologia e dos meios digitais no evento esportivo. Na era do streaming e da banda larga de alta velocidade, é interessante conferir qual foi o impacto dessas novas formas de consumo de conteúdo na maior audiência da TV dos Estados Unidos no ano.

Pois bem, o Super Bowl LIII quebrou todos os recordes de audiência para uma final da NFL assistida via streaming. Foram 7,5 milhões de dispositivos conectados para assistir ao jogo final do campeonato de futebol americano pela internet.

Esses dispositivos acumularam 560 milhões de minutos de streaming, e isso representa pelo menos 20$ a mais do que os números registrados pelo Super Bowl em 2018.

Até aqui, tudo bem. São ótimos números para o consumo de conteúdo por streaming. Porém, na prática, os números são péssimos para o canal de TV CBS (que transmitiu o jogo para os Estados Unidos) e para os demais canais que vão transmitir o Super Bowl daqui para frente.

Tanto a CBS como a Nielsen Ratings (agência que faz a análise de audiência da TV nos EUA) informam que os números da audiência do evento através da televisão registraram quedas consideráveis. Em 2018, 111 milhões de espectadores estavam sintonizados na TV para assistir ao Super Bowl. Já em 2019, esse número foi de 98.2 milhões.

Para piorar a situação, quando somadas todas as pessoas que assistiram ao jogo por todas as plataformas disponíveis (incluindo o streaming), a marca vai para 100.7 milhões de espectadores.

Sim… o jogo em si foi péssimo. Mas os números conseguem ser ainda mais alarmantes.

Para os anunciantes, inclusive.

 

Via Engadget