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A TV por assinatura continua a encolher no Brasil, e pelo visto vai continuar assim por mais algum tempo. A Anatel informa que as operadoras registraram uma queda de 549 mil clientes entre janeiro e dezembro de 2018, ou 3% em comparação com o ano anterior.

Todas as operadoras com exceção da Oi registraram queda na sua base de clientes, e uma estratégia adotada por alguns players do mercado é fechar parcerias com Netflix e Amazon Prime Video, no melhor sistema “quando não se pode vencê-los, junte-se a eles”.

 

 

Os números das operadoras de TV por assinatura em 2018:

NET e Claro TV: 9,07 milhões (-5,2%)
SKY: 5,2 milhões (-1,4%)
Oi: 1,6 milhão (+6,1%)
Vivo: 1,56 milhão (-1,5%)

 

O Brasil fechou o ano de 2018 com 17.5 milhões de assinantes, contra 18.1 milhões em dezembro de 2017. O país só está acompanhando o fluxo de comportamento dos principais países do mundo, onde os usuários adotaram os serviços de streaming no lugar da programação linear (provocando a ira das operadoras, que querem limitar o consumo de internet também por esse motivo).

As operadoras, sabendo disso, decidiram fechar parcerias com as plataformas de streaming mais populares, como a Netflix e o Amazon Prime Video vinculados na fatura. Outro complicador da equação é a possibilidade de assinar canais de TV paga em modo online, sem ser um cliente do serviço de TV por assinatura.

A Oi foi a única que cresceu em 2018 porque focou nos combos de serviços, além de oferecer o Oi TV Livre, onde o cliente compra o decodificador e antena para acessar os canais abertos, entregando os canas pagos em modo pré-pago com pacotes a partir de R$ 29,90/mês.

Na minha modesta opinião, as operadoras de TV por assinatura vão perder clientes por mais algum tempo, até entenderem que a tecnologia do streaming chegou para ficar, e que elas não podem impor as regras para os seus assinantes.

Uma oferta de produtos com maior qualidade, com preços competitivos e pacotes de canais mais flexíveis pode ser a solução para o setor, mas eu não imagino isso acontecendo tão cedo no Brasil.

 

Via TeleSíntese


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