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Larry Page e Sergey Brin, os co-fundadores do Google, publicaram uma carta com assinatura conjunta, anunciando que Sundar Pichai, atual CEO do Google, será também o CEO do Alphabet. Ou seja, voltou a unificação de gestão após a separação das empresas que gerou na própria Alphabet em 2015.

Nesse momento, a Alphabet se estabeleceu, enquanto que o Google está se consolidando como empresa independente, de modo que não se faz mais necessário ter dois CEOs em separado. Agora, Pichai é o responsável máximo pelas duas empresas.

 

 

Larry Page deixará de ser o CEO do Alphabet

 

 

Page e Brin mencionaram que ambos seguirão como funcionários da Alphabet, mantendo os seus postos na junta diretiva, mas não mais vão interferir nas decisões do dia a dia das empresas. Com isso, Larry Page abandona o posto de CEO da Alphabet. Também dá-se a entender que Sergey Brin abandona a presidência da Alphabet, apesar desse detalhe não ser mencionado.

Vale a pena lembrar que tanto Page como Brin sempre se mantiveram fora dos holofotes, e Pichai é a cara do Google (empresa mais importante do conglomerado do Alphabet) há muito tempo. A aposta na criação do Alphabet foi considerada arriscada, masa o tempo mostrou que ela foi a aposta acertada, uma vez que o Google deixou de ser associado com os possíveis fracassos de outras apostas menores.

Não foi especificada uma data para que as mudanças entrem em vigor, mas ao menos já sabemos quais são os planos estratégicos do Google para 2020, que agora ficam nas mãos de Sundar Pichai que, aos poucos, vai assumindo o controle da empresa, se posicionando como uma das personalidades mais importantes do cenário tecnológico internacional.

 

 

Mudanças em tempos turbulentos

 

 

A mudança no comando do Google e do Alphabet é anunciada no meio de uma polêmica envolvendo ex-funcionários da gigante de Mountain View. Quatro desses ex-empregados da empresa anunciaram que planejam entrar na justiça contra a mesma, sob a acusação de demissão por ativismo (promover causas sociais e a opção de sindicalização).

Já o Google garante que os quatro ex-funcionários em questão (Laurence Berland, Sophie Waldman, Rebecca Rivers e Paul Duke) estavam acessando e distribuindo informações da empresa “fora de suas respectivas áreas laborais”.

Os funcionários demitidos afirmam que não violaram nenhuma norma ou política interna da empresa e que, por isso, planejam processar o Google. Duke declarou que a empresa impõe uma política de medo e poder em relação aos seus trabalhadores, e que a demissão dos quatro funcionários diante das alegações são apenas um exemplo do enorme poder que a gigante de Mountain View possui nesse momento.

 

Via Google


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