O tempo passa, mas a Samsung não consegue se livrar da influência (positiva ou negativa) do Galaxy Note 7. Há quem diga que um dos motivos para os sul-coreanos seguirem conservadores na bateria dos seus futuros smartphones da série Galaxy S10 ainda é o telefone que explodia.

O Galaxy S10 Lite contará com uma bateria de 3.100 mAh, o Galaxy S10 fica com 3.400 mAh e o Galaxy S10 Plus contará com 4.000 mAh de bateria. Os modelos devem contar com modo de recarga rápida de 20W, em um tempo onde a Huawei já oferece 40W de potência.

Qual o motivo disso? O fantasma do Samsung Galaxy Note 7.

O modelo resultou em tantas dores de cabeça para a Samsung, que ele ainda tem peso relevante nas suas decisões, e a empresa não quer arriscar nesse tema.

Recapitulando: o Galaxy Note 7 foi apresentado no meio de 2016, e foi um dos modelos mais emblemáticos da Samsung, mas pelos motivos errados. O novo modelo de baterias testado no dispositivo foi um verdadeiro desastre.

Por conta de limitações de engenharia, as baterias presentes no Samsung Galaxy Note 7 sofreram de um problema de combustão. Problema este que só poderia ser verificado durante a recarga do dispositivo, algo que era potencialmente perigoso para os seus usuários.

 

 

A Samsung não teve outra alternativa a não ser recolher todas as unidades do dispositivo enviadas em todo o planeta. Algo necessário, mas que resultou em um prejuízo enorme e em uma grande mancha na reputação da marca.

A consequência direta no roadmap da Samsung foi o atraso no desenvolvimento do Galaxy S8, que foi apresentado apenas em março de 2017. Além disso, a empresa passou meses pedindo desculpas intermináveis aos clientes, imprensa e ao mercado como um todo pelos problemas ocorridos por causa dessa falha.

O Samsung Galaxy S9 foi apresentado em 2018, e tudo indicava que o Galaxy Note 7 estava esquecido. Só parecia: como podemos ver claramente, o fantasma do smartphone explosivo ainda paira nas mentes dos desenvolvedores da gigante sul-coreana.

 

Via @UniverseIce