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Assinante da Netflix, muita calma nessa hora.

A plataforma de streaming mais popular do planeta anunciou um aumento dos preços de suas modalidades de assinatura. Os planos básicos ficarão entre 13% e 18% mais caros nos próximos dias. Este é o maior aumento da Netflix em território norte-americano na história.

O aumento nos valores de assinatura acontece basicamente como forma de equilibrar os gastos de produção de suas próximas séries e filmes. Por outro lado, o aumento também ajuda a salvar a dívida do dinheiro que deixará de entrar na plataforma com a presença de outros competidores fortes do setor, como Disney+, AT&T e Amazon.

É o quarto aumento de preços da Netflix nos Estados Unidos, sendo que o último aconteceu em 2017. O serviço de streaming segue fiel à sua estratégia de aplicar aumentos de valores de assinatura a cada dois anos, e alega que o aumento de preços no plano básico ainda é menor do que aquele aplicado pela HBO em sua plataforma.

Nos Estados Unidos, o plano mais barato subiu para US$ 9 ao mês. Já o plano Premium saiu de US$ 14 para US$ 16.

 

 

O aumento NÃO afeta o Brasil (ainda)

A Netflix já confirmou que daqui a três meses esse aumento será aplicado também em toda a América Latina, menos em dois mercados considerados chave para a plataforma: Brasil e México.

Vale lembrar que o último aumento de valores de assinatura da Netflix no Brasil aconteceu há um ano e meio, ou seja, não será surpresa se em junho ou julho esse aumento desembarcar por aqui.

Em comunicado, a Netflix reforça o objetivo principal de aumentar os valores da assinatura para oferecer um maior e melhor conteúdo e experiência televisiva.

Em 2018, a Netflix registrou perdas de US$ 3 bilhões, e esperam repetir o desempenho em 2019. Para compensar o efeito negativo, a empresa está tomando vários empréstimos para pagar a programação. Antes dos empréstimos, a empresa com sede em Los Gatos, Califórnia acumulou quase US$ 12 bilhões em dívidas.

Outra medida que a Netflix pode tomar no futuro é o fim do compartilhamento de senhas para consumo de conteúdo, o que deve invariavelmente fazer com que aqueles que realmente queiram o serviço paguem pela assinatura pelas vias tradicionais.

 

Via Associated Press


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