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Os fabricantes de smartphones estão levando muito a sério essa corrida para entregar ao mercado o primeiro dispositivo dobrável, a ponto de alguns apelarem para a espionagem industrial para obter vantagens.

Nove pessoas foram acusadas na Coreia do Sul por suspeita de roubo e venda de informações sobre a tecnologia de telas dobráveis da Samsung. O crime inclui a venda de documentos par alguns players chineses, em um valor estimado de US$ 13.85 milhões.

Na China, Huawei, OPPO e outras fabricantes são rivais diretas da sul-coreana Samsung. E as duas chinesas citadas estão desenvolvendo as suas respectivas versões do smartphone dobrável.

A Huawei já confirmou que o seu dispositivo dobrável está prestes a chegar, e terá suporte para as redes 5G. Já a Samsung apresentou os seus protótipos, e deve lançar a versão final do dispositivo na MWC 2019 em fevereiro, com previsão de lançamento para março de 2019.

Os suspeitos do crime são nada menos que o CEO e oito funcionários da empresa Toptec Co. LTD. O grupo é acusado de formar uma empresa separada, que recebeu informações sobre o uso de equipamentos e designs de telas obtidas da subsidiária da Samsung, a Samsung Display, com a venda desses documentos para empresas chinesas.

A Toptec é uma fornecedora de equipamentos que são necessários para a produção das telas, e negou todas as acusações. Em comunicado de imprensa, a empresa afirmou que nunca ofereceu tecnologia industrial ou segredos da Samsung Display para clientes chineses, e promete total cooperação na investigação.

Já a Samsung afirma que tal incidente provocou algumas alterações na estrutura de segurança da empresa, especialmente nas que protegem as suas tecnologias e os seus segredos. A empresa investiu US$ 133 milhões nos últimos anos para chegar a esta nova tecnologia, que acabou por ser vendida para concorrentes por um valor bem mais baixo.

Vamos acompanhar o caso mais de perto, e esperar pelos próximos acontecimentos.

 

Via Reuters


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