Eu não sou um gamer por excelência, mas sempre estou testando acessórios de diferentes categorias, até mesmo para compreender se tais produtos conseguem se alinhar com o meu uso diário. Ou para descobrir se aquele produto pode ser utilizado por qualquer pessoa.

Por isso, mais uma vez, a Razer liberou um dos seus acessórios para testes, e aqui estou eu para compartilhar a minha experiência de uso do produto com vocês. O Razer Electra V2 é um headset gaming que oferece funcionalidades que prometem deixar a experiência de jogo ainda mais imersiva, com maior eficiência na comunicação entre os pares durante o jogo.

Testei o produto por algumas semanas, mais pensando nos principais recursos oferecidos. Meu objetivo era descobrir se o produto oferecia uma boa qualidade de construção, e se conseguia entregar um resultado final satisfatório para finalidades diferentes das quais ele foi desenvolvido.

 

 

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Começando pelas suas características técnicas. O Razer Electra V2 é um headset gaming, mas bem mais discreto do que normalmente é um produto dessa categoria. Posso dizer que é um acessório até ‘sóbrio’, considerando tudo o que vi nesse aspecto nos últimos anos, e considero esse detalhe um aspecto muito positivo.

Esse é um tipo de headset que pode ser utilizado com o seu smartphone, em qualquer lugar. E, convenhamos: você não quer sair de casa com algo extremamente chamativo na cabeça. Até mesmo os cabos em verde limão não chamam tanta atenção, e combinam bem com o preto fosco que domina o produto.

Seus drivers de 40 mm contam com uma certa articulação, o que favorece no conforto em um uso prolongado. Com essa característica, o acessório acaba se ajustando com maior facilidade aos diferentes formatos de cabeça disponíveis.

Sem falar que são drivers com uma espuma com efeito memória, ou seja, o ajuste é ainda maior. A parte interna dos drivers conta com um tecido para revestimento do elemento, deixando tudo bem protegido.

 

 

A haste metálica de sustentação é feita de alumínio, um material mais leve e mais resistente, o que dá um ar premium ao produto, além de oferecer uma maior durabilidade. Uma segunda haste de couro com tecido de alta qualidade se faz presente, reforçando o cuidado da marca para entregar um maior conforto para o usuário que pretende utilizar o produto em jornadas mais longas de jogo ou de audição musical.

O único problema desse design é que o cabo que conecta os dois drivers passa por dentro da haste de couro, e não na haste externa, de alumínio. Como a haste menor é a articulada (para se ajustar aos diferentes tamanhos de cabeça), ele tende a ser “esmagado” por esse ajuste de tamanho, o que pode comprometer a sua durabilidade a longo prazo.

O ideal, no meu entender, é que o tal cabo que conecta os drivers passasse paralelo à haste de alumínio, mas entendo que a decisão aqui foi mais pela questão estética.

 

 

Seu microfone é removível. Um conector P2 é responsável pelo encaixe desse elemento ao corpo do headset. Mas para tornar viável o uso do acessório em qualquer lugar, ou apenas para a finalidade de ouvir música e os sons do computador, sem a necessidade de comunicação, é possível desconectar o microfone sem maiores dificuldades.

Nas laterais de um dos drivers, encontramos o controle de volume e o botão de liga/desliga do microfone. O local é mais acessível e prático para o uso dos gamers e até mesmo para quem só quer ouvir música, pois evita a perda de tempo em ficar procurando esses elementos em um pequeno conector presente ao longo do cabo, o que é mais comum em um produto desse tipo.

O Razer Electra V2 está disponível nas versões com conectores P2 e cabo USB. Recebi para testes a primeira versão, com um cabo de 1.3 metros, um tamanho mais que suficiente para oferecer a plena liberdade em diferentes cenários. Além disso, para os equipamentos que contam com portas dedicadas para fones de ouvido e microfone, o produto oferece no seu kit de venda uma pequena extensão do cabo que, encaixado no conector do headset, torna o mesmo compatível com as portas dedicadas para cada função.

 

 

Em linhas gerais, as únicas grandes diferenças entre os modelos com conector P2 e USB é que o segundo modelo oferece retroiluminação no logo da Razer. Além disso, a versão USB também oferece a emulação de áudio 7.1, algo bem interessante para os gamers que querem um áudio mais imersivo e envolvente. Por fim, a sensibilidade do modelo USB é maior (115 ± 3 dB, contra 105 ± 3dB do Razer Electra V2, com conector P2).

Mas as diferenças técnicas do modelo USB não desabonam o modelo com conector P2. O Razer Electra V2 cumpre o que promete. Com potência de 50 mW e 32 ohms de impedância, a sua qualidade de áudio é excelente. É claro que tal característica pode ser algo subjetivo, com critérios que variam de acordo com o gosto do usuário. Mas em linhas gerais, graves, médios e agudos se apresentam com equilíbrio dentro da experiência sonora proposta, e na parte de comunicação, o headset oferece uma qualidade satisfatória para você se fazer compreendido pela pessoa que está ouvindo você do outro lado.

 

 

Por fim, o Razer Electra V2 pode ser uma ótima alternativa para aqueles usuários que querem um bom headset gaming de qualidade sem gastar muito dinheiro no processo. Com preço entre R$ 300 e R$ 350, é um investimento a ser considerado pelos gamers casuais e intermediários. Existem sim opções mais completas no mercado (a versão do Razer Electra V2 com USB custa US$ 399), mas muito mais caros.

Aqui, a relação custo-benefício pode (e deve) fazer toda a diferença.