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Qual é o tempo de vida útil de uma SSD?

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Finalmente, as unidades de armazenamento em SSD se tornaram padrão nos computadores, substituindo os discos rígidos mecânicos. E isso é ótimo porque suas vantagens são contundentes no desempenho, eficiência energética, ruído, tamanho e ausência de partes móveis.

Porém, o que muita gente não sabe é que as SSDs não são eternas. Assim como acontece com qualquer coisa nessa vida, elas também contam com uma vida útil que precisa ser respeitada, e os usuários precisam ficar atentos para promover a substituição dessa peça quando perceberem que a morte está chegando.

Mas… como detectar que a vida útil da SSD está terminando?

Vamos responder a essa pergunta neste artigo.

 

Analisando a vida útil de uma SSD

Qualquer produto eletrônico com memória flash NAND tem uma vida útil limitada pelo design. Seu desgaste é algo inerente a esta tecnologia, e as células de memória individuais vão se desgastando na capacidade e no desempenho.

Por conta disso, as SSDs incluem células de memória adicionais livres para manter a capacidade de armazenamento quando as primeiras células começam a falhar, realinhando automaticamente os dados para que não aconteça perdas de informações.

As SSDs são mais resistentes que os discos rígidos mecânicos, mas isso não quer dizer que elas são eternas. A boa notícia aqui é que a vida útil é mais longa, o que faz com que a relação custo-benefício seja mais satisfatória. Ou seja, você vai levar mais tempo para substituir esse hardware no seu computador.

De qualquer forma, é fundamental saber quanto tempo que a unidade em SSD vai durar ou funcionar bem antes que os problemas comecem a aparecer e deixar danos definitivos aos seus dados. E tal verificação cabe ao usuário, uma vez que não existe aviso prévio neste caso.

 

Quanto tempo de uso resta para a minha SSD antes que ela comece a falhar?

Os fabricantes de unidades de armazenamento em SSD tendem a ser muito conservadores sobre a quantidade de terabytes que podem ser gravados nessas memórias para estabelecer uma referência de vida útil para essas unidades. Na prática, os valores tendem a ser muito mais altos do que os indicados nos manuais.

Ou seja, quem usa o computador para as tarefas mais básicas do dia a dia não precisam se preocupar muito com a perda de vida útil a curto e médio prazos, já que é muito pouco provável que a SSD venha a morrer tão cedo pelo uso natural.

As chances são maiores para a morte por eventos que são alheios à vontade do usuário, como falhas elétricas graves. E isso pode acontecer com qualquer dispositivo de tecnologia, incluindo os poucos computadores que, por qualquer motivo, ainda utilizam unidades de armazenamento em disco rígido mecânico. Neste caso, as chances de problemas são rigorosamente as mesmas para os dois tipos de unidades de armazenamento.

Em termos práticos, não dá para estabelecer com precisão qual é o tempo de vida útil de uma SSD, mas ao menos podemos estimar quanto tempo este hardware vai funcionar bem. Isso vai depender do tipo de memória que você usa, do controlador presente no computador e de outros parâmetros.

O valor aceito pela indústria (no caso, os fabricantes de unidades em SSD) é, em média, de 700 Terabytes de dados escritos em uma unidade antes que os problemas comecem a aparecer. Lembrando mais uma vez que, na prática, esse número é muito maior, pois existe um perfil conservador para estimar esses números.

Alguns softwares podem ajudar nessa estimativa. Um deles é o CrystalDiskInfo, que pode mostrar detalhes sobre a vida útil da SSD considerando os aspectos relevantes para essa análise de vida útil, mostrando o fabricante da unidade, a versão do protocolo NVMe e características suportadas importantes, como TRIM ou SMART.

Para analisar a longevidade e resistência de uma SSD com o CrystalDiskInfo, é preciso conferir os resultados do “Estado de Saúde” da unidade, onde três valores podem ser visualizados:

  • Bom (sem maiores preocupações aqui, onde a % vai indicar o status de sua saúde).
  • Precaução (a SSD está se degradando, ou seja, faça cópias de segurança dos seus arquivos e pense na substituição da unidade o quanto antes).
  • Ruim (a vida útil da SSD chegou ao fim, e você ainda tem sorte que a unidade está funcionando. Realize a troca da unidade de forma imediata).

Outro valor que você deve levar em consideração nessa análise é o Total Host Writes, que faz destaque para a quantidade de Terabytes que foram escritos na unidade. Se você instalou e desinstalou muitas vezes o sistema operacional e outros programas em uma SSD que já tem alguns anos de uso, as chances dessa unidade estar próxima do fim de sua vida útil são grandes.

E, mesmo assim, é preciso ter um uso intenso da unidade para que os tais 700 Terabytes sejam alcançados.

Quase todos os fabricantes de unidades de armazenamento oferecem softwares de controle que podem ser utilizados para tais análises. Além disso, as atualizações de firmwares e programas de testes de desempenho podem oferecer ainda mais informações sobre o status da unidade em questão.

 

Outros parâmetros a serem analisados

Os fabricantes das unidades de SSD oferecem um tempo de garantia para os seus produtos, o que é outro indicador importante para estimar a sua vida útil.

A maioria das unidades da atual geração (M.2 PCIe ou superior) contam com uma garantia mínima de cinco anos de uso normal e corrente. Ou seja, você pode colocar esse tempo em mente para estabelecer um período para que tudo continue funcionando sem maiores problemas no seu computador.

O MTBF é outro parâmetro importante para determinar a longevidade da unidade de armazenamento, já que ele indica o tempo médio entre as falhas que podem ocorrer neste tipo de hardware.

Se o MTBF da sua unidade SSD é de pelo menos 1 milhão de horas, significa que a probabilidade de falhas de armazenamento é de aproximadamente 0,03% dentro dos anos de garantia estabelecidos pelo fabricante.

Resumindo: apesar de uma SSD não durar para sempre porque tudo nesta vida pode se desgastar (inclusive pelas suas próprias características de construção), as células adicionais que atuam como elementos de substituição automática dos espaços livres para armazenamento de dados, o elevado suporte para os dados já gravados, a garantia de fábrica fornecida pelo fabricante e o tempo médio entre as falhas garantem que esse tipo de hardware vai funcionar muito bem por muitos anos e (o mais importante) sem apresentar problemas graves a ponto de gerar perdas de dados ou falhas permanentes no sistema operacional.

Logo, pode seguir usando o seu novo computador com SSD sem se preocupar com isso durante um bom tempo. Mas fique atento aos sinais, é claro. Qualquer indício de problemas é um indicativo que esse hardware precisa ser substituído. E é fundamental que você tome providências antes que o pior aconteça.


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