Compartilhe

O Project Kuiper é o ambicioso plano da Amazon para criar uma rede global de internet banda larga, composta por nada menos que 3.236 satélites.

A internet da Amazon seria formada pelo lançamento de uma constelação de satélites em órbita terrestre que cobriria uma área desde os 56 graus de latitude norte até 56 graus de latitude sul, que é a faixa onde vive pelo menos 95% da população mundial. A empresa de Jeff Bezos não ofereceu maiores detalhes técnicos sobre o tema, exceto que os satélites orbitariam a uma altura mínima de 590 km da Terra. Ao menos a Amazon informa que já teria apresentado as documentações de regulamentações internas do serviço para a União Internacional de Telecomunicações.

O objetivo da empresa é oferecer a conectividade de banda larga de baixa latência e alta velocidade para comunidades que não tem o serviço de internet, ou que contam com conectividade de baixa velocidade.

A Amazon reforça que “este é um projeto a longo prazo, e que prevê atender a dezenas de milhões de pessoas que não contam com acesso básico à internet de banda larga. Esperamos fechar parcerias dentro dessa iniciativa com empresas que compartilham com essa visão comum”.

Uma das parceiras da Amazon seria (presumivelmente) a empresa de foguetes Blue Origins, que também é de Jeff Bezos. No começo de 2019, a empresa fechou um acordo com a canadense Telesat para colocar em órbita os seus satélites.

 

 

Vale lembrar que a internet da Amazon vai enfrentar uma dura concorrência de empresas com planos similares, como a SpaceX de Elon Musk e o seu projeto de Internet Espacial de US$ 10 bilhões, que incluiria pelo menos 700 satélites em órbita baixa, oferecendo serviços de internet para 3 bilhões de pessoas que hoje não contam com acesso à web ou contam com esse acesso de forma limitada, incluindo nos cantos mais isolados do planeta. Também serviria para conectar a futura colônia humana em Marte, outro dos projetos de Musk.

Outro importante projeto de internet por satélites é a OneWeb. A proposta do empresário Greg Wyler conta com a participação de empresas como a Qualcomm e do multimilionário Richard Branson (fundador do grupo Virgin) e o grupo aeronáutico europeu Airbus, e vai construir 900 satélites que ficarão em órbita baixa para cobrir qualquer ponto do planeta.

 

Via Reuters


Compartilhe