Funcionárias da Microsoft estão compartilhando dezenas de histórias de assédio sexual e discriminação que sofreram dentro da empresa. Os casos estão sendo investigados internamente pela gigante de Redmond.

As funcionárias pertencentes às divisões Windows, Azure e Xbox fizeram as suas denúncias através de uma rede de e-mails que já supera as 90 páginas, e que começou a circular em 20 de março. Entre os casos mencionados, estão situações onde as funcionárias recebiam tarefas que eram mais próprias de secretárias ou de caráter administrativo, e não para o posto que elas foram contratadas, além de mulheres que foram chamadas de “cadelas” por colegas, ou de colegas que pediam para elas sentarem em seu colo, ou até situações de assédio sexual mais graves.

 

 

Já haviam denúncias, que ficaram sem respostas

 

A matéria revela que algumas funcionárias já haviam realizado as denúncias correspondentes ao departamento de Recursos Humanos da Microsoft, mas a empresa não tomou nenhuma medida sobre o assuno na época.

É mencionado que Kathleen Hogan, chefe do departamento de Recursos Humanos da Microsoft, se declarou horrorizada pela situação, e respondeu a dezenas de e-mails no dia 29 de março, onde comentou que ela mesma investigaria as denúncias realizadas pelas mulheres. Inclusive é dito que Hogan pediu para todas as funcionárias que tiveram experiências degradantes entrassem em contato com ela de forma direta para investigar os casos com o seu time dentro do departamento.

Infelizmente, o tema do assédio moral contra as mulheres volta à tona. E bem sabemos como o meio da tecnologia pode ser degradante para o sexo feminino, nos mais diferentes níveis. Ou seja, saber que o mesmo acontece na Microsoft nem chega a ser algo surpreendente.

O que chama a atenção (pelos aspectos negativos, obviamente) é saber que a mesma Microsoft não fez nada sobre o assunto, mesmo com as denúncias feitas. Isso reforça a ideia que ainda há muita coisa que precisa mudar e melhorar para o abismo entre homens e mulheres diminuir nos aspectos laborais.

E ainda tem deputada que é contra o combate a essas injustiças…

 

Via Quartz, The Verge