A rede de TV japonesa NHK lançou o primeiro canal de TV 8K do mundo. Além de iniciar as transmissões nesse formato, ainda ofereceu TVs compatíveis com a resolução e antenas parabólicas para os convidados da cerimônia de inauguração (e esse deve ser o gift de assessoria de imprensa mais caro da história).

A primeira transmissão em 8K do Japão foi com uma obra prima do cinema: 2001 – Uma Odisseia no Espaço. E a estreia desse formato só foi possível porque o governo japonês pressionou as redes para que o país fosse o pioneiro global no uso dessa tecnologia. A NHK topou o desafio, e o resultado é o canal de TV dedicado ao 8K.

Vale lembrar que a exibição do filme clássico de 1968 como a primeira em 8K tem muito mais aspectos artísticos do que técnicos. Apenas os filmes mais recentes foram gravados em 8K e podem aproveitar toda a beleza que tamanha resolução pode entregar.

 

 

Por outro lado, a NHK pediu para a Warner Bros revisasse os negativos para uma conversão para o 8K, e o resultado alcançado entrega cenas mais vivas e maior atenção aos detalhes expressos por Stanley Kubrik. Ou seja, ganhos foram registrados de qualquer forma.

Além de atualizar o filme para 8K, o áudio do longa também passou a suportar o sistema de 22.2 canais, com um cabo próprio e dedicado, além dos quatro cabos HDMI necessários para exibir a imagem nessa resolução.

Se você está se perguntando quanto que a brincadeira saiu para os primeiros usuários que assistiram a primeira transmissão 8K da história, saiba que a antena parabólica envolvida no processo custa 2.000 euros, e uma TV 8K custa perto de 14.000. O novo canal da NHK vai exibir uma programação nesse formato por 12 horas por dia, e por enquanto é exclusivo do mercado japonês.

 

 

O principal objetivo da NHK com a iniciativa está nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. O evento será transmitido ao vivo em 8K, e isso deve ajudar a consolidar o Japão como líder nas transmissões televisivas nesse formato.

Tá, eu sei o que você vai dizer: “mas o 4K nem está consolidado no Brasil…”. Eu sei. E você tem razão ao dizer isso. Mas achamos importante você saber que, lá fora, o mundo segue caminhando em velocidade constante. Enquanto isso, no Brasil… engatinhamos!