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É muito bom acordar e ter a bateria do smartphone completamente carregada, e o dispositivo pronto para ser utilizado em mais um dia de trabalho, estudo ou procrastinação. E foi esse elemento o que mais avançou dentro do segmento, já que os novos padrões de conectividade estão devorando a autonomia de uso.

Além de oferecer baterias maiores, os fabricantes estão colocando nos dispositivos sistemas de recarga rápida, pois se não é possível oferecer um dia de uso em alguns telefones, que pelo menos o usuário fique o menor tempo possível esperando o dispositivo recarregar.

O sistema de recarga rápida tem como efeito colateral inevitável o envio de uma maior quantidade de energia, o que pode resultar em um superaquecimento do dispositivo, algo que você deveria se preocupar. E tal efeito acontece com todos os dispositivos que usam esse recurso, independente do fabricante.

As elevadas temperadoras da recarga rápida podem danificar os smartphones ao longo do tempo. É claro que todo mundo tem que ficar de olho nas temperaturas máxima e mínima que o dispositivo vai trabalhar bem, principalmente no verão. Mas também é muito importante ficar de olho na recarga rápida do telefone durante a noite. Pois esse é um período onde não ficamos observando o comportamento do dispositivo, uma vez que estamos dormindo (obviamente).

 

 

 

Repense a ideia da recarga rápida durante a madrugada

 

 

Tudo morre um dia, incluindo é claro a vida útil das baterias. E quando uma bateria está exposta a elevadas temperaturas, ela vai morrendo aos poucos, pois ela não foi projetada para funcionar bem nessas condições. E durante a recarga rápida ou recarga sem fio, a elevada temperatura é uma constante, tal e como indiquei mais cedo neste post.

Aliás, a recarga sem fio é a que mais exige consumo de energia, pela própria natureza do sistema. Mas vamos deixar esse tópico para outra oportunidade. Vamos focar o assunto no que mais importa nesse momento: quanto maior a velocidade de recarga, maior o calor é gerado e, consequentemente, mais tempo a bateria sofre com esse efeito colateral indesejado.

Por exemplo, se um dispositivo com iOS (iPhone, iPod, iPad) fica carregando durante a noite, o dispositivo alcança os 80% de recarga com maior rapidez, e o próprio software faz o controle para reduzir a velocidade de recarga da bateria, para que a mesma só alcance os 100% quando o usuário acorda.

Mas… é necessário deixar o smartphone conectado e gerenciando a velocidade de recarga por tanto tempo? Não seria mais fácil deixar o telefone desconectado da tomada, acordar, conectar o telefone no carregador, se preparar para começar o dia e, antes de sair de casa, ter o telefone pronto para um uso para um dia completo?

Sim, amigo leitor. Essa é uma alternativa bem razoável e racional, considerando os problemas que a bateria pode sofrer com o passar do tempo.

Outra alternativa que você pode adotar, e que é bem razoável para quem realmente quer manter o smartphone carregando durante a noite é usar um carregador normal, ou seja, com velocidade mais lenta do que o carregador original. Isso seria benéfico para o telefone, pois evitaria o aumento de temperatura e, em termos práticos, também entrega o telefone pronto para um dia de uso sem maiores problemas.

Moral da história: os novos tempos nos leva a usar novas tecnologias, e sempre podemos escolher quando é melhor utilizar os novos recursos. Seja para o benefício do usuário, ou para o benefício do dispositivo.

 

 

Via ZDNet


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