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Nos Estados Unidos, dois detetives foram para um funeral para desbloquear um smartphone usando a digital do cadáver.

A cena extraída de um filme de humor negro aconteceu em Clearwater, Flórida, como parte de uma investigação para esclarecer a morte de Linus Phillip, homem de 30 anos abatido pela polícia.

Os detetives chegaram no funeral e tentaram desbloquear o smartphone com tal método, mas sem sucesso. O principal problema foi o óbvio incômodo causado à família do falecido, com uma certa falta de respeito por parte das autoridades.

Nos aspectos legais, a iniciativa dos policiais é considerada ilegal. Se uma pessoa falecida não tem maiores interesses pessoais no que deixa sobre seu corpo, a sua família tem.

A ideia de usar o dedo de um cadáver para desbloquear um smartphone não é nova, e se discute a algum tempo depois do famoso caso do iPhone de San Bernardino, com o mesmo argumento: um morto não tem real jurisdição sobre o que passa com o seu corpo depois de morrer.

O tema pode ser eticamente questionável, mas do ponto de vista legal, não existe nada que impeça que isso volte a acontecer. É preciso se estabelecer uma legislação específica para tal cenário.

 

Via Tampa Bay Times


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