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A notícia do veto do Google (e de outras gigantes do setor de tecnologia) à Huawei em função de uma ordem executiva de Donald Trump que permite vetar as empresas que supostamente “representam uma ameaça para a segurança nacional” é a pauta do dia. Mesmo sem mencionar a Huawei na ordem, a empresa está incluída na Entiry List de marcas que representam um risco, e isso foi o suficiente para o bloqueio coletivo acontecer.

Mas… o que vai acontecer com as demais marcas chinesas? Elas também serão vetadas nos Estados Unidos?

 

 

O segredo está na ‘lista negra’

 

 

Tudo isso acontece por causa da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Essa desconfiança contra a Huawei (e no passado contra a ZTE) começou em 2012, quando um relatório elaborado por um comitê do congresso norte-americano revelou que as duas marcas não apresentaram documentação que comprovavam a sua relação com o governo chinês, o que cabia a possibilidade de instalação de backdoors ou softwares de monitorização dentro dos seus roteadores e outros equipamentos de rede sem aviso prévio ao consumidor final.

A preocupação pela suposta espionagem chinesas fez com que Donald Trump colocassem as duas marcas em sua mira, iniciando assim uma série de investigações, bloqueios e sansões. No final de 2018, começaram os rumores sobre a ordem executiva que limitaria a propagação de equipamentos fabricados por empresas estrangeiras em prol da segurança nacional, algo que afetaria de forma direta a expansão do 5G no país.

A ordem executiva foi assinada na semana passada, e inclui a elaboração de uma lista (Entiry List) de empresas e transações que seriam consideradas riscos em potencial. Nenhuma empresa norte-americana pode fazer negócios com empresas dentro dessa lista negra, e a Huawei está na lista. E os resultados são esses que você viu ao longo do dia de hoje.

Como a decisão vai afetar ao restante dos fabricantes chineses (Xiaomi, OnePlus, OPPO, Vivo, etc)?

Até o momento, e com exceção da ZTE, nenhuma das outras marcas chinesas foram incluídas na lista de empresas potencialmente perigosas, e nada leva a crer que elas vão sofrer do mesmo bloqueio imposto pelo governo Trump. Entre os motivos para elas não entrarem na lista negra estão, por exemplo, não serem fabricantes de equipamentos de rede, apresentarem toda a documentação necessária que comprovam o tipo de relacionamento que possuem com o governo chinês ou o simples fato de não comercializar os seus produtos nos Estados Unidos de forma oficial.


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