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Durante o fórum anual de ciência e tecnologia Proyektroia em Yaroslavl (Rússia), foi apresentado o Boris, “o robô mais avançado e moderno do país”. Só tem um detalhe: o “robô” nem era tão avançado, e sequer era um robô.

O apresentador da TV russa que fez a matéria ficou surpreso com a demonstração e habilidades de Boris, que era descrito como ‘o maior avanço tecnológico do país’, aprendendo inclusive a dançar muito bem. E muita gente que assistiu a matéria acreditou em tudo.

Mas muita gente não é todo mundo. Alguns jovens não acreditaram na TV, e decidiram investigar por conta o assunto. E descobriram que, na prática, não era um robô, mas sim um homem dentro de um traje de robô.

 

 

Um traje que custa US$ 3.770

Depois da transmissão, o site russo TJournal recebeu um batalhão de pessoas com váiras perguntas sobre o robô, apontando questões técnicas pertinentes, como sensores externos, realização de movimentos desnecessários durante a dança e outras dúvidas.

Muitos perguntaram por que nunca ouviram falar do Boris e por que não haviam detalhes sobre o projeto, seus avanços ou um protótipo. Ninguém sabia nada sobre ele, e não haviam menções sobre o seu desenvolvimento em nenhum lugar.

 

 

Depois, algumas imagens do Boris começaram a aparecer nas redes sociais, confirmando as suspeitas depois de ver algo que parecia ser um pescoço humano no pescoço do robô. Então, descobriram que Boris nada mais era do que Aloysha the Robot, um traje fabricado pela empresa Snow Robots.

O traje é equipado com um microfone, tela touch externa, cabeça com luzes LED nos olhos e na boca, e custa US$ 3.770. Assim, estava provado que o canal Russia 24 teria cometido um erro, já que os organizadores (em um momento posterior) alegaram que nunca tentaram fazer com que o robô parecesse como algo real. De fato, a foto onde é possível ver o pescoço da pessoa foi obtida quando ela estava vestindo o traje.

 

 

Depois que descobriu que o Boris não era um robô, o Rusia 24 decidiu retirar o vídeo do seu canal do YouTube para depois re-enviar o vídeo com algumas correções, eliminando as afirmações que este era um robô. Ou seja, quem pagou o pato (ou o mico) foi o apresentador da matéria, que aparentemente se confundiu.

 

 


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