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O pai da WWW entende que a internet não atende a mulheres e meninas

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A World Wide Web completou 31 anos, e no ano passado, Tim Berners-Lee, seu pai, lembrou todos os seus benefícios, e pediu que os próximos 30 anos da web fossem ainda melhores que os anteriores. Pois bem, um ano depois, ele escreve uma nova carta, agradecendo ao apoio que recebe o Contrato para a Web, mas adverte que a internet não está atendendo direito as mulheres e meninas em idade escolar.

 

 

 

Berners-Lee preocupado com as mulheres e meninas

 

 

Na carta, Tim Berners-Lee destaca os importantes avanços conquistados no mundo no que se refere à igualdade de gênero, graças ao trabalho das ativistas femininas. Porém, demonstra preocupação com os perigos que as mulheres e meninas enfrentam na web, e que isso pode ameaçar tal progresso. “Meninas de grupos minoritários, das comunidades LGBTQ+ outros grupos são marginalizados”, diz TIM.

O inventor da WWW acredita que três tópicos são preocupantes e exigem uma maior atenção de todos. O primeiro é que a maioria das mulheres do planeta ainda não estão conectadas na internet, seja por fatores econômicos ou por falta da tecnologia e/ou habilidades para acessar a rede. Os homens contam hoje com 21% a maios de chances de ter acesso à internet do que as mulheres (52% a mais nos países menos desenvolvidos do mundo).

A segunda preocupação de Tim está no resultado de um estudo da Web Foundation e da Associação Mundial de Guias Scouts, que descobriu que mais da metade das mulheres jovens entrevistadas sofreram de violência online, incluindo o assédio sexual, ameaça ou compartilhamento de fotos íntimas sem o seu consentimento, com o problema sempre piorando em 84% dos casos.

Isso faz com que as mulheres abandonem os seus postos de trabalho e que meninas abandonem a escola, provocando uma angústia profunda nesses grupos. Sem falar que isso silencia as mulheres e priva o mundo de suas opiniões e ideias, deixando de fora as mulheres jornalistas e políticas de fora das redes sociais, dos seus locais de trabalho e dos grupos de discussão sobre temas relevantes e importantes.

 

 

A terceira preocupação de Tim está nas diferentes formas de discriminação de mulheres que não são percebidas pelo coletivo. Ele fala de forma particular aos sistemas de inteligência artificial e o seu papel no processo de seleção de vagas de emprego, já que com muita frequência os algoritmos reproduzem e até acentuam as desigualdades existentes. O pai da WWW fala de forma mais específica dos casos de ferramentas de inteligência artificial que foram utilizadas pela Amazon que sistematicamente subestimava as mulheres em suas avaliações.

Por tudo isso, o pai da web chama a atenção para que o coletivo tenha como objetivo priorizar a solução desses problemas, oferecendo dados melhores para fazer frente ao grande buraco negro de informação sobre os diferentes tipos de violência online, incluir a igualdade de gênero por padrão, construir proteções legais contra as problemáticas que aparecem no ambiente online e que os membros do coletivo sejam participantes ativos da solução do problema, denunciando os casos de abusos online contra mulheres e meninas.

Tim Berners-Lee sabe muito bem do que está falando. E cabe a nós, membros de um coletivo dito inteligente e racional, ouvir e tentar materializar suas visões e pensamentos para uma web melhor e mais justa para todos.

 

 

Via WebFoundation.org


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