O MP3 segue imortal em 2020

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Eu mesmo ainda guardo arquivos de MP3 no meu smartphone (mais de 10 mil) e no meu HD externo de backup (mais de 30 mil). E desafio aqueles que afirmam que o formato morreu com a chegada dos serviços de streaming de música.

O MP3 nasceu em 1987, a partir do projeto EUREKA, que tentava desenvolver um novo codec para conversão de músicas estéreo em tempo real. O projeto virou algo muito maior, que resultou em uma grande revolução musical que mudou o mundo da música para sempre.

 

 

 

Uma grande revolução

 

 

Winamp, Napster e outras plataformas se beneficiaram muito do MP3, que foi ganhando relevância aos poucos quando mais e mais usuários se deram conta do seu potencial.

Em 1995, essa notoriedade começou a aparecer, quando o impensável aconteceu: alguém conseguiu extrair as músicas de um CD e converteu os arquivos de áudio em tamanhos muito menores, o que permitiu o armazenamento e a transmissão desses dados de forma muito mais simplificada.

A segunda metade da década de 90 impulsionou o formato, onde o reprodutor Winamp (Nullsoft) foi o mais utilizado. Logo depois vieram os primeiros reprodutores portáteis, como o MPMan (1998) e os muito populares players Rio PMP300 ou Rio 500.

Com isso, o Walkman e o Discman estavam seriamente ameaçados, ainda mais com o surgimento dos sites de MP3 na internet, como o mp3.com que nasceu em 1997, oferecendo milhares de canções de artistas independentes com distribuição gratuita.

Mas foi com o surgimento do Napster em 1999 e o primeiro grande sucesso nas redes P2P que o MP3 bombou de vez. Poder compartilhar músicas (e vários outros conteúdos) pela internet era um sonho se tornando realidade.

O Napster morreu, mas a ideia já estava lançada. E essa é uma semente que rendeu muitos frutos.

Um desses frutos foi o iTunes da Apple, que construiu outro pilar do MP3 com um iPod que era extremamente sedutor (1.000 músicas no seu bolso em formato MP3). Se tornou o padrão entre os MP3 players do mercado.

E, depois disso, o MP3 só fez uma coisa: crescer.

 

 

 

O AAC só ganhou terreno por causa do streaming

 

 

O modelo de negócio já estava completamente modificado, com a morte dos CDs para dar espaço para os downloads de músicas. Porém, a aparição do serviços de streaming de áudio modificou a dinâmica mais uma vez.

O formato AAC recebia os mesmos princípios do MP3, mas com conceitos mais refinados. E o streaming fez com que ele ganhasse maior relevância. Hoje, o formato é utilizado pela maioria das plataformas de streaming, apesar de alguns serviços ainda seguirem utilizando o MP3.

O streaming não fez o MP3 desaparecer. Na verdade, praticamente nenhuma das alternativas que apareceram depois dele conseguiram roubar a sua relevância.

Os formatos sem perda de compressão (FLAC, WAV ou WMA) são espetaculares para os mais exigentes, e hoje não contam com problemas de transmissão ou armazenamento. Mesmo assim, a maioria dos usuários ainda preferem formatos com compressão, que economizam espaço sem resultar em uma perda exagerada de qualidade.

Lembrando que cada usuário é um universo, e vários fatores podem afetar a percepção de qualidade. Entre eles, o bitrate, que deixa mais ou menos informações de acordo com a codificação aplicada.

Com tudo isso, mais de 25 anos depois de seu nascimento, o formato MP3 segue mais vivo do que nunca em nossos smarpthones e reprodutores portáteis. E mesmo com o sucesso do AAC e a existência de formatos lossless de maior qualidade, o MP3 segue firme e forte.

E assim deve permanecer por muito tempo.

 


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