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Finalmente! Chegou a hora de comentar sobre O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, o terceiro filme da franquia do James Cameron. Eu demorei para comentar sobre essa pérola cinematográfica porque eu estava com a maior preguiça do mundo para desenvolver um texto de 500 palavras (ou mais) sobre um filme (e uma franquia) que dá sinais claros que o Terminator e toda a história que o cerca simplesmente se esgotaram.

Me chame de preguiçoso. Mas ao menos eu sou mais honesto que o James Cameron é com você ao entregar esse filme, esses personagens e essa história.

 

 

Já deu o que tinha que dar

 

 

Eu afirmei nos textos sobre os dois primeiros filmes dessa franquia do Cameron (lembrando: tem mais três filmes com esse universo que foram completamente ignorados – ou melhor, descartados sumariamente – com a existência desse filme) que a história do Terminator (e desses filmes) era melhor na minha cabeça do que aquela que eu revisitei antes de ver O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio.

E reforço a minha opinião: James Cameron não possui um histórico em entregar filmes com roteiros muito detalhados e que não chame você de burro. E o resultado final dessa escolha não pode ser outro: filmes insossos, rasos, pouco inteligentes e elaborados.

E a pior parte: em alguns momentos, nada faz muito sentido.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio nem é um filme pior do que aqueles que você já assistiu com essa franquia. Ele até tenta acertar em algumas tramas paralelas (imigração dos latinos para os Estados Unidos e os problemas que eles enfrentam na tentativa, os latinos serem indesejados – e os problemas acontecem), mas a ideia geral do filme apresenta problemas sérios.

Para muita, falta para O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio um pouco do bom humor do segundo filme, e um roteiro mais coerente. Bom, insisto que Cameron não é especialista no segundo item, mas no primeiro ele mandou melhor no passado.

E sobre a pobreza do roteiro (sim, eu pego demais nessa tecla porque sempre vou achar os roteiros dos filmes do Cameron um tanto quanto pobres), ele chega ao cúmulo do absurdo em descartar os três filmes (a gente já sabia que isso ia acontecer), ao mesmo tempo que ele coloca todos os filmes no cânone.

Não quero dar spoilers, mas James Cameron utilizou uma das saídas mais práticas, cômodas e primárias para anular tudo o que foi feito até agora. Ou seja, ao mesmo tempo em que descartou basicamente todos os eventos que conhecíamos até então, acaba fazendo essa escolha em função de um protagonista que, mesmo não me incomodando tanto, certamente incomodou a outras pessoas.

 

 

De novo: O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio não é um filme tão ruim assim. Até dá para ter empatia pela sua história (especialmente por Linda Hamilton, que está foda nesse filme), mas não dá para sair comprando a sua narrativa e motivações dos seus personagens por tão pouco.

Eu voto no fim da franquia Terminator, porque o T-800 precisa descansar em paz. E nós também.

Não sei se quero ver um novo filme do Exterminador. Até lá, vou cuidar da minha vidinha que eu ganho mais.

 


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