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O debate da privacidade em tempos de coronavírus

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Esqueça a ideia do “Big Brother” e deixe de lado toda a sua paranoia sobre os principais governos do mundo espionando a tudo e a todos. O mundo que você conhecia não é mais o mesmo desde março de 2020. Aquele mundo simplesmente acabou, e tudo agora está bem diferente.

Todo e qualquer iniciativa ou esforço para tentar conter a pandemia do COVID-19 e evitar um colapso generalizado em nosso sistema de saúde está valendo. É nossa missão coletiva tentar salvar o maior número possível de vidas. Todo e qualquer interesse individual é secundário diante desse cenário caótico.

Inclusive a sua privacidade.

 

 

 

O interesse geral prevalece sobre o individual

 

 

Em um período de calamidade pública provocada por uma pandemia, o que eu quero e o que você quer não importa em absolutamente nada nesse momento. Temos que fazer o que é melhor para todos, pois o que está em jogo são as vidas de muitas pessoas que, diferente de eu e você que está lendo esse post, estão com menores condições de defesa contra o COVID-19.

Por isso, várias cidades brasileiras já estão adotando sistemas informáticos e de tecnologia para monitoramento do cidadão, na tentativa desesperada em tentar localizar os focos do coronavírus e, ao mesmo tempo, alertar a população sobre os locais onde os casos estão aparecendo, justamente para que as pessoas possam se proteger melhor.

Além disso, tais plataformas oferecem sistemas de consulta rápida, através de um questionamento gerenciado por inteligência artificial, onde o cidadão mais leigo pode eliminar dúvidas sobre a doença, inclusive identificando se está ou não com os sintomas preliminares, podendo assim tomar providências de forma mais consciente e eficiente (ficar em casa, procurar um posto de saúde ou procurar um hospital em casos mais graves).

Nas próximas semanas, os governos municipal, estadual e federal vão apresentar essas soluções no formato de aplicativos que precisam ser instalados pelos cidadãos, ou através do monitoramento direto dos celulares, através da geolocalização e do cruzamento de dados coletados por diferentes setores.

Há uma promessa por parte dos gestores públicos que a privacidade do usuário no que se refere à identidade, idade e endereço serão preservadas. Você pode até não acreditar nisso, pois é difícil acreditar em políticos hoje em dia. Mas não pode ter resistência para não confiar que essas medidas são realmente necessárias para o combate ao COVID-19.

Os usuários também vão receber telefonemas do Ministério da Saúde, em um sistema de inteligência artificial, com um questionário a ser respondido para uma análise superficial do cenário do grande grupo de pessoas que não foram testadas, para identificar onde estão os focos de contaminação, sem considerar os assintomáticos, que não apresentam sintomas.

Diante de tudo isso, o TargetHD.net faz um apelo: por favor, colabore com todas essas iniciativas.

Insistimos que o mundo que você conhecia não existe mais, e esse não é o momento para pensar nas possíveis violações de privacidade que tais sistemas podem implicar. Não existem direitos individuais diante de um cenário de calamidade pública. E todos esses direitos podem ser revistos depois que a pandemia passar.

Colabore como puder com a tecnologia que existe e está por vir.

E… por favor… fique em casa!


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