Durante a Futurecom 2018, as principais operadoras de telefonia e internet móvel do Brasil (Claro, Vivo, TIM e Oi) deixam claro que o 5G no Brasil vai demorar. Só devem desembarcar por aqui depois de 2021 (depois de todo o mundo já ter abraçado a tecnologia).

A Claro quer ser a primeira a oferecer o 5G, mas não dá prazos e não tem pressa na ativação. Vai ativar as redes primeiro “em pontos específicos, onde se justifique a tecnologia”, tanto no uso quanto no retorno do investimento.

Já a Vivo alinha o seu discurso com a Claro, e não prevê quando o 5G terá rentabilidade suficiente para ser implementado no Brasil, e evita entrar em uma corrida para lançar essa tecnologia para evitar perder dinheiro.

O 5G é de implementação mais complexa, exigindo mais antenas e mais pontos de acesso, uma vez que é mais potente, mas com um menor alcance.

A Oi entrou no coro das demais, e não vai entrar em uma corrida tecnológica. Vai lançar as suas redes de nova geração ao mesmo tempo que as demais operadoras.

Por fim, a TIM planeja manter a estratégia das demais, sem o desejo de queimar a largada do 5G. A Anatel deve leiloar as primeiras faixas da tecnologia (em 3.5 GHz) no final de 2019, e serão necessários mais dois anos para limpar essa frequência, evitando interferências em transmissões de satélite.

A TIM deve iniciar um projeto piloto do 5G no Rio de Janeiro em março de 2019, com implementação comercial a partir de 2021. Porém, a tecnologia só deve vingar no Brasil entre 2022 e 2023.

Enquanto isso, os testes com o 5G já começaram. Além das quatro operadoras de telefonia móvel mais populares do Brasil, Ericsson, Nokia, Huawei e CPqD avaliam se os filtros instalados em antenas TVRO conseguem reduzir a interferência dessa rede nas transmissões de satélite na banda C.

Em resumo: muito cuidado para o Brasil ficar para trás em relação ao restante do mundo. Mais uma vez.

 

Via TeleSínteseTeletime