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Mais um golpe está pegando os desavisados. Saiba que, de forma oficial, o WhatsApp não realizou nenhum resumo ou retrospectiva de 2018. Mas golpistas estão se aproveitando dessa premissa para espalhar links que direcionam o usuário para páginas falsas que capturam dados pessoas e espalham apps maliciosos.

Mais de 339 mil pessoas caíram no link da suposta retrospectiva 2018 do WhatsApp em apenas 16 horas. A mensagem é enviada por um contato, e promete relembrar conversas, fotos e status antigos. Na prática, o esquema quer lucrar com publicidade e redirecionar o usuário para páginas falsas que solicitam dados pessoais.

O golpe apresenta um padrão de mensagem:

“Pessoal, acabei de ver minha Retrospectiva 2018 que o WhatsApp liberou. Muito bom! Relembrei as fotos antigas, status e conversas. Veja a de vocês aí.”

Quando você clica no link, uma página indica que a sua retrospectiva foi criada com sucesso, induzindo ao compartilhamento da mensagem, sem sequer exibir a retrospectiva em questão. O site malicioso pode pedir que o usuário instale o “app de segurança WhatsApp” para liberar memória do telefone e proteger o dispositivo contra ameaças.

Na prática, o aplicativo é falso, e é do mesmo desenvolvedor do Vivo Internet Grátis, que se utilizava da operadora de telefonia móvel para disseminar campanhas de propaganda e atividades suspeitas. O mais surpreendente é que os dois aplicativos estão na Google Play Store, e aparentemente a Google não se tocou da veracidade dos dois (ou não fez nada).

O principal objetivo desses aplicativos maliciosos é roubar dados financeiros, já que o WhatsApp tem um alcance enorme em pouco tempo. Nem mesmo as recentes limitações de compartilhamento de links impedem a disseminação orgânica das mensagens falsas. Em dezembro, o WhatsApp limitou o encaminhamento de mensagens para evitar as fake news.

É importante informar aos leigos e desavisados que, tecnicamente, é impossível ter uma retrospectiva do ano via WhatsApp, uma vez que o aplicativo de mensagens instantâneas trabalha com criptografia de ponta a ponta. Ou seja, nem o WhatsApp pode ler as mensagens para compilar tudo em um grupo de melhores mensagens do ano. Sem falar que, caso isso fosse possível, seria uma grande quebra de privacidade das conversas dos usuários.

Por outro lado, essa mesma criptografia torna quase impossível impedir a disseminação dos links maliciosos, e a única forma de combater isso com eficiência é contar com o bom senso dos usuários em não compartilhar esse e outros tipos de link que não agregam em nada ao serviço de mensagens instantâneas.

 

Via Tecnoblog


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