A Huawei já está na polêmica Entity List, o que torna essa empresa oficialmente uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos, ficando vetada em possíveis negócios com empresas norte-americanas. Rapidamente, os parceiros declararam suas posições: o Google afirmou que mantém os acordos para os dispositivos já fabricados, a própria Huawei sinalizou que manteria as atualizações dos dispositivos atuais. Porém, agora é o governo dos Estados Unidos que voltou a se pronunciar, com o objetivo de diminuir a tensão que tomou conta de todos no dia de ontem (20).

 

 

Mais três meses de atualizações para smartphones e redes

 

O primeiro movimento de reaproximação foi feito pelo Governo dos Estados Unidos da América. Mais especificamente, o Departamento de Comércio dos EUA, que decidiu criar uma licença temporária que permite à Huawei atualizar os equipamentos já existentes, tanto para smartphones como para equipamentos de rede até o próximo dia 19 de agosto.

Uma licença temporária que não soluciona o atual conflito entre a empresa chinesa e o governo norte-americano, com a tensão comercial entre Estados Unidos e China como pano de fundo. Essa tensão foi provocada por acusações de espionagem que, até o momento, só podem ser consideradas infundadas por parte de Donald Trump pela ausência de provas.

 

 

A licença temporária permite à Huawei acessar não apenas o uso mas também as atualizações dos serviços e aplicativos do Google. Ou seja, as duas empresas manteriam os seus acordos e os serviços nos smartphones já em circulação, mas a Huawei ampliou esse serviço aos modelos já fabricados e em estoque.

Por outro lado, os principais beneficiados dessa licença temporária são os pequenos provedores de telefonia móvel dos Estados Unidos, que fornecem serviços de internet em locais pouco povoados. Provedores que compraram equipamentos da Huawei nos últimos anos, e que dependeriam muito do serviço da empresa. Abrir mão desses equipamentos significaria, na prática, o fim dos seus serviços e a desconexão de parte da população norte-americana.

Um primeiro passo que reforça a ideia que tudo isso é parte de um movimento organizado pelo Governo dos Estados Unidos para forçar acordos com a China, tal e como aconteceu no passado com a ZTE e sua multa depois da ruptura do cerco comercial com o Irã e a Coreia do Norte. Tudo foi resolvido com uma multa e posições vantajosas para os norte-americanos.

Veremos como esse caso com a Huawei vai se resolver. Enquanto isso, dá para construir uma mesa de negociações em três meses.

Certo?

 

Via Reuters