Se você acessar o YouTube em um browser que não é o Google Chrome, vai descobrir que a página demora cerca de cinco vezes mais tempo para ser exibida. Pior: isso é feito de propósito.

A Google bloqueou muitos dos seus serviços em navegadores concorrentes, mas não pode fazer isso com o YouTube (ainda). Mas isso não impede de prejudicar a concorrência, exibindo a sua página de forma significativamente mais lenta.

A Google utiliza o Polymer 1.0 como base para a interface do YouTube, e conta com uma API obsoleta, que apenas o Chrome suporta, prejudicando e muito o desempenho nos demais navegadores. Mesmo com o YouTube recebendo uma reformulação de design recente, é estranha a escolha por uma versão de 2015 da API (que já está na versão 3.0).

Porém, se a Google não quer facilitar a vida dos usuários de outros navegadores, eles podem resolver o problema na base dos plugins.

No Firefox, uma extensão força a apresentação da interface clássica do YouTube. No Edge ou Safari, é preciso instalar o Tampermonkey e aplicar um script que também força o uso da interface clássica da plataforma.

A manobra da Google lembra o que a Microsoft fez nos tempos do Internet Explorer, que tentou ditar as regras para as páginas web.

Lamentável.

 

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