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As constantes denúncias sobre falhas e abusos do Facebook se toraram pautas constantes nos sites de tecnologia e na mídia em geral, deixando a rede social de Mark Zuckerberg em maus lençóis. Mas a pior parte de tudo isso é que tantos escândalos geram reflexo em sues usuários, que deixam de dar o benefício da dúvida que a empresa poderia usar em outros tempos.

Um dos últimos escândalos se refere ao fato do Facebook oferecer acesso privilegiado à informações dos usuários para alguns parceiros especiais, incluindo a capacidade de ler, enviar e eliminar mensagens privadas. Aqui, chegamos ao ponto onde, no lugar de assumir que não é tão ruim quanto parece, a empresa assume que podem ser problemas ainda piores. Só resta saber até que ponto.

O Facebook perdeu o seu status de “melhor lugar do mundo para trabalhar”, com vários dos seus colaboradores aproveitando qualquer chance para migrar para outras empresas. E mesmo que as respostas e explicações dadas sejam sinceras, elas são prontamente catalogadas no habitual sistema de controle de danos: adiar a resposta, negar o problema e desviar o foco do problema.

Para um Mark Zuckerberg que passeava pelos EUA em “campanha” (alguns chegaram a afirmar que ele cogitaria uma candidatura à presidência dos Estados Unidos no futuro), tanto ele como o Facebook saíram do topo para o térreo, com sérios riscos de afundar ainda mais.

Tal e como o Facebook foi utilizado para veicular campanhas de manipulação de opinião pública, também se coloca a questão da própria rede social se colocar como um alvo de campanha viral. Mas cada um de nós teremos que tirar as nossas próprias conclusões.

Da minha parte, se você que está lendo esse post está se questionando se vale a pena sair da rede social, a única coisa que eu posso afirmar é que: vale a pena, desde que você esteja consciente de tudo o que pode acontecer ao tomar essa decisão.

Agora, se você está muito preocupado com a privacidade de seus dados, não tem muito que pensar. Saia do Facebook o quanto antes.


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