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Se você é um profissional com necessidades específicas para tarefas específicas (edição de imagem e som, renderização, gráficos avançados, etc), com certeza já passou pela sua cabeça a compra de um Mac Pro. A Apple entrega computadores potentes e de qualidade para profissionais com exigências elevadas para tarefas mais elaboradas, e bem sabemos em como essa é uma poderosa ferramenta nas mãos mais habilidosas.

Porém, o que a Apple faz no Brasil é testar todos os limites possíveis e imagináveis dos cartões American Express Black Platinum Ultra dos milionários e poderosos que vivem por aqui. Sim, pois só eles podem adquirir o novo Mac Pro no por aqui.

Para ser justo, esse é um computador bem caro até nos Estados Unidos: o modelo mais básico custa lá fora a partir de US$ 5.999, mas é fundamental observar que: 1) o poder de compra do norte-americano é muito maior; 2) são três salários mínimos de investimento. Para quem tem o próprio negócio, é um profissional independente ou tem aspirações para tal, encara esse produto como um investimento que pode se pagar com relativa facilidade com o próprio trabalho realizado com ele, e em um tempo relativamente curto.

Porém, esse mesmo computador vai custar no Brasil o preço inicial sugerido de R$ 55.999. Ou seja, sem chances para um profissional liberal intermediário. Tem que ser, logo de cara, um profissional com um certo potencial financeiro e capital de giro elevado para investir nesse equipamento. E, mesmo assim: é o preço de um carro popular, minha gente!

Isso aqui já é um absurdo!

Agora… pense na configuração mais completa do Mac Pro, que pode contar com um processador Intel Xeon de até 28 núcleos, até 1.5 TB de RAM, placa de vídeo AMD Radeon Pro Vega II e até 4 TB de SSD. Esse modelo pode custar os absurdos R$ 428.799 no Brasil. Ou seja, um preço de um bom apartamento em qualquer cidade brasileira. Ah, sim, claro… você tem 10% de desconto se você for corajoso o suficiente para pagar à vista por esse computador.

Mesmo assim: com R$ 385.191, você ainda pode comprar um bom apartamento em qualquer cidade brasileira.

 

 

Como chegamos nesse ponto?

 

 

Um dos motivos para você, empresário, ficar na dúvida entre “comprar uma casa ou um Mac Pro” é, de novo, o “fator Brasil”. A cotação do dólar que a Apple estabeleceu para esses produtos foi US$ 1 = R$ 9,33. E para isso o Trump não fala nada.

Nem mesmo os fatores de I+D, custos de importação, impostos e lucro presumido entre os envolvidos explica isso aqui.

Tudo bem que o modelo mais caro do Mac Pro, que custa US$ 52.599 nos Estados Unidos (e custa incríveis R$ 429,799 no Brasil tem uma taxa de conversão mais modesta: US$ 1 = R$ 8,15. E eu reconheço que até mesmo lá fora este é o Mac Pro pensado nas empresas ou pessoas milionárias (os muito ricos não precisam de um computador como esse, os ricos muito menos, e a classe média alta que pensa que é milionária no Brasil pode se contentar com um MacBook, pois ele dá o mesmo status que você precisa nos aeroportos ou na Starbucks).

Mesmo assim. São preços absurdamente fora da realidade do mercado brasileiro, até mesmo para empresas de grande porte. Ou você vai querer me convencer que algumas das empresas que conhecemos não vão importar esse Mac Pro se realmente fazem questão de adquirir um produto como esse, mesmo com uma cotação do dólar a R$ 4,15 (na data de 10 de dezembro de 2019). É pouco mais da metade do preço cobrado no Brasil, considerando taxas de importação e outros custos implícitos na compra.

 

 

E nem é o caso da Apple repensar essa estratégia

 

 

Caso o dólar fique abaixo dos R$ 4 (algo que eu acho bem difícil, diante do cenário geral em que vivemos), a Apple não vai revisar os seus preços para baixo. A gigante de Cupertino visa o lucro SEMPRE, e isso fica bem claro nas suas outras linhas de produtos. No caso do Mac Pro, que faz parte de um segmento que não oferece hoje a maior margem de lucro para a empresa, a redução de preços é algo quase impossível.

Eu não conheço os números de vendas de computadores Apple no Brasil, mas sei que não estão entre as campeãs de vendas por aqui. Logo, a empresa cobra o que quiser, e aposta no modo “vai que cola” para obter algum lucro por unidade vendida.

Isso mesmo. “Vai que cola”.

 

 

“Vai que cola” que algum maluco milionário, com cartão American Express Black Platinum e com muita preguiça de viajar até os Estados Unidos decide entrar no nosso site ou em uma de nossas lojas para comprar uma ou mais unidades do Mac Pro.

Eu sei. É um cenário meio surreal para estabelecer o perfil de compra desse novo produto. Mas os preços adotados pela Apple no Brasil também são surreais. Logo, está tudo certo.

Tudo dentro da “normalidade”.

 

 

 

Apple Mac ProModelo básicoModelo mais caro
ProcessadorIntel Xeon W de 8 núcleos (3,5 GHz, 4 GHz em turbo)Intel Xeon W de 28 núcleos (2,5 GHz, 4,4 GHz em turbo)
RAM32 GB1,5 TB
Placa de vídeoAMD Radeon Pro 580X com 8 GB de memória GDDR52x Radeon Pro Vega II Duo com 2×32 GB de memória HBM2 cada
Armazenamento SSD256 GB4 TB
Apple Afterburnernãosim
Basepé fixorodinhas
Preço nos EUAUS$ 5.999US$ 52.599
Preço no BrasilR$ 55.999R$ 428.799

 

 

Os preços das atualizações de hardware do Mac Pro no Brasil

Processador:

  • Intel Xeon W de 8 núcleos (3,5 GHz / 4 GHz): (modelo básico)
  • Intel Xeon W de 12 núcleos (3,2 GHz / 4,4 GHz): + R$ 8.000
  • Intel Xeon W de 16 núcleos (3,2 GHz / 4,4 GHz): + R$ 16.000
  • Intel Xeon W de 24 núcleos (2,7 GHz / 4,4 GHz): + R$ 48.000
  • Intel Xeon W de 28 núcleos (2,5 GHz / 4,4 GHz): + R$ 56.000

RAM:

  • 32 GB de RAM: (modelo básico)
  • 48 GB de RAM: + R$ 2.400
  • 96 GB de RAM: + R$ 8.000
  • 192 GB de RAM: + R$ 24.000
  • 384 GB de RAM: + R$ 48.000
  • 768 GB de RAM: + R$ 112.000
  • 1,5 TB de RAM: + R$ 200.000

Placa de vídeo:

  • Radeon Pro 580X com 8 GB GDDR5: (modelo básico)
  • Radeon Pro Vega II com 32 GB HBM2: + R$ 19.200
  • 2x Radeon Pro Vega II com 32 GB HBM2 cada: + R$ 41.600
  • Radeon Pro Vega II Duo com 2×32 GB HBM2: + R$ 41.600
  • 2x Radeon Pro Vega II Duo com 2×32 GB HBM2 cada: + R$ 86.400

Armazenamento:

  • SSD de 256 GB: (modelo básico)
  • SSD de 1 TB: + R$ 3.200
  • SSD de 2 TB: + R$ 6.400
  • SSD de 4 TB: + R$ 11.200

Adicionais:

  • Corpo com pé fixo: (modelo básico)
  • Corpo com rodinhas: + R$ 3.200
  • Apple Afterburner: + R$ 16.000

 

 

Via Apple, Tecnoblog


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