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Você lembra do eMule, meu jovem?

Posso apostar que não. Mas é quase certo que o seu pai se lembra.

Em um passado não muito distante (e, ao mesmo tempo, 10 anos no mundo da tecnologia são muito tempo), as pessoas não tinham o streaming para assistir seus filmes e séries preferidos. As alternativas eram limitadas naquela época: a TV aberta, a TV por assinatura e o download de conteúdos em redes P2P.

O protocolo Peer-to-Peer pode ser considerado o pai do tão amado Torrent nosso de cada dia. Ele permitia que conteúdos de diversos tamanhos pudessem ser transmitidos de um computador para outro, em pequenos pedaços que depois se juntavam para entregar o arquivo inteiro e pronto para a sua execução.

Essas redes ainda sobrevivem, apesar de toda a popularidade do BitTorrent. Porém, o que mais chama a atenção aqui é ver que o eMule não morreu. Este era um dos principais aplicativos P2P do início dos anos 2000, sendo muito popular no seu tempo. Porém, foi perdendo relevância com o passar do tempo, e caiu no esquecimento.

A última versão estável do eMule era a 0.50a, lançada em abril de 2020. Era, pois agora temos uma beta pública da versão 0.60a, que deve entregar importantes mudanças internas.

 

 

 

eMule vive!

 

 

A primeira beta pública do eMule 0.60a está disponível nas versões de 32 bits e 64 bits, e é a primeira a alcançar esse status em 10 anos (em 2015, tentaram lançar um 0.50b, além de alguns Mods com recursos adicionais).

Ao longo desse tempo, vários clientes P2P apareceram no mercado, e seguiram o seu caminho de evolução. Muitos deles se aproveitaram da rede eD2K (eDonkey Network), mas nenhum deles tinha o mesmo magnetismo que o eMule, que ficou inalterado ao longo desse tempo todo.

E mesmo sem receber modificações no seu software, o cliente seguiu funcionando ao longo desse tempo todo, com algumas atividades de transmissão de dados registradas pelos usuários. Mas ninguém esperava por uma nova versão do eMule, ainda mais depois de tanto tempo do software parado.

As principais mudanças dessa nova versão do eMule são internas, com melhorias nos aspectos de segurança e otimizações diversas, além de agregar o suporte ao HTTPS para realizar downloads via server.met ou os nodes.dat. Além disso, o novo software pode ocultar determinadas conexões indesejadas e importam partes de downloads que foram interrompidos para continuar esse download em um momento posterior.

Não dá para saber se os mais novos vão abraçar o eMule como alternativa para realizar o download de diversos arquivos com os mais diferentes formatos, e é um fato que o aplicativo passou para um segundo plano para muitos dos usuários mais veteranos. Porém, o mais importante nesse momento é ver que o serviço está vivo e funcional, e a nova versão deixa isso bem claro.

Seja pela nostalgia ou pela curiosidade em testar aquilo que fez tanto sucesso no passado (até mesmo para entender por que fez tanto sucesso), acho que vale a pena pelo menos dar uma chance para a nova versão do eMule. Se você não se adaptar com o sistema ou não encontrar por lá nada de interessante, basta desinstalar o software e seguir com a sua vida normalmente.

 

 

Via eMule-Project Forum


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