A Xiaomi tem apenas oito anos de vida, mas domina o mercado de linha média de tal forma, que parece uma veterana com décadas de experiência. Confesso que cheguei a duvidar que a marca seria capaz de tamanha dominância com uma margem de lucro tão baixa (apenas 5% no máximo para cada unidade vendida), mas a estratégia está funcionando lindamente.

Depois de passar uma pomada na minha língua queimada, comecei a pesquisar para descobrir o que os demais fabricantes estão fazendo para tentar barrar esse domínio da Xiaomi em um segmento de mercado que é muito valioso, com um considerável potencial de crescimento.

Lembrando, que no mercado global, a Xiaomi tem preciosos 7% de mercado. E muita dessa clientela vem justamente desse mercado de linha média.

A Huawei, por exemplo, entende que não precisa acelerar o passo. Hoje, tem a segunda posição no mercado global de smartphones, e tem como próximo alvo a líder de mercado Samsung. E para alcançar esse objetivo, tem em mente a aposta clara nos modelos top de linha e premium.

Já a Motorola quer frear o ímpeto da Xiaomi investindo na confiabilidade. Entende que, por ser uma marca com muito mais tempo de mercado, pode oferecer ao consumidor um suporte de melhor qualidade e produtos mais confiáveis na resistência e experiência de uso.

 

 

Agora, a própria Xiaomi parece que não está interessada em mudar os seus planos. Deve seguir oferecendo produtos excelentes para o mercado de linha média, com uma relação custo/benefício matadora.

E eu não estou falando exatamente do Xiaomi Pocophone F1, pois esse dispositivo é a apelação total (um dia eu vou investir os meus poucos dinheiros em uma unidade desse produto). Estou falando de modelos como o Xiaomi Mi A2 e Mi A2 Lite, que custam no Brasil a partir de R$ 1.000 (um pouco menos, dependendo da boa vontade do e-commerce ou importador).

E este é um valor que nem ASUS, nem Motorola conseguem competir nesse momento com os seus modelos equivalentes (Zenfone Max Pro M1 e Motorola One).

Não sei se é exatamente o caso da concorrência começar a rever as suas estratégias. Porém, se nada acontecer de muito significativo, a Xiaomi vai mandar com mão de ferro o mercado de linha média por um bom tempo.