O iPhone tem 11 anos de vida, e no começo ninguém acreditou no sucesso de um smartphone que custava US$ 500 e fazia MENOS do que a concorrência. Hoje, vemos que não só o iPhone continua a ser um sucesso, como o preço do produto é cada vez mais caro.

Quando olhamos para a evolução do preço dos iPhones ao longo dos anos, fica evidente a forma que a Apple encontrou para manter os lucros sem elevar as vendas: aumentando substancialmente o preço final dos produtos nos últimos anos.

No começo, um iPhone custava a partir de US$ 499. De 2011 até 2014, os preços subiram de forma progressiva com os modelos iPhone 4S, iPhone 5, iPhone 5S e iPhone 6, sendo que neste último estreou o modelo Plus, que custava em torno de US$ 800.

A tendência se manteve nos modelos seguintes (iPhone 6S, iPhone 7 e iPhone 8), onde os modelos menores ultrapassaram a casa dos US$ 800, enquanto que os modelos Plus superavam a casa dos US$ 900.

 

 

Mas foi em 2017 com a chegada do iPhone X que a Apple superou oficialmente a casa dos US$ 1.000 para um iPhone. E tal tática foi reforçada com os modelos iPhone XS e XS Max, sendo que este último alcança os nada amistosos US$ 1.449 como preço máximo.

É importante observar que o aumento de preços vai distanciando o modelo mais barato do mais caro a cada ano. Embora o aumento de preços seja de mais de 50% entre o iPhone 4S de 64 GB de 2011 e o iPhone XS Max de 512 GB, a Apple manteve pelo menos um modelo com preço abaixo dos US$ 800.

Sem falar nos modelos dos anos anteriores, que ainda são muito úteis por serem compatíveis com as novas versões do iOS. Nesse caso, o iPhone 7 de 32 GB é o mais acessível da Apple no momento, e pode ser uma opção acessível para quem está disposto a pagar. Ao mesmo tempo que a longevidade pode ser um bom incentivo para investir mais dinheiro nos modelos mais recentes.

 

 

Só o tempo vai dizer até quando a tática da Apple vai funcionar. Fato é que as pessoas estão abdicando da tradição de comprar novos iPhones a cada ano com o aumento dos preços, ampliando essa janela de compra para dois ou três anos.

Se a Apple entender que isso é um problema, existem formas de lidar com isso, incluindo o lançamento de um iPhone ‘mini’, que pode ocupar o lugar do iPhone SE.

Até lá, a Apple segue com um caso único no setor. Todos os seus concorrentes precisam manter a sua estratégia de reduzir suas margens de lucro para se manterem competitivas.

 

Via GSMArena