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As lojas online “espertinhas” nas vendas do Xbox Series X e S

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Porque o e-commerce no Brasil está, de um modo geral, acostumado a cagar na cabeça do consumidor.

Peço desculpas por começar este post com um termo considerado inadequado para um blog de tecnologia. Porém, essa é a impressão clara que fica quando os e-commerces nacionais tendem a adotar normas que acabam prejudicando o consumidor brasileiro. Tal e como já está acontecendo com as vendas do Xbox Series X e Xbox Series S por aqui.

A redução do IPI fez com que a Microsoft reduzisse o preço de lançamento dos dois consoles para R$ 4.599 e R$ 2.799, respectivamente, além da decisão em restituir os clientes que adquiriram o produto na pré-venda com os preços mais caros.

Em teoria, tal regra deveria ser aplicada de imediato pelos e-commerces. Mas na prática, temos um comportamento que justifica o uso do palavrão no primeiro parágrafo do artigo.

 

 

 

Não pode ser tão difícil assim

 

 

No cenário apurado pelo Tecnoblog, apenas a Amazon se compromete de forma clara em devolver a diferença paga a mais pelo consumidor, pois já possui uma política que garante o preço mais baixo para o produto sempre. O formato da devolução pode variar, dependendo da forma que o cliente pagou pelo produto, ou com estorno no cartão de crédito, créditos na própria loja e depósito em conta bancária indicada pelo cliente.

Obviamente, a Amazon já está cobrando os novos valores para o Xbox Series X e S. assim como outros varejistas online consultados (Amazon, Casas Bahia, Extra, Magazine Luiza, Havan, Nagem, Miranda, Bemol, iByte, Info Store). Vale lembrar que, em alguns dos e-commerces mencionados neste parágrafo, o Xbox Series X já está esgotado, mostrando que a procura pelo console é grande e, pelo menos na teoria, todos os clientes terão o direito do reembolso da diferença de valores.

E é aqui que as coisas começam a se complicar.

 

 

 

A burocracia burra

 

 

De acordo com a Microsoft:

 

“Os consumidores que já fizeram a compra na pré-venda devem solicitar o reembolso com os varejistas responsáveis pela comercialização, que devem avaliar como o reembolso será feito caso a caso”.

 

Porém, vários e-commerces grandes como o grupo B2W (Submarino, Americanas e Shoptime), Via Varejo (Casas Bahia, Ponto Frio e Extra) e Kabum não só estão cobrando o preço antigo em suas respectivas plataformas (até o momento em que esse post foi produzido), como também não contam com uma política clara de reembolso na diferença de valores pagos.

É óbvio que todo mundo pode cancelar a compra a qualquer momento e solicitar a devolução do dinheiro para comprar o console em outro e-commerce que cobra o preço menor e atualizado. Porém, além do fato de correr o risco de ficar sem o videogame por falta de estoque (principalmente no caso do Xbox Series X, que já está esgotado em várias lojas online), o processo de devolução do valor pago é conhecido como PARTO ou CALVÁRIO por muitos clientes.

Falo isso por experiência própria, pois a minha experiência com o grupo B2W está sendo traumática: estou esperando por mais de 45 dias pela devolução de R$ 812,11. Detalhe: eu desisti da compra antes do produto ser liberado pela transportadora, e no final das contas fiquei sem o produto e sem o dinheiro.

 

 

 

Não compre em e-commerce que quer fazer o consumidor de otário

 

 

Você tem a liberdade de escolha para comprar o seu novo Xbox na loja que quiser, e o direito de pagar pelo menor preço. Os e-commerces que estão mantendo os valores antigos para os consoles podem sim induzir os consumidores menos informados ao erro, já que aproveitam da desinformação (já que a informação é recente) para vender unidades com o valor mais alto e, obviamente, lucrar com isso.

Por isso, nosso papel sempre será de informar o leitor e o usuário de tecnologia sobre o que está acontecendo, com o objetivo final de beneficiar quem já paga caro pelos produtos em território nacional. Temos que denunciar tais práticas para que o consumidor não pague a mais pelo produto, e para que os e-commerces mudem as suas posturas.

Entendo que o consumidor brasileiro está cansado de ter a cabeça cagada por e-commerces que estão visando o lucro a todo custo. E ficar ainda mais atentos para tais práticas, pois o mês de novembro mal começou, e os próprios clientes já estão sentindo o cheiro fétido de BLACK FRAUDE no ar.

 

 

Via Tecnoblog


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